Saúde Animal

Cavalos: conformação, proporção e equilíbrio

Um animal funcional tem uma boa conformação, um bom equilíbrio e proporções adequadas para seu bom desempenho

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Em primeiro lugar, para entender melhor como lidar com os cavalos, temos que entender os sinais emitidos por eles e como abordá-los de maneira segura. Em seguida, vem a avaliação no que diz respeito à conformação ou morfologia. Bem como equilíbrio e proporções, visando sempre a sua função, não sói a esportiva, mas também de lazer.

Antes de mais nada, independente de raça e função, todo o corpo do cavalo, sem contar pescoço e cabeça, fazem parte de um quadrado. E porque isso? A resposta está diretamente ligada ao cavalo que queremos para as atividades de esporte e lazer. Um animal funcional tem uma boa conformação, um bom equilíbrio e proporções adequadas para seu bom desempenho.

Um animal funcional - cavalos - tem uma boa conformação, um bom equilíbrio e proporções adequadas para seu bom desempenho.

Proporções

Na avaliação morfológica (conformação) dos cavalos, definimos a proporção como sendo as relações entre as diversas regiões do corpo e o conjunto formado por elas. O equilíbrio é, portanto, se as partes do corpo, observadas em conjunto, são adaptadas a função a que ela se destina, como sela, esporte ou tração.

Avalia-se proporção corporal de um equino a partir de indícios que evidenciem relações entre as medidas de comprimento, de perímetro e de peso. Método que utilizado há várias décadas no estudo das proporções dos cavalos, baseando-se no comprimento da cabeça.

Entre outras, apresenta as seguintes relações:

  • A altura da cernelha e na garupa.
  • O comprimento do corpo, equivalem a duas vezes e meia o comprimento da cabeça.
  • Comprimento do pescoço e da escápula (paleta) apresentam o mesmo valor do comprimento da cabeça.
Um animal funcional - cavalos - tem uma boa conformação, um bom equilíbrio e proporções adequadas para seu bom desempenho.

Equilíbrio

É um aspecto muito importante na análise morfológica de um cavalo. Em resumo, uma boa distribuição da massa muscular na parte anterior e posterior do cavalo é uma manifestação de equilíbrio.

O equilíbrio tem relação, basicamente, com a conformação do esqueleto do cavalo. Principalmente a sincronia e alinhamento de suas angulações. Todo e qualquer desequilíbrio na estrutura óssea é severamente agravado pelo peso do animal. Assim como, o peso do cavaleiro com as exigências dos comandos (manobras) principalmente nas provas hípicas em geral.

Essas são informações úteis em todos os momentos que se fizerem necessárias avaliações do cavalo. Avaliação esta que servirá inclusive na hora de comprar um animal, evitando levar para casa um animal com problemas que sempre passam despercebidos aos olhos da emoção do futuro proprietário.

Por Roger Clark
Médico Veterinário | Juiz e Inspetor Zootécnico ABQM e ABC PAINT | Consultor em Comportamento e Bem-Estar Animal
Crédito das fotos: Pixabay e Arquivo Pessoal

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Saúde Animal

Importância da vacinação de equinos contra influenza e tétano

Se não forem bem tratadas, abrem portas para outras doenças oportunistas e podem levar o animal a óbito

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Influenza e tétano são importantes enfermidades que acometem os equinos. Responsáveis, sobretudo, por consistentes prejuízos no mercado equestre. Ambas comprometem bastante a saúde dos animais.

Se a influenza equina não for bem tratada, por exemplo, abre a porta para outras doenças oportunistas. Em outras palavras, levam, inclusive, à perda do animal. O tétano também é fatal. Por isso, é importante entender o que são, como se manifestam e quais as consequências das duas doenças para o plantel.

Influenza equina

A causa da influenza equina é um vírus de mesmo nome. Uma doença endêmica em diversos países. Ou seja, doença infecciosa que afeta significativamente uma certa região ou população. É altamente contagiosa e se aloja nas vias aéreas superiores e inferiores dos equinos.

Por conseguinte, causa alta morbidade e baixa mortalidade. Contudo, resulta em broncopneumonia por infecções secundárias bacterianas. E chega a ser fatal, particularmente em animais jovens. Em qualquer destas situações implica prejuízos econômicos significativos aos criadores.

