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Animais utilizados na lida precisam de descanso para evitar lesões

Revezamento dos animais e banhos aquedados previnem doenças causas pela exaustão

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Os cavalos são essenciais para a lida no campo, principalmente nas fazendas de gado, e precisam de cuidados especiais para garantir não apenas sua saúde, mas também seu descanso.

Apesar deles serem animais muito rústicos, que não demostram facilmente o cansaço, podem trabalhar até a exaustão sem demostrar as fraquezas e dores que estão sentindo.

Por isso, é preciso estar atento aos pequenos sinais demostrados pelo animal para colocar ele para descansar. O ideal, segundo especialistas, é dar um banho no animal antes de soltá-lo ao pasto para que ele se recupere por completo.

Além disso, é recomendado que a fazenda tenha um rodízio de animais. Cada peão deve ter seis cavalos para revezar, colocando um por dia para o trabalho. Se este número não for possível, pelo menos quatro animais por peão, para garantir o período de descanso ideal para o animal se recuperar e voltar para a lida.

Lesões por falta de descanso

Os machucados e lesões podem levar os animais a perdem sua condição física, sobrecarregando outros animais da tropa, por isso o rodízio correto dos cavalos é essencial.

Se o revezamento não for respeitado, além das lesões e do emagrecimento do cavalo, doenças no trato intestinal e respiratório como gripes e garrotilhos, até mais graves como pneumonias e abscessos podem acometer o animal.

Percepção dos sinais

Os primeiros sinais de exaustão do cavalo são a diminuição das disponibilidade do trabalho. O peão passa a necessitar do reio ou espora para que o animal desenvolva atividades que ele faria sem problema nenhum, em uma condição normal.

Dificuldade para colocar a orelha para frente, mucosa com coloração diferente, pelo eriçado e dobras na pele também são sinais emitidos pelo cavalo que ele está exausto e precisam ser levados em consideração.

O suor não deve ser considerado como cansaço, pois é uma reação normal do animal que precisa resfriar o corpo, pois sua temperatura aumentou.

Cuidado com as articulações, tendões e ligamentos

Quando o animal é utilizado para o trabalho além do que ele suporta, as articulações, tendões e ligamentos podem inflamar num primeiro momento e o descanso correto desinflama essas partes do corpo recuperando o animal. Mas, se ele não descansa o necessário, a tendência é que estes males se tornem crônicos, levando o animal a ter artrose, que são lesões degenerativas e muito doloridas.

Quando aquecemos o animal, muitas vezes a manqueira pode passar, mas isso não é sinal que a doença se curou. Ele pode voltar a sentir as dores quando o corpo esfriar.

Programa de descanso dos cavalos

Os animais utilizados na lida precisam ter um programa de descanso que contenham uma boa alimentação, suplementação com minerais, um bom protocolo sanitário e deixá-lo descansando ao pasto pelo tempo mínimo de 4 a 5 dias.

Se o trabalho executado pelo animal for muito pesado, este tempo de descanso deve ser aumentado, e ele deve trabalhar apenas meio período.

Os campineiros são profundos conhecedores dos animais e precisam interpretar muito bem os pequenos sinais emitidos pelo animal para saber o momento ideal de parar e descansar.

Como dar um banho no seu animal?

Parece banal, mas o banho do seu cavalo após a lida é ideal para garantir o descanso dele e deve-se seguir algumas orientações:

– Comece pelas pernas para dar tempo da temperatura do corpo abaixar e evitar um choque térmico desconfortável;

– Recobre a atenção para a limpeza da areia que fica entre as pernas, na barriga e em demais dobras de pele para evitar as assaduras;

– Limpe muito bem a sola para manter os cascos saudáveis;

– Cuidado com a temperatura da água. Banhos gelados podem ser confortáveis, mas não devem se estender por muito tempo;

– Lave muito bem a cara do seu animal, jogando a água da mangueira para cima, deixando-a cair vagarosamente, assim, o cavalo consegue proteger sua orelha da infiltração de água;

– Se o animal não deixar lavar a cara, passe ao menos um pano úmido para tirar o excesso de saliva que se formou por conta do uso do freio;

– Lembre-se de deixar uma tina com água no lavador. O animal perdeu muita água durante a lida e precisa repor;

– Tire o excesso de água com uma raspadeira ou mesmo as mãos antes de soltar o cavalo.

Outra dica muito importante é não cortar os pelos do boleto, o chamado machinho do cavalo, pois é através dele que a água pinga e não vai para a quartela, evitando a micose na região.

Seguindo todas essas dicas, sua tropa de trabalho renderá o necessário, sem o desfalque de animais.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Pixabay/Arquivo

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Verminose traz transtornos aos animais e prejuízo financeiro aos criadores

Enfermidade apresenta elevado nível de morbidade e a vermifugação é um manejo essencial, pois a verminose afeta a saúde e o desempenho dos equinos

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Verminose

Um dos principais inimigos dos equinos são as verminoses, que provocam grande transtorno e prejuízos. De acordo com a médica veterinária e analista técnica de marketing de grandes animais da Syntec do Brasil, Beatriz Ferreira, a vermifugação é um manejo essencial para todos os animais. “As doenças parasitárias são graves, pois afetam a saúde e o desempenho dos equinos. É preciso ter atenção constante e utilizar soluções eficazes”, afirma.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o mercado de equinos movimenta cerca R$ 16,5 bilhões por ano no Brasil e parte desse valor refere-se a gastos com a saúde dos animais.

E de acordo com a FAO e o IBGE, o Brasil possui cerca de 10% do plantel mundial de equinos, estimado em 5,9 milhões de animais. “A maior parte desses cavalos é utilizado na lida diária, no esporte e no lazer. Diante da importância da atividade, é necessário cuidado à saúde para que os animais não sejam acometidos por ecto e endoparasitas, principalmente, as verminoses”, destaca Ferreira. 

