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Equicenter Country, sucesso nas pistas, é fruto de um grande sonho

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De linhagem clássica, ele hoje lidera o ranking 2018 de Cow Horse na ABQM como melhor reprodutor

Potro do Futuro ABQM 2017

A história de Equicenter Country começa no Equicenter – Hospital e Reprodução Equina, que fica em Tatuí/SP, onde ele foi concebido e gestado. Nascido em 29 de outubro de 2013, filho do grande Country Dun It em Esplendida Bay, o garanhão é fruto de um projeto de longa data de Walnei Miguel e Rafael Paccola, pai e filho. Dr. Paccola, médico veterinário, proprietário do Equicenter, acalentava esse sonho desde o nascimento de Esplendida Bay, uma filha de Roosters Tru Luck em mãe Boonlight Dancer. “Um produto e tanto para pessoas que, como nós, estávamos ainda engatinhando na criação de cavalos”, conta Rafael.

Potro do Futuro ABQM 2017

A expectativa naquela potranca era grande e eles não pensaram duas vezes para usar o sêmen de Country Dun It nela. A ideia era melhorar o plantel, agregando genéticas consagradas. Processo esse facilitado pelos inúmeros contatos que eles têm por conta do Hospital e os serviços veterinários. Deste cruzamento, nasceram dois produtos: um macho – Equicenter Country; e uma fêmea – Shes A Country.

ANCH. Foto: Plusoneandahalf

Os dois animais foram crescendo sempre sob criteriosos cuidados e, apesar de toda a importância genética e sentimental que carregavam, foram criados a pasto, juntamente com  os demais potros. Até que um dia, o destino colocou a mão para melhorar ainda mais essa equação. “Por coincidências da vida, fomos apresentados através do amigo Dr. Vitor Resende, por mais estranho que pareça, nosso parente até então desconhecido por nós, a Henrique Paccola Ribeiro, treinador de Working Cow Horse e apaixonado pela linhagem Country”, lembra Rafael.

Nacional ABQM 2017

Com esse encontro, os planos para Equicenter Coutry foram traçados. Aos 18 meses foi transferido para Santo Antônio da Posse/SP, no Rancho Arati, para ser domado e treinado por Henrique. Isso foi em julho de 2015 e logo o treinador percebeu que tinha uma máquina nas mãos. “O Equicenter Country foi desde o começo um ótimo potro, sempre superando as expectativas desde o início. Muito completo na Rédeas e com muita habilidade no boi. Sem dúvida o cavalo completo para o working Cow Horse”, comenta Henrique. Era também um potro que tinha que ser conduzido de forma lenta e progressiva, considerando o sangue ‘quente’ da linhagem Country Dun It. Todo o amor e cuidado foram fazendo a evolução do cavalo, contato com as manobras de Rédeas, que logo de cara ele se adaptou, e depois com o boi.

“Com a evolução do treinamento, percebemos que Equicenter Country tinha muita habilidade no conjunto, tanto em Rédeas como no trabalho com boi, essenciais para a prova de Working Cow Horse, e as primeiras expectativas já começaram a ser criadas”. O projeto sempre foi sua participação no Potro do Futuro da ABQM. Como não tem muitas provas de Cow Horse para que o cavalo seja empistado, eles o inscreveram para o Congresso, em abril de 2017, na categoria Cavalo Iniciante.

Após alguns percalços e adaptações, um quarto lugar na primeira prova, ainda antes de sua estreia oficial. “Ficamos muito felizes por conseguir ver seu potencial e que dias melhores estavam por vir”. Em julho, outro teste, no Nacional ABQM, mesma categoria, e Equicenter Country sob os comandos de Henrique Ribeiro, saiu da pista campeão. Até que chegou o mês de outubro, o tão esperado Potro do Futuro. Momento em que todo sonho da família e também do treinador foi consagrado. A nota foi incríveis 436 pontos, maior já marcada em um PF de Cow Horse no Brasil.

Congresso ABQM 2018

A competição mais recente foi no Congresso ABQM 2018, na categoria Aberta Junior, e mais um primeiro lugar. O conjunto também participou das provas da ANCH que tiveram, com bons resultados. “O Equicenter Country vive um momento crescente em sua carreira, sempre respondendo bem aos treinamentos e mostrando resultados nas pistas. Nossos planos são o de continuar levando ele nas principais provas, como Nacional e Copa dos Campeões, e tentar fazer dele o cavalo mais pontuado no Cow Horse em 2018”.

No final desse ano, também começará a cobrir para ser testado na reprodução. Dr Paccola, Rafael, Henrique, e Dr Vitor Resende (também sócio do Bolinha – como é carinhosamente chamado o cavalo), não medem esforços para deixar tudo em dia com sua saúde e bem-estar, pensando em uma vida longa e saudável nas pistas.

Por Luciana Omena
Fotos: Arquivo Pessoal/Cedidas ABQM

Working Cow Horse

ANCH realiza prova remanescente de 2020 com recorde de inscrições

A última prova da associação havia sido em dezembro de 2019; ANCH segue em busca de manter o Working Cow Horse ativo

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O evento anterior da ANCH – Associação Nacional do Working Cow Horse tinha acontecido em dezembro de 2019, o encerramento da temporada. Dessa forma, mais de um ano sem que os competidores pudessem se encontrar e colocar seus cavalos na pista.

Ainda valendo para o ano de 2020 – eventos paralisados por conta da pandemia -, a ANCH realizou no último sábado (1°) o Potro do Futuro e Cow Horse Show em diversas categorias.

Antes de mais nada, recorde de inscrições. “Tivemos 67 passadas e 20 competidores diferentes. Em alguns anos, não temos mais de dez concorrentes no Potro do Futuro e nessa prova foram 15 conjuntos. Além disso, 18 na Aberta Junior”, conta Karoline Rodrigues, presidente da Associação.

As provas aconteceram no Rancho Karoline, em Avaré/SP, registrando ainda a participação de animais Quarto de Milha, Crioulo e Paint Horse. Todos os resultados contaram para registro de mérito nas respectivas associações das raças QM e PH.

A presidente da ANCH aproveitou a presença de todos a fim de discutir os rumos da associação, como a nova diretoria, já que o biênio da atual gestão se encerra em julho desse ano. E marcar a próxima prova também.

“Agendamos a nossa próxima prova para setembro, Potro do Futuro e Cow Horse Show 2021. Devido a pandemia, o calendário segue apertado, sobretudo com o Congresso da ABQM em junho e o Nacional da ABQM em julho. Então, provavelmente, não realizaremos outra prova ainda no primeiro semestre”, destaca Karoline.