Equinos de todas as raças e idade, não vacinados e sem exposição prévia ao agente infeccioso estão susceptíveis. A doença ocorre pela contaminação dos animais pelo vírus, por via aérea na forma de aerossóis, em ambientes contaminados.

Os animais sintomáticos apresentam febre, tosse seca não produtiva, corrimento nasal, conjuntivite, inapetência, apatia e depressão. Em contrapartida, a pneumonia é comum em potros não vacinados.

Tétano

Já o tétano é uma doença infecciosa causada pela ação das toxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani. Este micro organismo está presente no ambiente em forma vegetativa ou esporulada.

A bactéria penetra em feridas abertas, liberando toxinas que impedem a liberação de neurotransmissores importantes para o relaxamento muscular. De acordo com estudos, a taxa de mortalidade chega a 80% em equinos não vacinados.

Os animais sintomáticos apresentam rigidez muscular, tremores, prolapso de 3ª pálpebra, cauda em bandeira, orelhas eretas ou cruzadas. Bem como dilatação das narinas, dispnéia, dificuldade de mastigação e deglutição e cauda em bandeira.

Se a Influenza e tétano não forem bem tratadas, abrem portas para outras doenças oportunistas e podem levar o animal a óbito

Vacinação de equinos contra influenza e tétano

Promover a vacinação dos animais periodicamente é o modo mais eficaz de evitar essas doenças. Para isso, o mercado conta com vacinas compostas pelos vírus inativados da Influenza Equina (vírus A-equi-1 e A-equi-2) e toxóide tetânico.

O imunizante proporciona imunogenicidade, que é a capacidade de desencadear resposta imune a partir da formação de anticorpos. E também antigenicidade, capacidade de interagir com anticorpos. Em alguns casos, vacinas confirmadas em estudo na espécie alvo e aplicada em potros, fêmeas prenhes e animais adultos.

Por exemplo, equinos previamente negativos para anticorpos neutralizantes receberam três doses da Get-Vacina Syntec. O intervalo foi de 30 dias, avaliados logo após coleta de sangue dos animais antes de cada dose.

Misturou-se o soro colhido dos animais vacinados com os vírus utilizados para elaboração da vacina. Incubados em cultura de células MDCK até o controle dos vírus (sem soro animal) apresentar o efeito citopatogênico.

A saber, os soros colhidos dos animais, antes da inoculação da primeira dose da vacina, não apresentaram títulos detectáveis de anticorpos neutralizantes (≤ 100). Por isso, a OIE – World Organization For Animal Health recomenda um aumento no título de quatro vezes ou mais relação aos controles negativos.

Os resultados obtidos mostram a capacidade da vacina em desenvolver anticorpos (imunogenicidade), assim como de reagir com os anticorpos induzidos após vacinação (antigenicidade) de forma específica nos equinos vacinados.

No caso, após a primeira dose da vacina, o soro apresentou um aumento de 15 vezes o título de anticorpos neutralizantes estipulados pela OIE e, após a 3ª dose, este valor aumentou ainda mais 4 vezes.

Conclui-se, portanto, a importância da vacinação de equinos contra influenza e tétano.

Colaboração: Fernando Santos, gerente nacional de vendas da Unidade de Negócios Bovinos e Equinos da Syntec
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels

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Saúde Animal

Como evitar que as micotoxinas interfiram na saúde do seu cavalo

A contaminação por fungo, como as micotoxinas, também podem afetar o desenvolvimento dos equinos

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Os equinos são animais que, apesar de serem grandes e robustos, são sensíveis como qualquer outro. Principalmente às contaminações por fungos, como a micotoxina. Então, o que fazer para que elas não interfiram na saúde do seu cavalo?

Em primeiro lugar, é importante que o criador entenda que esta contaminação é séria. E, além disso, acarreta muitos prejuízos para o desempenho do animal e para seu bolso.

As micotoxinas são substâncias tóxicas e consideradas algo natural, resistente e invisíveis ao olho nu. O problema está justamente aqui. Por ser algo natural, as micotoxinas são encontradas em diversos locais. Nas pastagem, nas rações, nas forragens e até nos materiais utilizados para as ‘camas’ do animal.

Hoje, há centenas de tipos de micotoxinas e o verão é a estação ‘perfeita’ para se desenvolverem. Portanto, é importante garantir que o local de armazenagem da silagem, forragem, fenos, pré-secados e rações esteja sempre livre de umidade. Preserva, assim, a saúde do seu cavalo e não deixa produto exposto à temperatura elevada.

