Saúde Animal

Alfafa – amigo ou inimigo?

Feno da alfafa, por ser um alimento seco, deve preferencialmente ser fornecido aos cavalos juntamente com a água. Confira artigo da Barrel Horse News sobre o assunto

Boa parte das conversas sobre alfafa é carregada de conceitos errôneos. Em algumas partes dos Estados Unidos, a leguminosa verde frondosa está prontamente disponível. Eventualmente, é fornecida aos cavalos. Em alguns círculos de proprietários de cavalos, a alfafa é essencial. Enquanto para outros, está completamente fora de questão.

A forragem para cavalos pode ser dividida em duas categorias – gramíneas e leguminosas. As espécies de feno de capim que, primordialmente alimentam cavalos, incluem ‘timothy’, ‘orchard grass’ e ‘Bermuda grass’. Leguminosas comuns são ‘clover’ e alfafa.

Dessa maneira, se comparados, a grama é tipicamente mais baixa em proteínas, calorias e requer mais esforço do trato digestivo para extrair nutrição. Por outro lado, a alfafa é mais concentrada em proteínas e calorias e mais facilmente digerida.

Manter esses fatores em mente ajudará a determinar quando a alfafa deve ser usada ou evitada.

Alfalfa como amigo

O melhor lugar para implementar a alfafa é na dieta de cavalos jovens em crescimento e éguas em lactação. Esses dois grupos têm a maior necessidade de proteínas, aminoácidos e calorias – todos abundantes em alfafa.

Cavalos idosos ou os em programas de treinamento de alta intensidade também podem se beneficiar do perfil nutritivo altamente concentrado da alfafa. Em outras palavras, esses cavalos podem não precisar de uma dieta pura de alfafa, mas alimentar-los de uma mistura – 50% de alfafa e 50% de feno de capim – pode proporcionar um grande benefício.

Alfafa como inimigo

Ela não deve ser administrada a cavalos com tendência a ficar acima do peso, já que tem alta concentração de calorias e é facilmente digerida. A alfafa também pode ter implicações negativas em cavalos que sofrem de hemorragia pulmonar induzida por exercício.

A causa é o excesso de proteína na dieta. De tal forma que se a dieta contribui com mais proteína do que o cavalo exige, o excesso é decomposto em uréia e excretado na urina, evidente pelo cheiro de amônia.

O gás de amônia inalado repetidamente ao longo do tempo pode causar irritação nas vias aéreas, o que pode fazer o cavalo sangrar quando exercitado em alta intensidade. Nesse sentido, vale lembrar que o excesso de proteína também pode vir de quantidades desnecessárias de grãos e suplementos.

Regras Gerais

Um erro que as pessoas costumam fazer é evitar a alfafa para cavalos com sensibilidades ao açúcar. Acima de tudo, essa leguminosa tem menos teor de açúcar do que a maioria dos fenos de capim.

É importante notar que a época da colheita desempenha um papel importante nesse teor de açúcar. A melhor política se você tem um cavalo sensível é testar o teor de carboidratos do seu suprimento de feno e consultar um nutricionista equino.

Cavalos que são montados pouco ou não são montados não devem ser alimentados com alfafa. Visto que se saem melhor em dietas com feno de capim, que se alinha melhor às suas necessidades nutricionais.

Por outro lado, para os animais que se exercitam, a leguminosa é um excelente complemento para apoiar os crescentes requisitos nutricionais. Confira com seu médico veterinário, sobretudo, quais combinações você pode dar ao seu cavalo, em se tratando de grãos, suplementação e afins.

A dieta precisa ainda fornecer minerais e equilibrar proporções importantes, como cálcio e fósforo. Em conclusão, sempre procure um especialista.

Fonte: Barrel Horse News/Dr. Jyme Nichols
Crédito da foto: Divulgação/ Bluebonnet Feeds

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