Houve uma explanação aos associados a cerca da premiação. “Não definimos ainda, porém a ANCH tem reservas do apoio financeiro da ABQM de 2019. Bem como caixa formado com o leilão de coberturas doadas pelos parceiros da modalidade e um potro doado pelo Haras R3, todos leiloados em junho do ano passado”.

Resultados

Com julgamento de Fernando César Oliveira, os conjuntos deram tudo de si para conquistar títulos importantes dentro do Working Cow Horse. As provas da ANCH são de extrema relevância para manter a modalidade ativa fora do âmbito de provas oficiais das raças.

O conjunto My Love Jule e André Sampaio marcou a maior nota do dia, 146 pontos, campeões da Aberta Senior no Cow Horse Show (foto premiação). Entre os cavalos, Big Show Del Rancho foi destaque ao vencer três categorias. Ganhou o Potro do Futuro Aberta com Nelson Rodrigues e ainda o Potro do Futuro Amador e a Amador Junior com Djalma Bezerra Neto (foto de chamada). Confira resultados completos: 

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/ANCH

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Working Cow Horse

O Working Cow Horse une o trabalho de Rédeas com o de Apartação

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O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, ao mesmo tempo que facilita o trabalho nos ranchos

O Working Cow Horse é um esporte que surgiu da necessidade dos cowboys disporem de cavalos que pudessem ser facilmente controlados, com pouco ou nenhum esforço. Ao mesmo tempo, os cavalos devem demonstrar um apurado cow sense e facilitar o trabalho nos ranchos. Em outras palavras, une o trabalho de Rédeas com o de gado, característico da Apartação. Com toda a certeza, é uma modalidade singular. Acima de tudo, a modalidade tem suas raízes no Oeste Americano.

Em uma arena de competição de Working Cow Horse, a finesse da equitação moderna combina perfeitamente com métodos de treinamento testados há tempos. Os cavalos de prova hoje têm suas raízes em um processo meticuloso e secular usados pelos vaqueiros para criar seu parceiro de trabalho mais valioso: um cavalo que poderia ser controlado por um leve toque das rédeas, mas ainda possuir velocidade para dominar o melhor gado.

O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, enquanto facilita o trabalho nos ranchos

Origem

Por quase 150 anos, o cavalo de trabalho com o gado era famoso em toda a Califórnia e no Oeste dos Estados Unidos. Até que, no início do século 19, a corrida pelo ouro mudou o rumo das coisas por lá. Muitos recém-chegados ao que chamavam ‘estado do ouro’, dissolveram as fazendas de gado. Nas que permaneceram, as técnicas modernas de manejo de gado e máquinas, eventualmente, eliminaram grande parte da necessidade de um cavalo de trabalho bem treinado e versátil.

A cultura desse tipo de cavalo vem do cavaleiro espanhol e mexicano. Ele gerenciava as raças nas fazendas da Califórnia durante os séculos 18 e 19. Muitas histórias descrevem a natureza selvagem dos bovinos, então os homens que trabalhavam nas fazendas precisavam de um cavalo inteligente, rápido, cabeça boa. Além disso, que os ajudassem com as tarefas diárias da lida. Era uma necessidade, não uma opção. E, ao longo do tempo, os vaqueiros desenvolveram um sistema de treinamento que reverenciava a elegância e precisão.

No início do século 20, esse tipo de cavalo passou de uma necessidade para um luxo. Havia pouca atividade que desse conta de sustentar financeiramente a manutenção deles. A maioria dos fazendeiros estava lutando para sobreviver à Grande Depressão nos Estados Unidos, que piorou com a Segunda Guerra Mundial. Poucas pessoas tinham tempo para se preocupar com os cavalos e os programas de treinamento.

E foi nesse momento da história que a National Reined Cow Horse Association – NRCHA surgiu, em 1949.

No Brasil

O primeiro passo para o Working Cow Horse no Brasil foi a vinda de Les Vogh. O treinador americano fez uma apresentação da modalidade por aqui a convite de Francisco de Almir Bezerra. Em seguida, o Think a Mite a Ranch promoveu uma apresentação do esporte no Rancho das Américas. E logo depois realizou o 1º Working Cow Horse Show Think A Mite A Ranch & DA. Assim, a prova teve parceria do Double A Ranch e foi realizada no Road Shoping, Itu/SP, em 2002.

Em 2006, nasceu a Associação Nacional de Working Cow Horse – ANCH.

O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, enquanto facilita o trabalho nos ranchos

Working Cow Horse: como funciona

O conjunto deve demonstrar para os juízes que detém total controle do cavalo. A prova é composta por um percurso de rédeas e pelo trabalho com boi (rebanho). Portanto, duas partes compõem a nota final. Na primeira, o cavalo deve seguir um percurso com algumas manobras. São requeridos: mudanças de mão, spins e esbarros. Os juízes não olham apenas um cavalo que seja voluntariamente guiado, mas também controlado em todos os seus movimentos.

No trabalho de rebanho, um boi é solto sozinho na arena. O cavalo deve segurá-lo na ponta final da pista, demonstrando sua habilidade em contê-lo. Em segundo lugar, deve dirigir o boi beirando a cerca, virando-o em ambas as direções. Por isso que esta parte da prova é chamada de ‘trabalho de cerca’. Por fim, o cavalo deve mover o bovino para o centro da arena, fazendo círculos ao redor, em ambas as direções.

O julgamento é baseado em boas maneiras, maciez, senso de rebanho. E ainda facilmente guiado no trabalho de Rédeas. A nota é dada para cada parte do trabalho de 0 a 100; 70 de nota média. Penalidades serão dadas aos cavalos que são excessivamente agressivos com o boi ou na falta de controlar o boi no final da arena.

Nos Estados Unidos, as provas são divididas em trabalho com boi (cow work), trabalho de cerca (herd work) e trabalho de rédeas (rein work). Com efeito, cada um dessas fases acontecem em dias separados pelo mesmo conjunto e as notas são somadas. Aqui no Brasil, a prova é feita de uma vez só, as fases de rédeas e cerca, o cavalo não sai da pista.

Por Luciana Omena
Fonte: NRCHA, ANCH
Crédito das fotos: Divulgação/Primo Morales

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Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat

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Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

O garanhão Metallic Catalyst é a concretização do sonho de seus proprietários, o Rancho Siq, de Campos dos Goytacazes/RJ. Filho de Metallic Cat, reprodutor do ano pela NCHA nos últimos quatro anos e produtor de mais de mais de US$ 34milhões em ganhos de seus filhos, serve agora ao plantel brasileiro.

