Saúde Animal

Células tronco em animais atletas

Tratamento com células tronco é algo promissor e contribui em uma recuperação mais rápida de um cavalo atleta

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Células tronco em animais atletas

Os animais que participam de competições envolvendo atividades físicas, em especial os equinos, têm sua performance levada ao limite, o que pode acarretar diversos tipos de lesões resultando na queda do seu desempenho esportivo, impedindo-o de se manter competitivo.

As terapias tradicionais se limitam a minimizar o processo inflamatório e a dor, não atuando na regeneração do tecido lesionado e resultando, frequentemente, na formação de cicatrizes com a perda parcial ou total da função tecidual, podendo ocasionar, em vários casos, a prematura ‘aposentadoria’ do animal.

Um bom exemplo são as lesões tendíneas, nas quais a cicatriz é constituída de fibras menos organizadas e uma menor concentração de colágeno. Esta conformação resulta na não restauração da morfologia e força do tendão o que, consequentemente, o torna mais suscetível a novas lesões. As terapias tradicionais permitem que o animal se recupere, porém, a qualidade do tecido não será a mesma, possibilitando a ocorrência de reincidi-las.

Terapia com células tronco

A terapia com células tronco disponibilizada pela Celltrovet tem demonstrado uma considerável melhora na funcionalidade do tecido lesionado, assim como uma acentuada redução no tempo de recuperação do animal. Esse é o grande enfoque e diferencial do tratamento com células tronco: qualidade tecidual.

As células tronco são encontradas em todos os tecidos do organismo, sendo responsáveis pela sua manutenção durante toda a vida do animal. Devido a sua capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares, quando reintroduzidas no organismo, adquirirem a função de qualquer tecido, estas células apresentam um forte potencial nos processos de regeneração tecidual. Desta forma, têm despertado um grande interesse na medicina regenerativa.

Devido à dificuldade de se curar algumas injúrias ou doenças de alta incidência com as tecnologias atuais, os profissionais da área de veterinária vêm se mostrando interessados no desenvolvimento, conhecimento e aplicação de novas metodologias. O tratamento com células tronco vem surgindo como uma nova e bastante promissora tecnologia, visando a melhoria da qualidade de vida dos animais. Embora não percebamos, a terapia celular já faz parte do nosso cotidiano há bastante tempo, uma vez que, tanto a transfusão sanguínea, como o transplante de medula óssea, nada mais são do que terapia celular.

A área envolvendo a terapia com células tronco aplicada a medicina veterinária é relativamente nova. A primeira empresa com foco em equinos a atuar neste ramo foi a americana VetStem. A britânica VetCell, segunda empresa a ser fundada, atua até hoje apenas no mercado equino.

É importante ressaltar que as células tronco não são milagrosas, ou seja, elas poderão não ter uma atuação efetiva em algumas doenças, sendo não recomendadas em animais acometidos por neoplasias e infecções. Por isso, é extremamente importante que seja feito uma triagem criteriosa dos animais que serão submetidos a esse tipo de terapia, de forma a determinar sua viabilidade ou não.

Finalidade

Na terapia com células tronco, as células são utilizadas tanto com a finalidade de reparar, regenerar e recuperar o tecido lesionado como de diminuir o processo inflamatório e a formação de fibrose. As células tronco, dependendo do ambiente que se encontram, irão dar origem a células nervosas, cartilagíneas, células ósseas, musculares, entre tantas outras, substituindo a célula doente, por uma célula nova e saudável!

Embora as células tronco tenham o potencial de dar origem a diversos tipos celulares, quando introduzida no músculo, por exemplo, ela irá dar origem a musculo e não a osso. Isso ocorre devido ao ambiente apresentar fatores que irão ‘dizer’ para a célula tronco em que tipo celular ela deverá se transformar. As aplicações poderão ser feitas diretamente no local como, por exemplo, em tendão lesionado ou sistêmica no caso de lesão neurológica.

