Saúde Animal

Bem-estar animal em eventos é tema de Live

Quatro personalidades do meio equestre debateram um assunto de grande importância para o segmento

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Através do canal do Youtube da Sociedade Rural do Paraná – ExpoLondrina, quatro pessoas envolvidas diretamente com o meio equestre debateram o tema ‘Bem-estar animal em eventos’.

De acordo com a assessoria de imprensa, a Live teve mediação de Ilson Romanelli, empresário, agropecuarista, conselheiro da SRP e criador de equinos. Assim como participaram José Henrique Cavicchioli, César Fabiano Vilela e Alexandre Bolfer.

O Dr. José Henrique é médico-veterinário, professor da Unopar, diretor de atividades equestres. E ainda responsável técnico da SRP. Colega de profissão, o Dr César Viella, além de médico veterinário, é perito do TJSP e TJPR. Além disso, é membro da associação de peritos judiciais de São Paulo. Bem como fundador da RodeioVet, empresa de consultoria e responsabilidade veterinária sobre a atividade esportiva. Por fim, Bolfer, também empresário, é diretor da Bolfer Eventos. Trata-se de uma empresa responsável pela realização de rodeios em várias regiões do país.

Bem-estar animal em eventos é tema de Live, e 4 personalidades do meio equestre debateram esse assunto de grande importância para o segmento

Eventos se preocupam com o bem-estar animal

Ilson Romanelli começou sua fala ressaltando que a Live tinha como principal objetivo demonstrar que os eventos se preocupam com o bem-estar dos animais. Bem como as entidades e empresas envolvidas seguem normas e a legislação vigente no que diz respeito ao assunto. O empresário e criador abordou que a Expolondrina sempre esteve pautada em boas práticas de bem-estar animal. Ademais, é um evento que recebe diversas espécies de animais a cada edição, para competição e exposição.

“Como criador, principalmente, sei que a grande preocupação dos proprietários de animais é que o ambiente de um evento seja o mais próximo possível do ambiente que disponibilizamos em nossas propriedades. Antes de mais nada, isso garante uma ótima performance aos animais. Portanto, nós criadores também temos muito interesse nas práticas e normas de bem-estar animal que os eventos executam”.

Romanelli ressaltou ainda uma ação recente da ABQM. A associação do Quarto de Milha lançou o Manual de Boas Práticas para Bovinos Participantes de Atividades Esportivas Equestres. Sobretudo, trata do que envolve o animal nos eventos e competições. Em seguida, Dr. César complementou dizendo que “este manual é único no mundo e que a ABQM buscou conhecimento técnico para aprimorar sua atividade e submeter suas práticas à fiscalização da autoridade máxima competente no Brasil, que é o MAPA”.

Bem-estar animal em eventos é tema de Live, e 4 personalidades do meio equestre debateram esse assunto de grande importância para o segmento

O conceito de bem-estar animal

Conforme comentou o Dr. César, “o bem-estar animal, enquanto ‘condição do animal’, refere-se a todas as situações que ele experimenta no ambiente onde vive. E isso incluo a convivência com os seres humanos. Essas condições experimentadas pelos animais são tidas como positivas ou negativas para sua vida”. Dessa forma, a ciência do bem-estar animal se baseia no princípio dos cinco domínios.

Portanto, a fim de avaliar as condições da qualidade de vida do animal do ponto de vista positivo e negativo, os cinco domínios usados são: nutrição, ambiente, saúde física, comportamento e saúde mental do animal. Esse último, a somatória dos outros quatro. “Essa ciência é nova, surgiu entre as décadas de 60 e 70. E desenvolve estudos relevantes ao equilíbrio dessas condições em que os animais estão expostos”, comenta o Dr. Cesar.

Acima de tudo, estuda e busca elevar o nível da positividade do cavalo no ambiente mais natural possível. Em resumo, fornece satisfação às necessidades para que o animal tenha uma vida de qualidade. “Hoje, a sociedade moderna se mostra mais exigente em relação às práticas sustentáveis. Dessa forma, o bem-estar animal se coloca como um elemento satélite. Interfere diretamente na sustentabilidade, nas questões econômicas, sociais, ecológicas e culturais”.

Regulamentação

 Em outro momento da Live, o Dr. César ressaltou sobre as regulamentações do assunto e disse que ela é bem antiga. Por exemplo, há decretos, normativas e leis da década de 30 e 40 que já previam punições para maus tratos e crueldade contra animais. Na década seguinte, apareceram diversas outras normativas e leis sobre o assunto. Mas não havia esclarecimento real a respeito de maus tratos e crueldade.

Segundo o especialista, esse fato foi algo que gerou uma série de entendimentos divergentes, ou seja, cada um interpretava a sua maneira. “A resolução 1236/2018 do CRMV nos trouxe essa informação. Portanto, configurou o que realmente é maus tratos e crueldade. Então, somente nos últimos anos é que isso é tratado da forma correta. Nos últimos anos, aliás, a evolução do tema foi gigantesca. Até cerca de cinco anos, tínhamos leis e normas que tratavam de forma geral o assunto. Enquanto hoje temos regras específicas de como deve se tratar o animal em ambiente de competições”.

A título de informação, o Dr. César levou ao debate também o cenário da pecuária. Nesse ramo de atividade, as boas práticas de bem-estar animal geram melhores resultados. Conceito que quando aplicado nos eventos e nas competições, além de preservar o direito dos animais, garante comprovadamente melhores performances.

