É ao redor do fogo num verdadeiro convite a prosa e ao aconchego que o gaúcho recebe os visitantes com uma roda de chimarrão.

Como bem disse o jornalista Thiago Medaglia: “é a cavalo que se abrem as portas, e a cavalo, você se mistura no Rio Grande do Sul”. A região de nossa cavalgada, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, nos municípios de São Jose dos Ausentes e Cambará do Sul/RS, é conhecida como Campos de Cima da Serra e também como Aparados da Serra, nome de seu famoso Parque Nacional.

Resultado do encontro das Serras Geral e do Mar, nossos caminhos seguem por trilhas que margeiam os Aparados da Serra e abrigam uma das mais fascinantes paisagens brasileiras, famosa por seus gigantescos cânions.

O clima é temperado no verão e frio no restante do ano. A cerração que ocorre durante todo o ano, também conhecida pelo nome de ‘nada’ ou ‘viração’ aparece de repente e muito rapidamente, faz desaparecer tudo, a um passo de distância, cobrindo e descobrindo os vales e cânions. A região distingue-se pelos cânions que abrigam uma espécie de degrau geológico cavado pela movimentação tectônica e pelo trabalho dos rios ao longo das eras. Diferente da maioria de outros cânions do mundo, este não está numa região árida.

Todo o percurso de nossa Travessia acontece numa região de rara beleza, que destaca a grandeza das matas e campos ondulados que se espalham pelo planalto, interrompidos repentinamente por paredões rochosos impressionantes que possuem até 1000 metros de profundidade e formam um corredor de rochedos desde o Nordeste gaúcho até Santa Catarina.

Nesse percurso encontramos mirantes que são refúgios para apreciar os desfiladeiros, a natureza e o relevo da Serra e do Planalto.

“O folclore do Rio Grande, dignifica a magnitude da alma do povo gaúcho, legendário na história e amante fiel do seu bravo companheiro: o cavalo. Não se concebe um gaúcho sem seu cavalo. A galope, este cavaleiro é o rei dos pampas. Foi através de seus tropéis e cavalgadas que se completou a integração da região rio-grandense no século dezenove” (Rosane Volpatto)

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavalgadas Brasil

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