Ela explica que as verminoses apresentam elevado nível de morbidade. A letalidade, no entanto, é considerada baixa. “O diagnóstico visual da enfermidade é difícil, pois o problema se apresenta mais sob a forma subclínica. Em casos mais graves, quando não há controle efetivo da doença, os equinos apresentam emagrecimento, pelos secos e arrepiados, anemia, fraqueza e perda de apetite. Nessas circunstâncias, podem adquirir outras enfermidades, ficarem ainda mais debilitados e até virem a óbito.  No entanto, se percebidas e tratadas rápida e corretamente, as verminoses podem ser controladas e curadas sem grandes prejuízos”, conta a especialista. 

Verminose traz prejuízos financeiros

Segundo a veterinária, devido, principalmente, ao afastamento do animal de suas atividades normais, as verminoses interferem diretamente no resultado financeiro dos criadores.  “Os principais prejuízos econômicos atribuídos aos parasitas internos estão relacionados à redução do desempenho dos animais, que precisam ficar afastados de suas atividades até que estejam saudáveis. Obviamente que isso gera grande impacto, principalmente, para os equinos da lida e dos esportes”. 

Mais informações: www.syntec.com.br

Por: Assessoria de imprensa

Fotos: Divulgação

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Saúde ocular dos cavalos: proteção ao sol e cuidados de rotina são grandes aliados

Adoão de medidas básicas podem prevenir lesões, infecções oculares e até neoplasias, garantindo a saúde ocular dos cavalos.

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Saúde ocular dos cavalos: proteção ao sol e cuidados de rotina são grandes aliados

A saúde ocular dos cavalos depende da qualidade dos olhos. Os olhos são órgãos de extrema importância para a sobrevivência dos cavalos. Por serem presas na natureza, o corpo deles é extremamente adaptado para fugas: a visão, por exemplo, é bastante sensível e quase de 360º. É o tamanho e a posição dos olhos que possibilita tamanha qualidade visual. Localizados no alto da cabeça e nas laterais do crânio, os grandes olhos dos cavalos conseguem perceber movimentos até quando estão se alimentando. 

De acordo com a médica veterinária da DrogaVET, Daniela Ravetta, o campo visual dos equinos tem poucos pontos cegos e qualquer movimento pode fazer com que esses animais enxerguem o que estava na área cega. “Considerando um cavalo com a cabeça posicionada normalmente, existem apenas dois pontos cegos em seu campo de visão: um na região frontal, entre os olhos e bem à frente das narinas, e outro na região caudal do corpo”, explica. 

Por serem oblíquos, os olhos dos cavalos também têm a capacidade de fixar a visão em objetos muito próximos ou bem distantes. Eles também são dotados de células fotorreceptoras, que permitem o reconhecimento das cores e da luminosidade. Porém, as mesmas características que permitem o bom funcionamento da visão, também tornam os olhos dos equinos mais propensos a lesões e infecções. Por isso, o cuidado e a prevenção são relevantes. “É importante manter o ambiente do animal sempre limpo e livre de moscas. Dar preferência para pastagens gramíneas com crescimento rasteiro e para cama de baia com pouco pó também são formas de promover mais saúde e bem-estar para os equinos, tanto geral quanto visual”, orienta a médica veterinária. 

Riscos da exposição solar a saúde ocular dos cavalos

Exposição solar é outro ponto de alerta: quando os raios solares atingem os olhos de forma excessiva e cumulativa, podem surgir ou agravar inúmeras doenças oculares. A radiação UVB provoca processos patológicos e complexos na pele da pálpebra, na superfície da córnea e até nas estruturas internas do bulbo ocular dos cavalos. Além de disponibilizar áreas de sombreamento para os animais, especialmente nos horários de maior luminosidade, o uso de colírios com efeito de filtro solar também pode prevenir os problemas. 

“O actinoquinol, por exemplo, é uma substância que tem a capacidade de absorver luz no espectro UVB e reduzir o dano oxidativo causado pelo sol. É um tratamento preventivo, que pode ser utilizado continuamente, principalmente quando já houver alguma suspeita ou evidência de doenças oculares nas pálpebras, conjuntiva, córnea e lente”, afirma Thereza Denes, farmacêutica da rede de farmácias de manipulação DrogaVET. 

Para os animais com olhos ou áreas da pele despigmentadas, o cuidado deve ser redobrado. “Existe a hipótese de que a hipopigmentação dos anexos oculares e a maior exposição à radiação são fatores que aumentam a predisposição ao carcinoma de células escamosas oculares”, alerta a médica veterinária.

Além de absorver a radiação solar do espectro UVB, o actinoquinol promove hidratação ocular e das margens da pálpebra, previne lesões e o desenvolvimento do carcinoma de células escamosas ocular e controla, de forma complementar, a ceratite superficial crônica. Quando manipulado, também pode ser combinado com outras substâncias que potencializam a hidratação da superfície corneal, como o ácido hialurônico e o D-pantenol.

Por: Assessoria DrogaVet

Fotos: Divulgação

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Implantes de ouro trazem vantagens aos cavalos

Uso de implantes de ouro na acupuntura trazem resultados muito satisfatórios no tratamento de doenças

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Você já ouviu falar em implantes de ouro?

Os fragmentos são utilizados na acupuntura veterinária, e são implantados permanentemente no organismo do animal em pontos estratégicos, promovendo estímulo prolongado e permanente dos pontos de acupuntura.

A técnica surgiu nos anos 70 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 1999.