“Posso citar estudos feitos pela USP em provas oficiais da ABQM a fim de medir o stress dos animais nas competições. Estes estudos avaliaram o comportamento do animal no evento, mensurando com a análise bioquímica, de algumas substâncias do sangue. Em conclusão, o animal desenvolve alteração fisiológica ao exercício praticado, logo voltando a condição fisiológica normal”.

Responsabilidade Técnica

O Dr. José Henrique Cavicchioli explicou que o responsável técnico de um evento cuida da parte sanitária e de bem-estar. E isso acontece desde a chegada dos animais, sua permanência no local até sua saída. Uma função extremamente importante para o bom andamento dos eventos. Assim, somente um profissional com graduação em medicina veterinária e o registro no CRMV atua como responsável técnico por um evento.

Assim como deve ser certificado em curso no órgão estadual competente. As normas são mais recentes e demonstram grande preocupação dos órgãos com todo o processo. Dr. José Henrique comentou ainda que a ExpoLondrina recebe diversas espécies de animais, desde aves e peixes, até animais de grande porte, como bovinos e equinos. Para cuidar de tudo há uma equipe de dez responsáveis técnicos.

“Cada um com sua especialidade para atender de forma correta cada espécie de animal que adentra o recinto. A entrada de qualquer animal é bem rígida, exigindo todos os exames e declarações necessários a cada espécie, além de terem que estar em condições físicas adequadas. Dentro do recinto, procuramos seguir todas as normativas e a preocupação com o bem-estar dos animais presentes é muito grande.”

Dr. José Henrique Cavicchioli  -Explicou que o responsável técnico de um evento cuida da parte sanitária e de bem-estar, desde a chegada dos animais, sua permanência no local até sua saída, sendo uma função extremamente importante para o bom andamento dos mesmos. Ele ressaltou que para ser responsável técnico por um evento o profissional além da graduação em medicina veterinária e o registro no CRMV, precisa se habilitar através de um curso no órgão estadual competente. Isto foi estabelecido com as normas mais recentes, demonstrando grande preocupação dos órgãos competentes em ter somente pessoas habilitadas a frente deste cargo.  -Ressaltou que a Expolondrina recebe diversas espécies de animais, desde aves e peixes, até animais de grande porte, como bovinos e equinos. Por isso, em cada edição do evento são cerca de 10 responsáveis técnicos, cada um com sua especialidade para atender de forma correta cada espécie de animal que adentra o recinto. “A entrada de qualquer animal é bem rígida, exigindo todos os exames e declarações necessários a cada espécie, além de terem que estar em condições físicas adequadas. Dentro do recinto, procuramos seguir todas as normativas e a preocupação com o bem-estar dos animais presentes é muito grande,”.

Evolução do bem-estar animal em rodeios nos últimos anos

Segundo Alexandre Bolfer, mesmo com as normas anteriores mais flexíveis, por organizar rodeios em grandes eventos e nas principais exposições agropecuárias, há uma preocupação com o bem-estar dos animais de rodeio. Por isso ele não teve tanta dificuldade em se adaptar as novas normas.

“Ao iniciar o planejamento de um evento, minha primeira preocupação é com a estrutura de arena e currais que iremos usar. Também faz parte do planejamento inicial o alojamento e acomodações dos animais, a quantidade de montarias, a logística que vamos ter durante a competição. Entre outras preocupações para que tudo saia conforme as exigências de bem-estar animal”, afirma o empresário.

Como organizador de rodeio, ele é responsável, por exemplo, pela contratação das boiadas e tropas que pulam no evento. Antes de tudo, sua premissa é contratar empresas que tenham compromisso com o bem-estar dos animais e que irão cumprir as normas estabelecidas durante o evento.

“Procuro contratar pelo histórico e busco acompanhar as práticas que estão fazendo em sua propriedade. A preocupação do bem-estar animal deve ser de todos os envolvidos no rodeio”. Bolfer ainda reforça que a diretoria da ExpoLondrina é bem ligado nesse assunto e dá total condição para que isso aconteça. Desde o planejamento do piso da arena, até as instalações e acomodações dos animais.

Com toda a certeza, na visão de Bolfer, houve grande evolução no tratamento dos animais de rodeio nos últimos anos. “Os proprietários estão mais conscientes. Mudaram o comportamento em relação ao passado. Melhoraram o manejo, incluíram novas técnicas. Se aproximaram mais dos animais”.

Por fim, ele falou da importância das equipes especializadas em manejo nos rodeios. “É um trabalho que colabora para o bem-estar dos animais”.

Colaboração: Abner Henrique

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Nutrição de potros na desmama garante o desenvolvimento adequado dos cavalos

Dieta balanceada é fundamental no primeiro ano de vida do animal

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Os primeiros 12 meses de um cavalo são decisivos. É nesta fase que o potro deve atingir cerca de 70% de sua altura e é quando define estruturas fundamentais para uma vida atlética, como ossos, tendões e articulações. Mas para que o crescimento do animal seja completo, é preciso cuidado especial com a nutrição. Um processo de desmame bem feito, acompanhado com uma ração balanceada, é primordial para um crescimento adequado e saudável do equino.