Tempo

Tal procedimento leva aproximadamente de 3 a 4 semanas. Sendo uma população de células tronco homogêneaa, as células se diferenciam de forma uniforme para os diferentes tipos celulares possibilitando uma efetiva e ampla substituição das populações de células deficientes e/ou danificadas presentes no tecido lesado, além de não expor um animal, já debilitado, a um procedimento cirúrgico, visando obter o fragamento do tecido adiposo do qual serão obtidas as células tronco, o qual pode levar o animal a óbito.

Para se obter de dois a quatro milhões de células tronco, são necessários aproximadamente sete dias. Um tratamento em 72 horas só pode ser feito de forma autóloga, pois, embora as células tronco não sejam reconhecidas pelo sistema imunológico, as outras células mononucleares que estarão presentes em grande quantidade irão ser reconhecidas iniciando um processo de rejeição.

Neste caso, se realiza uma terapia celular, ou seja, aplica-se um ‘pull’ de células (células tronco + células mononucleares) o que tende a resultar em uma menor eficiência do tratamento. Em uma real terapia com células tronco utiliza-se praticamente apenas células tronco, ou seja, um produto não ‘contaminado’ com outros tipos das células.

Por Dra. Renata Avancini Fernandes – Médica Veterinária, Mestre e Doutora em Cirurgia pela UNESP, especializada em Clínica Médica Regenerativa

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Cuidados pós-prova com cavalos é um dos pontos do bem-estar animal

Ter um cronograma de provas, manter bom condicionamento físico do animal, aliado a boa alimentação e hidratação é fundamental ao cavalo atleta

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Cuidados pós-prova com cavalos é um dos pontos do bem-estar animal

O ano de 2021, ainda foi atípico com relação aos eventos equestres, com mudanças de datas no calendário e alguns adiamentos, devido a Covid-19. E para o cavalo Quarto de Milha, não foi diferente. Houve algumas alterações de data, e um espaço mais curto de tempo entre uma prova e outra, mas nada obstruiu o sucesso dos eventos.

O 42º Potro do Futuro, 14ª Copa dos Campeões, 7º Derby e 4º Juvenil do Quarto de Milha, finalizado no dia 17 de outubro, em Araçatuba (SP), mostrou a sua força, pois foram 8.304 inscrições, 1.438 competidores com 2.522 animais em pista nas 18 modalidades disputadas. E uma premiação histórica de R$2 milhões.

O Congresso Brasileiro também teve números expressivos, com 8.761 inscritos, 1.246 competidores e 2.187 animais. Já o Campeonato Nacional do Cavalo Quarto de Milha contou com números recordes de 11.309 inscrições, 1.438 competidores e 2.837 animais, provando a grandiosidade e força da raça.

Esses são apenas números do evento oficiais, porém o calendário de prova ficou bem apertado quando levamos em conta as provas oficializadas de todas as modalidades que antecederam ou foram realizadas entre as datas dos oficiais.

Para tanto, o animal tem que estar preparado para acompanhar e ter um bom desempenho em pista. Para isso, é necessário um bom condicionamento físico, aliado com hidratação, alimentação balanceada e suplementação de forma adequada, além de um bom manejo alinhado a todos esses cuidados.

“Durante as competições, há uma grande exigência física dos animais, pois além da aptidão física, cada vez mais requerida em excelência durante as provas, os cavalos são submetidos ao transporte, algumas vezes por longas distâncias, além de todo o estresse da mudança de ambiente e de rotina no manejo”, esclarece Caio Barros, Médico Veterinário e Coordenador de Desenvolvimento de Produtos de Equinos da Vetnil.

