Saúde Animal

A importância de vacinar seu cavalo – parte 1

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A importância de vacinar seu cavalo

É preciso que o cavalo esteja em boas condições de saúde para que se tenha uma resposta imunológica satisfatória

Toda vacina se destina a estimular o sistema imunológico do animal para dar a ele condições de se defender do agente causador da doença. Portanto, há uma grande importância em manter os cavalos vacinados.

Os microorganismos utilizados nas vacinas são mortos ou atenuados, ficando incapazes de causar as doenças. O surgimento de doenças infectocontagiosas é aumentado quando ocorre uma queda na resistência orgânica dos animais.

Principalmente em potros que se encontram em fase de crescimento, com maior fragilidade fisiológica. As éguas de cria também devem estar devidamente vacinadas, pois com isso pode-se evitar patologias que possam levar ao crescimento de crias fracas ou ainda ao aborto.

Alguns cavalos se tornam mais suscetíveis a determinadas doenças de acordo com o manejo. Por exemplo, animais que são atacados com frequência por morcegos hematófagos devem ser vacinados contra raiva.

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Por outro lado, animais que vivem em regime extensivo tendem a adquirir maior imunidade contra algumas afecções. Os grandes centros hípicos atentam para a importância e hoje em dia possuem programas de vacinação que englobam todas as doenças.

Não é o bastante, por exemplo, vacinar a égua de cria para doenças que podem causar o aborto e não imunizá-la contra raiva, pois esta doença, se adquirida, é fatal.

Custo x benefício

O custo-benefício de um esquema abrangente de vacinação é excelente, se considerarmos as muitas doenças graves e fatais que podem ser evitadas. Todas as vacinas são fáceis de aplicar e sua administração geralmente não apresenta efeitos colaterais significativos.

Também é importante vacinar todos os animais de um mesmo grupo para realmente se conseguir um esquema preventivo eficaz.

A vacina não depende da atividade equestre, porém da faixa etária e das condições sanitárias e epidemiológicas da região habitada, ou frequentada, pelo equino.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária preconiza que o médico veterinário deve desenvolver um calendário de esquema vacinal eficaz de acordo com as características e peculiaridades da região.

Tabelas ‘genéricas’ de vacinação nem sempre são recomendadas.

A importância de vacinar seu cavalo

Vacinas: obrigatórias ou opcionais?

Na ocorrência de um surto de doença para a qual existe vacina, todos os animais que não tiveram contato direto com o vírus devem ser vacinados. É possível assim estabelecer um ‘cinturão de vacinação’, para evitar a propagação da doença.

Todos os cavalos deveriam ser vacinados contra influenza, tétano, encefalomielite e raiva. A legislação específica varia de estado para estado, porém em geral o atestado de vacinação contra influenza equina é exigido para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).

A vacinação contra raiva é condicionada ao surgimento de surtos da raiva herbívora (atingindo bovinos e equinos) na região em questão. No entanto, a vacina contra raiva nem sempre se encontra disponível comercialmente.

O tétano e raiva são zoonoses de alta periculosidade para o ser humano. O tétano pode ser fatal ou causar sequelas permanentes, incapacitando o animal afetado para a função atlética. Já a raiva é sempre fatal, sendo também uma das poucas zoonoses que atinge todos os mamíferos.

A vacina contra a rinopneumonite (aborto equino a vírus) é, na prática, obrigatória para os criatórios, pois esta virose pode causar grandes prejuízos no plantel.

Já o critério para a utilização ou não das vacinas contra leptospirose e garrotilho dependem das condições locais e também da estratégia do médico veterinário para aquela situação. A melhor rotina vacinal sempre precisa ser definida pelo profissional.

Reforço

É de praxe para a maioria dos clínicos reforçar a primeira aplicação da vacina com uma dose de reforço, administrada após um intervalo de trinta dias.

Sempre é aconselhável respeitar doses e intervalos indicados pelos laboratórios fabricantes, já que estes realizaram vários testes e tiveram o aval do Ministério da Agricultura.

Alguns veterinários dispensam a aplicação do reforço no terceiro ano consecutivo de vacinação, considerando que os animais incluídos neste esquema já contam com um bom nível residual de imunidade.

Semana que vem vamos dar continuidade nesse artigo: condições de aplicação e explicando um pouco cada doença, quando não vacinar e precauções! Fique ligado!

Por Claudia Leschonski, MV
Fonte: Editora Passos
Fotos: thehorse

Saúde Animal

Live Dechra Talks aborda as doenças respiratórias em equinos

Promovido pela Dechra Brasil, em parceria com a Rondon Saúde Animal e IBVET, live reúne profissionais de renome para debater sobre as doenças respiratórias em equinos. Live será no próximo dia 13, no canal da Dechra no YouTube

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Doenças respiratórias em equinos

A chegada do período mais frio do ano traz diversas preocupações aos criadores, afinal com o frio, aumentam as incidências de doenças respiratórias em equinos.