Conversamos com o mestre em medicina veterinária, especialista em acupuntura Jean Joaquim sobre as vantagens da técnica, suas indicações e riscos.

Jean Joaquim é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Acupuntura Veterinária (ABRAVET) 2012-2014 e atual presidente da Associação Brasileira de Ozonoterapia Veterinária.

Confira a entrevista!

Portal Cavalus – Que são estes implantes e qual a sua utilidade?

Dr. Jean Joaquim – Os implantes de ouro são pequenos fragmentos de ouro 18 ou 24k, utilizados intramuscular ou subcutâneo em pessoas, animais para estímulo dos pontos de acupuntura de forma permanente (efeitos locais e distais) ou para efeito anti-inflamatório local da região implantada, não necessariamente em pontos de acupuntura. Em inglês são chamados de gold beads.

Portal Cavalus – Que vantagens traz ao animal?

Dr. Jean Joaquim – É um procedimento um pouco mais invasivo que as técnicas de medicina complementares usuais, porém seguro se respeitada as técnicas e desde que o médico veterinário tenha um bom conhecimento anatômico da espécie a ser implantada.

Os implantes de ouro atuam por diversos mecanismos, dentre eles o estímulo prolongado e permanente dos pontos de acupuntura e outros locais, inerentes ao ouro, como efeito imunossupressor local, anti-inflamatório, desfazendo trigger points, alterando pH e eletronegatividade tecidual de forma a promover analgesia principalmente em casos de dores relacionadas à osteoartrose[1–4].

Outros estudos sugerem até o uso dos implantes de ouro em feridas em equinos como forma de evitar tecido de granulação exuberante[5]. Entretanto em nossa experiência temos utilizado principalmente para animais com quadros neurológicos – epilepsia – e osteoartrose, tendinites crônicas[6], etc., nesta espécie[7,8]. Já para cães e gatos há diversos estudos que variam, desde otite crônica[9] aos quadros de osteoatrose da articulação coxofemoral[10–13]. Abaixo esquema do mecanismo de ação.

Portal Cavalus – Como é realizada a introdução do implante?

Dr. Jean Joaquim – Os implantes de ouro devem ser realizados como um procedimento médico-cirúrgico-ambulatorial, com sedação em grandes animais e em geral anestesia geral em pequenos. Primeiramente é importante termos o diagnóstico do problema, avaliar outras possibilidades terapêuticas, discutir com os proprietários e ou médico veterinário responsável pelo caso sobre as possibilidades de melhora do paciente. Após a etapa inicial, comum a qualquer procedimento médico, o veterinário deverá optar por escolher os pontos a serem implantados que podem ser pontos de acupuntura (na maioria das vezes) e ou pontos periarticulares para fins de tratamento específico local. O ouro é implantado por meio de uma agulha específica, a qual contêm um mandril que irá empurrar o ouro do interior da agulha para o tecido, semelhante ao implante de transponder/ microchip, sendo porém uma agulha 40mmx1.2mm, de menor calibre que a do chip.

Portal Cavalus – Fica no corpo por quanto tempo?

Dr. Jean Joaquim – Os implantes de ouro após ser inserido no tecido, não pode mais ser retirado em virtude de seu tamanho, porém pode ser observado por ultrassom, radiografias, tomografias, ressonância magnética, etc.

Em geral, até ser encapsulado pelo organismo há uma ação que pode variar de 1 ano a muitos anos. Aliás, é importante salientar que devido ao fato do implante não ser magnético, animais submetidos ao tratamento podem ser avaliados por ressonância nuclear magnética sem problema algum salvo risco de formação de artefato na imagem, porém sem o mesmo problema dos microchips que distorcem completamente a imagem.

Portal Cavalus – Quais as contraindicações?

Dr. Jean Joaquim – As contraindicações são locais infeccionados basicamente. Conhecendo-se a anatomia, não há contraindicações, pois o implante não traz risco e sim o procedimento de implantar já que se utiliza de uma agulha de grosso calibre a qual se mal aplicada poderia lesionar vasos, nervos, etc.

Portal Cavalus – Quando surgiu essa técnica e quando ela chegou ao Brasil?

Dr. Jean Joaquim – A técnica surgiu nos anos 70 nos Estados Unidos, através do Dr. Grady Young que inicialmente utilizou a técnica adaptando-a do uso de catgut utilizado na Medicina Tradicional Chinesa. Posteriormente, Dr. Terry Durkes, também médico veterinário Norte Americano, começou em 1975 a utilizar a técnica para tratamento da dor em casos de displasia coxofemoral, epilepsias, entre outros. No Brasil, nós, com o Dr. Eduardo Diniz fizemos os primeiros implantes de ouro em 1999, em um cão chamado Pateta, que tinha convulsões por sequela de cinomose. Posteriormente em 2002, nós com o Dr. Andrei de Deus Matheus, à época capitão da Policia Militar do Estado do Espírito Santo fizemos em um equino que estava condenado com retorno do paciente as atividades esportivas. Em 2004 publicamos um estudo no homem, com a Dra. Doris Bedoya Henao, médica humana, em 2004 também fizemos o primeiro implante em bovinos sendo que também fomos pioneiros em implantes no Chile, Venezuela e Portugal. Sendo assim, o seu uso no Brasil vem crescendo desde 1999.

Portal Cavalus – Quais animais podem utilizar?

Dr. Jean Joaquim – Todos os animais podem ser submetidos ao implante, sendo que já tivemos pacientes como ursos, tigres, espécies selvagens diversas, bovinos, equinos, cães e gatos, etc.

Referências

[1]         Stabile J, Najafali D, Cheema Y, Inglut CT, Liang BJ, Vaja S, et al. Engineering gold nanoparticles for photothermal therapy, surgery, and imaging. Elsevier Inc.; 2019. https://doi.org/10.1016/B978-0-12-816662-8.00012-6.