De acordo com a médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal, Claudia Ceola, até o 4º mês de vida, o criador já pode, e deve, introduzir a ração na dieta do potro. “A partir dessa fase, o leite da égua começa a diminuir em quantidade e qualidade. A ração deve ser introduzida para suprir as exigências nutricionais e já ir adaptando o potro para a fase de separação da mãe”, explica. Claudia recomenda que o desmame seja feito a partir do 6º mês, de forma lenta. “Não deve ser um processo brusco, o potro pode permanecer no local onde está acostumado, de preferência com outros cavalos da mesma idade e suas mães. Quem é retirada é a égua, desta forma o potro fica mais seguro e continua ambientado”, orienta.

Muitos criadores acreditam que a oferta de pasto é o suficiente para as necessidades do potro, porém, a também médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi, Natália Telles Schmidt, explica que o sistema digestivo dos potros exige atenção especial. “Até os 18 meses de vida, o intestino do cavalo não está colonizado pela microbiota adequadamente e a absorção de fibras é baixa, por isso, somente uma ração balanceada é capaz de oferecer o que o animal precisa nesta fase” alerta. Natália explica, ainda, que o potro de até 12 meses precisa de uma nutrição específica, rica em proteína com correto perfil de aminoácidos e com equilíbrio entre lipídeos e carboidratos solúveis. “A ração para potros é bem diferente da destinada aos cavalos adultos. Indicamos que o alimento seja composto de pelo menos 17% de proteína e por três aminoácidos essenciais, lisina, treonina e metionina”, explica.

Sinais de má nutrição

Assim como acontece com outras espécies, o cavalo já nasce com uma pelagem e deve fazer a troca até o 4º mês, em média. “É comum encontrarmos potros de 8, 9 meses com a pelagem de quando nasceram quando se tem uma pobre nutrição. Juntamente com a qualidade do casco, desenvolvimento e déficit em ossatura, esses são sinais de que a nutrição ofertada não está atendendo as exigências do animal”, explica Claudia. De acordo com a veterinária, existem outros sinais comuns de que o potro não está recebendo nutrientes adequadamente, entre eles estão o abdome abaulado, perda de musculatura e baixa altura de cernelha.

“Nem mesmo uma boa lactação é suficiente para garantir a nutrição nesta fase. É preciso oferecer uma suplementação junto com o volumoso para que o potro se desenvolva adequadamente”, alerta Natália. A veterinária ainda afirma que, se o potro recebe um aporte menor de nutrientes nessa fase, pode ser que ele não alcance a altura geneticamente potencial.

As duas veterinárias são unânimes em dizer que a palavra de ordem, quando o assunto é nutrição de potros é o equilíbrio. “Um animal subnutrido terá prejuízo no desenvolvimento, mas o excesso também é prejudicial. O sobrepeso é algo que merece atenção também”, completa Claudia.

Por: Centro de Comunicação / Bruna Robassa | Suelen de Paula

Fotos: Pixabay

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Cocheira suja traz doenças ao seu cavalo

Higiene deve ser realizada diariamente para evitar a proliferação de vírus e bactérias que podem adoecer seu cavalo

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A higienização correta das cocheiras é fundamental para a garantia da saúde, qualidade de vida e desempenho dos cavalos.

Um dia que você se esqueça de realizar a higienização da cocheira é suficiente para transformar o espaço em um local nocivo aos cavalos, pois o acúmulo de fezes e urina colabora para a proliferação de diversas doenças.

A limpeza da cocheira deve ser realizada minuciosamente e diariamente. Os resíduos de fezes e urina devem ser retirados de duas a três vezes por dia. Todo o esterco retirado deve ser depositado em um esterqueira, longe da baia ou pavilhão para evitar a presença de moscas.

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Os cochos e bebedouros devem estar bem limpos. Retire diariamente todo o resto de comida que ficou do dia anterior, limpando com uma escova e água corrente. Essa limpeza deve ser realizada após cada refeição, assim você evita que comida velha apodreça no cocho e seja ingerido pelo animal.

Fique atento ao bebedouro. Eles também devem ser higienizados diariamente. Os modelos de cimento acumulam mais sujeira que os de ferro, plástico ou fibra e são mais difíceis de limpar.

Apesar das teias de aranhas prenderem os insetos, não é aconselhável deixa-las no cocho. Para realizar a limpeza, não utilize vassouras comuns. Utilize uma “vassoura” de fogo – um tipo de maçarico ou lança-chamas ligado a um botijão de gás -, passando-o lentamente no teto do cocho e nas paredes para retirar todas as teias e espantar os insetos.

Cuidado com a rede elétrica. Procure a ajuda de um especialista para realizar a limpeza a fim de evitar acidentes.

Dê atenção as camas

Se a cama utilizada na sua cocheira for de serragem, areia ou maravalha, você precisa dar ainda mais atenção a higiene. O acúmulo de fezes e urina atrai moscas e contribui para a proliferação de micro-organismos causadores de diversas doenças.

A urina dos cavalos possui muito amônia, o que deixa o espaço ainda mais fétido.

Este cenário pode contribuir para o desencadeamento de doenças pulmonares nos cavalos como a Obstrução Aérea Recorrente (OAR) e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), afecção muito frequente em cavalos atletas que provoca a diminuição da performance, intolerância ao exercício, dispneia expiratória, tosse e perda de peso nos casos crônicos.

Por isso, a recomendação é a limpeza e retirada dos materiais que tiveram contato com a urina e fezes do animal.

Além disso, mensalmente ou a cada 45 dias, troque toda a cama do cavalo.