Pensando nisso, a Dechra Brasil, em parceria com a Rondon Saúde Animal e o Instituto Brasileiro de Medicina Veterinária (IBVET), realizam no próximo dia 13 de junho, a segunda edição do Dechra Talks, um bate-papo leve e descontraído, em formato de Live, com os principais nomes da medicina veterinária do Brasil, para esclarecer dúvidas e pontos importantes das doenças respiratórias em equinos.

Mediado por Silvio Pootto, o Dechra Talks terá como tema “Doenças respiratórias em equinos: a importância e o que há de novo”.

Silvio Pootto é médico veterinário formado pela UFPR, com mestrado pela UFPR, residência no JCSP e Sócio Fundador das empresas Equiboard Equipamentos, IBVET Cursos de Pós-Graduação, Rondon Saúde Animal, Aracária Empreendimentos; além de Gestor de medicina veterinária do grupo UniEduk.

Profissionais de renome estarão reunidos para abordar as doenças respiratórias em equinos

Membros do bate-papo sobre doenças respiratórias em equinos

Para dar mais corpo ao bate-papo, foi convidado um grupo de peso, formado por grandes profissionais do setor:

Luis Eduardo dos Santos Ferraz, médico veterinário formado pela UFV, com residência em JCSP, Mestre e Doutor pela FCAV-Unesp (Jaboticabal), larga experiência como veterinário dedicado à reprodução e criação de cavalos de corrida, com quase 15 anos na indústria, atuando na área comercial e marketing, principalmente com vacinas para equinos e atual diretor técnico da Dechra Brasil.

Rogério Saito, médico veterinário pela Universidade Paulista, Residência no JCSP, Pós-graduado em Fisiologia do Exercício, larga experiência em clínicas veterinárias, veterinário oficial da Seleção Brasileira de Salto desde 2011 e atuação em Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos, Copas do Mundo e Copa das Nações.

Neimar Roncati, médico veterinário especializado em medicina interna, medicina esportiva e epidemiologia de equinos, Juiz de Morfologia de cavalos Lusitanos, Brasileiro de Hipismo e Mangalarga, Coordenador Regional São Paulo do grupo Anima Educação

Guilherme Gonçalves Costa, médico veterinário pela UFPel, residência em Clínica e Cirurgia de Grandes Animais pela UFPel, Pós-graduado em Clínica e Cirurgia de Equinos e Ortopedia Equina, veterinário RT do JCRS e inspetor técnico do Stud Book Brasileiro.

Edsel Alves Beuttemmuller, médico veterinário pela UEL, Mestre e Doutor em Virologia pela UEL, Consultir em produção e qualidade de antígenos virais para vacinas veterinárias.

Uma ótima oportunidade para o criador e entusiasta se atualizar sobre as doenças respiratórias equinas.

A segunda edição do Dechra Talk será nesta segunda-feira (13), ao vivo, às 19h, no canal do YouTube da Dechra.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Queda da temperatura aumentam a incidência de garrotilho

Garrotilho pode trazer muitos prejuízos, pois se espalha rapidamente e animal acometido pelo garrotilho precisa de repouso de quatro semanas, atrapalhando a performance dos atletas

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garrotilho

A temperatura caiu e o garrotilho está começando a dar o ar da graça pelos plantéis. Causada pela bactéria Streptococcus equi, a Adenite Equina, mais conhecida como Garrotilho, é uma doença infectocontagiosa que acomete o trato respiratório de equinos de todas as idades, sendo mais comum nos animais de até 5 anos.

A bactériase instala nas células das mucosas nasal, bucal e nasofaríngea, e tende a migrar para os linfonodos retrofaríngeos e sumbandibulares, na região do pescoço, onde se multiplica e forma abscessos.

Cerca de duas semanas após o contato com a bactéria, as manifestações clínicas se iniciam, incluindo a ruptura destes abscessos que liberam uma secreção com pus contaminada pela bactéria, facilitando a contaminação de outros animais.

Os linfonodos aumentados obstruem parcialmente a faringe, dificultando a passagem do ar e impactando significativamente na performance dos animais.

Transmissão do garrotilho

Estima-se que 20% dos cavalos aparentemente recuperados do garrotilho, abrigam o agente nas bolsas guturais e seguem eliminando a bactéria no ambiente através de secreção nasal, tendo papel importante na disseminação da doença.

“Garrotilho é doença de rebanho! Geralmente acontecem vários casos em sequência e muito rapidamente na mesma propriedade, o que causa elevação de custos com mão de obra e tratamentos, e prejudica a performance dos animais, especialmente os que estão em preparação para provas e campeonatos”, explica a médica veterinária Baity Leal, gerente da linha de equinos da Ceva Saúde Animal.

“O repouso necessário para a recuperação completa do animal acaba estacionando ou até mesmo retrocedendo em algum grau o condicionamento físico dos equinos atletas, o que pode ser bem frustrante tanto para o cavalo quanto para o cavaleiro ou amazona”.