Alojado no Rancho Karoline, em Avaré/SP, acima de tudo, Metallic Catalyst carrega genética forte dos dois lados. Sua mãe, Im Not Blond (por Catalyst Too), é produtora de US$ 314 mil em Rédeas. “O Franco Bertolani comentou com Nelsinho Rodrigues que o Doug Milholland estava vendendo um potro Palomino filho do Metallic Cat,  em uma égua que ele gostava bastante, produtora em Rédeas”, relembra Lívia Siqueira.

Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

De acordo com a criadora e proprietária carioca, foi Nelsinho quem sempre a ajudou em toda a trajetória de sua criação. “Então, ele me ligou avisando dessa possibilidade e eu me encantei  por ser o tipo de acasalamento que busco para meus garanhões. Acima de tudo pela cor, que até então (ainda é) era bem incomum para um filho do Metallic Cat. Conversei com meu marido, Ciro, e fomos em busca desse sonho”.

Reprodutor

 Metallic Catalyst é um garanhão de fato. Tem a beleza necessária a um reprodutor, estatura, ossatura e alia essas características a uma grande índole, habilidade e cow sense. Além disso, sua linhagem, citada acima, o coloca em um patamar de destaque para o cenário nacional.

Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

“A frase que mais me norteia como criadora é: ‘o sucesso dos meus garanhões é a qualidade das fêmeas que ele cobre’. Então, o projeto é que ele cubra o maior número de éguas de qualidade nesta primeira estação, enquanto se prepara para as pistas de Cow Horse no Rancho Karoline. Acreditamos no seu potencial como pai em todas as modalidades de boi e lançamos um programa de premiação para oito modalidades. Quem tiver a oportunidade de conhecê-lo, sem dúvida, se ‘apaixonará’ na hora. Ele é diferente”, finaliza Lívia.

Fique por dentro: @metallic_catalyst.

Por Luciana Omena
Colaboração: Plusoneandahalf
Crédito das fotos: Divulgação/Veronika Photography e Plusoneandahalf

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Working Cow Horse

5 dicas para iniciar seu cavalo no Working Cow Horse

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5 dicas para iniciar seu cavalo no Working Cow Horse

Antes de mais nada, essa é uma modalidade que alia a destreza no trabalho com boi e a plasticidade de movimentos com manobras de rédeas

Convidamos Nelson Rodrigues para nos dar cinco dicas de como iniciar seu cavalo no Working Cow Horse. Acima de tudo, com quase 40 anos de profissão, o treinador se tornou em 2018 o maior ganhador de potros do futuro da modalidade na raça Quarto de Milha,  nove títulos.

Baseado no Rancho Karoline, em Avaré/SP, Nelson nos contou em entrevista que desde que conheceu o Working Cow Horse encontrou na modalidade tudo que mais amava.

“A técnica da Rédeas aplicada no trabalho com o gado. Algo que sempre fiz a minha vida toda. Quando comprei o rancho, passei a me dedicar mais a essa modalidade”.

Do alto da sua experiência como treinador, acima de tudo, um dos especialistas desse esporte, ele passa dicas importantes. Confira!

1 – Contato com boi

Muitos que procuram iniciar na modalidade usarão um animal que já laça ou faz outra modalidade com gado, e outros pode ser que usarão um animal que nunca viu boi.

Apresente o seu cavalo ao boi, use-o para tocar um lote, manter o lote no centro da pista para auxiliar um cavalo mais experiente, soltar e guardar um boi sozinho. Trilhe, devagar. Quando o boi se movimentar, movimente seu cavalo, quando o boi parar, pare seu cavalo.

2 – Bandeira

Se tiver a possibilidade, use a bandeira para posicionar seu cavalo. Faça seu cavalo acompanhar a bandeira em movimento e virar na bandeira como gostaria que ele fizesse no boi.

Em movimento, sempre em linha reta paralelo à bandeira, e na hora de virar, sempre dando um ou dois passos para trás antes de virar 180°.

3 – Voluntariedade

Nunca deixe o cavalo caminhar na direção do boi sem você mandar. Fique sempre paralelo, não importa a distância. Se o boi estiver parado e você quiser que ele se movimente, você caminha seu cavalo na direção da cabeça do boi.

4 – Sem pressa

Se o boi escapar (correndo mais) ou quebrar (virando bruscamente na direção contrária), não tenha pressa em alcançar o boi. Não se preocupe em ‘ganhar’ do boi no início do treinamento, pois é importante não apressar seu cavalo nesse momento. Com o tempo, quando o cavalo estiver lendo melhor o boi, ele vai aprendendo a ficar junto do boi.

5 – Parar sempre

Quando o cavalo estiver trilhando o boi, independente se no passo, no trote ou no galope, sempre que o boi parar, o cavalo deve parar. Assim sendo, sempre que ele parar deve fazer esse movimento corretamente, paralelo ao boi.

De tal forma que deve entrar com os posteriores no chão, não ir contra a embocadura e parar reto, sempre. No começo ele pode passar um pouco o boi, ou parar um pouco antes, com o tempo esse ‘timing’ se ajusta, mas é importante que ele pare corretamente.

Todas essas dicas são fundamentos para se ter o controle do animal. E ter o controle do cavalo é essencial para a segurança de todos, do cavalo, do cavaleiro e do boi.

Quando esses fundamentos estiverem sólidos, é possível então acrescentar velocidade.

 Colaboração e Foto: Plusoneandahalf

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ANCH encerra calendário 2019 com prova em Avaré

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ANCH encerra calendário 2019 com prova em Avaré

O Potro do Futuro e Campeonato Nacional da Associação Nacional do Working Cow Horse foram responsáveis por concluir a temporada

O evento de encerramento da temporada 2019 da ANCH – Associação Nacional do Working Cow Horse aconteceu no Rancho Karoline, em Avaré/SP, no último sábado, 7 de dezembro.

O número de inscritos superou as expectativas dos organizadores, contando com 34 passadas.Além disso, o que ainda marcou o evento foi a participação de novos competidores na categoria Aberta Nível 4.

“O surgimento de novos profissionais se dedicando à modalidade indica, portanto, o crescimento do esporte com novos adeptos”, comenta Karoline Rodriques, presidente do Núcleo.

Henrique Ribeiro e Sophia Startruck

Ao mesmo tempo, destaque também para a participação de animais da raça Paint Horse. E, pela primeira vez em sete anos, da raça Crioula.

Entretanto, é o Quarto de Milha que ainda domina o cenário da modalidade. Assim sendo, ficou responsável quase integralmente pela premiação distribuída no etapa (aos animais elegíveis).