Uma opção mais segura são as camas de borracha, pois garante uma melhor drenagem da urina e permitem uma limpeza mais fácil do local.

Indiferente do material escolhido, procure manter o espaço sempre bem limpo para garantir a saúde e o bem-estar do seu animal.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

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Saúde Animal

Mutação em gene responsável por nanismo em pôneis é descoberta no Brasil

Pesquisadores da Unesp de Botucatu realizaram a pesquisa e desenvolveram um teste para detecção do problema

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Uma boa notícia para o setor equídeo brasileiro. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu/SP, encontraram em um gene de cavalos uma mutação causadora de uma forma de nanismo que pode levar à morte embrionária ou ao nascimento de animais com problemas respiratórios, alimentares e de crescimento ósseo. Além da descoberta, descrita na revista Scientific Reports, os pesquisadores desenvolveram um teste para detecção do problema, de forma a evitar que a mutação seja passada adiante em cruzamentos.

“A enfermidade, conhecida como nanismo condrodisplásico, apresenta elevada prevalência em criadouros de equinos de raças pônei, uma vez que a seleção de animais de pequena estatura foi acompanhada pelo aumento da prevalência de mutações genéticas associadas a alterações musculoesqueléticas”, conta José Paes de Oliveira Filho, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-Unesp) e coordenador do estudo.

O trabalho integra o projeto Estudo clínico e molecular do nanismo do tipo condrodisplásico em equinos da raça Mini-Horse no Brasil, financiado pela FAPESP, e é um dos resultados do doutorado e Danilo Giorgi Abranches de Andrade na FMWZ – Unesp.

Oliveira Filho explica que um grupo de equinos de baixa estatura é identificado pela palavra pônei, mas que esta não significa necessariamente uma raça de cavalo. “Existem diversas raças de pônei no mundo, sendo uma delas a Mini-Horse brasileira. Além dos relatos nas raças pônei, o nanismo também já foi descrito em equinos da raça Friesian”, conta o pesquisador.

As características fenotípicas mais evidentes, e que ajudam a diferenciar os animais afetados dos saudáveis, são a baixa estatura, o corpo desproporcional com alterações cranianas, prognatismo (mandíbula projetada para frente) e membros tortuosos.

Mutação

“Quatro mutações causadoras do nanismo condrodisplásico já haviam sido descritas antes do início da nossa pesquisa e estão localizadas no gene aggrecan. Porém, a genotipagem de animais clinicamente afetados provenientes de fazendas no interior de São Paulo não detectou nenhuma dessas mutações, o que nos levou a suspeitar de que haveria outra mutação ainda não descrita nesse ou em outro gene”, explica Andrade.

Os pesquisadores então sequenciaram o RNA mensageiro codificado pelo gene dos equinos com nanismo condrodisplásico à procura de alterações genéticas que pudessem explicar o fenótipo dos indivíduos afetados. Foi encontrada uma substituição de uma base nitrogenada que acarretava a troca de um aminoácido por outro e, consequentemente, na perda de função da proteína codificada pelo gene e no aparecimento dos sinais clínicos.

Além disso, levando em consideração as frequências alélicas das cinco mutações, o estudo estimou que a prevalência de equinos da raça Mini-Horse clinicamente afetados (anões/homozigotos) e de carreadores da mutação (heterozigotos) no Brasil foi de 15,4% e 47,7%, respectivamente.

Os pesquisadores patentearam um teste capaz de identificar o genótipo e buscam parceiros para comercializar o produto, que vai ajudar criadores a selecionar os acasalamentos e a evitar que a mutação seja passada para as próximas gerações.

“Como a doença apresenta caráter autossômico recessivo, mesmo os progenitores que apresentam fenótipo normal podem ser portadores da mutação. A implementação desse teste será imprescindível na orientação dos acasalamentos de animais destinados à reprodução, podendo diminuir a prevalência e a ocorrência do nanismo condrodisplásico, evitar o nascimento de cavalos anões, perdas de matrizes e potros e, consequentemente, favorecer o bem-estar animal nas criações de cavalos de raças pônei”, encerra Oliveira Júnior.

Por: Agência Fapesp

Fotos: Divulgação

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Manejo de vermifugação é peça-chave para a saúde e o desempenho dos cavalos

Sem aplicação de soluções adequadas, doenças parasitárias podem prejudicar o desempenho dos animais

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A equinocultura é uma atividade em alta no território brasileiro. Em 2020, por exemplo, o rebanho de cavalos no Brasil cresceu 1,9% em relação a 2019, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, criar equinos com cada vez mais qualidade é uma prioridade para os produtores.

Por isso, a vermifugação é um manejo essencial para estes animais, a fim de garantir a saúde e o bom desempenho deles, em qualquer atividade às quais são submetidos. “As doenças parasitárias representam uma das maiores ameaças aos equinos, pois afetam diretamente a qualidade de vida e o desempenho desta espécie”, explica o médico-veterinário, Guilherme Ito.

Os sintomas mais comuns nos cavalos parasitados variam entre diminuição do apetite, comprometimento na absorção de nutrientes, com eventual perda de peso, lesões de pele, pelo arrepiado e seco, prurido anal, cólicas recorrentes, diarreias com sangue ou sem e desidratação. Dependendo da gravidade da infecção, o animal pode vir a óbito.