O controle da doença é baseado no isolamento dos animais acometidos por pelo menos quatro semanas, submetendo-os ao tratamento adequado de acordo com o quadro (antibiótico, antinflamatórios, expectorantes e fluidoterapia), e intensificação da limpeza e desinfecção de baias, piquetes, cochos e materiais de uso comum.

Estudos mostram que ocasionalmente a doença pode deixar sequelas como empiema das bolsas guturais, paralisia do nervo laríngeo recorrente, púrpura hemorrágica e sinusites. Alguns animais podem apresentar a doença de maneira mais intensa, com quadros de pneumonia e broncopneumonia. Ademais, a queda da imunidade promovida pelo Garrotilho pode favorecer o aparecimento de outras doenças oportunistas.

A prevenção da Adenite Equina é essencial para reduzir os prejuízos e os riscos relacionados à doença, e, tendo em mente a sua alta morbidade e a dificuldade no controle de surtos, a vacinação contra o agente é altamente recomendada. A Ceva Saúde Animal tem em seu portfólio a vacina Garrotilho®, produzida com cepas inativadas de Streptococcus equi equi, que promove ampla potência protetiva. Os animais sadios não vacinados devem receber 3 doses no intervalo de 2 a 4 semanas, e o reforço é anual para todo o rebanho.

“A profilaxia por meio da vacinação aumenta a sanidade do rebanho e reduz os custos a longo prazo com a mão de obra e tratamento. Sempre que possível, ela deve ser introduzida pelo médico veterinário no manejo sanitário da propriedade”, conclui Baity.

Por: Assessoria de imprensa

Fotos: Pixabay

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Saúde Animal

Mormo: situação atual no Brasil

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, fala nesse artigo sobre como está o cenário do Mormo no Brasi

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mormo

Com o fim do isolamento social e, consequentemente, a volta dos eventos, pensamos no quanto é bom voltarmos as nossas atividades, rever os amigos, termos contato. Porém, pensando nesse contato, muitas coisa podem acontecem, não só no lado positivo, mas também ocasionando diversas patologias, uma delas é o Mormo.

O Mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que ataca os equídeos (cavalos, burros e mulas). Não há vacina disponível contra a doença, o período de incubação pode chegar a 6 meses e os animais permanecem infectados por toda a vida. A prevenção envolve a identificação e eutanásia do animal infectado. Se engana quem acredita que seja um problema apenas para os equinos, para os humanos é frequentemente fatal.

cavalo com mormo
Em todo o ano de 2021, no Brasil foram feitas 109 notificações de Mormo

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria da Fazenda/SC.

Segundo Ramos et al (2021), “Os equídeos se infectam por meio do consumo de água e alimentos contaminados, sendo a via oral a principal porta de entrada do agente, mas a infecção pode ocorrer por via aerógena, ou seja, pela inalação da bactéria ou também por via cutânea, a partir de feridas na pele provocadas por objetos contaminados. Em seres humanos, o contágio se dá por meio do contato direto com animais infectados, inalação de aerossóis e feridas que tenham contato com secreção de animais positivos”.

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Números atualizados

Com o crescente aumento da criação de equinos no Brasil, se torna uma preocupação o número de casos de Mormo. No últimos 20 anos, tivemos notificações de casos de Mormo principalmente na região Norte e Nordeste. No anos de 2021, houve um acréscimo de casos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em todo o ano de 2021, no Brasil foram feitas 109 notificações de Mormo, estes números ainda são preocupantes, por ser uma doença contagiosa, ainda sem vacina ou cura e que pode ocasionar a morte dos seres humanos.

Importante destacar que é obrigatório a notificação de casos de Mormo no Brasil, conforme Decreto n° 24.548/34, em decorrência de seu impacto para a Saúde Pública e, por não existir cura para a doença em animais.

Distribuição anual dos casos de Mormo notificados no Brasil (1999-2021).

Mormo

Fonte: Coordenação de Informação e Epidemiologia – Saúde Animal (MAPA)

Na busca por erradicar a doença no país, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, instaura a Instrução Normativa nº 17, de 8 de maio de 2008, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento institui o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos – PNSE.

Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos – PNSE

Através da Instrução Normativa nº 17, de 8 de maio de 2008, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento institui o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos – PNSE, buscando o fortalecimento do complexo agropecuário dos equídeos, por meio de ações de vigilância e defesa sanitária animal.

A fim de prevenir, diagnosticar, controlar e erradicar doenças que possam causar danos ao complexo agropecuário dos equídeos, o Mormo se enquadra na categoria 2 da Instrução Normativa Mapa nº 50/2013 e requer notificação imediata de qualquer caso suspeito ao Serviço Veterinário Oficial.

No âmbito do PNSE, o MAPA publica a Instrução Normativa Mapa nº 06, de 17 de janeiro de 2018, sobre as diretrizes para o controle, a erradicação e a prevenção do Mormo no território nacional. Pela Instrução Normativa, tem-se um protocolo de prevenção, investigação e acompanhamento dos casos.

