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Brasil exporta 487 mil toneladas de arroz em 2019/2020

Maior volume embarcado nos últimos quatro anos. Além disso, supera em 12 mil toneladas a quantidade vendida para o mercado externo em 2019

As exportações brasileiras de arroz beneficiado totalizaram 487 mil toneladas (base casca) no ano comercial 2019/2020 (1º de março/2019 a 29 de fevereiro/2020). Foi o maior volume embarcado nos últimos quatro anos. Além disso, supera em 12 mil t a quantidade vendida para o mercado externo em 2019.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira 18 pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e pelo Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz-RS).

“Em valores, as exportações de arroz beneficiado, no ano comercial 2019/2020, representaram US$ 160 milhões, US$ 10,3 milhões a mais do que o faturamento do período anterior, de 2018/2019”, destaca o diretor executivo do Sindarroz/RS, Tiago Sarmento Barata.

De acordo com ele, o resultado das exportações de arroz beneficiado no ano comercial 2019/2020 foi muito bom e reforça a posição do Brasil no mercado internacional como exportador de arroz beneficiado de qualidade.

“Conseguimos fidelizar alguns mercados importantes, como o Peru. Paralelamente, abrimos mercados novos, reconhecidos mundialmente como valorizadores da qualidade do nosso arroz beneficiado, como o Iraque, por exemplo”.

Expectativa

Ainda segundo Tiago Barata, a expectativa é que o arroz beneficiado brasileiro conquiste novos mercados em 2020. “Um dos mercados que está muito no nosso radar é o México, onde realizamos, recentemente, uma missão institucional com o objetivo de visitar as autoridades mexicanas e potenciais importadores.”

Conforme a diretora executiva da Abiarroz, Andressa Silva, a ação no México buscou sensibilizar as autoridades daquele país. E ainda, potenciais importadores sobre a capacidade das indústrias brasileiras de fornecer arroz de forma constante. Acima de tudo, com qualidade reconhecida internacionalmente e a preços mais competitivos para o consumidor mexicano.

Para assegurar um bom fluxo de negócios, a diretora ressalta a importância de gestões do governo brasileiro. Dessa forma, para incluir a isenção de imposto de importação ou fixação de cotas por meio da ampliação do Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 53 para o arroz brasileiro.

“Confiamos no comprometimento das autoridades brasileiras para inclusão do arroz beneficiado nas negociações para ampliação do ACE nº 53. Nesse meio tempo, seria de grande relevância a gestão do Ministério da Economia brasileiro para assegurar a renovação da cota para exportação de arroz. Ajuda essa junto à pasta correspondente do México e para que a cota chegue a 150 mil toneladas, livre de impostos, para o corrente ano”, enfatiza a diretora executiva.

Fonte: Agrolink
Crédito da foto: Divulgação/Pixabay

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