A Patagônia oferece o contato com a natureza na sua máxima expressão!

Tem uma combinação perfeita de lagos, rios, florestas, montanhas, vales e grandes estepes; formando uma sucessão de imponentes paisagens. A Patagônia Argentina é muito extensa, vai desde a província de Rio Negro até a Terra do Fogo, no extremo sul do continente.

Eu já cavalguei muito em várias dessas regiões aonde estão algumas das paisagens mais intocadas e mais bonitas do mundo. Cavalgar em lugares inóspitos e difíceis trazem outro sentido para uma aventura a cavalo.

Depois de alguns anos, voltei ao norte da Patagônia este mês. Abril é um mês interessante, com a chegada do outono, as cores das arvores começam a mudar, o frio também chega, mas ainda é suportável, e aumentam as chances de ver o grande veado vermelho, que nesta época está em reprodução.

Desta vez vim cavalgar na região de Chubut. Comecei a viagem saindo de Bariloche pela rota 40, famosa estrada que faz a ligação entre o norte e o sul do país, paralela à Cordilheira dos Andes.

Ela cruza toda a Patagônia, atingindo altitudes de mais de quatro mil metros. Cruzamos primeiro a região montanhosa dos lagos do Parque Nacional Nahuel Huapi, para depois entrarmos na imensidão da estepe.

Depois de várias horas de viagem, chegamos ao ‘Refúgio’, que foi nossa base na pré cordilheira, às margens do rio Chubut.

No dia seguinte como íamos subir quase mil metros, esperamos até 9h para sair, quando o sol começa esquentar. Depois de uma hora já estávamos no primeiro mirante, no alto da cordilheira. O panorama era simplesmente impressionante, a estepe sem fim, visão dos cumes altos muitos ainda com neve, a estepe seca e as planícies.

Depois de mais algumas horas, paramos na beira de um lago para um lanche e deixar os cavalos pastar um pouco. A vista espetacular tirou até a vontade do cochilo. Nos dias seguintes continuamos cavalgando em nossos fortes cavalos crioulos que parecem não sentir as dificuldades do terreno.

No último dia seguimos pela margem do rio Chubut, que cruzamos várias vezes, até chegar no Rancho Miranda. No caminho passamos por alguns moradores que vivem nesta área da Alto Chubut. Muitos são descendentes dos índios Mapuches, que nos mostraram uma realidade desconhecida, esquecida nessas terras distantes da Patagônia.

No Rancho Miranda, família vive aonde funcionava uma antiga mina de ouro e tem criação de ovelhas, cabritos, vacas e cavalos, almoçamos escutando muitas histórias da região.

Foi com um sentimento de realização que chegamos ao final de mais uma cavalgada na Patagônia, aonde tivemos contato com a natureza na sua máxima expressão.

Por Paulo Junqueira Arantes
www.cavalgadasbrasil.com.br

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