“Para auxiliar na recuperação desses animais, pode-se utilizar produtos anti-inflamatórios e relaxantes musculares que ajudarão na recuperação de músculos, tendões e ligamentos, bem como oferecer um suporte nutricional adequado, com eletrólitos, antioxidantes (selênio e vitamina E), além de aminoácidos de cadeia ramificada que auxiliam na recuperação e reestruturação das fibras musculares que foram inevitavelmente lesionadas durante o exercício. O acompanhamento de um fisioterapeuta veterinário também pode auxiliar na recuperação do animal de forma mais rápida e eficaz”, ele complementa.

Durante e após a participação de provas, principalmente desses grandes eventos, é fundamental estar atento aos cuidados com seu animal.

E vale lembrar que nestes principais eventos da ABQM, há um plantão veterinário 24h gratuito para atendimento do que for necessário, além das clínicas veterinárias especializadas. Os médicos veterinários responsáveis pelo plantão são Dr. Reinaldo de Campos e Dr. Sérgio Portilho, que contam com o apoio de 15 estagiários.

De acordo com Dr. Reinaldo, os principais atendimentos realizados são: cólica, claudicações e desidratações. “Realizamos nesse último evento 67 atendimentos, um número considerado normal, todos com sucesso e dentro do parque, apenas um animal acometido com síndrome cólica necessitou ser encaminhado ao hospital, mas com dois dias de tratamento conservativo foi liberado. E, dentre esses, um animal suturado que se machucou no transporte”.

A equipe do plantão veterinário e a ABQM sempre orientam alguns cuidados para retorno dos animais, como não administrar ração antes do transporte e fazer fluidoterapia antes e após viagem.

“Também sempre orientamos que, durante as competições, aos animais que forem submetidos a altas cargas de esforço, seja feita fluidoterapia de rotina.”, pontua Dr. Reinaldo.

Ações Vetnil na ABQM

Indo ao encontro desses cuidados com os animais, ainda mais em Araçatuba, onde as temperaturas são elevadas, a Vetnil esteve presente com o Pit Stop Equinos. A ação dá suporte aos animais presentes no evento, com aplicação do Geloflex® e administração do Hemolitan® Booster JCR.

A empresa também patrocinou o espaço do plantão veterinário de atendimento gratuito, cuja estrutura proporcionou mais agilidade aos profissionais no atendimento.

“Trabalhávamos com um tronco, esse evento foram dois, um usamos exclusivamente para os atendimentos de cólica e outro para fluidoterapia e gelo. Também tivemos um espaço social, onde os proprietários podiam esperar os animais serem atendidos. Agradeço à Vetnil e ABQM, que tornaram o que já estava bom, ótimo.”, comentou Dr. Reinaldo.

Equipe no atendimento do Potro do Futuro ABQM

Parceiros Vetnil

Os cuidados adequados e com acompanhamento são fatores que, com certeza, levam ao bom desempenho em pista, como no caso dos parceiros Vetnil que se destacaram. Entre eles, está a família Gonzales, que a maioria das colocações nas categorias de Cinco Tambores e na Maneabilidade durante a Copa dos Campeões.

Também é parceiro Vetnil o campeão da categoria mais disputada Potro do Futuro Aberta, Décio Talon, além dessa grande conquista, também esteve no pódio no Derby e na Copa dos Campeões.

Colaboração: Cavalus Comunicação Equestre
Crédito e legenda da foto: Plantão 24h do evento com orientação para cuidados e com atendimento aos animais/Divulgação/ABQM (Gerson Verga)

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Estação de monta equina: planejamento nutricional influencia no ciclo reprodutivo

Cuidados com alimentação, suplementação e manejo precisam ser ainda mais intensos para preparar os equinos para reprodução neste período

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Estação de monta equina: planejamento nutricional influencia no ciclo reprodutivo

O baixo escore corporal das éguas, ou seja, seu peso e composição corporal abaixo do ideal, é a principal causa de insucesso na reprodução desses animais. No Brasil, esse período ocorre entre início de julho e final de janeiro, quando há maior incidência de luz solar e temperaturas mais altas. No cenário atual, em que o país enfrenta um longo ciclo de seca e a pior crise hídrica em 91 anos, os cuidados com alimentação, suplementação e manejo precisam ser ainda mais intensos para preparar os equinos para reprodução no período de monta.

