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A pandemia e o reinventar-nos

Marcelo Pardini, em sua coluna da semana, escreve sobre os impactos da pandemia em nossas vidas e como está o nosso poder de adaptação

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Um dos momentos mais difíceis da história humana nos mostra que estabilidade não existe e coloca à prova o nosso poder de adaptação

Já estamos no segundo semestre de 2022 e a pandemia ocasionada pelo coronavírus, intensificada mundialmente a partir de março de 2020, ainda segue trazendo mudanças à humanidade, desde a maneira de nos relacionarmos até os hábitos alimentares. Haverá um fim? Voltaremos a agir como antes? Chegará um “novo tempo”?

Esta reflexão tem como pano de fundo o livro “O catador de sonhos” (Ed. Gente/2015), de Geraldo Rufino. O autor, hoje empresário de sucesso, teve todas as chances para não prosperar, tal qual a maioria absoluta do povo brasileiro, pois nasceu em meio à pobreza. “Minha filosofia é: a gente muda o que está sob o nosso comando e aceita aquilo que não pode alterar, mas, mesmo aceitando, não perde a chance de transformar – eis o segredo de um milhão de dólares”, escreveu logo nas primeiras páginas da obra o proprietário de uma das maiores revendas de autopeças do Brasil.

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O momento pelo qual atravessamos trouxe-nos a certeza de que estabilidade não existe, fazendo com que tivéssemos que nos adaptar aos novos cenários. De repente, setores inteiros da economia tiveram que se transformar num curto espaço de tempo. Muitas pessoas perderam o emprego e outras adotaram segundas ou até terceiras fontes de renda. “Quando você assume que tem responsabilidade por tudo que ocorre no seu terreno, no seu negócio, na sua vida, fica fácil resolver, achar uma saída. Só de assumir, a gente já parte para a solução, já tira o pé da lama para pisar em algo melhor. Se você entrou, você sai”, apontou Rufino, que começou a vida de empreendedor como catador de latinhas. “Gosto de pensar assim: quando nasci, não tinha problema. Aí eu respirei e, pronto, gerei um para resolver. Se eu gerei, ele veio depois de mim. Se veio depois de mim, é menor do que eu. Se é menor, tenho o comando. Se tenho o comando, não vacilo, administro a situação”.

No Brasil, temos várias possibilidades de prosperarmos. “O brasileiro é criativo, trabalhador, esperançoso, mas precisa largar o hábito de achar que, por ver os outros fazendo errado, não fará o certo. É o contrário. Faça a sua parte, dê o bom exemplo, seja fonte de inspiração aos demais”, disse o simpático empresário. “Perder o crédito temporariamente acontece com qualquer um, o que não pode acontecer, de forma nenhuma, é perder a credibilidade”. E continuou tal raciocínio ao abordar o fato de já ter “quebrado” o próprio negócio pelo menos sete vezes: “A minha credibilidade fez com que eu me levantasse novamente. A palavra, o comprometimento, o fio do bigode, não tem preço”.

Segundo Geraldo Rufino, que tem milhares de seguidores nas redes sociais, nós crescemos quando partilhamos o saber. “Ensine tudo o que puder, com humildade e simplicidade, e deixe que o copiem. Não caia na armadilha de esconder o que sabe, o que testou e funcionou, porque uma pessoa que foi ensinada faz melhor do que você, e ambos ganham”. Na referida obra, ele também abordou a importância da autoconfiança, na crença em nossos ideais, no poder transformador em atingir as nossas metas. “Eu só penso ou absorvo o que me interessa, só o que soma. Se a notícia será boa para mim, ótimo. Foco nela. Se vai me preocupar, é ruim e vai refletir negativamente na minha vida, deleto. Faço isso com a mídia e com conversa pesada de quem cruza os braços e só se vitimiza”. E continuou: “Para perpetuar algo, valorize as pessoas. Para dar continuidade ao que você faz, melhorar seu patrimônio, ter sucessores e legado, conte com quem está ao seu redor, querendo ajudá-lo a crescer”.

Finalizo esta coluna com um recorte de George Bernard Shaw, dramaturgo, romancista e jornalista irlandês, que viveu entre 1856 e 1950: “Nós imaginamos o que desejamos, queremos o que imaginamos e, finalmente, criamos aquilo que queremos”. Gratidão e caridade são os pilares do sucesso do personagem desta coluna, Geraldo Rufino: “Muito melhor é progredir sendo do bem, sem importar em qual negócio. Todos devem ser lícitos, porque é a única maneira de durar. Meus valores me norteiam para tudo, eu os transformo em ações práticas e, assim, ajudo muita gente”.

Marcelo Pardini é narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural. Titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.

E-mail: [email protected] / Instagram: marcelopardinioficial

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