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Falta de descanso adequado e excesso de atividades podem provocar tenossinovite

Doença acomete os tendões principalmente de cavalos atletas. Médicos veterinários explicam as causas e apontam os melhores tratamentos da tenossinovite

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Cavalos atletas e cavalos de lida, por causa de suas atividades, estão mais propensos à desenvolverem a tenossinovite.

Tenossinovite significa inflamação nos tendões dos cavalos. Trata-se de um problema importante que prejudica, e muito, o bem-estar dos animais. Assim como nos casos em humanos, a enfermidade causa dor e deve ser tratada de forma rápida e eficaz.

Por afetarem os tendões, a doença acaba acometendo mais os animais atletas pela sobrecarga de atividades realizadas nos esportes.

Segundo o mestre em medicina veterinária pela Universidade de São Paulo, Thales Vechiato, entre os diversos motivos que podem ajudar no desenvolvimento da tenossinovite, podemos destacar o excesso de jornada e a sobrecarga dos cavalos.

“Além disso, questões relacionadas ao manejo e ao solo em que o equino se locomove, por exemplo, podem ser fatores de risco para que os animais apresentem a doença”, afirma Vecchiato.

De acordo com a Dra. Bruna Nogueira, médica veterinária e Analista Técnica de Marketing da linha de Grandes Animais da Syntec do Brasil, a dor é o principal sintoma da enfermidade para o animal, levando à claudicação.

“A tenossinovite causa sinais locais na região dos tendões como calor excessivo, dor à palpação, aumento de volume, distensão e espessamento, podendo levar também a sinais sistêmicos como depressão, febre e anorexia”, explica Dra. Bruna.

A veterinária ainda ressalta que nos casos de lacerações, é preciso ter muita atenção para perceber quais estruturas podem estar acometidas, pois podem levar a uma tenossinovite séptica.

“Tenossinovite séptica é uma lesão com contaminação e infecção do animal. Nem sempre somente o exame clínico é suficiente para perceber esses problemas. Por isso, é necessário ter o acompanhamento de um especialista para realizar exames complementares como a ultrassonografia”, alerta.

Tenossinovite séptica e asséptica

A tenossinovite em equinos é um processo inflamatório da chamada “bainha tendínea” e pode ser séptica ou asséptica. A tenossinovite séptica resulta da infecção presente na corrente sanguínea ou de perfurações, lacerações e infiltrações que podem levar bactérias para dentro da estrutura de articulações sinoviais. Já a asséptica acontece quando não há infecção – nesse caso, pode ser classificada como aguda ou crônica.

“Geralmente, quando um equino apresenta tenossinovite asséptica o quadro possivelmente está relacionado a exercícios inadequados ou extenuantes ou mesmo trabalhos exagerados. Em menor escala, o problema pode estar associado a defeitos de aprumo”, explica Vecchiato.

“Nem sempre o exame clínico é suficiente para perceber esses problemas. Por isso, é necessário ter o acompanhamento de um especialista”, aponta Vecchiato.

“Somente um médico veterinário pode definir o melhor tratamento a ser adotado, após realizar uma criteriosa avaliação do estado de saúde do cavalo. Entre os tratamentos indicados com mais frequência, a fisioterapia e a acupuntura são duas das possibilidades”, explica Dra. Bruna.

Tratamento da tenossinovite

Para o tratamento da enfermidade, o animal precisa ser afastado temporariamente de suas atividades. “Não existe um tempo determinado, pois esse depende da extensão da lesão, quais estruturas foram afetadas, da eficácia do tratamento e da recuperação do cavalo, situações que podem variar. Em casos agudos, o animal pode ficar em torno de 15 dias fora de suas atividades, podendo prolongar seu período de recuperação para meses em casos crônicos”, ensina Dra. Bruna.

A tenossinovite pode afetar cavalos de todas as idades. Contudo, a enfermidade é mais comum na fase adulta. Afinal, nesta etapa da vida, os animai já possuem desgaste dos tendões.

Para prevenir a doença, Dra. Bruna ressalta algumas dicas. “Algumas ações podem ajudar a prevenir a tenossinovite. Uma delas é cuidar para que o animal tenha seus períodos de descanso e recuperação rigorosamente respeitados. Vale lembrar que caso o animal já esteja acometido, o mais indicado são soluções não esteroides à base de meloxicam 3%, que bloqueiam a biossíntese das prostaglandinas e, consequentemente, a liberação dos mediadores responsáveis pelos processos inflamatórios”, ressalta.

A veterinária ainda aponta que existem algumas soluções antipiréticas e analgésicas, sendo indicadas para casos agudos da doença. “Outra iniciativa importante é não exceder a jornada de atividades, nem sobrecarregar os animais. Mais do que evitar o desgaste dos tendões e possíveis lesões, com isso o criador estará contribuindo para manter o animal sempre com boa performance, mantendo o bem-estar e a saúde”, finaliza.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Assessoria Syntec do Brasil

Fotos: Divulgação/ Pixabay

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Raiva em equinos traz prejuízo aos criatórios

Doença leva animal a morte em sete dias. Única forma de prevenir é com a vacinação

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Raiva em equinos traz prejuízo aos criatórios

A raiva é uma zoonose neurotrópica de alta letalidade, que ocorre de maneira endêmica em vários países, causada por um vírus RNA da ordem Mononegavirales, da família Rhabdoviridae. É um vírus responsável por alterações neurológicas progressivas e fatais para a maioria dos mamíferos.

O vírus da Raiva é transmitido pela introdução da saliva contaminada no animal, sendo que no equino o método mais comum de infecção é a mordida de um carnívoro selvagem ou de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus) infectados, que habitam em toda América do Sul.