Conforme explica a médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal, Natália Telles Schmidt, com pouca oferta de pastagem, por exemplo, as éguas tendem a perder peso e, assim, não conseguem ciclar de forma satisfatória entre primavera e o verão, quando já deveriam estar ciclando. “O planejamento nutricional consiste em analisar a área do pastejo versus número de animais, verificar a quantidade de pasto e qual tipo está disponível. E, por fim, confirmar se há recursos financeiros para comprar feno, caso seja necessário”, ressalta a especialista.

Além disso, é preciso escolher um concentrado, tanto para as éguas, quanto para os garanhões, com o objetivo de corrigir o escore corporal. A solução é útil para fazer um reforço nutricional e pode auxiliar na resolução e prevenção de diversos problemas nutricionais com os animais. “Antes de considerar o flushing, técnica utilizada para aumentar a inclusão calórica para uma fêmea conseguir emprenhar, é preciso fazer essa programação alimentar para o ano todo”, acrescenta a médica veterinária da Guabi.

O ideal é que as éguas ciclem quando têm um escore corporal adequado. Essa é uma avaliação que verifica a composição corpórea dos animais. “As fêmeas teriam que chegar na estação de monta com o escore cinco (escala de 1 a 9). Dessa forma, elas vão ganhar peso com o decorrer da gestação e vão parir com uma pontuação maior, por volta de seis, para garantir uma boa lactação”, explica Natália.

Fonte: Guabi Saúde Animal
Crédito das fotos: Pexels

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Xeque-Mate, treinamento que é referência na América Latina, abordou ‘coluna cervical e ombro’ de cavalos atletas em SP

O evento, composto por diversos módulos, conecta médicos veterinários e dissemina conteúdos, técnicas, opções de diagnóstico e tratamentos mais modernos

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Xeque-Mate, treinamento que é referência na América Latina, abordou 'coluna cervical e ombro' de cavalos atletas em SP

“A perfeita oportunidade de aprender muito sobre estas regiões e desmistificar a complexidade anatômica elevada e os obstáculos em sua avaliação clínica e tratamentos.” Assim foi descrito o terceiro módulo do treinamento ‘Xeque-Mate’, realizado de 27 a 30 de setembro de 2021, com o tema ‘Coluna Cervical e Ombro’. Este ano, o curso, que é referência na América Latina, foi realizado em dois formatos: presencial, em Indaiatuba (SP), e online.

De acordo com a Vetnil, patrocinadora diamante do evento, o ‘Xeque-Mate’ agrupa pilares fundamentais para o conhecimento e cria bases sólidas para quem quer mergulhar no mundo do aparelho locomotor dos equinos. “Se um dos problemas mais recorrentes em cavalos está na ortopedia, é preciso se aprimorar para entregar os melhores diagnósticos e tratamentos”, afirma Cristiano de Sá, Diretor de Marketing e Novos Negócios da Vetnil.

A Vetnil vem apoiando este evento há anos com a participação de sua equipe, palestras técnicas e suporte aos congressistas. “Dentro dos vários ramos da Medicina Esportiva de Equinos, a ortopedia/biomecânica é de extrema importância para a avaliação e tratamento correto deste sistema. A Vetnil sempre esteve ao lado da melhoria e aperfeiçoamento da Medicina Veterinária, além de incentivar outros eventos como este”, frisa Cristiano.

Conectando médicos-veterinários

De acordo com a organização, o ‘Xeque-Mate’ é um curso ideal para quem quer adquirir mais confiança e segurança a fim de elevar o nível dos seus diagnósticos, para quem quer ser reconhecido pela qualidade dos atendimentos, para quem quer tomar as melhores decisões, para quem quer ter uma boa reputação, para quem quer criar conexões e para quem quer iniciar ou desenvolver uma carreira assertiva e de muito sucesso.