O consumo de micotoxinas, mesmo que em baixos níveis, gera um impacto muito grande na saúde dos equinos. E, consequentemente, nos custos da criação. Uma vez que o cavalo é intoxicado, pode apresentar reduções significativas na imunidade.

Do mesmo modo que afeta ainda a taxa de prenhez, a eficiência produtiva e reprodutiva, além de poder causar perdas embrionárias e, em casos mais extremos, levar o animal a óbito.

A contaminação por fungo, como as micotoxinas, também podem afetar o desenvolvimento dos equinos, assim como a saúde do seu cavalo

Doenças provocadas pela micotoxinas:

Em éguas: gestação prolongada, abortos, separação prematura do córion, placenta espessada, retenção de placenta, redução no consumo do alimento, cólicas, morte embrionárias e atraso nas taxas de prenhes.

Em potros: baixa transferência de imunoglobulina, potros fracos, aumento nos índices de pneumonia de aspiração e de casuística de natimortos e mortes súbitas.

Para evitar que o animal seja contaminado, é imprescindível oferecer um complemento nutricional balanceado para uso com forragens. Além destes complementos serem naturais, ou seja, à base de uma cepa específica de levedura, conseguem ligar a maioria das micotoxinas existentes e excretá-las do organismo animal, proporcionando maior segurança à dieta.

Este tipo de complemento proporciona incremento calórico e proteico à dieta, vitaminas, macro minerais e micro minerais de fontes nobres, como o Cobre e o Zinco Quelatados e o Selênio Orgânico.

Colaboração: Cláudia Ceola | Médica Veterinária e Supervisora Técnica de Equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Saúde Animal

Artrite séptica e osteomielite: por que os neonatos são tão susceptíveis?

Neste artigo assinado por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus, você fica sabendo mais detalhes sobre esse processo inflamatório do tecido ósseo causado por bactérias

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A artrite séptica e a osteomielite representam graves ameaças à vida do potro, bem como ao seu futuro atlético.

Patogênese

Nos neonatos, a infecção de uma articulação geralmente ocorre via disseminação hematógena, durante um quadro transitório ou persistente de bacteremia. A bactéria chega a diferentes órgãos e tecidos do neonato, incluindo ossos e articulações, através da corrente sanguínea.

Pneumonias, diarreias, infecções umbilicais e placentites podem ser as patologias primárias que favorecerão o desenvolvimento da artrite séptica ou da osteomielite mais tarde. Há risco, inclusive, de infecção de múltiplas articulações e osteomielite simultânea, o que é incomum no adulto.

Por esses motivos, todo potro deve ser examinado de forma completa para que se descarte outras afecções que podem estar associadas ao quadro ortopédico.

Colonização articular facilitada

A membrana sinovial e o osso subcondral dos neonatos são altamente vascularizados. O vasos são muito permeáveis, têm baixo fluxo e baixa pressão sanguínea. Essas características facilitam a translocação e deposição de bactérias nesses tecidos.

Além disso, até 7 a 10 dias de vida o risco é ainda maior. Afinal, o potro possui vasos transfiseais, que facilitam a propagação das bactérias da através da epífise para o osso subcondral e superfície articular.

Sendo assim, a bactéria se propaga a partir do osso subcondral da epífise para a cartilagem e então para a cavidade sinovial. Conforme a epífise “amadurece”, esses vasos transfiseais regridem e a incidência desse tipo de infecção diminui.

Fatores de risco

Sobretudo, potros prematuros ou dismaturos, potros que demoram a se levantar após o nascimento e aqueles que falham em absorver adequadamente as imunoglobulinas presentes no colostro apresentam maior risco de desenvolver infecções ósseas e articulares.

A falha de transferência de imunidade passiva (FTIP) é o maior fator de risco associado à bacteremia. Um estudo indicou que o risco de desenvolvimento de artrite séptica é de 78% em potros com FTIP.

Além disso, até 45% dos potros com septicemia podem desenvolver algum tipo de doença ortopédica infecciosa.

Prevenção

Práticas de manejo simples como garantia de acompanhamento do parto, imunização através do colostro, desinfecção adequada do coto umbilical e higiene do ambiente podem reduzir significativamente a incidência de todas essas doenças.

Texto: Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus

Instagram: @pro.equus | E-mail: pro.equus@terra.com.br | Telefone: (11) 99918 – 3403

Crédito da foto: Divulgação/ProEquus

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