A patogenia da raiva é semelhante em todas as espécies de mamíferos. O vírus se replica no local da inoculação, inicialmente nas células musculares ou nas células do tecido subepitelial, e, ao atingir  concentração suficiente, alcança as terminações nervosas. Este período de replicação que ocorre fora das células nevorsas é o responsável pelo período de incubação relativamente longo até o aparecimento de sintomas da raiva.

Após a intensa replicação no sistema nervoso central, o vírus se dissemina através do sistema nervoso periférico e autônomo para diversos órgãos e glândulas salivares, sendo eliminado pela saliva. É através dessa disseminação, também, que ele atinge as terminações nervosas sensoriais dos tecidos cutâneos em cabeça e pescoço, levando à possibilitar a coleta para biópsia do tecido da região para realização de exame ante-mortem em algumas espécies.

Ao realizar o exame físico no animal ou no humano, é necessário a avaliação das mucosas do paciente. Essa aferição é constituída, principalmente, em observar a coloração e o TPC (tempo de preenchimento capilar), tornando-se necessário, na maioria das vezes, entrar em contato direto com a mucosa. O uso de luvas é, portanto, obrigatório ao fazer o exame físico em qualquer animal ou humano com suspeita da doença da raiva.

Os principais sintomas da raiva são comportamentos anormais, ansiedade e excitação que precedem inquietude e paralisia. Conforme os sintomas se intensificam, podem causar convulsões e/ou parada cardíaca. De acordo com Rebello (2018), nos animais pode também causar, agressividade, isolamento dos demais animais, febre, ato de pressionar a cabeça contra a parede (“head pressing”), imobilização do nervo faríngeo levando o animal a parar de se alimentar e a beber água, provocar a produção excessiva de saliva, além de originar contrações musculares involuntárias. A evolução do quadro pode levar a paresia ou até paralisia dos músculos, retenção urinária, constipação, fotofobia e alterações na respiração e nos batimentos cardíacos, caracterizando um quadro de encefalite aguda.

O período de incubação do vírus no organismo pode variar de 20 a 90 dias em seres humanos e animais e seu período de transmissibilidade precede o aparecimento dos sintomas e se estende até a morte do animal. A partir do aparecimento dos sintomas, é estimado que o cavalo tenha em média de 5 a 7 dias de vida.

Tratamento e prevenção da raiva

O diagnóstico de raiva in vivo pode ser desafiador, uma vez que este tem baixa especificidade e dentre seus resultados pode haver falsos negativos. A suspeita deve ser considerada em equinos que apresentem sinais neurológicos rapidamente (progressivos ou difusos), porém, esses podem ser facilmente confundidos com outras doenças, ocasionando um diagnóstico tardio ou somente pos-mortem, como acontece na maioria dos casos.

Atualmente o diagnóstico da raiva em animais e humanos é confirmado por meio de exames laboratoriais, podendo ser realizado por meio de técnicas histopatológicas, imunológicas e biológicas.

O diagnóstico negativo para raiva em equinos que apresentaram sintomas de encefalites, exigirá o encaminhamento dessas amostras para o diagnóstico diferencial da encefalomielite equina tipos leste, oeste e venezuelana e para febre do Nilo Ocidental.

O médico veterinário deve sempre realizar a necropsia com luvas, máscara, avental e óculos de proteção, para a coleta de material de teste em casos de óbitos com suspeitas de raivas para confirmar a presença deste vírus. Desta forma, o risco de contágio humano e de outros animais é diminuído.  

Tratamento e prevenção da raiva

Como já mencionado, a raiva é uma doença letal e não possui tratamento. A maneira hoje utilizada para aliviar o sofrimento do animal é optar pela eutanásia, pois quando a doença se manifesta, devido a sua alta capacidade de propagação no organismo, há mínimas chances de reverter o caso.

A única forma de prevenção se dá através da vacinação dos animais saudáveis, principalmente nas áreas endêmica.A primeira vacinação pode variar entre os 3 a 5 meses de idade, seguida de reforço após 30 dias e realizar reforço anual em todos os animais saudáveis.  A vacina antirrábica pode ser adquirida em estabelecimentos autorizados. Entre o período da compra e da aplicação no equino é necessário deixá-la no gelo.

O cavalo que estiver com suspeita de raiva deverá ficar isolado até o seu óbito, porém a alternativa que encurta seu sofrimento é a eutanásia. Por ser uma doença de notificação compulsória é responsabilidade do médico veterinário e/ou do proprietário notificar obrigatoriamente esta ocorrência ao Serviço de Defesa Sanitária oficial (Casa da Agricultura ou Escritório de Defesa local).

Referências

BARRETO, F.M; SCHWARZ, D.G.G.; BRANCO, M.A.C. , et al. Raiva em equino na região Sul do estado do Piauí. Acta Scientiae Veterinariae. 48(Suppl 1): 538. 2020.

BERGOLI,R.; GNOATTO, F.W.; GIACONOLLI,C.I.; HENRICH, K.; LUZ, M. PESAMOSCA,N.M.; BASSUINO,D.M. ROSSATO, C.K. Relato de caso de raiva em um equino no município de Boa Vista do Incra- RS. XXII Seminário Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão.

DISTRITO FEDERAL TEM PRIMEIRO CASO DE RAIVA HUMANA EM 44 ANOS. Brasil de Fato. Brasil de Fato, uma visão popular entre o Brasil e o Mundo, 2022. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2022/07/06/distrito-federal-tem-primeiro-caso-de-raiva-humana-em-44-anos . Acesso em: 29 de julho 2022.