[2]         Pedersen DS, Fredericia PM, Pedersen MO, Stoltenberg M, Penkowa M, Danscher G, et al. Metallic gold slows disease progression, reduces cell death and induces astrogliosis while simultaneously increasing stem cell responses in an EAE rat model of multiple sclerosis. Histochem Cell Biol 2012;138:787–802. https://doi.org/10.1007/s00418-012-0996-2.

[3]         Miller JM, Rossi EA, Wiesmair M, Alexander DE, Gallo O. Stability of gold bead tissue markers. J Vis 2006;6:616–24. https://doi.org/10.1167/6.5.6.

[4]         Danscher G. In vivo liberation of gold ions from gold implants. Autometallographic tracing of gold in cells adjacent to metallic gold. Histochem Cell Biol 2002;117:447–52. https://doi.org/10.1007/s00418-002-0400-8.

[5]         Frauenfelder H. The use of acupuncture beads to control exuberant granulation tissue in equine skin wounds: A preliminary study. Equine Vet Educ 2008;20:587–95. https://doi.org/10.2746/095777308X374703.

[6]         Joaquim, JGF; Luna, SPL; Rafael L. Gold implants in horses: a study of ten cases. Proc Thirty-Eight Annu Int Congr Vet Acupunct 2012;I:153–60.

[7]         William B, Vmd HM. The Successful Use of Acupuncture to Treat a Case of Chronic Colic in a Horse n.d.

[8]         Märki N, Witte S, Kuchen S, Reichenbach S, Ramseyer A, Gerber V, et al. Safety of Intra-Articular Gold Microimplants in Horses–A Randomized, Blinded, Controlled Experimental Study. J Equine Vet Sci 2018;60:59-66.e2. https://doi.org/10.1016/j.jevs.2017.03.005.

[9]         Sumano H, Tapia-Perez G, Gutiérrez L. Gold beads implants for the treatment of canine chronic recurrent otitis externa. J Vet Clin 2013;30:100–6.

[10]      Martin M, Ribot X. Utilisation des implants d ’ or chez les carnivores domestiques n.d.:25–32.

[11]      Jaeger GT, Larsen S, Søli N, Moe L. Double-blind, placebo-controlled trial of the pain-relieving effects of the implantation of gold beads into dogs with hip dysplasia. Vet Rec 2006;158:722–6. https://doi.org/10.1136/vr.158.21.722.

[12]      Hielm-Bjorkman A, Raekallio M, Kuusela E, Saarto E, Markkola A, Tulamo RM. Double-blind evaluation of implants of gold wire at acupuncture points in the dog as a treatment for osteoarthritis induced by hip dysplasia. Vet Rec 2001;149:452–6. https://doi.org/10.1136/vr.149.15.452.

[13]      Jæger GT, Larsen S, Søli N, Moe L. Two years follow-up study of the pain-relieving effect of gold bead implantation in dogs with hip-joint arthritis. Acta Vet Scand 2007;49:1–7. https://doi.org/10.1186/1751-0147-49-9.

Por: Camila Pedroso

Colaboração: GoldenPetCare

Fotos: Divulgação/ Pexeel

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“Bem-estar animal é uma necessidade que deve ser seguida por todos”

Conversamos com o inspetor técnico, juiz de provas e de Bem-Estar Animal da ABQM Thiago Nitta sobre a importância do bem-estar para todos os atletas

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A Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM) desenvolve uma trabalho árduo em prol do bem-estar dos animais que atuam em suas provas. Não apenas os cavalos, mas a tropa bovina também. Um exemplo da importância dada pela Associação ao tema foi a criação do departamento de Bem-Estar Animal e Sustentabilidade e a elaboração do ‘Manual de Boas Práticas para Bovinos’, participantes de atividades esportivas equestres.

“Apoiamos, em outubro do ano passado, a normatização de equipamentos para provas equestres, oficializada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que tem como objetivo descrever as regras dos equipamentos utilizados pelas modalidades de Vaquejada, Laço e Três Tambores, completou o presidente da Associação, Caco Auricchio.

Toda a diretoria da ABQM promove um trabalho árduo em prol do bem-estar. Muitas pessoas que atuam na ABQM como Neto Garcia, vice-presidente e Rodrigo Bicalho, gerente de Bem-Estar Animal e Sustentabilidade exercem um trabalho perspicaz em prol do bem-estar dos animais.

Segundo o juiz de provas e inspetor técnico da ABQM, Thiago Nitta, o bem-estar animal é uma necessidade a ser seguida. “Hoje a performance dos cavalos está cada vez mais profissional e os animais são vistos como atletas, e nenhum atleta consegue ter uma boa performance se não estiver com a saúde física e mental em dia. Então, o bem-estar hoje é extremamente necessário e não uma obrigação”, afirma.

Ainda de acordo com Nitta, hoje os competidores têm ciência dessa importância e todos os pontos da liberdade dos animais são rigorosamente respeitados.

“Hoje, quando encontramos algo que pode não estar de acordo com as regras, nós vamos até o local muito mais com o intuito de instrução do que punitivo, porque nos dias de hoje as pessoas sabem que por exemplo, um cavalo que não recebeu um manejo adequado não vai ganhar uma prova”, ressalta.

O juiz ainda aponta que hoje os competidores entendem que animais despreparados jamais ganharão uma prova. “Um cavalo que não recebeu o treinamento e o manejo adequados, não vai ter um desempenho de acordo em uma competição. Então, volto a repetir o bem-estar é uma necessidade e isso está cada vez mais na cabeça dos competidores”, pontua.