Mormo

Arte: Autor.

Fonte: Coordenação de Informação e Epidemiologia – Saúde Animal (MAPA)

Conforme o Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários, a prevenção e o controle do mormo dependem de um programa de detecção precoce, eliminação dos animais positivos associados ao estrito controle de movimento animal, quarentena/isolamento e completa limpeza e desinfecção das instalações do foco.

Neste sentido, compreendendo a periculosidade da patologia, os criadores e proprietários tem sua importância no controle e na erradicação do Mormo, buscando se adequar as normas sanitárias e respeitando os decretos e leis para que alcancemos o reconhecimento como zona livre de mormo.

Referências

Coordenação de Informação e Epidemiologia – Saúde Animal. Consulta Casos: Mormo. Disponível em: https://indicadores.agricultura.gov.br/saudeanimal/index.htm. Acessado em: 17 mai 2022.

RAMOS, Lorrany Maria Mota et al. Avaliação epidemiológica do mormo no Brasil. Research, Society and Development, v. 10, n. 13, 2021.

SANCHINI, João. Mormo é identificado em 59 propriedades do Brasil nos primeiros meses de 2021. Disponível em: https://sba1.com. Acessado em: 17 mai 2022.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho

Cavaleiro e Pesquisador | Haras Dom Herculano

Foto: Unsplash

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Como reconhecer que seu cavalo é um bom garanhão?

Mais do que uma questão genética, características do animal bem como manejo adequado interferem no resultado final. Nem sempre um filho de campeão terá destaque nas pistas, mas ele pode ser um bom reprodutor

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Ao comprar um cavalo macho, a primeira pergunta que vem à cabeça é: será que ele é um bom garanhão?

Um garanhão se destaca no meio de seu grupo pelo seu comportamento. Ele á mais ativo, territorialista, levanta a cabeça com qualquer barulho estranho e está sempre alerta.

Afinal, na natureza, ele deve defender as fêmeas e potros, manter o grupo sempre seguro e os outros machos em seus respectivos lugares.

Porém, como identificar que este animal será um bom reprodutor e terá filhos campeões?

A primeira coisa que se vem à mente é a genética dos pais. Afinal, se ele tem pais com sangue campeão correndo nas veias, a probabilidade deste garanhão repassar isso para os filhos é grande.

Outro ponto que devemos observar é seu histórico como atleta. Afinal, filho de pais com sangue campeão e que ainda é campeão nas pistas, a chance de ter uma prole campeã é grande.

Filho de peixe, peixinho é?

Mas, não são raros os casos em que o garanhão não é bom nas pistas, tem um rendimento mediano, mas possui filhos campeões.

Segundo o médico veterinário e consultor do Laboratório Allele Biotecnologia, Daniel Costardi, não é apenas uma questão genética ou do indivíduo, é uma somatória de diversas variáveis.

“Chamamos de fenótipo, genótipo e ambiente. Além do animal ter uma boa genética, o que conta muito, desde potrinho ele precisa ter condições de ser um bom atleta. Ele precisa, então, nascer bem, não tem nenhum trauma, comer bem, ter desenvolvimento nutricional e muscular muito bons e ter uma boa doma para que ele aprenda a gostar da prova sem ter medo do humano. Essa somatória de fatores faz-se um bom indivíduo e ai sim ele pode encantar nas pistas”, explica.

Genética de qualidade

Ainda segundo Costardi existem duas coisas, a primeira é a genealogia, os pais deste garanhão, o quanto eles são bons e importantes para a raça “Isso já coloca neste animal uma carga genética positiva”, afirma.

Porém, talvez o indivíduo não seja tão bom em pista, mesmo com pais campeões, mas de acordo com o veterinário com certeza ele tem uma genética boa.

“O criador, vai analisar o fenótipo, a conformação e temperamento dele assim, apostar ou não para colocar o animal em reprodução”, pontua.

Colocando em reprodução, explica o veterinário, os primeiros filhos que vão competir Potro do Futuro, se eles derem resultados interessantes, o criador pode passar este garanhão para utilizá-lo na reprodução, pois ele produz bons animais para provas.

“Se estes filhos não forem tão bons, tiverem uma média normal, ai o criador aposenta este animal, as vezes até castra, e passa a utilizá-lo para pequenas provas, para outros fins”, ensina o veterinário.

Há, entretanto, uma lista grande de excelentes garanhões disponíveis para compra de sêmen, que são comprovadamente ótimos genitores. Essa estratégia pode ser mais segura e mais eficiente para a genética do plantel.

Exame de DNA

O exame de DNA no animal é a única garantia de atestar que ele é filho de pais de destaque no cenário da modalidade, e assim, por ter a genética correndo nas veias, pode repassar aos futuros filhos.