FERREIRA, Marina. Caso de raiva em equino é confirmado em Mariana. Portal Prefeitura de Mariana, 26/04/2022. Disponível em: https://www.mariana.mg.gov.br/noticia/6995/caso-de-raiva-em-equino-e-confirmado-em-mariana . Acesso em: 24 de julho de 2022.

HUGEN, G.G.P.; MORAIS, R.M.; QUEVEDO, L.S.; QUEVEDO, P.S. Aspectos epidemiológicos, clínico-patológicos e diagnóstico de raiva em animais de produção. Pubvet, v 14, n° 11, a690, p. 1-11. 2020.

MELO, Amanda. Mossoró confirma caso positivos de raiva em equino e tem mais 11 em investigação. G1, Mossoró, 10/12/2021. Disponível em: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2021/12/10/mossoro-confirma-caso-positivo-de-raiva-em-equino-e-tem-mais-11-em-investigacao.ghtml . Acesso em: 26 de julho de 2022.

NANTES, J.H; ZAPPA, V. Raiva Equina-Relato de Caso. Revista científica eletrônica de medicina veterinária. Faculdade de Medicina Veterinária de Garça. Editora FAEF, ano VI, n° 11, Garça, 2008.

PEDROSO, P.M.O. Diagnóstico histológico e imuno-histoquímico de raiva em herbívoros. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Programa de pós-graduação em ciências veterinárias. Porto Alegre, 2008.

Por: Helio Itapema, Rachel C. Worthington, Leticia Del Buoni, Ayanne Walchhutter – Clínica de Equinos Itapema

Fotos: Pixabay

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Como realizar o manejo adequado dos cavalos?

Por serem animais muito inteligentes, exigem rotina e cuidados especiais com a boca, casco e alimentação

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Como realizar o manejo adequado dos cavalos?

Os cavalos são animais exuberantes, que atraem a atenção por onde passam, e o brasileiro é um dos povos que mais ama os equinos no mundo. Prova disso, é o número do rebanho nacional, 5,9 milhões de cabeças, atrás apenas da China (8,2 milhões) e do México (6,2 milhões).

Este amor pelos cavalos faz com que muitas pessoas tenham em mente o sonho de um dia ter um cavalo para chamar de seu. Se esse é o seu desejo ou se você está a um passo de realizá-lo, precisa conhecer, no mínimo, alguns pontos importantes no manejo dos animais para garantir a saúde e o bem-estar dos cavalos.

Um dos pontos mais importantes e que merece uma atenção pra lá de especial são os cascos do cavalo. Por ter contato direto com o solo, os cascos precisam ser analisados com frequência para detectar algo que possa machucar o animal, como lascas de madeira, pedras ou algum objeto pontiagudo.

Além disso, os cascos precisam de uma rotina de casqueamento e ferrageamento, pois eles crescem cerca de 8,5 milímetros por mês. Por isso, o recomendado é realizar os processos a cada quatro ou seis semanas, sempre com um profissional capacitado.

O procedimento corrige os aprumos do animal, por isso, com o casqueamento correto, o peso do equídeo é distribuído nos cascos equilibradamente, para melhor absorção dos impactos. Isso significa que o animal está bem balanceado.

Atenção com os dentes do cavalo!

Casco preparado, é hora de prestar atenção nos dentes do cavalo. Sim, os equinos também precisam de cuidados especiais para garantir a saúde bucal. Infelizmente, é comum encontrar cavalos que estão com problemas bucais, dificultando a alimentação e, consequentemente, promovendo a perda de peso.  

Além da dor de dentes, os cavalos podem sofrer com ferimentos na boca causados por dentes quebrados que deixam pontas agudas, causando lesões que podem evoluir para infecções. Se você notar algum dente quebrado, ou dificuldade no momento da alimentação, é indicado chamar um especialista para fazer a correção, que pode ser desde um simples lixamento, e em alguns caso a extração total do dente.

Cólicas, o grande mal dos cavalos

O formato do intestino dos cavalos acaba facilitando a ocorrência de cólicas. Além disso, alguns erros corriqueiros no manejo, podem promover as temidas dores. O fornecimento incorreto de alimento no momento do trato é uma das causas mais comuns.

Para evitar esse tipo de problema, fracione a ração em 2 a 4 vezes por dia ao invés de oferecer toda a porção de uma única vez. Também é importante manter volumoso à disposição dos animais.

Além deste cuidado com a alimentação, precisamos estar atentos à ingestão de água. O sistema digestivo dos cavalos exige o consumo de muita água, por isso, nunca o deixe por longos períodos de tempo sem acesso à água limpa e de qualidade.

Outro erro comum é deixar o cavalo por muito tempo amarrado nas cercas e/ou árvores e o pior, selados. Os animais vão perdendo muita água e sais minerais pelo suor. Por isso, sempre que os cavalos forem permanecer por longos períodos desocupados, retire os freios e ou bridões, desaperte a barrigueira e coloque os animais em local sombreado e com acesso à água.

