Saúde Animal

7 fatos sobre estrume de cavalos

Se você tem cavalos, tem esterco espalhado por toda sua propriedade. Mas, você conhece tudo sobre o assunto?

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Manter um interesse sobre o estrume de cavalos parece estranho ou desagradável para algumas pessoas. No entanto, os proprietários sabem que precisam se interessar por esse assunto. Sem dúvida, a consistência e a quantidade são uma indicação da saúde de seus animais.

Por exemplo, cólica por compactação pode ocorrer se um cavalo ficar constipado. A diarreia, por outro, lado, é sinal de um cavalo muito nervoso. Não é incomum ver esse tipo de ocorrência quando confinados em trailers ou em competição.

Mas, atenção, isso pode ser um sinal de doença. Portanto, uma pilha saudável de esterco não é ofensiva para o proprietário de um cavalo. Em vez disso, é uma indicação muito importante de que tudo funciona bem no sistema digestivo deles.

Abaixo alguns fatos sobre estrume de cavalos:

1.Quantidade e Peso

Os cavalos produzem cerca nove toneladas de estrume por ano. É por isso que a limpeza do estábulo e do pasto é essencial para a saúde deles. Se isso não acontecer com regularidade, cria o ambiente perfeito para a produção de vapores prejudiciais à saúde, bem como um local para o desenvolvimento de fungos, bactérias e parasitas.

O estrume saudável é uma pilha de fezes de formato esférico. Se houver muita água e estiver escorrendo, isso pode indicar um problema de saúde. Para o caso do cavalo não produzir nenhuma esterco, indica uma compactação no intestino, o que é igualmente uma má notícia.

2.Ingredientes

O esterco de cavalo contém grama e fibras de grãos, minerais, células de estrume, gorduras, água e areia ou cascalho. Dependendo do tipo de solo em que o feno ou grama estava crescendo. Cerca de 3/4 do peso total do esterco é água. Também pode conter grãos não digeridos e sementes de ervas daninhas, por isso use uma composteira antes de fertilizar seu jardim.

3.Uso no jardim

Para o uso em jardins, o envelheça o esterco por cerca de seis meses antes. Vão bem em hortas também. Se bem tratados não queimam as folhas na hora de adubá-las.

4.Não tenha medo caso caia de cara em uma pilha de esterco

É improvável que estrume de cavalos espalhe qualquer doença para as pessoas, incluindo problemas bacterianos com e-coli, que morre com a luz solar. Os dejetos humanos e caninos são muito mais propensos a espalhar doenças e parasitas para os humanos.

Embora seja desagradável encontrá-lo em trilhas para caminhada e outros locais públicos, não é muito prejudicial. No entanto, é recomendável que você pare e tire essa pilha do caminho se seu cavalo fizer cocô em um local onde transitam muitas pessoas.

Se você tem cavalos, tem esterco espalhado por toda sua propriedade. Mas, você conhece tudo sobre o assunto estrume de cavalos? Vejas dicas!

5.Cor

O estrume muda de cor e consistência dependendo da dieta. Quando o cavalo faz uma dieta de grama ou feno rico em verde muito brilhante, o esterco terá uma cor verde brilhante quando fresco.

Se o cavalo come feno verde mais claro, o esterco ficará mais claro; da mesma forma que se ele for forçado a comer feno acastanhado, o estrume terá uma cor semelhante. Ao ar livre, o clima deixa tudo marrom, eventualmente.

6.Cheiro

Esterco de cavalo não é tão fedorento quanto fezes de gato ou cachorro. Caso apresente cheiro ruim além do normal, terá como causa uma mudança rápida na dieta. Muita gordura ou proteínas, bem como a incidência de úlceras ou parasitas internos.

7.Material de construção

O adobe é uma das variadas técnicas de construção em terra crua. Simplificando, é um tijolo de terra e fibras vegetal misturados com água, moldados e secos ao ar livre (sem queima). Em alguns casos, a fibra utilizada para a produção dos tijolos é do esterco de cavalo.

Acima de tudo, a função da fibra na mistura é reduzir a retração e as fissuras no processo de secagem. E tendo como origem o estrume, facilita o processo devido as enzimas da digestão natural do animal.

Fonte: The Spruce Pets
Crédito das fotos: Divulgação/Getty Images

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Saúde Animal

Importância da vacinação de equinos contra influenza e tétano

Se não forem bem tratadas, abrem portas para outras doenças oportunistas e podem levar o animal a óbito

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Influenza e tétano são importantes enfermidades que acometem os equinos. Responsáveis, sobretudo, por consistentes prejuízos no mercado equestre. Ambas comprometem bastante a saúde dos animais.

Se a influenza equina não for bem tratada, por exemplo, abre a porta para outras doenças oportunistas. Em outras palavras, levam, inclusive, à perda do animal. O tétano também é fatal. Por isso, é importante entender o que são, como se manifestam e quais as consequências das duas doenças para o plantel.