“O exame é a única maneira de um produtor atestar a filiação do animal. Aqui na Allele Biotecnologia nós realizamos o exame com toda a segurança e tecnologia, pois somos membros International Society of Animal Genetics (ISAG), ranking #1”, afirma.

Para saber mais sobre os exames de DNA disponíveis pela Allele Biotecnologia acesse: https://allele.com.br/.

Por: Equipe Cavalus Comunicação/Camila Pedroso

Fotos: Pixabay

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Saúde Animal

Ressonância magnética em equinos traz mais precisão nos diagnósticos de imagem

Especialistas apontam que determinadas regiões do animal não são possíveis de acessar com os exames tradicionais, como raio-X e ultrassom, o que pode dificultar o diagnóstico de certas lesões

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Na medicina humana, o diagnóstico de algumas lesões é impensável sem o uso da ressonância magnética. Na rotina da medicina ortopédica equina, atualmente existem dois principais métodos de diagnóstico por imagem: a ultrassonografia e a radiografia.

Na grande maioria das doenças, afirma o médico-veterinário Guilherme Alberto Machado, os exames, aliados, conseguem passar as informações necessárias ao especialista para diagnosticar o animal.

Entretanto, em algumas regiões do cavalo com alta incidência de lesões, o raio-X e o ultrassom são limitados quanto a geração de imagem de qualidade para o diagnóstico. “Alterações intraósseas, por exemplo, estes exames não conseguem nos oferecer uma imagem de qualidade. É aí que entra a Ressonância Magnética. Com o auxílio deste exame, conseguimos chegar nestas regiões, avaliando tanto alterações de tecido mole quanto ósseo em zonas cegas para o raio-X e o ultrassom”, afirma Machado.

Ainda, segundo o veterinário, outro benefício do exame é, através da imagem oferecida, a possibilidade de diferenciar lesões crônicas de agudas, estipular tempo e qualidade da cicatriz e definir com maior precisão o prognóstico das lesões encontradas.

“Na minha experiência, o maior desafio que temos na ortopedia equina são, primeiro, definir o diagnóstico com precisão e, após isso, conseguir definir o tratamento e consequente o prognóstico das lesões encontradas”, ressalta Rolando Perez, médico-veterinário sócio da Clínica Esportiva de Equinos Equi Alliance.

O prognóstico para esses cavalos e proprietários, explica o especialista, é o mais importante, pois o que eles querem saber, principalmente, é se a lesão é grave, se tem tratamento e se o animal voltará a competir em alto desempenho.

Presença do exame no Brasil

No último dia 28, a Clínica Guadalupe, localizada em Nova Santa Rita, há 15 km de Porto Alegre, inaugurou o primeiro aparelho de Ressonância Magnética em equinos da região Sul do país. Ele é o terceiro do Brasil, porém o segundo em atividade comercial.

A chegada do aparelho à região é um marco para os brasileiros e também para os vizinhos Uruguai e Argentina, que agora poderão contar com essa tecnologia.

“A importância na ótica principal desse exame é a prevenção de problemas maiores, que não são possíveis diagnosticar apenas através do raio-X ou da ultrassonografia. Problemas que podem ser solucionados antes que se tornem irreversíveis. Este método de exame nos possibilita avaliar, na mesma imagem, tecido ósseo e mole de maneira com que possamos diferenciar lesões agudas e crônicas, além de aumentar a precisão do diagnóstico em regiões anatômicas”, conta Dr. Rolando Perez.

Simpósio Sistema Locomotor Equino

A inauguração da máquina de ressonância magnética aconteceu durante o Simpósio do Sistema Locomotor Equino, realizado neste final de semana (29 e 30/01), em Porto Alegre/RS.

Promovido pela Clínica Guadalupe, o evento contou com um circuito de palestras, cujos temas são ligados ao diagnóstico de imagem, lideradas pelos veterinários MV. MsC. PhD Dr. Jairo Jaramillo Cárdenas, veterinário e fundador da Equarter Educação Continuada, Dr. Júlio Paganela, co-fundador da VetEqlin Ortopedia Equina, e Dr. David Parra, fundador da Clínica Veterinária Las Troyas no Chile.

Apoio da Vetnil

A Vetnil é uma das fortes parceiras da Clínica Guadalupe e, como empresa que investe em tecnologia voltada à saúde animal, não poderia deixar de estar junto desse projeto, que traz benefícios não só para a região Sul, mas todo o Brasil.

“Parabenizamos por esse importante investimento no setor, cujo impacto na Medicina Equina será extremamente positivo. Desejamos sucesso e que sua busca pela melhoria no atendimento e diagnóstico e atendimento veterinário seja exemplo para os demais profissionais”, pontua Cristiano Sá, diretor de Marketing da Vetnil.

Por: Equipe Cavalus Comunicação

Fotos: Divulgação

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Saúde Animal

Santa Catarina em alerta com casos de Mormo

18 propriedades registraram casos da doença no estado, elevando a preocupação dos criadores e autoridades com a chegada dos eventos agropecuários na região

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Mormo volta a assustar o estado de Santa Catarina. Em 2021, foram registradas 18 propriedades com focos da doença localizadas no litoral norte do estado.