E não se esqueça: os cavalos são muito inteligentes e gostam de rotinas. Portanto, mantenha sempre nos mesmos horários de fornecimento de alimento para os animais, seja ração, feno ou suplemento mineral, e sempre nas mesmas porções. Esse tipo de manejo pode ser um pouco mais trabalhoso, mas isso irá evitar possíveis disfunções no comportamento e/ou na saúde dos cavalos.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Premix / Pixabay

Fotos: Arquivo

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Inverno favorece a perda de escore corporal em equinos

Queda na qualidade das forrageiras, aliada à idade avançada e problemas de saúde afetam massa nos animais. É preciso estar atento a qualidade da alimentação

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Uma das características mais marcantes do inverno, além das baixas temperaturas, é a falta de chuvas – e consequente estiagem. Esse fenômeno provoca queda da qualidade das forrageiras, exigindo ajustes na alimentação base para evitar redução do escore corporal dos equinos. “Os períodos mais secos do ano representam um problema, mas há outros fatores que podem reduzir a massa dos equinos, entre eles problemas dentários e até mesmo idade avançada”, informa Ricardo Moraes, médico-veterinário e gerente de Marketing de Equinos da Vetnil

O especialista destaca que diversas situações podem levar à redução do escore corporal do animal em qualquer fase de vida, basta ocorrer um desbalanço entre os nutrientes fornecidos na dieta, a capacidade de absorção deles pelo intestino e a necessidade atual do animal. Quando a ingestão e absorção de nutrientes não são suficientes para manter a taxa de metabolismo, esse desequilíbrio resulta no uso das reservas corporais para manutenção, culminando na perda de escore.

No caso das éguas prenhes, é necessária atenção especial no terço final da gestação, garantindo que ela tenha uma reserva de gordura mínima. Isso porque, após o parto, a produção de leite para o potro gera um balanço energético negativo, ou seja, há uma demanda nutricional maior, desequilibrando a oferta de nutrientes e a exigência metabólica dos animais.

“A recomendação é ficar atento a sinais físicos que indicam perda do escore corporal. Entre eles: menor quantidade de tecido adiposo e diminuição da massa muscular – é possível perceber a proeminência dos ossos dos ombros e da cernelha, além das costelas e a base da cauda. Essas características representam alertas de que o animal necessita de um maior aporte de nutrientes para auxiliar na recuperação da sua condição corporal”, afirma Ricardo Moraes.

Baixo escore resulta em equinos suscetíveis à quadros infecciosos

Equinos com baixo escore corporal não conseguem atingir todo o seu potencial zootécnico e, além disso, um cavalo debilitado pode ficar mais suscetível a quadros infecciosos, já que o seu sistema imunológico não responde da forma que deveria por conta da carência de determinados nutrientes.

Para ajudar a recompor os nutrientes e a massa muscular perdida, os criadores podem utilizar modificadores orgânicos como suporte na recuperação dos animais. “Produtos com nucleotídeos e glutamina em sua composição facilitam a obtenção de energia pelos enterócitos, o que impacta diretamente a saúde do intestino, órgão vital para a absorção dos nutrientes necessários para a recuperação do animal”, informa o médico-veterinário da Vetnil Equinos.  

Para auxiliar os criadores a resolver esse problema, a Vetnil apresenta o Equi Up M.O.®, produto em pasta desenvolvido especificamente para recuperação do escore corporal de animais debilitados em qualquer fase da vida ou categoria.

“Devido a sua alta concentração de aminoácidos como glutamina e glicina, derivados de fontes nobres como o concentrado proteico do soro de leite e espirulina, presença de nucleotídeos e por também conter vitaminas e minerais, o produto favorece o ganho de peso e de massa muscular, potencializando o metabolismo e melhorando o desempenho zootécnico dos equinos. O criador deve sempre prezar pelo bem-estar dos animais e, acima de tudo, ficar atento aos sinais visuais, pois algo pode estar acontecendo de errado com o cavalo”, finaliza Marques.

Por: Assessoria de imprensa

Fotos: Freepik

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Leptospirose prejudica o bem-estar dos cavalos e gera prejuízo para criadores

Doença está associada à infecções fetais que provocam aborto, parto de natimortos e nascimento de neonatos fracos

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Doença está associada à infecções fetais que provocam aborto, parto de natimortos e nascimento de neonatos fracos

A leptospirose é uma zoonose amplamente disseminada pelo mundo e ocorre, especialmente, em regiões de clima semelhante ao do Brasil, e também afeta os equinos. “Em nosso país, os períodos mais quentes e úmidos tornam a doença epidêmica, já que as bactérias causadoras conseguem sobreviver melhor nessas condições ambientais”, explica Fernando Santos, médico veterinário e gerente de produtos para grandes animais da Syntec do Brasil.

Segundo o Conselho Nacional de Medicina Veterinária, a leptospirose – além de causar forte impacto na saúde pública, uma vez que também pode ser transmitida para os seres humanos – é uma das principais causas de perda econômica para os criadores. “A maioria das infecções é subclínica e está associada a infecções fetais que provocam aborto, parto de natimortos e nascimento de neonatos fracos. Em equinos, a Leptospira spp. determina alterações principalmente na área reprodutiva, mas o desempenho dos cavalos de corrida também é prejudicado pela infecção subclínica”, relata Santos.

O especialista da Syntec alerta para os sintomas que devem ser observados nos animais para diagnosticar mais rapidamente a doença. “Febre, icterícia, nefrite e complicações oculares (uveíte) estão entre os sinais mais comuns. Assim que o criador perceber algum desses sintomas, deve procurar ajuda de especialista”, orienta o veterinário.

Leptospirose tem cura

A doença é grave, mas tem tratamento. “Após a realização dos testes sorológicos e confirmada a leptospirose, o tratamento pode ser realizado com antibióticos”, explica o especialista, que recomenda que melhor do que tratar a doença é evitar que ela se instale no animal. “É possível prevenir a leptospirose por meio da vacinação dos equinos, o que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetição anual”

Para auxiliar os criadores na prevenção da leptospirose, a Syntec do Brasil está lançando a vacina Leptec Equi. Essa é a terceira vacina no portfólio da empresa especializada em saúde animal, que conta também com Get-Vacina e Encefalotec Equi. “Entramos no segmento de produtos biológicos recentemente e estamos ampliando nosso portfólio, inclusive com planos para fortalecer ainda mais nossa linha, com o lançamento de outra eficaz vacina, que, além de equinos, também beneficiará bovinos e suínos”, finaliza Fernando Santos.