O curso é liderado pelo MsC. PhD. Dr. Jairo Jaramillo Cárdenas, médico-veterinário especialista em ortopedia equina. Com a Equarter, idealizadora do ‘Xeque-Mate’, ele compartilha conhecimentos adquiridos em estudos e mais de 22 anos de experiência na área. “Conectamos médicos-veterinários que trabalham com equinos com objetivo de disseminar conteúdos, técnicas, opções de diagnóstico e tratamentos mais modernos”, destaca o especialista.

Para Jairo, a educação continuada é o caminho para a evolução da Medicina Veterinária. “O conhecimento anatômico é a base do raciocínio de todas as áreas da Medicina Equina, principalmente quando se associa ao exame físico, ao diagnóstico, à biomecânica, ao tratamento, entre outros. O diagnóstico por imagem se associa 100% à anatomia. A primeira coisa que se deve aprender para fazer diagnóstico animal é o princípio anatômico”, finaliza.

Colaboração: Cavalus Comunicação Equestre
Crédito e legenda da foto: Xeque Mate evento referência para os profissionais do cavalo/
Divulgação – Vetnil

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Leptospirose pode afetar equinos, causando mortes em casos mais graves

Para evitar grandes prejuízos na propriedade, é necessário prevenção contra a doença do rato, como é chamada

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Leptospirose pode afetar equinos, causando mortes em casos mais graves

A leptospirose, doença causada por uma bactéria presente na urina do rato, pode, normalmente, se espalhar através de água suja de enchentes e esgotos. Mas, se engana quem acredita que a doença atinja apenas seres humanos. Por isso, é necessário ter alguns cuidados para evitar a contaminação no haras.

No caso da leptospirose equina, a contaminação ocorre quando a bactéria penetra no organismo através de ferimentos na pele ou mucosa do nariz, boca e olhos. Mesmo com índices baixos, também pode ocorrer transmissão venérea e via transplacental.

A doença pode ser contraída de diversas maneiras, uma delas é o contato com a urina infectada de espécies animais como ratos, bovinos e caprinos. Na fase avançada da doença, as bactérias se alojam nos tubos renais dos animais e posteriormente são eliminadas através da urina.

A partir dessa eliminação ocorre a contaminação da água e vegetação, aumentando as chances de que outros animais também sejam contaminados. Casos de contaminação dos animais podem gerar grandes prejuízos para a propriedade, uma vez que é comum ocorrer abortos e até mesmo a morte dos equinos.

A identificação da doença pode ser feita através da junção de dados epidemiológicos da região e identificação dos principais sintomas clínicos dos equinos. Além disso, são realizados testes microscópicos e testes sorológicos.

SINTOMAS

As manifestações mais comuns, apresentadas nos cavalos, que auxiliam no diagnóstico são: icterícia oftálmica periódica, queda no desenvolvimento esportivo, depressão, hipotermia, anorexia, vômito, febre e, em casos mais graves, abortos.

TRATAMENTO

Na maioria dos casos, os sinais clínicos da doença são identificados somente na fase aguda. O primeiro passo para o tratamento é a realização de exames laboratoriais que viabilizem a identificação da cepa específica de leptospira que causou a doença nos equinos.

Feito a identificação é possível direcionar um tratamento mais eficaz, focado no combate à bactéria e com atenção especial aos efeitos colaterais. Após a sorologia e identificação dos animais portadores da leptospirose equina, os animais serão vacinados, o que evita novos casos no haras.

Para isso, é importante que a propriedade tenha um médico veterinário à disposição. O professional é quem indicará o tratamento específico para cada animal.

PREVENÇÃO

A melhor forma para tratar qualquer doença é a prevenção. É importante estar com a vacina de todo o plantel em dia, já que elas auxiliam na prevenção, sendo fornecidas por profissionais capacitados.