Destaques

No Potro do Futuro, a categoria mais disputada da prova, Henrique Ribeiro foi o campeão da categoria Aberta com Sophia Startruck, de propriedade do Haras R3. Na Amador, Karoline Rodrigues sagrou-se campeã ao apresentar Eagle Hollygun QR. Antes de tudo, vale destacar que foi o quinto título dela nessa prova pela ANCH.

Henrique e a equipe do Rancho R3

Em seguida, já pelo Campeonato Nacional, animais de até cinco anos hípicos competiram na categoria Junior. Assim sendo, ficou para os animais de seis anos hípicos ou mais competirem na categoria Senior. Destaque para Brew Dual e Nelson Rodrigues, maior nota do dia – 145,5 pontos – campeões da Aberta Senior.

De acordo com a presidente, a ANCH também tem como grande preocupação oferecer categorias de introdução à modalidade. Trata-se de uma prova em que se pode fazer apenas o box (sem trabalhar o boi na cerca). Dessa forma, os competidores iniciantes conseguem ‘pegar’ o gosto pelo cow horse.

Para o próximo ano, a diretoria já faz planos de oferecer mais categorias que possam atrair ainda mais novos competidores. “Em especial, novos parceiros já confirmaram apoio junto à associação. Não só para elevar a premiação dos eventos, mas também para expor a modalidade ao público de outros nichos e regiões”, finaliza Karol.

Nelson Rodrigues e Brew Dual

A premiação foi de R$ 12.000,00 em dinheiro, fivelas e escarapelas. O julgamento ficou a cargo de Paulo Tabajara Dualibi (juiz oficial ABQM).

Resultados

Fotos: Plusoneandahalf

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Todo o time do Working Cow Horse esteve reunido em premiação

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Regulamento do ABQM Awards, no entanto, não é muito claro em relação à pontuação dos animais castrados, o que gerou uma polêmica nas redes sociais

A ‘festa de gala’ que premia os destaques da raça Quarto de Milha aconteceu no último dia 21 de fevereiro no Espaço das Américas em São Paulo. Na oportunidade, nove personagens foram selecionados para o 9° Hall da Fama e os mais pontuados em suas modalidades receberam troféus no 12° ABQM Awards.

Foram premiados os que mais somaram pontos na temporada 2018 nas categorias: Ranking Geral, Machos, Fêmeas, Reprodutor, Reprodutora, Puro Castrado, Competidor Aberta, Amazona, Competidor Amador, Competidor Jovem, Proprietário, Criador. Para o Working Cow Horse, modalidade que no Brasil tem um círculo bem fechado de adeptos, foi uma festa.

First Dance EMB foi a melhor Fêmea da modalidade em 2018 e também o animal que mais somou pontos entre todas as categorias – 11,5. A égua é filha de Play At Second e Misty Playlena HAD (por Briganlena) e de propriedade da QR Construções Empreendimentos e Agropecuária Ltda, de Avaré/SP. Entre os títulos conquistados, foi campeã da Copa dos Campeões, Campeonato Nacional, Congresso Brasileiro e AQHA na Master B ano passado.

Working Cow Horse
First Dance EMB

Depois veio o rosilho Pepto Roan Cat com 10 pontos, Melhor Macho e Melhor Puro Castrado.  Filho de Cat Fortune USA e Peptoberry (por Peptoboonsmal), pertencente a Robson Carlos Gomes da Silva, de Castro/Paraná. O animal foi destaque, entre outras provas do ano passado, nas provas a ANCH e também da ABQM, campeão Nacional e do Congresso na categoria Aberta Junior.

Entre os competidores, os destaques foram integrantes de família Rodrigues. Nelsinho Rodrigues, nove vezes campeão do Potro do Futuro ABQM, somou 24,5 pontos, maior soma entre todos os pontuados, e recebeu mais um troféu como Melhor Competidor Aberta. Com 7,75 pontos, Karoline Rodrigues também colocou na estante recheada de prêmios mais um troféu como melhor Amazona de Working Cow Horse.

“As provas da ABQM são as principais provas de Cow Horse, as que distribuem mais prêmios, portanto, as que têm maior número de inscritos. Dessa forma, são também as mais disputadas e os títulos do Awards, especialmente nessa nossa modalidade, são especiais também por esse motivo. O prêmio, sem duvida, é um reflexo da consistência do trabalho que vem sendo feito no Rancho, o sétimo do meu pai no total. Então estamos muito felizes”, falou Karol como porta-voz do Rancho Karoline.

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Karol, Nelsinho e Tânia Rodrigues

Também foram premiados: Reprodutor – Cat Fortune USA; Reprodutora – Misty Playlena HAD; Competidor Amador: Abelardo Ferreira Mendes; Competidor Jovem: Ana Theresa Freitas Mendes; Proprietário: Karoline Kazue Rodrigues e Robson Carlos Gomes da Silva; Criador: Fabio Mesquita de Oliveira. Destaque para as premiações de pai e filha, Abelardo e Ana Thereza, família que também contribui muito para a modalidade, seja dentro ou fora das pistas.

Apesar de toda a alegria pela premiação, uma questão foi levantada por Karoline Rodrigues em suas redes sociais assim que o ranking foi fechado. A competidora foi apoiada por nomes importantes do meio equestre e do Quarto de Milha, que comentaram a publicação dando forças ao assunto, que precisa ser melhor esclarecido.

A polêmica girou em torno dos animais Castrados. Segundo informações, não há um regulamento escrito sobre o ABQM Awards. Sem aviso prévio, de acordo com a maioria das pessoas que se manifestaram, a pontuação dos Puros Castrados acabou somando com a categoria Machos. Em anos anteriores, os pontos dos Castrados não eram computados na categoria Machos.

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Abelardo e Maria Theresa Mendes

“Fui informada em contato telefônico com a ABQM que os castrados são, antes de tudo, machos. O que na prática, a meu ver, não funciona. Se o ranking é apurado por pontos obtidos, é óbvio que devem ser computados numa determinada categoria os pontos que os cavalos disputaram entre si igualitariamente. Em outras palavras, um cavalo que disputa Aberta Junior e Aberta Junior Castrado está concorrendo duas vezes e somando pontos duas vezes, porque são duas categorias diferentes e independentes”, conta Karoline.

Segundo uma linha de pensamento, não só dela, mas de muitas pessoas que se mostraram solidárias ao depoimento, o cavalo castrado que correr na categoria Aberta, por exemplo, ganha pontos para essa categoria que disputou. Caso ele dispute na Aberta Castrado a que também tem direito, os pontos obtidos devem somar apenas para o ranking dos Castrados. “Da forma como fizeram, um castrado sempre vai ganhar de um garanhão, porque pode pontuar na categoria normal (Junior ou Sênior) e também na categoria castrado”.

