A medida é uma forma de contribuir para segurança alimentar da família do agricultor, quando comprovada perda de produção acima de 50% no município

Melhorias do Garantia-Safra serão estudadas por um Grupo de Trabalho que de acordo com decisão do Comitê Gestor do programa que se reuniu em Brasília na semana passada, o estudo tem como objetivo, aperfeiçoar os processos de adesão dos estados, municípios e agricultores. O foco é em aporte financeiro, laudo e metodologia de avaliação de perdas, solicitação de vistoria, indicação de técnico vistoriador, além do pagamento de benefício.

Eduardo Sampaio Marques que é secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lembra que o Garantia-Safra é um dos programas mais importantes do Mapa; voltado para os agricultores familiares, que vivem principalmente no Nordeste e no norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. “São regiões que sofrem muito com perda sistemática da produção por seca ou excesso de chuva, tendo um caráter de segurança alimentar para mais de 1 milhão de famílias beneficiadas em dez unidades da federação e em mais de 1.100 municípios”, destaca Sampaio.

O grupo de trabalho será coordenado pelo Departamento de Gestão de Riscos da SPA. Segundo Pedro Loyola, diretor do departamento (Deger), o Comitê Gestor demonstrou que reestruturar o programa atende anseio dos participantes do programa, que precisa ser inovado e tornado mais aderente à realidade regional dos agricultores.

Loyola ressalta também que os trabalhos terão apoio técnico de instituições, como a Embrapa Informática Agropecuária, que realiza pesquisas de zoneamento agrícola de risco climático. “Além disso, vamos realizar pesquisas e abrir canais de comunicação para receber sugestões de aperfeiçoamento do programa. Nos próximos dois meses, nosso objetivo é ouvir as propostas das bases, pois cada região tem peculiaridades”. Já foram definidas pelos coordenadores estaduais reuniões regionais para ocorrer em Pernambuco, Maranhão e Bahia.

Como coordenadora de crédito do Grupo Gestor do Maranhão, Cláudia Regina Cascás Sousa, diz que o encontro para reavaliação do Garantia-Safra é necessário para dar mais agilidade aos processos, responder novas demandas e tornar o programa mais amplo, respeitando especificidades regionais. “É preciso rever os papeis dos entes que executam o programa, bem como estabelecer novos fluxos operacionais, parâmetros de avaliação para acesso ao programa, em especial a verificação de risco”, explica Regina.

Na reunião do comitê foi definida a manutenção do valor do benefício em R$ 850, pago em cinco parcelas de R$ 170. A medida é uma forma de contribuir para segurança alimentar da família do agricultor, quando comprovada perda de produção acima de 50% no município.

Para que o agricultor participe, é necessária a adesão, anualmente, de estados, municípios e agricultores ao programa, por meio da inscrição e pagamento dos aportes. Para a safra 2019/2020, também foram mantidos os valores de contribuição de R$ 17 para agricultores; de R$ 51, para os municípios; de R$ 102, para os estados, e; de R$ 340, no mínimo, para a União.

O comitê formado por representantes do setor público, entidades representativas dos produtores da agricultura familiar e das coordenações estaduais do programa é presidido pela Secretaria de Política Agrícola. O comitê se reúne atualmente, antes da abertura da nova safra para definir as principais diretrizes do programa, como o valor do benefício Garantia-Safra e a quantidade de cotas disponibilizadas para a adesão dos agricultores.

Fonte: Notícias Agrícolas
Foto: raywhite

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