Bem-estar na quebra do recorde em pista

O conjunto Sidnei Júnior e Prime Fishers MCM (Fishers Dash X Prime Henryetta) de propriedade de Wilson Vitório Dosso, bateu o tempo de 16s337 – novo recorde da pista do Parque Clibas de Almeida Prado -, na categoria GP ABQM de Três Tambores.

Segundo o juiz da ABQM, o tamborzeiro não utilizou reio nem esporas, mostrando que é possível realizar as manobras com perfeição e agilidade, é tudo uma questão de treino e técnica.

“Gostaria de parabenizar o Sidnei pela iniciativa. Isso mostra a qualidade do seu trabalho e do animal”, parabeniza Nitta.

Bem-estar do gado

Dentro dos eventos equestres, explica Nitta, temos vários tipos de atletas: o humano, cavalo e o bovino, e este como todos os outros também precisa estar com todos os cuidados em dia para promover uma boa performance nas pistas.

“Existem protocolos de bem-estar dos bovinos que precisam ser seguidos para que ele também possa ter um bom desempenho. Se o boi tiver uma lesão, por exemplo, obviamente ele não vai conseguir competir, não vai conseguir correr direito e se isso acontecer, o competidor não vai conseguir fazer uma boa passada, uma boa prova”, explica.

Dentre os cuidados que são realizados com os atletas bovinos estão o tempo de permanência do recinto do evento. Os animais chegam ao espaço horas antes do evento para poderem descansar, se hidratar e se alimentar antes de competir.

Na sequência eles são protocolados de acordo com a modalidade. “No caso do Ranch Sorting e Team Penning eles precisam ter uma numeração, nas outras modalidade é preciso dividir os lotes. No caso das modalidades de laço, o gado recebe uma proteção nos chifres para não machucar. Outro cuidado é com relação a alimentação. O gado recebe a alimentação de acordo com a sua idade. Se ele é mais jovem, come uma ração específica, os mais velhos se alimentam de silagem ou feno.”, ressalta.

Lei de Crimes Ambientais

No Brasil, o uso de violência contra animais se tornou crime em de 12 de fevereiro de 1998, com a publicação da Lei Federal 9.605/98, sobre crimes ambientais.

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é passível de pena, com detenção de três meses a um ano, além da multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Como reforçar a proteção aos animais?

Existem diversas maneiras de proteger os animais, veja abaixo alguns exemplos do que você pode fazer.

Cuide bem do seu animal: Estabeleça boas práticas de manejo, garanta estruturas e acomodações ideais e proporcione momentos relaxantes;

Procure acompanhamento técnico: Tenha sempre a assistência de profissionais que irão garantir a sanidade, saúde clínica, nutrição e bem-estar do seu animal. Médicos veterinários, zootecnistas e agrônomos são indispensáveis para que isso seja possível;

Conheça os ‘cinco domínios’ dos animais: É possível melhorar nossa percepção e relação com os animais através de seus ‘cinco domínios’, sendo eles nutrição, ambiente, saúde, comportamento e estado mental. Dessa forma, podendo contribuir da melhor maneira para garantir estas propriedades.

Dissemine conhecimento: Comente com seus familiares, amigos e pessoas próximas sobre a importância de garantir a proteção aos animais, para que mais pessoas se conscientizem;

Tenha consciência: Os animais possuem grandes exigências que demandam dedicação e cuidados diários. Por isso, nunca esqueça que eles dependem, exclusivamente, de você como tutor.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Thiago Nitta/Pixabay

Colaboração: Assessoria ABQM

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Vitaminas do complexo B são importantes para a saúde dos cavalos

Incluindo vitaminas como a B1, B3, B5, B6, B9 e B12, o complexo B é importante para todos os animais, por atuarem no metabolismo energético e proteico, sendo ainda mais exigidas por animais atletas

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Vitaminas do complexo B são importantes para a saúde dos cavalos

A ingestão adequada de vitaminas é imprescindível para a saúde dos cavalos. Como parte do cuidado com eles, conte com o médico veterinário para garantir que elas sejam ingeridas em quantidade adequadas, seja pela dieta base, suplementação ou por medicamentos, lembrando que as necessidades podem ser distintas de acordo com a categoria ou idade.

Dentro da gama de nutrientes essenciais estão as vitaminas, que são definidas como moléculas orgânicas necessárias para o funcionamento adequado do organismo.

Elas não são usadas como fontes de energia, mas participam dos processos metabólicos para sua geração.

A adição de vitaminas na alimentação do seu animal pode trazer muitos benefícios. Por exemplo, animais atletas que participam de competições precisam de vitaminas do complexo B para terem um bom desempenho.

Conversamos com o Médico Veterinário e Analista de Desenvolvimento de Produtos da Vetnil, Kauê Ribeiro da Silva, para entender quais são as funções de algumas das vitaminas do complexo B.

Quais são as vitaminas do complexo B?

Segundo Silva, a vitamina B1 (tiamina) participa do metabolismo de carboidratos e no funcionamento do sistema nervoso, tendo efeito no estímulo de apetite e ganho de peso de cavalos.

Já a vitamina B3 (niacina, nicotinamida ou ácido nicotínico), atua em reações bioquímicas essenciais ao metabolismo das células, com participação na transcrição de DNA e apoptose celular.

Metabólitos derivados da vitamina B3 (NAD+, NADH, NADP+ e NADPH) desempenham importante papel no metabolismo energético celular e na reparação do DNA.

A vitamina B5 (ácido pantotênico ou pantotenato de cálcio) atua na formação da coenzima A, essencial para o ciclo de Krebs – uma série de reações químicas que ocorrem para geração de energia celular.