Além de não concordar com o critério, Karol também levantou outras duas questões bastante pertinentes: nada foi divulgado pela ABQM a respeito dessa mudança de regulamento e não há um meio de sugerir mudanças ou registar uma reclamação. “Mesmo que não exista um regulamento escrito sobre o Awards, a ABQM tinha a obrigação de divulgar essa alteração de critério de apuração, e fazê-lo com antecedência”.

Ela também comenta que buscou na área dos Serviços Online no site da Associação uma forma de fazer formalmente uma sugestão de alteração dessa regra para a Convenção Anual, “que é uma via legítima de fazer críticas/propostas/sugestões, porém como não existe um regulamento escrito sobre o Awards, o sistema não permite registrar”.

E ainda arremata: “quero deixar claro que estamos MUITO felizes com o nosso resultado, com cinco dos 11 prêmios vindo para o Rancho Karoline e seus clientes, com cavalos treinados pelo meu pai. Mas nem por isso ia deixar de fazer a minha crítica, que sei que é a de muitas pessoas.”

Buscamos informações com a ABQM e estamos aguardando um retorno do Departamento de Esportes. Todos os premiados e informações sobre o ABQM Awards e ainda o Hall da Fama encontram-se no site oficial da ABQM.

Por Luciana Omena
Fonte: ABQM
Fotos: ABQM/Divulgação

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Avaré sediou Potro do Futuro de Working Cow Horse da ANCH

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Foi o encerramento de temporada da ANCH, a Associação Nacional da modalidade

Através da união de alguns entusiastas da modalidade, a Associação Nacional de Working Cow Horse realizou mais um evento. A temporada 2018 terminou com o Potro do Futuro ANCH e o Campeonato Nacional ANCH, reunindo 33 inscrições e R$ 8 mil em prêmios.

Potro do Futuro Aberta

Se a chuva nesse mesmo evento do ano passado foi o ‘tempero’, esse ano o sol brindou um dia maravilhoso no Rancho Karoline, em Avaré/SP. As competições foram realizadas dia 10 de novembro e o balanço que a presidente faz é bastante positivo.

Campeonato Nacional Aberta

“Não ter chovido foi, certamente, um alivio. A pista estava muito boa, o tempo ajudou bastante, então tivemos apresentações dignas do nível da modalidade. No geral, estamos super felizes”, afirmou Karoline Rodrigues.

A modalidade ainda não tem um número de participantes que é desejado por todos, mas a ANCH vem buscando mudar esse panorama. Uma das alternativas, é aumentar a premiação. “Nossas provas são oficializadas pela ABQM e com a parceria, conseguimos entrar no programa de fomento e receber um valor em dinheiro para ajudar na premiação. Para um núcleo tão pequeno como o nosso, é uma boa forma de sobreviver”.

Aberta Sênior Intermediária

Karol reforça que para 2019, irão pleitear uma ajuda um pouco maior para melhorar ainda mais o que é oferecido de prêmio nas etapas. “Temos muitos cavalos e treinadores de outras modalidades que se dariam muito bem no Cow Horse e queremos atrativos para que eles venham às nossas provas. Sabemos que uma boa premiação ajuda no aumento de número de inscritos”, lembrou a presidente.

O juiz foi Luis Celso Cuba, que julgou pela primeira vez na ANCH. A Associação tem uma meta de sempre trabalhar com um juiz diferente a fim de dar oportunidade para os oficiais da ABQM que estão disponíveis para a modalidade. “Tentamos ao máximo não repetir juiz, pois achamos que essa é uma forma onde todo mundo ganha”.

Campeonato Nacional Amador Junior

Na pista, o destaque vai para o recordista de potros do futuro ABQM, Nelsinho Rodrigues. Ele venceu o Potro do Futuro ANCH Aberta com Gold Shine Bee, 71 na rédeas e 72 no boi, 143 no total. Ele também levou o Campeonato Nacional ANCH Aberta Junior, com Pepto Roan Cat, 72,5 na rédeas e 73 no boi, total 145,5 pontos.

Mas foi com Brew Dual que a família Rodrigues pode comemorar ainda mais. Tanto na Aberta Senior como na Amador Senior, a nota no boi foi 74, a maior do dia. Com Nelsinho, Brew levou o título na Aberta, total 147,5 pontos, e na Amador com Karol, 147 pontos para vencer.

Campeonato Nacional Amador Senior

“Nossa primeira prova em novembro de 2015, quando ganhamos o Snafle Bit ANCR. E hoje, três anos depois, ele segue mostrando o quanto é especial e merece nosso amor e respeito. Melhor cavalo de Working Cow Horse de 2018, invicto no Amador esse ano ganhando todas as provas que corremos na ABQM e ANCH. E agora estreando no Senior com títulos na Aberta e no Amador. Obrigada, Rosilhão!”, falou emocionada Karol.

Na Aberta Intermediaria no Potro do Futuro, o campeão foi Marcelo Moreno, Agasga MEga Gunner, 139 pontos. Marcelo Moreno também venceu o Potro do Futuro Amador e Amador Intermediário, Agasga MEga Gunner, 139,5 pontos. Com Cats For Thecattle, Djalma Bezerra levou: Campeonato Nacional Aberta Jr Intermediário, 138 pontos e Nacional Amador Jr, 141 pontos. Djalma também foi campeão Amador Sr Intermediário, com Spooky Safari, 139 pontos.

Jovem Principiante

Disputam no Intermediário os competidores que não ficaram entre os seis mais pontuados em provas da modalidade na ABQM nos últimos três anos. Essa divisão por níveis foi instituída pela ANCH nesta temporada, para as categorias Aberta e Amador. Outro fomento dessa temporada foi a categoria Box (equivalente ao Limited Non Pro nos Estados Unidos), para cavaleiros que nunca correram boi na cerca.

Box Amador

Marília do Valle, com Brew Dual, levou o título da categoria Box Amador, nota 71. Encerrando a galeria de campeões dessa última prova do ano da ANCH, na Jovem Principiante, uma cavaleira completa está se formando. Ana Thereza Mendes ficou com as três posições da prova. Com Brew Dual marcou 143, com Shine Quiz QR marcou 140,5, e com Ima Spin N Gun marcou 137,5.

Por Luciana Omena
Fotos: Plusoneandahalf

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Working Cow Horse

Nelson Rodrigues tem agora nove títulos PF ABQM de Working Cow Horse

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Com quase 40 de profissão, treinador se tornou o maior ganhador de potros do futuro da modalidade

Nelson Rodrigues tem 57 anos de idade (vai fazer 58 no dia 5/11). Nascido em Campos/RJ, criado em Cruzeiro/SP, já rodou o Brasil trabalhando com cavalos. Com a família, se estabeleceu em Avaré/SP, onde toca o Rancho Karoline há 15 anos. Tânia, esposa, e Karoline, a filha, são seus braços, pernas e tudo mais que houver. Os três fazem da união da família a força para chegar onde chegaram até hoje.