“O manejo de vermifugação nos equinos deve ser realizado periodicamente, iniciando aos 60 dias em potros e repetindo a aplicação de vermífugo a cada dois ou três meses. Em animais adultos, a indicação é repetir doses com intervalo de três a quatro meses”, recomenda o médico-veterinário.

Fazer o acompanhamento dos animais por meio de exames parasitológicos de fezes é essencial para verificar a eficácia do tratamento e, consequentemente, garantir o controle das doenças parasitárias.

“Os cuidados com os equinos não devem parar na vermifugação. Nutrição e vacinação são dois pontos essenciais para a saúde destes animais, além da atenção que deve ser dada para a limpeza dos ambientes frequentados pelos cavalos, dessa forma reduzindo as chances de contaminação”, finaliza o médico-veterinário.

Por: Equipe Cavalus

Fotos: Divulgação

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Quiropraxia em potros traz resultados satisfatórios e melhora na qualidade de vida

Adoção da técnica é recomendada dias após o nascimento e repetida a cada três meses

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A aplicação da quiropraxia em potros tem trazido resultados muito positivos à animais que nascem com algum tipo de alopatia ou mesmo para auxiliar o animal nesta nova etapa de sua vida.

Segundo a médica veterinária e quiroprata Dr. Camila Morandini a técnica pode ser adotada nos animais logo após o nascimento, promovendo benefícios significativos. “A aplicação da técnica em potros traz equilíbrio corpóreo ao animal, uma vez que hoje, com a evolução da técnica tratamos a musculatura que é a responsável por sustentar todos os ossos do animal e não mais os ossos propriamente dito”, explica a profissional.

O recomendado, ressalta Dr. Camila, é o animal receber a primeira sessão de quiropraxia logo nos primeiros dias de vida, e repetir a cada 3 meses.

Escoliose

Um dos casos de sucesso reportados pela veterinária é o de uma potra com uma escoliose muito severa que foi diagnosticada pelo veterinário da propriedade logo nas primeiras horas de vida. Após a realização de uma ultrassonografia, veio a confirmação do resultado.

Segundo o veterinário responsável pelo haras, Dr. Tulio de Carvalho Freitas, a potra da raça Margalarga Marchador, ao nascer, apresentou o problema. Inicialmente, ele acreditou que se tratava de uma fratura em uma das costelas ocasionada no parto. Entretanto, após a ultrassonografia, foi constatado que ela não tinha nenhuma quebradura. “Com isso, acionei a Dr. Camila, pois já conhecia os benefícios da quiropaxia para animais que praticam esportes” afirma Dr.Freitas.

“O veterinário me ligou assim que foi diagnosticado e com apenas dois dias de vida, iniciamos o tratamento”, pontuou Dr. Camila.

Com apenas uma sessão, a potra recuperou a postura e hoje, segundo Dr. Freitas, se observarmos ela ao pasto, junto de outros animais é impossível imaginar o problema que ela teve.

“Um caso bem interessante, eu particularmente nunca tinha visto algo assim. Neste em específico, até a Dr. Camila imaginou que iríamos apenas melhorar sobrevida da potra, mas nunca imaginaríamos que teríamos o resultado que tivemos. Hoje ela praticamente não tem mais nada”, comemora o veterinário.

Hoje, segundo o veterináro do haras, a potra está praticamente curada

Rapidez no diagnóstico

O sucesso do tratamento, explica a profissional, foi resultado do diagnóstico precoce feito pelo veterinário e a rapidez com que a equipe a chamou para iniciar a quiropraxia. “Os ossos da égua ainda eram muito molinhos, cartilagem, e com isso conseguimos, aos poucos, sem força e sim com técnica, moldar sua coluna para que ela pudesse ter uma vida normal”, ressalta Dr. Camila.

Segundo ela, se a técnica não fosse aplicada logo no início, os resultados não teriam sido tão satisfatórios. “Muitos alunos vieram me consultar sobre casos em que não foram obtidos sucessos como o dela, e expliquei que isso se deu em virtude do tempo que demoraram para iniciar o tratamento. É uma luta contra o relógio, quanto mais demoramos para diagnosticar, menores as chances de cura”, finaliza Dr. Camila.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Saúde Animal

Estação de monta com baixa eficiência?

Para especialista primeiro passo é diagnosticar o motivo e corrigi-lo para a próxima ser mais produtiva

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A estação de monta está chegando ao fim para algumas raças. É hora de avaliar os resultados obtidos e preparar os animais para a próxima.

Se sua égua ainda está vazia ou seu garanhão não atingiu as expectativas quanto
à reprodução, é hora de avaliar quais foram os erros ou quais são as patologias existentes neles, para tratar os animais e prepará-los para a próxima estação.

Conversamos com o especialista em reprodução equina, o médico veterinário Orpheu de Souza Ávila Júnior para saber quais são os principais problemas enfrentados por criatórios com estações de monta ruim e como solucioná-los para a próxima.

Segundo o especialista o primeiro passo é diagnosticar qual foi o problema, se é patológico ou mesmo uma questão de manejo.

Machos

Em machos, explica, um dos problemas enfrentados é a degeneração testicular que resulta na redução da produção espermática ou, até mesmo, na interrupção total dela. Acomete mais os garanhões com idade avançada. A doença pode ou não ser tratada, de acordo com a gravidade do quadro.