Passando para a vitamina B6 (piridoxina), explica Silva, ela participa da síntese de proteínas e turnover proteico, sendo fundamental para formar proteínas em diversos tecidos e órgãos, como o fígado e a musculatura.

A vitamina B9 (ácido fólico) é fundamental para replicação celular. É especialmente demandada pelo organismo de éguas gestantes, desde o início da gestação, participando do fechamento do tubo neural, até a formação fetal e desenvolvimento final.

Por fim, está a vitamina B12 (cobalamina ou cianocobalamina). Ela participa do metabolismo de carboidratos e lipídios, além do metabolismo dos ácidos nucleicos e da síntese de catecolaminas, afetando também o apetite dos cavalos. É fundamental para os processos de divisão celular, sendo altamente demandada para eritropoiese, por exemplo. Além disso, a vitamina B12 previne danos aos nervos, mantém a fertilidade e promove crescimento e desenvolvimento.

“Com base nisso, pode-se entender o porquê de o uso de produtos que contenham vitaminas do complexo B auxiliar em diferentes casos clínicos, que envolvam equinos com exigências metabólicas que excedam a quantidade das vitaminas presente na dieta ou com enfermidades que afetem sua absorção enteral”, finaliza o médico veterinário Kaue Ribeiro da Silva.

Consulte seu médico veterinário para garantir a saúde e bem-estar dos seus cavalos.

Por: Camila Pedroso

Colaboração: Natália de Oliveira

Fotos: Divulgação/Pixabay

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Falta de descanso adequado e excesso de atividades podem provocar tenossinovite

Doença acomete os tendões principalmente de cavalos atletas. Médicos veterinários explicam as causas e apontam os melhores tratamentos da tenossinovite

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Cavalos atletas e cavalos de lida, por causa de suas atividades, estão mais propensos à desenvolverem a tenossinovite.

Tenossinovite significa inflamação nos tendões dos cavalos. Trata-se de um problema importante que prejudica, e muito, o bem-estar dos animais. Assim como nos casos em humanos, a enfermidade causa dor e deve ser tratada de forma rápida e eficaz.

Por afetarem os tendões, a doença acaba acometendo mais os animais atletas pela sobrecarga de atividades realizadas nos esportes.

Segundo o mestre em medicina veterinária pela Universidade de São Paulo, Thales Vechiato, entre os diversos motivos que podem ajudar no desenvolvimento da tenossinovite, podemos destacar o excesso de jornada e a sobrecarga dos cavalos.

“Além disso, questões relacionadas ao manejo e ao solo em que o equino se locomove, por exemplo, podem ser fatores de risco para que os animais apresentem a doença”, afirma Vecchiato.

De acordo com a Dra. Bruna Nogueira, médica veterinária e Analista Técnica de Marketing da linha de Grandes Animais da Syntec do Brasil, a dor é o principal sintoma da enfermidade para o animal, levando à claudicação.

“A tenossinovite causa sinais locais na região dos tendões como calor excessivo, dor à palpação, aumento de volume, distensão e espessamento, podendo levar também a sinais sistêmicos como depressão, febre e anorexia”, explica Dra. Bruna.

A veterinária ainda ressalta que nos casos de lacerações, é preciso ter muita atenção para perceber quais estruturas podem estar acometidas, pois podem levar a uma tenossinovite séptica.

“Tenossinovite séptica é uma lesão com contaminação e infecção do animal. Nem sempre somente o exame clínico é suficiente para perceber esses problemas. Por isso, é necessário ter o acompanhamento de um especialista para realizar exames complementares como a ultrassonografia”, alerta.

Tenossinovite séptica e asséptica

A tenossinovite em equinos é um processo inflamatório da chamada “bainha tendínea” e pode ser séptica ou asséptica. A tenossinovite séptica resulta da infecção presente na corrente sanguínea ou de perfurações, lacerações e infiltrações que podem levar bactérias para dentro da estrutura de articulações sinoviais. Já a asséptica acontece quando não há infecção – nesse caso, pode ser classificada como aguda ou crônica.

“Geralmente, quando um equino apresenta tenossinovite asséptica o quadro possivelmente está relacionado a exercícios inadequados ou extenuantes ou mesmo trabalhos exagerados. Em menor escala, o problema pode estar associado a defeitos de aprumo”, explica Vecchiato.

“Nem sempre o exame clínico é suficiente para perceber esses problemas. Por isso, é necessário ter o acompanhamento de um especialista”, aponta Vecchiato.

“Somente um médico veterinário pode definir o melhor tratamento a ser adotado, após realizar uma criteriosa avaliação do estado de saúde do cavalo. Entre os tratamentos indicados com mais frequência, a fisioterapia e a acupuntura são duas das possibilidades”, explica Dra. Bruna.

Tratamento da tenossinovite

Para o tratamento da enfermidade, o animal precisa ser afastado temporariamente de suas atividades. “Não existe um tempo determinado, pois esse depende da extensão da lesão, quais estruturas foram afetadas, da eficácia do tratamento e da recuperação do cavalo, situações que podem variar. Em casos agudos, o animal pode ficar em torno de 15 dias fora de suas atividades, podendo prolongar seu período de recuperação para meses em casos crônicos”, ensina Dra. Bruna.

A tenossinovite pode afetar cavalos de todas as idades. Contudo, a enfermidade é mais comum na fase adulta. Afinal, nesta etapa da vida, os animai já possuem desgaste dos tendões.

Para prevenir a doença, Dra. Bruna ressalta algumas dicas. “Algumas ações podem ajudar a prevenir a tenossinovite. Uma delas é cuidar para que o animal tenha seus períodos de descanso e recuperação rigorosamente respeitados. Vale lembrar que caso o animal já esteja acometido, o mais indicado são soluções não esteroides à base de meloxicam 3%, que bloqueiam a biossíntese das prostaglandinas e, consequentemente, a liberação dos mediadores responsáveis pelos processos inflamatórios”, ressalta.