Treinador de Rédeas e Working Cow Horse, Nelsinho também é juiz ABQM e ANCR. Sua vida, desde que se lembra, é vivida em meio aos cavalos e bois. Caminho natural que ele fizesse disso seu ganha pão. Recentemente, no Potro do Futuro da ABQM de Working Cow Horse, ele chegou ao seu nono título na categoria Aberta. Detalhe: Foi a nona vez que disputou a competição. 100% de aproveitamento.

D. Tânia, Nelsinho e Karol

A vitória foi anunciada nos microfones e os três se abraçaram chorando de alegria. O choro dos que batalham e conseguem chegar ao êxito no final. Algumas horas depois, Karol também ganhou o Potro do Futuro ABQM, na categoria Amador. Sua quinta participação, quarto título. Conseguimos conversar com Nelsinho para conhecer melhor essa trajetória de sucesso. Confira!

Quando e como o cavalo entrou na sua vida?

Nelsinho: Meu pai trabalhava em um frigorífico e nas fazendas desse frigorífico em Cruzeiro/SP. Na época, tudo se fazia a cavalo, como levar o gado de um lugar para o outro até o frigorífico. O famoso ‘tocar boi na estrada’. Nas fazendas tinham as tropas para esse trabalho. E assim comecei, com os cavalos das fazendas de gado. Meu pai também trabalhava com cavalos Mangalarga de pista nessa mesma fazenda e essa foi a primeira raça com a qual tive contato.

Nelsinho ao lado do pai

Como se interessou em ser profissional do cavalo?

Nelsinho: Essa era vida ‘normal’ que eu tinha. O trabalho da fazenda com os cavalos seria o natural. Tinha o sonho de ser veterinário, mas não tive condições financeiras. Acabei iniciando Enfermagem (que na cidade era público), estagiei em hospitais e tudo, mas não concluí o curso. Fui para o Mato Grosso e voltei a trabalhar tocando boi na estrada, dessa região para São Paulo. Nesse meio do caminho, conheci um médico que me convidou para trabalhar na fazenda dele em Itaporanga/SP. Nessa época conheci minha esposa, Dona Tânia. Também dava aulas de Judô à noite depois do serviço, no clube japonês da cidade.

Qual modalidade veio primeiro? E quais você tem contato no dia a dia ou já teve?

Nelsinho: Comecei com o Laço de Bezerro. Quando fui trabalhar na Imavem, com a Catarina Metzler, aprendi Rédeas e Western Pleasure.

Quando dava aulas de Judô

E o Working Cow Horse, como conheceu, como se interessou, como começou a trabalhar?

Nelsinho: Foi através da Catarina também que vi o Cow Horse pela primeira vez. Mas só tive oportunidade de começar a mexer com o Cow Horse depois. Foi um sonho que veio a ser realizado mais para frente. Sempre vi nessa modalidade tudo que mais amava, a técnica da Rédeas aplicada no trabalho com o gado. Algo que sempre fiz a minha vida toda. Quando comprei o rancho, passei a me dedicar mais a essa modalidade.

Quando morou uns meses no Joe Hayes, nos Estados Unidos, em 1992

O que te chama atenção nessa modalidade?

Nelsinho: Desde a primeira vez que eu tive oportunidade de vê-la, quando estava na Imavem, e que o Zanador veio para o Brasil, é que é uma prova que tem origem no campo. Dominar um boi sem precisar laçar ou jogar ele no chão. Chamou minha atenção o tanto que precisa-se treinar um cavalo e ter habilidade para fazer o Cow Horse.

Ao lado de Melodys Dun It, um dos ícones do cavalo Quarto de Milha no Brasil. Nelsinho trabalhou 13 anos no Haras Sacramento,
período que foi importante na sua formação profissional e reconhecimento no mercado

O que é importante para um treinador conhecer sobre o WCH para ter sucesso?

Nelsinho: No Cow Horse você precisa ter um conhecimento de Rédeas, e saber treinar um cavalo com os fundamentos de um cavalo de Rédeas. E conhecer boi, saber ler um boi, saber o que pode acontecer a qualquer momento. Se você não aprender a ler o boi, corre o risco sério de acontecer acidentes.

Com Smart Mega em seu primeiro título PF ABQM
de Cow Horse em 2005

É um esporte que trabalha em duas frentes, a rédeas e o boi, como o cavalo tem que ser?

Nelsinho: Tem que ser um cavalo de altura mediana, forte. Um cavalo que aceita a aceleração e a desaceleração de forma rápida. A hora que você põe pressão, ele responde. E a hora que você tira a pressão, ele fica manso e galopando tranquilo, algo que precisamos na fase de Rédeas. Então, ele tem que aceitar acelerar e desacelerar. Ou seja, tem que ser um cavalo com a índole muito boa.

Sabemos que premiação e mais provas são sempre incentivo para o esporte equestre. O que falta ainda para o WCH crescer mais no Brasil?

Nelsinho: Acho que o Cow Horse vai crescer com o tempo, conforme vai acontecendo a evolução da técnica. Poderemos ter a entrada de muitos treinadores habilidosos no Laço, que é o que acontece nos Estados Unidos. Quando o laçador consegue atingir um certo nível técnico, ele entra no Cow Horse. E o pessoal da Rédeas, que tem origem de campo, com um cavalo que não tem tanta finesse para ser cabeceira na Rédeas e tem porte e cabeça para o Cow Horse. E claro, uma maior premiação com certeza ajuda a atrair mais pessoas. A associação – ANCH – precisa chegar a ter um pouco mais de força e uma premiação bem definida para a temporada, todo mundo vai começar, com certeza. Sem contar também em que precisamos promover mais cursos de Cow Horse, divulgar mais a modalidade com clínicas, workshops.

Nelsinho e Reminic Kevin Dan em Londrina durante o PF ABQM 2018

Qual sua dica para quem quer começar no WCH, qual caminho?

Nelsinho: A melhor maneira de começar no Working Cow Horse é treinar com alguém. Às vezes a pessoa quer começar e acha que não tem jeito para a coisa, mas está mais preparada do que imagina. Temos alguns cavaleiros novos nos últimos anos, que começaram a pouco tempo no Cow Horse e já estão se sobressaindo. Acredito que mais um ano ou dois, vai aparecer uma turma nova muito forte no Cow Horse, com uma boa tropa. Alguns treinadores também estão falando em começar a treinar, e isso é muito bom para a modalidade.