Por: Assessoria de Imprensa

Fotos: Divulgação

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Encefalomielite viral mata 85% dos animais acometidos

A vacinação é a melhor maneira de prevenir a doença, visto que não existe tratamento específico, apenas suporte para que o animal sofra menos

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Encefalomielite viral mata 85% dos animais acometidos

A encefalomielite é uma das enfermidades mais graves que pode acometer os equinos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal, o problema está na lista de doenças de importância socioeconômica e, com um agravante: pode ser transmitida para os seres humanos.

“A encefalomielite causa sérios prejuízos econômicos aos criadores, provocando, inclusive, baixa no potencial genético dos equinos, afetando o seu bem-estar e até causando a morte dos animais”, explica o médico veterinário Thales Vechiato, gerente de produtos para grandes animais na Syntec do Brasil.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a enfermidade tem taxa de mortalidade equivalente a 85% dos animais acometidos. Ou seja, a cada 100 cavalos com encefalomielite 85 morrem.

A doença pode se apresentar de três maneiras: a encefalomielite do leste (EEL), a encefalomielite do oeste (EEO) e, a mais grave, a encefalomielite venezuelana (EEV). Todas apresentam os mesmos sintomas: febre, anorexia e rigidez muscular, além dos mais graves: o comprometimento da coordenação motora e a alteração comportamental – tanto causando agitação quanto prostração.

De acordo com Thales Vechiato, “os animais acometidos apresentam problemas neurológicos que evoluem de maneira rápida, podendo prejudicar até os equinos mais fortes e resistentes que não estejam imunizados”.

O especialista da Syntec explica que “não existe tratamento específico para a doença, apenas suporte para que o animal sofra menos. Alguns conseguem se recuperar, no entanto, são raros os casos em que não há sequelas. A profilaxia e a prevenção, por meio de vacinação, é a melhor maneira de evitar que o plantel sofra com a encefalomielite”.

Prevenção da Encefalomielite

Para auxiliar na prevenção da doença, a Syntec do Brasil incorpora ao seu portfólio a nova vacina Encefalotec equi. O imunizante é composto pelo vírus da encefalomielite do leste e do oeste e toxóide tetânico, inativados pelo formaldeído e adsorvidos por gel de hidróxido de alumínio, podendo ser aplicado a partir dos três meses de idade, com repetição anual da dose.

“A vacinação deve ser feita em potros, a partir dos três meses, sendo essa primeira aplicação em três doses, as quais devem ser feitas no intervalo de 2 a 4 semanas. Em animais adultos devem ser administradas duas doses com intervalo entre 2 a 4 semanas. Em ambos os casos, a revacinação deve ser feita anualmente”, finaliza o gerente da Syntec.

Por: Assessoria de Imprensa

Fotos: Divulgação

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Como aquecer seu cavalo antes das provas sem exageros e estresse?

Um dos campeonatos mais importantes do ano começou e todos querem “fazer bonito” nas pistas. Mas é preciso realizar um bom aquecimento para seu cavalo se preparar

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Como aquecer seu cavalo antes das provas sem exageros e estresse?

O 45º Campeonato Nacional do Cavalo Quarto de Milha chegou e se você é um dos tantos outros atletas que vão entrar em uma das quatro pistas para competir, separamos algumas dicas infalíveis para a hora do aquecimento.

Entrar na pista de aquecimento e se preparar ao lado de tantos oponentes, pode ser estressante, pois o clima de pressão é grande. Mas, calma! Você precisa tirar o máximo deste momento para que ambos possam entrar na pista preparados para darem o melhor.

A nossa primeira dica começa durante os seus treinamentos, lá no seu haras ou CT. Procure treinar na companhia de outros animais para que o seu cavalo aprenda a se comportar em uma arena cheia de outros cavalos. Assim você evita o nervosismo ou euforia dele na pista de aquecimento.

Calcule bem o seu tempo e chegue cedo à pista de aquecimento. Sua organização neste momento é primordial para que você não chegue atrasado e tenha que fazer as coisas correndo, principalmente se seu cavalo é jovem, inexperiente ou possui sangue mais quente.

Você precisa conhecer muito bem o temperamento do seu cavalo e fazer neste aquecimento o mesmo que faria no seu dia a dia.

Alguns animais precisam entrar no aquecimento e partir imediatamente em um trote ativo com muita flexão, para que eles se concentrem em seus cavaleiros e ignorem quaisquer distrações.

Já outros precisam passar 15 minutos ao passo antes de passar para o aquecimento em si. Alguns ainda podem precisar de mais ambientação antes de entrar na pista de aquecimento.

Por isso, procure passear com o cavalo por todo o lugar da prova para que ele reconheça bem o local e sinta-se seguro.

Lembre-se: nenhum cavalo gosta de surpresas, por isso procure estabelecer uma rotina de aquecimento durante os treinamentos, para que ele reconheça a ação e se mantenha mais calmo e seguro.

Outra dica importante é não queimar toda a energia do animal na pista de aquecimento. Aquecer bem é muito importante para evitar lesões, mas cuidado com os excessos.

O cavalo não vai aprender nada novo no tempo que leva você para o aquecer antes de competir.

E por último, mas não menos importante: concentração! Após se aquecer, deixe seu cavalo assistir algumas passadas antes da sua. Estes minutos de relaxamento e reconhecimento fazem com que ambos respirem fundo, se concentrem e assim, entrem em pista preparados.