A veterinária ainda aponta que existem algumas soluções antipiréticas e analgésicas, sendo indicadas para casos agudos da doença. “Outra iniciativa importante é não exceder a jornada de atividades, nem sobrecarregar os animais. Mais do que evitar o desgaste dos tendões e possíveis lesões, com isso o criador estará contribuindo para manter o animal sempre com boa performance, mantendo o bem-estar e a saúde”, finaliza.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Assessoria Syntec do Brasil

Fotos: Divulgação/ Pixabay

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IBEqui e Mapa discutem alterações na política do mormo para ‘teste complementar’ no exterior

Entidades discutem possibilidade da realização de um teste complementar do mormo no exterior. Rodrigo Forte, presidente da ABCCA comemora iniciativa

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IBEqui e Mapa discutem alterações na política do mormo para ‘teste complementar’ no exterior

O presidente do Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), Manuel Rossito, e o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Tollstadius Leal, se reuniram, na quinta-feira (14/04), em Brasília (DF), para discutir a liberação do Teste Complementar (Reteste) de Mormo no exterior.

Atendendo à demanda de diversas entidades, o IBEqui enviou, no dia 21 de dezembro de 2021, ofício à Câmara Setorial, sobre o Teste Complementar. Atualmente, apenas um laboratório tem autorização para realizar esse tipo de teste no país. 

Normas relacionadas ao Mormo

A instrução normativa nº 6 do Mapa, estabelece que, na realização do teste de triagem, em casos que o animal testar positivo para Mormo, deverá ser realizado um novo teste. O ofício da entidade propõe alteração no procedimento, com a inclusão de outros laboratórios para a realização da contra-prova, uma vez que o protocolo de diagnóstico do Mormo, no Brasil, está alinhado com as tendências das pesquisas de ponta dos laboratórios de referência internacional. 

O Mapa informou que o documento ainda tramita em diversas áreas do órgão para análise de viabilidade nas alterações da política do Mormo. A equipe técnica do Ministério deve divulgar a resposta oficial nos próximos dias. O IBEqui aguarda a decisão para convocar reunião da Diretoria Executiva e definir os próximos passos.

“A melhor coisa que aconteceu nos últimos anos para a Indústria do Cavalo no Brasil foi a fundação do IBEqui, pois agora as Associações têm uma única e potente voz, especialmente junto ao MAPA. ABCCA é fundadora do IBEqui e agora temos realmente uma chance de resolver essa questão do Mormo”, afirma Rodrigo Forte, presidente da ABCCA.

Por Assessoria de Imprensa IBEqui
Crédito da foto em destaque: Divulgação/
IBEqui

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Pesquisadores lançam Manual de Boas Práticas de Bem-Estar do Cavalo

Manual traz um conteúdo inédito com o objetivo central de divulgar conceitos de práticas e respeito ao bem-estar do cavalo nas Terapias e Atividades Assistidas com Equinos (TAAEs)

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A professora Denise Pereira Leme, médica veterinária do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural do Centro de Ciências Agrárias (CCA); o mestrando do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas, Fernando Jahn Bessa, oficial da PMSC e instrutor de equitação; além dos profissionais da Associação Brasileira de Reabilitação Equestre (ABRE), Syllas Jadach, oficial da PMSP e instrutor de equitação; e Giulia Policastro, terapeuta ocupacional e especialista em intervenções assistidas com equinos, lançaram um Manual de Boas Práticas de Bem-Estar do Cavalo.

O manual traz um conteúdo inédito com o objetivo central de divulgar conceitos de práticas e respeito ao bem-estar do cavalo nas Terapias e Atividades Assistidas com Equinos (TAAEs).

Segundo Syllas Jadach, um dos autores da obra, a proposta da obra é esclarecer que como qualquer outra atividade que utiliza o cavalo, as TAAE podem sim colocar o bem-estar dos equinos em risco.

“Diferente do esporte, em que encontramos o Código de Conduta da FEI, regulamentos, provas com comissários, teste antidoping e outros controles, nas TAAE se fala muito sobre os benefícios dessas intervenções para o ser humano, mas pouco sobre o cavalo: treinamento, equipamentos etc.”, firma Jadach.

Manual do bem-estar do cavalo traz ainda exercícios

Ainda segundo o autor, o manual foi redigido de uma maneira que fosse um material simples, bem ilustrado, com uma linguagem simplista e ao mesmo tempo cientificamente embasada, com a ideia de atingir todos os públicos, desde terapeutas, cavaleiros, pessoas do cavalo, proprietários e coordenadores ou diretores, de provas.

“O leitor encontrará ao final dos capítulos lições de casa, que são roteiros simples e aplicáveis no contexto das TAAE, pensando sempre no bem-estar do cavalo. Os capítulos abordam: métodos de treinamento, embocaduras, selas, instalações e muito mais”, afirma.

A obra possui ainda um QR Code que direciona o leitor a outros materiais de leitura, além de novidades da área.  

A obra Manual de Boas Práticas de Bem-Estar do Cavalo pode ser encontrado no site: https://www.abreoficial.org/boaspraticas.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Nutrição animal: um investimento que aumenta o desempenho e diminui custos de produção

João Manoel Cordeiro, gerente de produtos para aquacultura da Guabi Nutrição e Saúde Animal escreve em seu artigo sobre a importância da nutrição animal

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Nutrição animal

Nutrição animal também engloba uma ração de qualidade, que é aquela que, por meio do conhecimento das reais exigências nutricionais de cada espécie, tecnologias alimentares e insumos de qualidade, fornece a melhor combinação de nutrientes para o animal, assegurando a absorção precisa de vitaminas, minerais e proteínas e o máximo aproveitamento de cada um de seus benefícios, incluindo a redução de custos. Afinal, quando se explora todo o potencial de uma dieta balanceada, é possível eliminar perdas na criação e gastos evitáveis, economizar recursos e aumentar a produtividade.