Juntamente, com esse procedimento é preciso controlar a população de roedores e evitar o acúmulo de resto de alimentos, lixos e água nas instalações. Isso favorece o surgimento dos ratos e, consequentemente, o número de casos de leptospirose em equinos.

A realização periódica dos testes sorológicos ajuda na identificação dos animais que precisam de tratamento. Áreas que são comuns a todos os animais devem ser sempre vistoriadas, já que a urina e fezes dos cavalos infectados, descartadas no meio ambiente se tornam fonte de contaminação para outros animais.

Dessa forma, é preciso ter cuidado com as rações armazenadas, sempre que possível deixa em um ambiente fechado e fora do chão. Já que, os roedores costumam ir atrás dos alimentos e urinar por toda parte.

Por Equipe Cavalus
Crédito da imagem: Divulgação/Pixabay

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Five-Panel: exame identifica doenças genéticas no Quarto de Milha e em raças relacionadas

Desde o ano passado, ABQM tornou obrigatória a apresentação do exame das cinco doenças genéticas (FIVE-PANEL), para os garanhões com coberturas após julho de 2020

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Five-Panel: exame identifica doenças genéticas no Quarto de Milha e em raças relacionadas

Desde 2015, todos os garanhões registrados na American Quarter Horse Association – AQHA, devem, obrigatoriamente, ser testados para as cinco doenças, ou Five-Panel. Seguindo o mesmo passo da entidade americana, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha – ABQM, em 2020, tornou obrigatória a apresentação desse exame para garanhões com coberturas após 01/07/2020.

Five-Panel

Mas o que é o Five-Panel e qual a importância desse exame? De acordo com Natalie Lekevicius Costardi, biomédica e Diretora Técnica do Laboratório Allele, o Five-Panel é um exame para equinos que pode detectar mutações genéticas que podem causar cinco tipos de doenças, que são frequentemente encontradas em cavalos Quarto de Milha.

“A detecção dessas doenças podem auxiliar o criador em cruzamentos futuros a fim de evitar o cruzamento de animais que podem gerar um produto afetado por alguma dessas enfermidades”, comenta.

Então, as doenças presentes neste painel são: Deficiência de enzima de ramificação de glicogênio (GBED); Astenia Dérmica Regional Hereditária Equina (HERDA); Paralisia Periódica Hipercalêmica (HYPP); Miopatia de armazenamento de polissacarídeo (PSSM1) e Hipertermia Maligna (MH).

A biomédica ainda explica que o exame pode ser feito junto com a verificação de parentesco antes mesmo do registro do animal. “Apesar disso, o exame pode ser feito a qualquer momento da vida do animal”.

Vale frisar ainda que a parceria do laboratório, com a ABQM, permite uma maior comodidade para associados da entidade que são clientes da Allele.

Por fim, Natalie ressalta sobre a entrega do exame, que tem um prazo de 45 dias, podendo ficar pronto antes do tempo. “O laboratório Allele garante resultados rápidos com atendimento humanizado e os melhores preços do mercado”, finaliza.

Saiba mais em www.allele.com.br | Siga nas redes sociais @allellebiotecnologia

Colaboração: AV Comunicação Equestre
Crédito da foto: Divulgação/Banco de Imagens

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Caso de Febre do Nilo Ocidental é confirmado no Paraná

ADAPAR confirmou a ocorrência no último dia 02; caso foi detectado em uma mula, que faleceu em abril deste ano na cidade de Porecatu (PR)

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Caso de Febre do Nilo Ocidental é confirmado no Paraná

Na última semana a Agência de Defesa da Agropecuária do Paraná – ADAPAR, emitiu uma nota técnica confirmando um diagnóstico positivo de Febre do Nilo Ocidental (FNO) em uma mula. O caso foi detectado no município de Porecatu, no Paraná.