Além de patológico, o problema pode ser no manejo, seja na frequência da coleta do sêmen, diluente, entre outros.  “Hoje existem algumas técnicas que podem ser aplicadas para melhorar a qualidade do sêmen. Se é um sêmen resfriado, por exemplo, quando ele chega ao local de destino, se não estiver tão bom, ele pode ser manipulado para melhorar a qualidade antes de inseminar a égua”, explica.

Fêmeas

Entre as matrizes, o problema mais enfrentado é a endometrite que pode ser aguda ou crônica, uma inflamação no endométrio do animal. Pode ter causas diversas e levar as éguas à subfertilidade ou a infertilidade total.

Alguns animais, explica o especialista, são mais suscetíveis a essa condição devido à sua anatomia, idade ou histórico reprodutivo.

No caso da endometrite crônica, é uma doença muito difícil de trabalhar, pois não é possível eliminar o problema, tem que conviver com ele e tentar manejá-lo da melhor maneira possível durante a estação.

O criador, afirma o veterinário, precisa ter ciência que a égua tem esse problema e durante a estação tomar as medidas cabíveis nestes casos para evitar a inflamação.

Hoje, aponta o especialista, existem anti-inflamatórios modernos que podem ser administrados para o tratamento da endometrite que não atrapalham a ovulação do animal. Outra ferramenta que pode auxiliar no controle da inflamação é o PRP – Plasma Rico em Plaquetas, que evita o acúmulo de líquido no útero, entre outros. “O veterinário precisa se antecipar para que a égua não desenvolva a inflamação e/ou infecção e possa assim, ter um ciclo produtivo com embriões ou prenhes”, pontua.

Ainda segundo Dr. Orpheu, se o animal tiver um problema de baixa imunidade por ser velha, por exemplo, ou um problema anatômico como uma fibrose nas cervix que não permite essa limpeza normal do útero, este acaba se tornando um meio propício para o aparecimento do problema” ressalta Dr. Orpheu.

Baixo índice de ovulação

Existem ainda éguas que possuem um baixo índice de ovulação, com vários ciclos com folículos anovulatórios. “Nestes casos, precisamos diagnosticar o motivo. Se é uma questão hormonal ou nutricional para tratarmos antes da próxima estação”, afirma.

Ainda segundo o especialista, essa estação já está chegando ao fim, não tem mais ações que possam ser realizadas para corrigir os erros ou patologias, mas é uma ótima oportunidade para diagnosticá-los e trata-los para que a próxima estação seja mais produtiva.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação/Pixabay

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Saúde Animal

Quais são os cuidados essenciais que devemos ter com os cavalos?

Separamos algumas dicas para você manter a saúde e o bem-estar do seu animal sempre em dia

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Você que acabou de comprar um cavalo e está animado com o novo membro da família, sabe quais são os cuidados essenciais que devemos manter para o animal potencializar seu desempenho e se estar sempre saudável?

Assim como nós humanos, os cavalos possuem necessidades básicas que devem ser mantidas, como a prática de exercícios físicos, fornecimento de uma alimentação balanceada e cuidados no que diz respeito à higiene e limpeza.

Comece pela baia

O primeiro passo é providenciar uma baia. Além de proteger o animal do clima e promover seu bem-estar, as baias oferecem conforto e por isso, devem estar sempre bem cuidadas.

Elas devem permitir a movimentação do animal, por isso devem ter 4×4 metros, com uma porta com, no mínimo, 2m20 por 1m40 de largura.

O cocho de ração e de água devem estar em sentidos opostos para que o cavalo não acabe molhando a comida, diminuindo sua qualidade.

Existem dois tipos de pios: impermeáveis e permeáveis. O piso impermeável deve ter um sistema de drenagem auxiliar com inclinações para que a urina e água possa correr para fora da baia. Eles são confeccionados em concreto (um dos mais comuns, devido à durabilidade e fácil manutenção) ou de borracha.

Já os pisos permeáveis são produzidos com areia, carvão, cascalho, entre outros materiais que ajudam a promover o movimento da água para baixo.

Lembrando que o cavalo é muito sociável e não gosta de ficar isolado. O contato visual com outros animais ameniza o problema quando o confinamos em uma baia.

Qual é o tipo de alimentação ideal?

A alimentação ideal do cavalo deve conter feno, grãos, sais, minerais e aveia. Ela deve ser oferecida em pequenas porções várias vezes ao dia, com o fornecimento contínuo de água limpa e fresca sempre à disposição, além de estar com as proporções corretas de nutrientes.

Você ainda pode oferecer volumosos e concentrados enriquecidos com vitaminas, proteínas e outros componentes necessários para o bom desenvolvimento do animal. A proporção correta deve ser administrada pelo seu veterinário de confiança, pois elas podem variar de acordo com o animal, idade e peso.

Cascos dos cavalos merecem uma atenção especial

Os cascos do animal precisam de cuidados especiais para evitar calos e infecções que possam causar problemas ao cavalo.

O casqueamento protege os cascos do equino e corrige os aprumos. O casco, assim como a unha dos humanos, cresce cerca de 8,5 milímetros por mês. Com isso, o ideal é realizar o casqueamento mensalmente.

Os pelos também merecem atenção

Os pelos dos cavalos é um requisito essencial para o animais que participam de exposições e apresentações, por isso, precisam estar sempre bem cuidados.

A escovação dos pelos do animal é um momento de contato entre animal e criador, que estimula uma relação de confiança entre eles.