É preciso reforçar tudo isso, pois o preço da ração tem sido apontado como um dos grandes responsáveis pelo aumento no custo de produção da agropecuária. Contudo, essa é uma realidade que precisa ser analisada mais de perto, principalmente para desmistificar o protagonismo atribuído à indústria de nutrição animal e evitar que, numa tentativa errônea de enxugar despesas, produtores rurais abram mão de uma alimentação de qualidade, prejudicando sua performance comercial. 

Preço dos insumos impactam na nutrição animal

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o valor de duas das principais matérias-primas para a fabricação de rações, o milho e a soja, subiram, respectivamente, 72,3% e 65,9% no mercado internacional em 2021. Sendo assim, se o segmento de proteína animal foi impactado pelo custo da alimentação, a indústria de rações, como uma transformadora, ou seja, um sistema de produção que modifica commodities, também sentiu um aumento de quase 70% no preço dos seus insumos.

No Brasil, o setor também está sob forte influência do dólar, que encerrou o ano passado em um crescimento de 7,47%, cotado a R$5,57. Fica evidente, portanto, que a desvalorização cambial forçou ainda mais a alta no valor das matérias-primas, sendo o custo das rações uma de suas consequências. 

Sabendo que tanto a agropecuária quanto o mercado de nutrição animal estão sofrendo com o preço dos insumos, resta esclarecer que um arraçoamento mais barato e de qualidade inferior não é a melhor alternativa para produtores que desejam cortar custos. 

Neste cenário, é preciso uma mudança de mentalidade, em que a nutrição animal usada no processo de produção deixa de ser vista como uma despesa para ser encarada pelo que de fato é: um investimento. Afinal, uma alimentação adequada, formulada com técnica, perícia e padrões de qualidade superiores impacta diretamente na produtividade, na saúde e desempenho dos animais, bem como na excelência do produto final, resultando em carnes e derivados mais saborosos, de aparência mais atrativa e com tempo de prateleira prolongado.  

Os produtores rurais precisam garantir que estão extraindo o máximo de benefícios da ração utilizada e, isso só é possível através de fornecedores que fazem uma seleção criteriosa de ingredientes, que primam pela estratégia nutricional de seus alimentos, conhecem as necessidades zootécnicas de cada animal e investem em tecnologia e inovação. 

É claro que existe o caminho mais curto, e os criadores podem apostar em opções mais baratas, com insumos e processos de qualidade inferior. Contudo, como toda aposta, devem estar preparados para arcar com os insucessos, como menor desempenho produtivo, baixa resistência animal, fácil propagação de doenças e produtos finais com valor de atração comercial prejudicados. 

Por: João Manoel Cordeiro, Gerente de Produtos para Aquacultura da Guabi Nutrição e Saúde Animal

Fotos: Pixabay

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Preocupado com a saúde dos cascos?

Botupharma traz ao mercado o novo Botumix® Casco, um suplemento que atua diretamente na saúde dos cascos dos cavalos

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Já dizia o ditado: sem casco, não há cavalo! Responsável por oferecer a sustentação, proteção e amortecer os impactos do animal com o solo, o casco possui grande importância na vida dos cavalos e necessita de uma atenção especial.

A qualidade dos cascos influencia diretamente no desempenho, qualidade de vida e com isso, longevidade do animal.

Indiferente se o cavalo pratica algum esporte, se é utilizado para o trabalho no campo ou mesmo está aposentado, é muito importante dar atenção aos cascos.

Os cuidados não consistem apenas no casqueamento preventivo do animal, mas também na alimentação dele, visto que uma dieta balanceada e de qualidade interfere diretamente na qualidade dos cascos.

Muito atenta as necessidades dos animais, a Botupharma traz ao mercado o lançamento Botumix® Casco.

O suplemento foi desenvolvido com doses adequadas de ingredientes que promovem o fortalecimento e o crescimento do casco. Por isso, a suplementação diária com níveis equilibrados além de auxiliar na manutenção da saúde dos cascos, contribui para que a pelagem do cavalo esteja sempre saudável.

Em sua formulação, Botumix® Casco possui Biotina, um ingrediente ativo que promove uma melhora no casco, aumentando seu crescimento e resistência. A vitamina não atua apenas nos cascos mas também nos pelos e crina.

A Biotina, proteína essencial que atua no crescimento do casco, oferecendo mais resistência e revitalização, também está presente no Botumix® Casco.

Além disso, o suplemento possui Ômega 3 e 6 que promovem ação anti-inflamatória, e Zinco, importante para a saúde do sistema reprodutivo, cascos e pelos, além de auxiliar na melhora da imunidade.

Botumix® Casco. O equilíbrio que não pode faltar para seu cavalo.

Saiba mais no site: www.botupharma.com.

Sobre a Botupharma

A Botupharma foi fundada em 2005 a partir da união de médicos veterinários com décadas de experiência em pesquisas científicas relacionadas à biotecnologia animal. Em seu core business, estão pesquisadores renomados trabalhando para desenvolver produtos inovadores.

Seu parque fabril atende aos mais rígidos padrões de produção mundial, garantindo alta qualidade e confiabilidade aos seus produtos.

Com uma linha de suplementos no doping, oferece os melhores resultados para cavalos de alta performance em diferentes modalidades.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação /Pixabay

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