A região estava se preparando para conquistar, em 2020, o reconhecimento nacional de área livre da doença, quando os resultados positivos para o mormo surpreenderam a todos.

Os dados foram divulgados pela Coordenação Estadual de Sanidade dos Equídeos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

De acordo com a coordenadora do programa, a médica veterinária Eleanora Schmitt Machado, os criadores devem redobrar os cuidados neste momento de retorno dos eventos agropecuários, além de colaborar com as ações para conter o aumento dos casos.

Ainda de acordo com a coordenadora é obrigatória a realização de exames no caso de transito de animais dentro e fora do estado, principalmente para a participação em eventos.  

Estes exame, explica Eleonora, são realizados por um médico veterinário habilitado e a colheita do material deve ser enviada aos laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agropecuária e Abastecimento (MAPA).

O que é mormo?

Causada pela bactéria Burkholderia mallei, a doença atinge principalmente os equídeos (cavalos, asnos, burros, etc.). A transmissão da doença ocorre pelo contato com secreções, pus, fezes ou urina de animais contaminados.

Os principais sintomas da doença são nódulos subcutâneos nas mucosas nasais, pulmões e gânglios linfáticos, além de catarro e pneumonia. 

A taxa de mortalidade da doença é alta e gera graves consequências para os rebanhos. A partir da presença de um animal infectado na propriedade, o mormo pode ser transmitido para todos o rebanho pela água, ambiente onde a bactéria pode sobreviver por bastante tempo; utensílios e alimentos contaminados. Dessa forma, uma das principais medidas para evitar que a doença se espalhe é a desinfecção completa e rigorosa da propriedade.

O mormo é uma doença de interesse sanitário, econômico e social, que preocupa a todos, pois pode ser transmitida para humanos.

Não existe vacina ou tratamento para a doença, e os animais acometidos devem ser sacrificados para evitar a transmissão, por isso os cuidados com prevenção devem ser redobrados.

Presença de mormo

Ao notar algum sintoma suspeito de mormo ou anemia infecciosa equina é preciso notificar a suspeita às autoridades do município. Para manejar o animal com a suspeita é preciso utilizar máscara e luvas. É preciso isolar o animal infectado dos demais, mantendo-o afastado dos comedouros e bebedouros coletivos.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Canal Rural

Fotos: Arquivo

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Saúde Animal

Nutrição de potros na desmama garante o desenvolvimento adequado dos cavalos

Dieta balanceada é fundamental no primeiro ano de vida do animal

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Os primeiros 12 meses de um cavalo são decisivos. É nesta fase que o potro deve atingir cerca de 70% de sua altura e é quando define estruturas fundamentais para uma vida atlética, como ossos, tendões e articulações. Mas para que o crescimento do animal seja completo, é preciso cuidado especial com a nutrição. Um processo de desmame bem feito, acompanhado com uma ração balanceada, é primordial para um crescimento adequado e saudável do equino.

De acordo com a médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal, Claudia Ceola, até o 4º mês de vida, o criador já pode, e deve, introduzir a ração na dieta do potro. “A partir dessa fase, o leite da égua começa a diminuir em quantidade e qualidade. A ração deve ser introduzida para suprir as exigências nutricionais e já ir adaptando o potro para a fase de separação da mãe”, explica. Claudia recomenda que o desmame seja feito a partir do 6º mês, de forma lenta. “Não deve ser um processo brusco, o potro pode permanecer no local onde está acostumado, de preferência com outros cavalos da mesma idade e suas mães. Quem é retirada é a égua, desta forma o potro fica mais seguro e continua ambientado”, orienta.

Muitos criadores acreditam que a oferta de pasto é o suficiente para as necessidades do potro, porém, a também médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi, Natália Telles Schmidt, explica que o sistema digestivo dos potros exige atenção especial. “Até os 18 meses de vida, o intestino do cavalo não está colonizado pela microbiota adequadamente e a absorção de fibras é baixa, por isso, somente uma ração balanceada é capaz de oferecer o que o animal precisa nesta fase” alerta. Natália explica, ainda, que o potro de até 12 meses precisa de uma nutrição específica, rica em proteína com correto perfil de aminoácidos e com equilíbrio entre lipídeos e carboidratos solúveis. “A ração para potros é bem diferente da destinada aos cavalos adultos. Indicamos que o alimento seja composto de pelo menos 17% de proteína e por três aminoácidos essenciais, lisina, treonina e metionina”, explica.

Sinais de má nutrição

Assim como acontece com outras espécies, o cavalo já nasce com uma pelagem e deve fazer a troca até o 4º mês, em média. “É comum encontrarmos potros de 8, 9 meses com a pelagem de quando nasceram quando se tem uma pobre nutrição. Juntamente com a qualidade do casco, desenvolvimento e déficit em ossatura, esses são sinais de que a nutrição ofertada não está atendendo as exigências do animal”, explica Claudia. De acordo com a veterinária, existem outros sinais comuns de que o potro não está recebendo nutrientes adequadamente, entre eles estão o abdome abaulado, perda de musculatura e baixa altura de cernelha.