Na premiação do seu 9° PF de Working Cow Horse pela ABQM

Principais títulos:

Nelsinho: Eneacampeão Potro do Futuro de Working Cow Horse ABQM Aberta 2005, 2007, 2009, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2018; Heptacampeão Potro do Futuro de Working Cow Horse ANCH 2007, 2009, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2017; Hexacampeão Copa dos Campeões de Working Cow Horse ABQM Aberta Júnior 2008, 2010, 2013, 2014, 2015 e 2017; Tricampeão Derby de Working Cow Horse ABQM Aberta Júnior 2015, 2016 e 2017; Bicampeão Congresso de Working Cow Horse ABQM Aberta Júnior 2015 e 2017; Bicampeão Cavalo Iniciante Congresso de Working Cow Horse ABQM Aberta 2017 e 2018; Reservado Campeão Cavalo Iniciante Congresso de Rédeas ABQM Aberta 2018; Bicampeão Nacional de Working Cow Horse ABQM Aberta Júnior 2016 e 2018; Pentacampeão Snaffle Bit de Rédeas ANCR Aberta; Campeão Potro do Futuro de Rédeas ANCR Aberta Limitada 1995; Campeão Potro do Futuro de Rédeas ABQM Aberta 1994; Campeão II Futurity Haras Mariam e Haras Yoshimura de Rédeas 2014.

E o Awards da ABQM?

Nelsinho: São seis troféus do ABQM Awards de Melhor Cavaleiro de Working Cow Horse -2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2007.

Por Luciana Omena
Fotos: Arquivo Pessoal

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Working Cow Horse

Maior nota do Nacional, Karol Rodrigues fala sobre Brew Dual

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Pai e filha, fortes nomes do Working Cow Horse, foram os destaques do evento nessa modalidade

Modalidade que alia a destreza no trabalho com boi e a plasticidade de movimentos com manobras de rédeas, o Working Cow Horse teve 26% de crescimento no último Campeonato Nacional da raça Quarto de Milha, realizado em julho, em Londrina/SP. Entre os destaques, Karoline Kazue Rodrigues, detentora da maior marca da competição, 443 pontos, sagrando-se campeã Nacional Amador Junior 2018.

A segunda maior nota foi de Nelson Rodrigues, 430, na Aberta Junior com Pepto Roan Cat, campeões da categoria. Com 429,5 a terceira maior pontuação do Working Cow Horse nesse Nacional foi de um conjunto destaque nas pistas, Henrique Paccola Ribeiro e Equicenter Country, reservados campeões Nacionais Aberta Junior.

Seu companheiro nessa jornada foi Brew Dual, filho de Brewberry e Over Dual Ubalena SZ, projeto especial da família. “Meu pai – o treinador Nelson Rodrigues – e eu assistíamos às provas da NRCHA pela internet e sempre que via os animais com linhagem One Time Pepto em pista ele comentava ‘precisamos ter um cavalo com esse sangue’. Ficamos com essa ideia na cabeça, até que um dia vimos o Brew num leilão, com dois anos. Ele é cria do Flavio Humberto, que na época era o dono do Brewberry, filho do One Time Pepto. Era a nossa chance!”, conta Karol.

Em 2013, os filhos do One Time Pepto ganharam muita coisa nos eventos da NRCHA, a associação americana que regulamenta o Working Cow Horse nos Estados Unidos. Cavalos como Time For The Diamond, Hickory Holly Time – com Kelly Phillips (atual campeão do World’s Greatest Horseman). Em 2014 também, This One Time e Good Time, campeões em eventos de grande porte por lá.

Karol e Nelsinho propuseram sociedade à amiga e cliente Lívia Siqueira, do Rancho Siq, e compraram o potro. Brew foi morar no Rancho Karoline, em Avaré/SP, onde passou a ser treinado por Nelsinho. Agora ele já é 100% de propriedade da família Rodrigues. “Brew sempre foi muito manso e sempre teve muita vontade de fazer todas as manobras ao longo do treinamento. Como indivíduo, ele é cheio de personalidade. Um garanhão cheio de gracinhas e hábitos estranhos, como escorar no cocho de ração para repousar, praticamente dorme sentado no cocho. É muito mimado também. E ele gosta muito mais do meu pai do que de mim. Com meu pai ele brinca, gosta de carinho, faz cara de coitado. Comigo, só me empurra, principalmente porque sabe que eu não vou brigar com ele”.

Em 2016, ele correu o Nacional ABQM, ganhando a categoria Cavalo Iniciante e depois o Potro do Futuro ABQM na categoria Aberta Livre. No ano seguinte, vieram os títulos do Congresso ABQM na Aberta Junior, Copa dos Campeões ABQM na Aberta Junior, Derby ABQM na Aberta, entre outros pela Associação Nacional de Working Cow Horse. A atual temporada chegou e os títulos continuaram acontecendo. No Congresso desse ano, venceram na Amador Junior e agora o Nacional Amador Junior, como também algumas provas da ANCH.

Karol conta que nesses dois últimos anos de prova, ele vem correndo de hackamore, embocadura que ele se adaptou mais e trabalha melhor do que no bridão. “Ele é muito fácil de empurrar, e ele AMA fazer o cow horse. Você sente que se diverte. Só não adianta segurar ele no boi, porque ele sabe exatamente o momento certo de fazer o corte. Ele me ensinou muito a ter confiança no corte, porque ele lê o boi muito bem, e sabe a hora certa de entrar. Eu só deixo ele ir, e ele faz tudo sozinho”.

O conhecimento de anos no meio certamente ajudou Karol e Nelsinho a encontrar o cavalo dos sonhos. “Hoje, não tem muito mais o que melhorar no treinamento dele. Nossa rotina com ele é apenas mantê-lo em forma e feliz, e para isso montamos nele duas vezes por semana, apenas galopando de leve, exercitamos no andador elétrico no restante dos dias, e soltamos no piquete toda semana. Uma semana antes das competições colocamos ele no boi para posicionar e tirar o ‘fogo’, porque ele gosta muito de boi e acaba brincando bastante no começo do treino. Ainda assim, nunca treina mais de 10/15 minutos no boi. É o suficiente para ele”, reforça a campeã.

No Nacional, o foco era na categoria Aberta Junior, o único título que ele ainda não tem. Ganhando teria conquistado a tríplice coroa, mas não deu certo. Na prova da Amador, Karol lembra que a boiada estava bem ‘dura’ e ela ficou um pouco insegura. “Meu plano era fazer uma passada limpa na rédeas, mas empurrar um pouquinho, porque eu sabia que ele não estava cansado, e terminar a prova do boi, se tudo desse certo”.