Boa sorte no Nacional, pessoal!

Por: Camila Pedroso

Fonte: Cavalo Atleta

Foto: Arquivo

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Perda de massa corporal pode agravar saúde do equino

Suplemento nutricional auxilia recuperação da condição corporal do equino debilitado

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Perda de massa corporal pode agravar saúde dos animais

Uma das líderes em medicamentos e suplementos para equino no Brasil, a Vetnil apresenta o Equi Up M.O, modificador orgânico em pasta que atua como suporte nutricional para recuperação da condição corporal dos equinos. O produto é ideal para cavalos debilitados ou com baixo escore corporal em qualquer fase da vida ou categoria. 

“Diversas situações podem prejudicar o escore corporal do equino, como baixa qualidade das pastagens (comum no período de seca), problemas dentários e até mesmo idade avançada. Nossa recomendação é entrar com a suplementação imediatamente para assegurar a recuperação”, informa Ricardo Moraes, gerente de Marketing de Equinos da Vetnil. 

Segundo Moraes, os criadores e equipe devem ficar atentos a sinais que indicam o baixo escore corporal do equino. Entre eles, ínfima quantidade de tecido adiposo. “Outro aspecto é a diminuição da massa muscular. Quando isso acontece, os ossos dos ombros e do pescoço podem ficar mais perceptíveis sob a pele, além de costelas e a base da cauda”, explica o especialista da Vetnil. “Essas características visuais são um alerta de que o animal necessita de nutrientes para auxiliar na recuperação da condição corporal”, completa.

Equi Up M.O atua na recuperação corporal do equino

Equi Up M.O é composto por nucleotídeos, elementos que facilitam os processos de obtenção de energia celular, e aminoácidos, que compõem a musculatura e exercem diversas funções no organismo, incluindo o melhoramento do desempenho físico. De acordo com Ricardo Moraes, o produto é altamente palatável e fácil de administrar, o que facilita a integração à rotina dos animais a pasto.

“É preciso estar sempre atento aos sinais do corpo, pois assim é possível prevenir situações mais graves logo no início. Equi Up é uma ótima opção, pois favorece o ganho de peso e de massa muscular, fornecendo nutrientes essenciais para diversas funções orgânicas e potencializando o metabolismo”, finaliza o gerente de marketing de equinos da Vetnil. 

Por: Assessoria de Imprensa

Fotos: Pexell

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O que é conectar com os cavalos?

Alessandra Arriada é médica veterinária e terapeuta com cavalos, e neste artigo explica sobre a importância de sabermos nos conectar com os cavalos, mudando nossa forma de olhar para eles

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Os cavalos nos ensinaram muito, nos acompanham por muito tempo, em guerras, esportes, lazer e acredito ser muito deles os louros de tanto desenvolvimento e conquistas…

E por todo esse tempo nós os UTILIZAMOS, de uma maneira deliberada ou seja, os observávamos e sentíamos não como parte do trabalho ou parte de nossas vidas, mas sim como um transporte, ferramenta ou utilitário.

O nosso olhar antigo sobre a maioria das outras espécies sempre foi especista ou seja, o ser humano sobre todas as outras coisas. Mas vamos nos modificando, aprendendo, evoluindo e nos percebendo apenas como parte de um todo, não mais nem menos importante, mas apenas parte, existindo junto e precisando um do outro.

O meu aprender com os cavalos começou cedo, nasci e cresci em meio a eles e os observava como parte da minha vida, com curiosidade, com amor, os tendo como iguais.

O campo por vezes pode ser solitário para uma menina, chorava com eles minhas angústias e me divertia os tentando montar ou imitar. Quando cresci, vivíamos na cidade, então cursei Medicina Veterinária para outra vez me dedicar a eles.

Quando meu pai se foi, minha vida tomou caminhos de descobertas e viagens e estive longe, para, vinte anos depois, voltar a viver no mesmo campo, na mesma terra, com os mesmos cavalos. O meu conectar com eles me conecta a vida. O sentir deles diz muito sobre mim.

Entender como um olhar pode expressar dor, sem dizer uma palavra. Sobre como uma presença, ao estares enfermo, pode ser importante, zelando, cuidando ali teu sono, tua sede, tua comida.

Observando os cavalos

Por longas horas de solitude nesta vinda para morar sozinha no rancho, eu os observava. Olhava o movimentar das éguas em direção ao vento ou chuva e as brincadeiras com os cavalos das pastagens lindeiras.

Com isso, aprendi como para os cavalos era importante a liberdade e como seus focinhos se tocavam ao dar mordiscadas suaves e como aquilo queria dizer curiosidade e amor. Vivendo dessa forma, entregue a oportunidade de longas e longas horas caminhando e tocando seus dorsos, acomodando suas crinas e rindo de suas peraltices, assim como curando suas enfermidades, entendendo suas formas tão distintas de se comunicarem ou de sentirem as coisas, pude finalmente entender o conectar.

O conectar se trata, de certa forma, disso. Olhar para o outro com as suas percepções, não com as nossas. O desenvolver desse olhar permite que tenhamos empatia e possamos entender melhor as necessidades, os pensamentos e mesmos as ansiedades do outro. Quando eu olho para o meu cavalo e não entendo como ele se comporta ou como precisa se desenvolver ou viver, se eu o faço com o meu olhar e meu sentir, eu desprezo o seu bem-estar, desprezo como se sente e nosso convívio não será feliz para ambos.