“Nem mesmo uma boa lactação é suficiente para garantir a nutrição nesta fase. É preciso oferecer uma suplementação junto com o volumoso para que o potro se desenvolva adequadamente”, alerta Natália. A veterinária ainda afirma que, se o potro recebe um aporte menor de nutrientes nessa fase, pode ser que ele não alcance a altura geneticamente potencial.

As duas veterinárias são unânimes em dizer que a palavra de ordem, quando o assunto é nutrição de potros é o equilíbrio. “Um animal subnutrido terá prejuízo no desenvolvimento, mas o excesso também é prejudicial. O sobrepeso é algo que merece atenção também”, completa Claudia.

Por: Centro de Comunicação / Bruna Robassa | Suelen de Paula

Fotos: Pixabay

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Cocheira suja traz doenças ao seu cavalo

Higiene deve ser realizada diariamente para evitar a proliferação de vírus e bactérias que podem adoecer seu cavalo

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A higienização correta das cocheiras é fundamental para a garantia da saúde, qualidade de vida e desempenho dos cavalos.

Um dia que você se esqueça de realizar a higienização da cocheira é suficiente para transformar o espaço em um local nocivo aos cavalos, pois o acúmulo de fezes e urina colabora para a proliferação de diversas doenças.

A limpeza da cocheira deve ser realizada minuciosamente e diariamente. Os resíduos de fezes e urina devem ser retirados de duas a três vezes por dia. Todo o esterco retirado deve ser depositado em um esterqueira, longe da baia ou pavilhão para evitar a presença de moscas.

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Os cochos e bebedouros devem estar bem limpos. Retire diariamente todo o resto de comida que ficou do dia anterior, limpando com uma escova e água corrente. Essa limpeza deve ser realizada após cada refeição, assim você evita que comida velha apodreça no cocho e seja ingerido pelo animal.

Fique atento ao bebedouro. Eles também devem ser higienizados diariamente. Os modelos de cimento acumulam mais sujeira que os de ferro, plástico ou fibra e são mais difíceis de limpar.

Apesar das teias de aranhas prenderem os insetos, não é aconselhável deixa-las no cocho. Para realizar a limpeza, não utilize vassouras comuns. Utilize uma “vassoura” de fogo – um tipo de maçarico ou lança-chamas ligado a um botijão de gás -, passando-o lentamente no teto do cocho e nas paredes para retirar todas as teias e espantar os insetos.

Cuidado com a rede elétrica. Procure a ajuda de um especialista para realizar a limpeza a fim de evitar acidentes.

Dê atenção as camas

Se a cama utilizada na sua cocheira for de serragem, areia ou maravalha, você precisa dar ainda mais atenção a higiene. O acúmulo de fezes e urina atrai moscas e contribui para a proliferação de micro-organismos causadores de diversas doenças.

A urina dos cavalos possui muito amônia, o que deixa o espaço ainda mais fétido.

Este cenário pode contribuir para o desencadeamento de doenças pulmonares nos cavalos como a Obstrução Aérea Recorrente (OAR) e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), afecção muito frequente em cavalos atletas que provoca a diminuição da performance, intolerância ao exercício, dispneia expiratória, tosse e perda de peso nos casos crônicos.

Por isso, a recomendação é a limpeza e retirada dos materiais que tiveram contato com a urina e fezes do animal.

Além disso, mensalmente ou a cada 45 dias, troque toda a cama do cavalo.

Uma opção mais segura são as camas de borracha, pois garante uma melhor drenagem da urina e permitem uma limpeza mais fácil do local.

Indiferente do material escolhido, procure manter o espaço sempre bem limpo para garantir a saúde e o bem-estar do seu animal.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

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Saúde Animal

Mutação em gene responsável por nanismo em pôneis é descoberta no Brasil

Pesquisadores da Unesp de Botucatu realizaram a pesquisa e desenvolveram um teste para detecção do problema

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Uma boa notícia para o setor equídeo brasileiro. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu/SP, encontraram em um gene de cavalos uma mutação causadora de uma forma de nanismo que pode levar à morte embrionária ou ao nascimento de animais com problemas respiratórios, alimentares e de crescimento ósseo. Além da descoberta, descrita na revista Scientific Reports, os pesquisadores desenvolveram um teste para detecção do problema, de forma a evitar que a mutação seja passada adiante em cruzamentos.

“A enfermidade, conhecida como nanismo condrodisplásico, apresenta elevada prevalência em criadouros de equinos de raças pônei, uma vez que a seleção de animais de pequena estatura foi acompanhada pelo aumento da prevalência de mutações genéticas associadas a alterações musculoesqueléticas”, conta José Paes de Oliveira Filho, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-Unesp) e coordenador do estudo.