Segundo a nota técnica, a mula, fêmea de seis anos, faleceu em abril deste ano. O animal após atividade de trabalho, apresentou tremores e ataxia nos quatro membros, entrou em decúbito seguido de óbito.

“No dia seguinte foi encontrado mais um animal morto. A necropsia realizada por médico veterinário autônomo revelou lesões no Sistema Nervoso Central, porém a sorologia para encefalomielite equina resultou negativa. Em 15/07/2021 o Centro Diagnóstico Marcos Enriette (CDME) emitiu laudo resultando em sorologia negativa para encefalomielite equina e FNO, porém resultou “detectável” para o gênero Flavivirus. Então as amostras seguiram para o LFDA-MG para diagnóstico de Febre do Nilo Ocidental”, destaca a nota.

Febre do Nilo Ocidental

O vírus do Nilo Ocidental (VNO) é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex. Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus (viremia alta e prolongada) e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. Dessa forma, o homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, uma vez que a viremia se dá por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

Em humanos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre os sintomáticos, a FNO geralmente se manifesta com febre, dor de cabeça, cansaço e vômito, meningite e encefalite. Nos animais pode-se observar sinais decorrentes de encefalite e encefalomielite, anorexia, depressão, ataxia, fasciculação muscular, incoordenação entre outros sinais nervosos.

Por fim, a Febre do Nilo Ocidental pode ser confundida com a raiva dos herbívoros. O período de encubação da doença é de aproximadamente 15 dias e não tem vacina ou tratamento antiviral específico.

Por Heloísa Alves
Fonte: ADAPAR
Crédito da foto: Mario Hagen/Pixabay 

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Botulismo pode causar paralisia de membros e até morte em cavalos

Considerada uma doença que está presente em todo mundo, o botulismo atinge também cavalos de todas as raças

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Botulismo pode causar paralisia de membros e até morte em cavalos

Em primeiro lugar, explicamos que o botulismo é uma enfermidade neurológica causada por bactérias – Clostridium botulinum – em formato de esporos. Essas bactérias estão presentes em forragens, como feno e silagem, que estão mais suscetíveis a reter estas toxinas. Dessa forma, a bactéria pode ser encontrada também nas carcaças de animais.

Sinais do Botulismo

Após entrar no corpo do animal, pela ingestão, se propaga pela corrente sanguínea, a bactéria atinge o sistema nervoso central, inviabilizando a transmissão dos impulsos nervosos. É por isso que os animais portadores destas doenças apresentam, geralmente, debilidade muscular e até mesmo paralisia de parte dos membros.

Outros sinais da doença são salivação excessiva, baixo apetite, alteração no comportamento, tremores musculares, etc. O botulismo pode levar o animal à morte.

Diagnóstico

O diagnóstico passa, em grande parte, pela análise do sangue e fezes, sendo que se o animal não for tratado a tempo pode vir a óbito. A identificação ou diagnóstico concreto do agente causador não é tão fácil, já que os sinais são muito parecidos com outras doenças, como a raiva, por exemplo.

Por isso é recomendado uma análise das fezes e dos alimentos que o animal ingeriu para se ter uma noção mais exata da causa.

Tratamento

Sendo bastante complicado, o tratamento se baseia na internação do animal afetado, que precisa ter uma nutrição especial por meio de intubação, em virtude de sua debilidade.

Então, é necessário em alguns casos ainda que o animal seja mantido suspenso com apoios especiais, além de evacuar e urinar com ajuda manual. Tudo isso atrelado a ministração de medicamentos por meio de soros.

Por fim, a prevenção é composta por alimentação de qualidade, eliminação de carcaças de animais mortos e higienização de ambientes possivelmente contaminados.