Quando se fala em entender o cavalo, muito se pensa em: como posso obter um melhor rendimento ou melhor trabalho com ele? Como ele pode me servir melhor? Como ele pode engordar para parecer mais bonito para mim? Ou mais manso? Ou mais cômodo no sentar? Ou mais rápido? Mas, para mim me parece egóico que seja sempre sobre termos vantagens ou controle ou mesmo ganhos com um animal como o cavalo.

Os centauros entendiam a sabedoria e a sensibilidade desses animais, capazes de nos darem lealdade, amor e asas para voar. Sua rapidez, elegância, perspicácia, sua capacidade de prever, por sua pineal desenvolvida, ou mesmo antever perigos e dissabores e ainda sua disponibilidade para nos ensinar, nos servir e nos acompanhar.

Me parece muito mais inteligente nosso conectar sincero, disposto e disponível. Um trabalho de estudar, estar entre eles e principalmente, um trabalho de se conhecer primeiro. Um trabalho de enfrentar momentos de medos e inseguranças para conseguir estar perto de um animal de tanto tamanho e maestria.

O cavalo, dentro do picadeiro, nos ensina a ter calma, a entender nosso corpo, a entender nossa voz, que não deve ser alta e nem violenta. O cavalo nos responde nos entregando tudo, se formos inteligentes e bondosos. Mas, se por acaso, deixamos nossa necessidade de defesa através da insegurança de nos percebermos pequenos e infantis falar mais alto, eles teimam, esperneiam e lutam com bravura e coragem, não aceitando facilmente submissão e subserviência.

O caminho da dor violenta pode ser mais curto, mas o conectar é pra sempre. Uma vez estabelecida a confiança, ela não quebra. Os cavalos tem a eternidade de nossos sentimentos e olhares em seu peito, de maneira inquebrantável, tenho certeza disto…Que possamos estar dispostos a esta nova forma de viver o cavalo, e que essa consciência nos permita uma nova maneira de nos conectarmos uns aos outros.

Por: Alessandra Arriada

Médica Veterinária Médica Veterinária e Terapeuta com Cavalos. Formada pela Universidade Federal de Pelotas, com Doutorado em Ciências Ambientais e Mestrado em Engenharia. Mora no extremo sul do Brasil onde se dedica ao desenvolvimento de pessoas com cavalos, ensinando o comportamento e a linguagem desses animais para um convívio e trabalho feliz para ambos. Ministrou cursos no Uruguai, Argentina e Brasil.

Mais informações: @Alearriada

Fotos: Divulgação

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Botupharma

Vem aí o maior congresso para veterinários de equinos do Brasil

Trata-se da XXII Conferência Anual de médicos veterinários, promovida pela ABRAVEQ, que terá a Botupharma Biotecnologia Animal como patrocinadora

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veterinários

O Centro de Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), será palco, de 1º a 3 de julho, do maior congresso para veterinários de equinos do Brasil: a XXI Conferência Anual, promovida pela Associação Brasileira dos Médicos Veterinários de Equídeos (ABRAVEQ). O evento contará com uma variedade de palestras, sobre especialidades equinas, como reprodução, bem-estar animal, clínica, cirúrgica e fisioterapia.

Em 2021, por conta da pandemia de Covid-19, o evento foi realizado totalmente on-line, sendo retomado agora em formato presencial. A conferência, que se consolidou como o principal fórum científico de equídeos da América Latina, abordará os principais temas que norteiam a Medicina e Biotecnologia para esses animais.

Daniel Pasquini, diretor de vendas da Botupharma Biotecnologia Animal – empresa patrocinadora da XXII Conferência Anual ABRAVEQ -, garante que a participação no evento é de extrema importância para todos os profissionais médicos veterinários, que atuam com equinos, não importando a especialização.

“Eventos abrangentes como esse da ABRAVEQ são de extrema importância para meio em geral, contribuindo com muito conhecimento para os profissionais da medicina veterinária. Como empresa é um espaço importante para apresentarmos os nossos produtos como um todo para um público veterinário, voltado para o mercado de cavalo”, finaliza o diretor da Botupharma.

Como se inscrever no Congresso de médicos veterinários da ABRAVEQ?

Os médicos veterinários interessados em participar do evento devem se inscrever pelo site: www.abraveq.com.br. Lá também é possível conferir a programação completa da XXII Conferência Anual ABRAVEQ.

Serviço

XXII Conferência Anual ABRAVEQ
Data: 1º a 3 de julho
Local: Centro de Convenções Expo Dom Pedro
Cidade: Campinas (SP)

Por: Equipe Cavalus Comunicação

Fotos: Freepik

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Cuide bem do seu Cavalo

Boas práticas na Sanidade dos Equinos

A imunização e a vermifugação dos equinos é extremamente importante para proteção dos animais contra as principais doenças ocasionadas por vírus e bactérias que impactam o bem-estar e qualidade de vida dos animais

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Equinos

Uma boa saúde é essencial para que os equinos campeões consigam alcançar o patamar de excelência em cada uma de suas conquistas. O estresse físico ocasionado pelo deslocamento, provas, alterações no ambiente e até mesmo contato com outros animais pode abalar a imunidade dos equinos atletas e deixá-los susceptíveis à agentes infectocontagiosos comuns ao meio equestre.

Apesar de não existir um protocolo com padronização nacional e internacional para as condutas de imunização e vermifugação de equinos, o senso comum aplicado ao protocolo vacinal visa a necessidade de proteção dos animais contra as principais doenças ocasionadas por vírus e bactérias, especialmente nos animais que participam de provas ou feiras.