O trabalho integra o projeto Estudo clínico e molecular do nanismo do tipo condrodisplásico em equinos da raça Mini-Horse no Brasil, financiado pela FAPESP, e é um dos resultados do doutorado e Danilo Giorgi Abranches de Andrade na FMWZ – Unesp.

Oliveira Filho explica que um grupo de equinos de baixa estatura é identificado pela palavra pônei, mas que esta não significa necessariamente uma raça de cavalo. “Existem diversas raças de pônei no mundo, sendo uma delas a Mini-Horse brasileira. Além dos relatos nas raças pônei, o nanismo também já foi descrito em equinos da raça Friesian”, conta o pesquisador.

As características fenotípicas mais evidentes, e que ajudam a diferenciar os animais afetados dos saudáveis, são a baixa estatura, o corpo desproporcional com alterações cranianas, prognatismo (mandíbula projetada para frente) e membros tortuosos.

Mutação

“Quatro mutações causadoras do nanismo condrodisplásico já haviam sido descritas antes do início da nossa pesquisa e estão localizadas no gene aggrecan. Porém, a genotipagem de animais clinicamente afetados provenientes de fazendas no interior de São Paulo não detectou nenhuma dessas mutações, o que nos levou a suspeitar de que haveria outra mutação ainda não descrita nesse ou em outro gene”, explica Andrade.

Os pesquisadores então sequenciaram o RNA mensageiro codificado pelo gene dos equinos com nanismo condrodisplásico à procura de alterações genéticas que pudessem explicar o fenótipo dos indivíduos afetados. Foi encontrada uma substituição de uma base nitrogenada que acarretava a troca de um aminoácido por outro e, consequentemente, na perda de função da proteína codificada pelo gene e no aparecimento dos sinais clínicos.

Além disso, levando em consideração as frequências alélicas das cinco mutações, o estudo estimou que a prevalência de equinos da raça Mini-Horse clinicamente afetados (anões/homozigotos) e de carreadores da mutação (heterozigotos) no Brasil foi de 15,4% e 47,7%, respectivamente.

Os pesquisadores patentearam um teste capaz de identificar o genótipo e buscam parceiros para comercializar o produto, que vai ajudar criadores a selecionar os acasalamentos e a evitar que a mutação seja passada para as próximas gerações.

“Como a doença apresenta caráter autossômico recessivo, mesmo os progenitores que apresentam fenótipo normal podem ser portadores da mutação. A implementação desse teste será imprescindível na orientação dos acasalamentos de animais destinados à reprodução, podendo diminuir a prevalência e a ocorrência do nanismo condrodisplásico, evitar o nascimento de cavalos anões, perdas de matrizes e potros e, consequentemente, favorecer o bem-estar animal nas criações de cavalos de raças pônei”, encerra Oliveira Júnior.

Por: Agência Fapesp

Fotos: Divulgação

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Saúde Animal

Manejo de vermifugação é peça-chave para a saúde e o desempenho dos cavalos

Sem aplicação de soluções adequadas, doenças parasitárias podem prejudicar o desempenho dos animais

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A equinocultura é uma atividade em alta no território brasileiro. Em 2020, por exemplo, o rebanho de cavalos no Brasil cresceu 1,9% em relação a 2019, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, criar equinos com cada vez mais qualidade é uma prioridade para os produtores.

Por isso, a vermifugação é um manejo essencial para estes animais, a fim de garantir a saúde e o bom desempenho deles, em qualquer atividade às quais são submetidos. “As doenças parasitárias representam uma das maiores ameaças aos equinos, pois afetam diretamente a qualidade de vida e o desempenho desta espécie”, explica o médico-veterinário, Guilherme Ito.

Os sintomas mais comuns nos cavalos parasitados variam entre diminuição do apetite, comprometimento na absorção de nutrientes, com eventual perda de peso, lesões de pele, pelo arrepiado e seco, prurido anal, cólicas recorrentes, diarreias com sangue ou sem e desidratação. Dependendo da gravidade da infecção, o animal pode vir a óbito.

“O manejo de vermifugação nos equinos deve ser realizado periodicamente, iniciando aos 60 dias em potros e repetindo a aplicação de vermífugo a cada dois ou três meses. Em animais adultos, a indicação é repetir doses com intervalo de três a quatro meses”, recomenda o médico-veterinário.

Fazer o acompanhamento dos animais por meio de exames parasitológicos de fezes é essencial para verificar a eficácia do tratamento e, consequentemente, garantir o controle das doenças parasitárias.

“Os cuidados com os equinos não devem parar na vermifugação. Nutrição e vacinação são dois pontos essenciais para a saúde destes animais, além da atenção que deve ser dada para a limpeza dos ambientes frequentados pelos cavalos, dessa forma reduzindo as chances de contaminação”, finaliza o médico-veterinário.

Por: Equipe Cavalus

Fotos: Divulgação

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