Influenza equina

A causa da influenza equina é um vírus de mesmo nome. Uma doença endêmica em diversos países. Ou seja, doença infecciosa que afeta significativamente uma certa região ou população. É altamente contagiosa e se aloja nas vias aéreas superiores e inferiores dos equinos.

Por conseguinte, causa alta morbidade e baixa mortalidade. Contudo, resulta em broncopneumonia por infecções secundárias bacterianas. E chega a ser fatal, particularmente em animais jovens. Em qualquer destas situações implica prejuízos econômicos significativos aos criadores.

Equinos de todas as raças e idade, não vacinados e sem exposição prévia ao agente infeccioso estão susceptíveis. A doença ocorre pela contaminação dos animais pelo vírus, por via aérea na forma de aerossóis, em ambientes contaminados.

Os animais sintomáticos apresentam febre, tosse seca não produtiva, corrimento nasal, conjuntivite, inapetência, apatia e depressão. Em contrapartida, a pneumonia é comum em potros não vacinados.

Tétano

Já o tétano é uma doença infecciosa causada pela ação das toxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani. Este micro organismo está presente no ambiente em forma vegetativa ou esporulada.

A bactéria penetra em feridas abertas, liberando toxinas que impedem a liberação de neurotransmissores importantes para o relaxamento muscular. De acordo com estudos, a taxa de mortalidade chega a 80% em equinos não vacinados.

Os animais sintomáticos apresentam rigidez muscular, tremores, prolapso de 3ª pálpebra, cauda em bandeira, orelhas eretas ou cruzadas. Bem como dilatação das narinas, dispnéia, dificuldade de mastigação e deglutição e cauda em bandeira.

Se a Influenza e tétano não forem bem tratadas, abrem portas para outras doenças oportunistas e podem levar o animal a óbito

Vacinação de equinos contra influenza e tétano

Promover a vacinação dos animais periodicamente é o modo mais eficaz de evitar essas doenças. Para isso, o mercado conta com vacinas compostas pelos vírus inativados da Influenza Equina (vírus A-equi-1 e A-equi-2) e toxóide tetânico.

O imunizante proporciona imunogenicidade, que é a capacidade de desencadear resposta imune a partir da formação de anticorpos. E também antigenicidade, capacidade de interagir com anticorpos. Em alguns casos, vacinas confirmadas em estudo na espécie alvo e aplicada em potros, fêmeas prenhes e animais adultos.

Por exemplo, equinos previamente negativos para anticorpos neutralizantes receberam três doses da Get-Vacina Syntec. O intervalo foi de 30 dias, avaliados logo após coleta de sangue dos animais antes de cada dose.

Misturou-se o soro colhido dos animais vacinados com os vírus utilizados para elaboração da vacina. Incubados em cultura de células MDCK até o controle dos vírus (sem soro animal) apresentar o efeito citopatogênico.

A saber, os soros colhidos dos animais, antes da inoculação da primeira dose da vacina, não apresentaram títulos detectáveis de anticorpos neutralizantes (≤ 100). Por isso, a OIE – World Organization For Animal Health recomenda um aumento no título de quatro vezes ou mais relação aos controles negativos.

Os resultados obtidos mostram a capacidade da vacina em desenvolver anticorpos (imunogenicidade), assim como de reagir com os anticorpos induzidos após vacinação (antigenicidade) de forma específica nos equinos vacinados.

No caso, após a primeira dose da vacina, o soro apresentou um aumento de 15 vezes o título de anticorpos neutralizantes estipulados pela OIE e, após a 3ª dose, este valor aumentou ainda mais 4 vezes.

Conclui-se, portanto, a importância da vacinação de equinos contra influenza e tétano.

Colaboração: Fernando Santos, gerente nacional de vendas da Unidade de Negócios Bovinos e Equinos da Syntec
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels

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Saúde Animal

Como evitar que as micotoxinas interfiram na saúde do seu cavalo

A contaminação por fungo, como as micotoxinas, também podem afetar o desenvolvimento dos equinos

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Os equinos são animais que, apesar de serem grandes e robustos, são sensíveis como qualquer outro. Principalmente às contaminações por fungos, como a micotoxina. Então, o que fazer para que elas não interfiram na saúde do seu cavalo?

Em primeiro lugar, é importante que o criador entenda que esta contaminação é séria. E, além disso, acarreta muitos prejuízos para o desempenho do animal e para seu bolso.

As micotoxinas são substâncias tóxicas e consideradas algo natural, resistente e invisíveis ao olho nu. O problema está justamente aqui. Por ser algo natural, as micotoxinas são encontradas em diversos locais. Nas pastagem, nas rações, nas forragens e até nos materiais utilizados para as ‘camas’ do animal.