Escove seu animal com uma escova com cerdas mais duras após uma cavalgada, pois retira a sujeira grossa mais facilmente, além de relaxar a musculatura do animal com os movimentos.

Se estiver muito quente, aproveite para realizar uma ducha, pois promove o relaxamento além de mantê-lo sempre limpo e com os pelos brilhantes.

Cuidados com a vacinação

Assim como as crianças, mantenha a vacinação do seu cavalo sempre em dia, pois a maior parte das enfermidades pode ser evitada se o programa de vacinas for seguido à risca.

Lembrando que, para realizar a vacinação, os cavalos devem estar livres de parasitas, por isso é preciso vermifugar com frequência.

Com isso, mantenha uma visita periódica do veterinário para que ele possa te instruir quanto as datas corretas para a vacinação e a aplicação do vermífugo.

Os dentes do cavalo merecem atenção

A saúde dos equinos também começa pela boca, por isso a manutenção periódica dos dentes com um especialista é fundamental, pois desordens orais são responsáveis por 10% dos atendimentos veterinários em cavalos.

Equinos com problemas nos dentes podem sofrer com perda de peso, descarga nasal, aumento da agressividade, acumulo de alimentos na boca, dificuldades de mastigação e aumento de volume na face e mandíbula.

Animais que ficam confinados precisam de uma atenção ainda maior, pois sua dieta é baseada em grãos processados e feno, que são mais macios e proporcionam um menor desgaste dental. Os dentes dos equinos não param de crescer e precisam deste desgaste para se manter no tamanho ideal.

O recomendado é que o animal receba a visita de um especialista pelo menos duas vezes por ano.

Vale ressaltar que os cavalos que possuem a saúde bucal em dia respondem melhor aos comandos na hora de montar, além de estar em plenitude para oferecer todo o seu potencial.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Pixabay/ Fleepik

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Saúde Animal

Calor aumenta incidência de moscas que podem propagar doenças nos cavalos

Máscara anti-mosca protege o animal, prevenindo enfermidades

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Moscas nos olhos dos cavalos podem causar irritação no globo ocular e doenças irreversíveis. E o tempo quente, significa mais moscas

Com a chegada do calor, as moscas começam a aparecer nos pastos e a incomodar os cavalos. Mais do que estressar os animais, elas podem irritar e inflamar os olhos e trazer doenças, como Habromenoze, também conhecida como ferida de verão, uma doença propagada pela larva da mosca, que se aloja no canto do olho ou na terceira pálpebra, causando uma ferida no órgão, promovendo a queda de rendimento do animal.

Olhos do cavalo são os maiores, se comparado à outras espécies terrestres, e com isso, são mais suscetíveis à problemas. Por isso, os criadores precisam estar atentos a este problema das moscas e proteger os animais.

A MReis é uma empresa especializada em acessórios equinos que trazem bem-estar não apenas ao cavaleiros, mas aos cavalos, e possui um linha especial de máscaras protetoras contra moscas.

Segundo Marco Reis, proprietário da marca, são máscaras especiais, desenvolvidas para todos os perfis de cavalo, desde os mais mansos, que aceitam colocar qualquer tipo de acessório, até os mais agitados, que não aceitam.

A marca possui quatro tipos de máscaras: Véu de Mosca, Máscara Anti-mosca de Elastano, Máscara Anti-mosca Fly Mask e a Máscara Anti-mosca Longa Fly Mask.

A Véu de Mosca é presa no cabresto e a medida que o animal de movimenta, os cadarços da “franja” se movimentam espantando as moscas. Pode ser utilizada em animais encocheirados como também em pasto.

O modelo anti-mosca fabricado em elastano se adapta perfeitamente ao rosto do cavalo de maneira confortável. A tela de poliéster ao redor dos olhos e orelhas permite uma visão clara do animal. Este modelo também possui uma versão com tecido estampado.

A Máscara Anti-mosca Fly Mask além de proteger das moscas, ameniza a incidência solar no rosto do animal. Fabricada em tela, não atrapalha a visão do cavalo, é confortável, resistente e de fácil colocação e limpeza. O modelo possui lã na parte do focinho para maior conforto e fechamento em velcro com regulagem. 

Máscara Anti-mosca Longa Fly Mask também oferece proteção contra moscas e ameniza a incidência solar na região, protegendo as orelhas, narinas e olhos do cavalo. A máscara de mosca é fabricada em tela, não atrapalha a visão do cavalo, confortável, resistente, e de fácil colocação e limpeza. Possui fechamento em velcro e elástico que possibilita uma melhor regulagem.

Todos os modelos podem ser encontrados no site da MReis.

INFORME PUBLICITÁRIO

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação/Arquivo

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Saúde Animal

Problemas odontológicos prejudicam a eficiência dos cavalos

Odontologista equino Dr. Thiago Horwarth explica como manter a saúde dentária dos animais em dia

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Seu cavalo apresenta algumas reações com a cabeça durante o trabalho?

Não responde adequadamente aos comandos do cavaleiro?

Não está se alimentando direito, principalmente de capim ou feno?

Está com as fezes muito fibrosas?

Sofre com cólicas frequentemente?

De acordo o odontologista equino Dr. Thiago Horwarth estes são sinais tardios que seu animal pode estar com problemas dentários instalados. “O indicado para a maioria dos cavalos é que o tratamento odontológico seja realizado uma vez ao ano, para manutenção de uma boa oclusão e prevenção de complicações”, recomenda Dr. Horwarth.