Até que entraram em pista. “Na rédeas tudo correu conforme planejado. Mas no boi foi além da expectativa. No box, apesar de ter controlado bem o boi, ainda não tinha certeza se ele seria bom na cerca. Mas o único jeito de descobrir ela levá-lo, e fomos. O boi correu alinhado e o Brew tirou de letra. Foi tudo perfeito. Ele terminou a prova e nem estava ofegante. Eu não poderia pedir mais do meu cavalo nem do boi. Um sonho realizado! Sair da pista e receber os abraços das pessoas que eu mais amo, meu pai e minha mãe, meu tio, minha priminha, meu namorado, amigos e amigas, só podia dar em choro!”

Depois de ganharem o Snaffle Bit ANCR 2015.
Foto: Adilson Silva

Em contato com cavalos desde que nasceu, por causa do trabalho do pai, ela compete há 25 anos, e além do Cow Horse e da Rédeas, que atualmente pratica, já fez Western Pleasure e até Seis Balizas. Conta que vem lutando há algum tempo para melhorar suas apresentações no Cow Horse. “Tive um acidente feio na minha primeira prova (há muitos anos atrás kkkkkk), por falta de prática e por não saber ler o boi, e isso ainda me assombra até hoje. Tenho medo de acontecer novamente”.

E pensar que ela quase não se inscreveu para essa prova. “Tenho me contido ultimamente nos gastos com inscrições porque estamos investindo tudo que temos na construção da pista coberta do Rancho. Mas minha mãe sempre me incentiva e me convence. Ela sempre diz ‘tanta gente queria ter um cavalo (e um cavalo bom) para correr prova, e você tem e não vai fazer?’”. Dona Tânia sabe das coisas!

E foi com todo apoio do pai e empurrãozinho da mãe que Karol vem somando títulos. “Nessas, ganhei o Derby e o Stakes da ANCH esse ano, e o Congresso ABQM Amador Jr, todas com o Brew. Ele é com certeza um cara muito especial e diferenciado, como atleta e indivíduo”, encerra Karol. Os planos agora são de começar a correr nas categorias Senior e, quem sabe, investir na venda de coberturas dele. Talento e feeling esses dois têm de sobra!

Por Luciana Omena
Fotos: ABQM/Divulgação

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Working Cow Horse

Tecnologia a serviço de todos no Congresso ABQM e mais campeões

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Segundo dia de provas teve Cinco Tambores, Três Tambores, Laço Individual, Rédeas, Western Pleasure e Working Cow Horse

Entre as melhorias implantadas pelo setor de Tecnologia da Informação da ABQM estão a distribuição de vouchers para acesso à internet e exibição de resultados nos telões distribuídos pelas pistas. O 28° Congresso Brasileiro da Raça Quarto de Milha acontece de 23 a 29 de abril, no Parque Dr Fernando Cruz Pimentel, em Avaré/SP, com a presença de mais de seis mil inscrições, um recorde para o evento e a associação.

Entre as novidades, a distribuição de vouchers temporários para os visitantes do parque que desejam ter acesso à internet e a exibição eletronicamente dos dez primeiros colocados das provas nos telões das pistas, que também podem ser consultados através do site e do aplicativo. Além da transmissão nos telões dispostos nas três arenas, o parque também conta com mais um painel eletrônico na avenida principal. Ao decorrer dos dias, os visitantes verão centenas de imagens produzidas pela equipe oficial de fotógrafos, que busca retratar passo a passo os principais momentos das disputas.

Rodrigo Baron e Eternal Pioner

A programação desta terça-feira, 24 de abril, na pista de velocidade na Arena Organnact, começou com a disputa na modalidade Cinco Tambores, nas categorias Aberta, Aberta Master, Amador, Amador Master A, Amador Principiante, Amador Master B, Jovem e Jovem Principiante. Pela Amador, a vitória foi de Rodrigo Baron e Eternal Pioner; já na Aberta, o campeão foi Amauri Martins Gularte com Prime Trouble Lena. Na mesma pista, a categoria GP ABQM abriu as competições de Três Tambores. Superando 328 conjuntos, Edson Carlos da Rosa Santos, com Order A Victory LW, sagrou-se campeão ao marcar 16s691. Depois de um 16 na prova ZD EK no final de semana, Bruno Neves levou mais um vice com Bird Fame EK ao marcar 16s805

Kenny Cunha e seu irmão Jefferson.
Foto. Miguel Oliveira

No Laço Individual Técnico, disputado na Arena Vetnil, as categorias apresentadas foram Amador Light, Amador Principiante, Amador Master B, Jovem e Jovem Principiante. Já no Laço Individual Cronômetro, a programação seguiu com as categorias Aberta, Profissional Light, Aberta Master e Amador Master A. No Técnico Amador Principiante, o destaque ficou para o campeão, Vinicius De Oliveira Custodio, que montou Sweet Green MDP e marcou 219 pontos. Com mais de 100 conjuntos, o Cronômetro Aberta encerrou a categoria agora pouco, tendo como campeão Kenny Afonso da Cunha, um dos destaques da modalidade, montando Little Hit Whiz. Kennynho teve a presença de toda família no momento da premiação dentro da pista.

Já na Arena RAM, houve a finalização das provas de Rédeas nas categorias Amador Principiante, Jovem e Jovem Principiante. Na sequência, Western Pleasure nas categorias Aberta Junior, Aberta Sênior, Amador, Amador Master A, Amador Principiante, Amador Master B, Jovem e Jovem Principiante. No Pleasure Amador, a categoria que mais bombou nesta modalidade, a vitória ficou para o conjunto Gabriel Augusto Claro e Kyara Dun It. A égua mais pontuada do Pleasure Merry Six Cash foi a segunda colocada com Kiki Benevides.

Henrique Ribeiro

Na mesma pista, encerrando o dia, Working Cow Horse nas categorias Aberta Junior, Sênior e Master, além de Cavalo Iniciante, Amador Junior, Amador Sênior, Amador Master A, Amador Principiante, Amador Master B, Jovem e Jovem Principiante. No fechamento da matéria, os resultados da Aberta Junior já tinham sido revelados. Os campeões foram Henrique Paccola Ribeiro, do Team GA, nossa parceira, com Equicenter Country, somando 430 pontos. Essa foi a maior nota da modalidade neste evento.

Espalhados por todos os locais do recinto, os visitantes encontrarão aproximadamente 150 expositores dos mais variados segmentos. Caso não consiga estar por lá, acompanhe tudo no hotsite do evento, clicando aqui.

Por Equipe Cavalus
Fotos: cedidas ABQM/arquivo

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