Hoje, há centenas de tipos de micotoxinas e o verão é a estação ‘perfeita’ para se desenvolverem. Portanto, é importante garantir que o local de armazenagem da silagem, forragem, fenos, pré-secados e rações esteja sempre livre de umidade. Preserva, assim, a saúde do seu cavalo e não deixa produto exposto à temperatura elevada.

O consumo de micotoxinas, mesmo que em baixos níveis, gera um impacto muito grande na saúde dos equinos. E, consequentemente, nos custos da criação. Uma vez que o cavalo é intoxicado, pode apresentar reduções significativas na imunidade.

Do mesmo modo que afeta ainda a taxa de prenhez, a eficiência produtiva e reprodutiva, além de poder causar perdas embrionárias e, em casos mais extremos, levar o animal a óbito.

A contaminação por fungo, como as micotoxinas, também podem afetar o desenvolvimento dos equinos, assim como a saúde do seu cavalo

Doenças provocadas pela micotoxinas:

Em éguas: gestação prolongada, abortos, separação prematura do córion, placenta espessada, retenção de placenta, redução no consumo do alimento, cólicas, morte embrionárias e atraso nas taxas de prenhes.

Em potros: baixa transferência de imunoglobulina, potros fracos, aumento nos índices de pneumonia de aspiração e de casuística de natimortos e mortes súbitas.

Para evitar que o animal seja contaminado, é imprescindível oferecer um complemento nutricional balanceado para uso com forragens. Além destes complementos serem naturais, ou seja, à base de uma cepa específica de levedura, conseguem ligar a maioria das micotoxinas existentes e excretá-las do organismo animal, proporcionando maior segurança à dieta.

Este tipo de complemento proporciona incremento calórico e proteico à dieta, vitaminas, macro minerais e micro minerais de fontes nobres, como o Cobre e o Zinco Quelatados e o Selênio Orgânico.

Colaboração: Cláudia Ceola | Médica Veterinária e Supervisora Técnica de Equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Saúde Animal

Artrite séptica e osteomielite: por que os neonatos são tão susceptíveis?

Neste artigo assinado por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus, você fica sabendo mais detalhes sobre esse processo inflamatório do tecido ósseo causado por bactérias

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A artrite séptica e a osteomielite representam graves ameaças à vida do potro, bem como ao seu futuro atlético.

Patogênese

Nos neonatos, a infecção de uma articulação geralmente ocorre via disseminação hematógena, durante um quadro transitório ou persistente de bacteremia. A bactéria chega a diferentes órgãos e tecidos do neonato, incluindo ossos e articulações, através da corrente sanguínea.

Pneumonias, diarreias, infecções umbilicais e placentites podem ser as patologias primárias que favorecerão o desenvolvimento da artrite séptica ou da osteomielite mais tarde. Há risco, inclusive, de infecção de múltiplas articulações e osteomielite simultânea, o que é incomum no adulto.

Por esses motivos, todo potro deve ser examinado de forma completa para que se descarte outras afecções que podem estar associadas ao quadro ortopédico.

Colonização articular facilitada

A membrana sinovial e o osso subcondral dos neonatos são altamente vascularizados. O vasos são muito permeáveis, têm baixo fluxo e baixa pressão sanguínea. Essas características facilitam a translocação e deposição de bactérias nesses tecidos.

Além disso, até 7 a 10 dias de vida o risco é ainda maior. Afinal, o potro possui vasos transfiseais, que facilitam a propagação das bactérias da através da epífise para o osso subcondral e superfície articular.

Sendo assim, a bactéria se propaga a partir do osso subcondral da epífise para a cartilagem e então para a cavidade sinovial. Conforme a epífise “amadurece”, esses vasos transfiseais regridem e a incidência desse tipo de infecção diminui.

Fatores de risco

Sobretudo, potros prematuros ou dismaturos, potros que demoram a se levantar após o nascimento e aqueles que falham em absorver adequadamente as imunoglobulinas presentes no colostro apresentam maior risco de desenvolver infecções ósseas e articulares.

A falha de transferência de imunidade passiva (FTIP) é o maior fator de risco associado à bacteremia. Um estudo indicou que o risco de desenvolvimento de artrite séptica é de 78% em potros com FTIP.

Além disso, até 45% dos potros com septicemia podem desenvolver algum tipo de doença ortopédica infecciosa.

Prevenção

Práticas de manejo simples como garantia de acompanhamento do parto, imunização através do colostro, desinfecção adequada do coto umbilical e higiene do ambiente podem reduzir significativamente a incidência de todas essas doenças.

Texto: Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus

Instagram: @pro.equus | E-mail: pro.equus@terra.com.br | Telefone: (11) 99918 – 3403

Crédito da foto: Divulgação/ProEquus

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