Principais enfermidades dos equinos

Doenças do aparelho respiratório dos equinos são limitantes e tem efeitos em performance tanto quanto as afecções do sistema locomotor, por isso a vacinação contra a adenite equina (garrotilho) deve fazer parte das boas práticas de sanidade equina. A doença é uma bacteriose de alta morbidade que acomete animais de todas as idades e exige um isolamento de, ao menos, quatro semanas para total recuperação e extinguir chances de transmissão para os outros animais do plantel. A vacinação é essencial para evitar ou reduzir os prejuízos causados pela perda de desempenho, tratamentos e mão de obra, além de melhorar a saúde do rebanho a longo prazo.

A influenza equina é a principal afecção responsável por surtos respiratórios no mundo todo, especialmente entre animais jovens. A doença, causada pelo Vírus da Influenza Equina (EIV) é de notificação obrigatória, e é transmitida pelo contato direto com secreção de outros animais contaminados, apresentando um período curto de incubação, sinais clínicos que podem variar de leves à severos, com uma média de recuperação de até três semanas. A vacinação contra a doença é requisito obrigatório no passaporte de animais que participam de provas da FEI (Federação Equestre Internacional).

Já a Encefalomielite Viral Equina é uma zoonose de alta letalidade que acomete o sistema nervoso central e pode ser causada por três diferentes vírus: Vírus da Encefalite Venezuelana (VEEV), Vírus da Encefalite Equina do Leste (EEEV) e Vírus da Encefalite Equina do Oeste (WEEV). Sua ocorrência é maior nas épocas quentes do ano que tenham alta umidade do ar, sendo vetores biológicos, principalmente Culex sp e Aedes sp, os agentes responsáveis por sua disseminação. Com as condições climáticas de todo o território brasileiro sendo favorável para a disseminação da doença, a vacinação anual é a medida mais eficaz para seu controle e prevenção.

Outra zoonose importante, de ocorrência global, e com letalidade de 100% é a Raiva, doença causada por um Lyssavirus e que, apesar de ser pouco comum nos equinos, é uma doença de notificação compulsória imediata e faz parte do diagnóstico diferencial para outras doenças neurológicas agudas.  A vacinação contra o vírus da raiva deve ser realizada desde a primeira infância do potro, com doses anuais de reforço.

Embora não seja transmissível, o tétano tem a sua importância por ser de ocorrência mundial e afetar diversas espécies, tendo os equinos os mais frequentemente acometidos. Causada pela neurotoxina produzida pelo Clostridium tetani, é uma doença infecciosa grave e altamente letal (<70%). A forma mais apropriada para a sua prevenção é a vacinação com toxóide tetânico, sendo importante também manter os cuidados ambientais evitando metais enferrujados em locais frequentados pelos animais e um manejo adequado de feridas perfuro-cortantes.

A sanidade animal engloba também infestações que apresentam pouco ou nenhuma manifestação clínica, como é o caso de infestações parasitárias, favorecidas pelo clima tropical nacional e a exposição dos equinos ao pasto, seja pelo ano inteiro ou por um período específico. As infestações parasitárias intestinais resultam em queda de performance, alterações na pelagem, hiporexia, retardo no crescimento, anemia e até mesmo episódios de cólica.

Para um combate eficiente contra os parasitas intestinais, a vermifugação periódica dos equinos com anti-helmínticos a base de ivermectina ou associação de ivermectina e praziquantel é indicada. Por não possuir restrições, ambos os tipos podem ser administrados em potros, garanhões, éguas e éguas prenhes, prevenindo as perdas causadas pelas verminoses e promovendo mais estabilidade em saúde e desempenho do equino.

Equinos atletas ou que participam de feiras devem ser vacinados seguindo as exigências da organização do evento, levando sempre em consideração os locais de origem e destino, seguindo as normas sanitárias vigentes. 

A prevenção contra doenças infectocontagiosas e parasitas intestinais são ações periódicas que limitam a proliferação dos agentes causadores e protege os equinos. Um calendário sanitário de vacinação e vermifugação bem elaborado tem a função de proteger o plantel a longo prazo, respeitando sempre as necessidades de reforço específicas para cada vacina e vermífugo. Desta forma, é possível evitar perdas econômicas e preservar a saúde dos animais.

Referências:

AINSWORTH, D.M.; BILLER, D.S. Sistema respiratório. In: REED, S.M.; BAYLY, W.M. Medicina interna eqüina. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. p.229-230.

COSTA, E.E; ROSA, R; OLIVEIRA, T.S; FURTINI, R.; JÚNIOR, E.F; PAIXÃO, T.A; SANTOS, R.L. Etiologic diagnosis of diseases of the central nervous system of horses in Minas Gerais State, Brazil. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, V.67, N.2, P.391-399, 2015.

DOBROWOLSKI, Elisa Cristina et al. Eficácia do praziquantel e da ivermectina em equinos infectados naturalmente com ciatostomíneos. Revista Acadêmica Ciência Animal, [S.l.], v. 14, p. 75 – 81, fev. 2016. ISSN 2596-2868. 

FAVARO, P.F., FERNANDES, W.R., RISCHARK, D., BRANDAO, P.E., SILVA , S.O.D.S., RICHTZENHAIN, L.J., (2018). Evolution of equine influenza viruses (H3N8) during a Brazilian outbreak, 2015. Brazilian J. Microbiol., 49, 336– 346

KOWALSKI, J.J. Mecanismo da doença infecciosa. In: REED, S.M.; BAYLY, W.M. Medicina interna equina. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, 2000. p.54-56.

OIE – WORLD ORGANIZATION FOR ANIMAL HEALTH. Equine Influenza. Paris: OIE, 2018.

Por: Assessoria de imprensa

Fotos: Divulgação

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