Minas Gerais tem o maior rebanho equino do Brasil e é berço das raças Mangalarga, Mangalarga Marchador Pega e Campolina

 As curvas das montanhas de Minas Gerais revelam um roteiro com muita história, belos cenários e os sabores autênticos da rica gastronomia mineira. A cavalgada percorre vários trechos da Estrada Real por estradas vicinais e trilhas dentro de fazendas, com altitude variando de 800 a 1200 metros. No total são aproximadamente 100 quilômetros, passando por São Thomé das Letras, Cruzília, Baependi e Caxambu. Na primeira e última noite, a hospedagem é num antigo pouso* tropeiro.

A Estrada Real

Com extensão de 1600 quilômetros, a Estrada Real, Caminho Velho ou Caminho do Ouro partia de Paraty, estado do Rio de Janeiro, rumo à região aurífera de Minas Gerais, ao transpor a Serra da Mantiqueira no local conhecido por ‘Garganta do Embaú’, incorporava o caminho aberto pelos bandeirantes paulistas, que vinha da Vila de São Paulo, passando por Taubaté e Guaratinguetá.

Esse caminho teve fundamental importância na geração de riquezas na região das chamadas Minas Gerais. Daí a vigilância constante que a Coroa Portuguesa exercia sobre ele, mantendo Postos de Passagem onde era cobrado a peagem, ou seja, pedágio, além de Postos de Registros, onde mercadorias, principalmente o ouro, eram tributadas. Essa estrada perdeu importância, quando foi aberto em 1707 o chamado ‘Caminho Novo’ que, partindo da cidade do Rio de Janeiro atingia Ouro Preto, passando pela serra de Petrópolis.

*Pouso – palavra de ordem dos tropeiros, cavaleiros e viajantes: “Em Minas quero um Pouso com aconchego, um bom banho, comida simples, saborosa e um café coado na hora com pão de queijo”.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavalgadas Brasil

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