Segundo o odontologista os cavalos têm um tipo de dentição diferente da humana. Eles são hipsodontes, ou seja, seus dentes estão sempre crescendo e erupcionando. Ao mesmo tempo, o contato entre os dentes superiores e inferiores (maxilares e mandibulares) durante a mastigação, leva ao desgaste dos dentes.

Esse equilíbrio entre crescimento e desgaste dos dentes é essencial para que os animais possam ter uma mastigação adequada e, consequentemente, um bom aproveitamento dos alimentos.

“Por isso, os cavalos que não realizam o tratamento odontológico periódico podem apresentar vários tipos de problemas, incluindo dificuldade para se alimentar, perda de peso, reações com a cabeça durante o trabalho, problemas comportamentais, entre outros”, alerta Dr. Horwarth.

Tratamento preventivo

Como os equinos possuem o crescimento contínuo dos dentes, o tratamento periódico evita esses desequilíbrios entre crescimento e desgaste e suas consequências negativas, proporcionando maior conforto durante a mastigação e o trabalho, além de promover melhor qualidade de vida e bem-estar.

“Nos equinos este tratamento preventivo é ainda mais importante devido ao manejo alimentar dos cavalos domésticos ser consideravelmente diferente do que vimos na natureza, pelos animais que são montados estarem sujeitos ao uso de embocadura – freio ou bridão – que tem relação de proximidade muito grande com os dentes, entre outros pontos que afetam a dentição deles”, ressalta o odontologista.

Apesar do recomendado ser uma visita anual ao dentista, o especialista pontua que em alguns casos em que já existem desordens de oclusão, fraturas dentárias ou outros problemas que requerem uma atenção maior, pode ser necessário um tratamento em períodos mais curtos.

Como abrir a boca do cavalo para limpar os dentes?

Não é uma tarefa fácil abrir a boca de um cavalo sem que ele esteja bem sedado e com equipamento adequados. E é uma tarefa quase impossível para um leigo ter acesso aos dentes pré-molares e molares, principais responsáveis pela mastigação, para realizar algum tipo de limpeza.

O mais importante, comenta o especialista, é fornecer uma alimentação de qualidade, principalmente volumoso, e manter o tratamento odontológico em dia para que o seu cavalo tenha uma oclusão dentária bem ajustada. Dessa forma, o próprio processo de mastigação realiza a limpeza dos dentes.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Saúde Animal

Como promover a alta performance esportiva do animal durante as provas

Segundo o médico veterinário Hélio Itapema, mais que treinamento, os animais precisam de atenção para render o esperado nas competições

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Como promover a alta performance esportiva do animal durante as provas

Para os cavalos, o momento das provas é tão importante quanto o preparo e os treinamentos. Assim como os atletas humanos, eles precisam de cuidados especiais para garantir sua alta performance esportiva.

Segundo o médico veterinário Hélio Itapema, o manejo correto do animal com a adição de fisioterapia, massagem, gelo, entre outros, são muito importantes para o cavalo neste período de provas.

A massagem, por exemplo, realizada por um médico fisioterapeuta, relaxa as tensões na musculatura do animal, melhorando o fluxo de sangue e auxiliando no bem-estar.

Levar o animal para a ducha após as provas, além de remover a sujeira e o suor do cavalo, também contribuem para resfriar e acalmar os tecidos, relaxando o animal e o deixando menos excitado.

Os usos de ligas de descanso ajudam a aquecer os tendões e ligamentos, proporcionando o relaxamento. “Além disso, elas evitam as chances de uma lesão durante o transporte”, explica o veterinário.

Outro ponto importante ressaltado pelo veterinário é a hidratação do cavalo após a prova. “É muito importante observar o animal e, caso necessário, procurar o médico veterinário responsável pela prova ou o clínico que atende o cavalo para realizar a hidratação dele”, frisa o especialista.

O conforto na cocheira também é muito relevante para o animal. Segundo Dr. Hélio, um bom fornecimento hídrico e de alimentação, além da manutenção da rotina do cavalo durante as provas, são importantes para a recuperação muscular.

A adição de suplementos para conseguir uma boa recuperação muscular, principalmente após os exercícios, também é interessante. “Lembrando que eles participam de vários dias de provas que acabam promovendo um estresse oxidativo muito grande, por isso é muito bom ter um carregador de radicais livres que você consegue à base de suplementos. Reforçando que estes suplementos devem ser prescritos por médicos para não ter problemas com os exames antidoping” alerta.

Cuidado com o uso de analgésicos

Segundo o médico veterinário Hélio Itapema a adição errônea de analgésicos pode levar o animal a ter lesões irreversíveis, que podem ocasionar na aposentadoria permanente do cavalo.” Alguns analgésicos são responsáveis por 70, 80% das lesões catastróficas em cavalos de corrida, por exemplo, causando a aposentadoria permanente no animal após o uso inadequado do medicamento, pois eles tiram a dor, fazendo com que o cavalo vá além da performance, desenvolvendo lesões permanentes”, alerta o veterinário.

Além de todos estes cuidados, Dr. Hélio faz um alerta quanto a preparação do cavalo. “Ele precisa estar 100% para participar das provas. Se o animal chegar com apenas 50% não adianta realizar todas essas orientações, pois ele não vai conseguir render além da sua capacidade “, finaliza.

Por Camila Pedroso
Crédito da imagem: Divulgação/Pixabay

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