Fonte: Equisport
Crédito da foto: Pixabay

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Saúde Animal

Bioclimatologia auxilia na reprodução equina

Bioclimatologia estuda a correlação do clima com os ciclos vitais de animais e plantas

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Chega a estação fria e com ela a ‘estação de monta’. Mas por que isso acontece? E se quisermos cobrir nossas éguas em qualquer época do ano? As respostas para estas dúvidas têm razões técnicas tanto quanto econômicas ou mesmo práticas. Também é preciso levar em conta a grande diversidade climática e geográfica de nosso país.

Muitas destas explicações estão inseridas na área de conhecimento chamada de ‘bioclimatologia’, ou seja, o estudo da correlação que o clima tem com os ciclos vitais de animais e plantas. E, claro, o estudo do clima pertence ao campo da geografia. Juntando algumas pitadas de biologia, já podemos seguir adiante.

Bioclimatologia

A primeira informação a ter em mente é que as éguas são ‘poliéstricas estacionais’. Isto significa que elas têm ciclos estrais periódicos, durante mais ou menos metade do ano. Num artigo de revista, necessariamente temos que generalizar, mas vale lembrar que toda regra tem exceção, e dúvidas ou problemas precisam ser atendidos por um médico veterinário capacitado em reprodução de equinos. Mas, aproximadamente, o ciclo estral das éguas ocorre em intervalos de 21 a 25 dias. A égua fica fértil durante 3 a 5 dias, depois ocorre um intervalo de 18 a 21 dias, e assim sucessivamente, durante a primavera, verão e início de outono. Durante o inverno e nos períodos de transição, ela não cicla ou tem cios fracos, considerados subférteis, por vezes anovulatórias (quando a égua apresenta algum comportamento de cio, porém não chega a liberar um óvulo para possível fertilização).

É elucidativo visualizar estas duas épocas do ano, estro e anestro (= presença e ausência de cio), como duas ondas, com picos negativos e positivos de fertilidade. E os períodos de transição (quando a égua está entrando em anestro ou saindo dele) são os de fertilidade intermediária. Se fizermos uma superposição deste ciclo com um calendário, veremos que, no hemisfério Sul, o pico de fertilidade das éguas corresponde ao mês de outubro. Por que isto acontece?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o fenômeno do anestro não tem relação direta com a temperatura ambiente, e sim com o fotoperíodo, que é a quantidade de luz solar que incide naquele local em 24 horas. No verão escurece tarde e amanhece cedo, no inverno é ao contrário. A geografia nos ensina que, quanto mais próximos estamos dos polos, maior a diferença entre fotoperíodo de verão e de inverno. Seja no polo norte ou no sul, no verão polar há o sol da meia-noite, quando o sol nunca se põe. Já no inverno o sol nunca nasce. No equador, em todos os 365 dias do ano, há doze horas de claridade e doze horas de período noturno. Tal como na maioria dos mamíferos, o mecanismo endócrino dos equinos reage ao aumento ou ao decréscimo do fotoperíodo numa cadeia hormonal que inibirá ou estimulará a produção dos hormônios reprodutivos, principalmente do feedback progesterona x estrógeno.

Ainda dentro dos termos que pertencem à geografia mais do que à medicina veterinária, os solstícios são os dias do ano mais longo (solstício de verão) e mais curto (de inverno). Entre eles, há os equinócios de primavera e de outono, em que, tal qual no equador, há luz durante exatas doze horas.

E, não por coincidência, estas são as datas das mudanças de estação. (A cada uma também corresponde, em cada cultura humana, uma importante festividade popular-religiosa, mas aí já estaremos divagando…). Assim, em datas aproximadas, para o hemisfério Sul:

  • 22 de março: equinócio de outono
  • 22 de junho: solstício de inverno
  • 22 de setembro: equinócio de primavera
  • 22 de dezembro: solstício de verão

De modo que mais ou menos no começo de fevereiro as éguas vão ficando menos férteis, com cios menos pronunciados e mais curtos. Sua hipófise já está reagindo ao progressivo encurtamento dos dias. Por experiência ou conhecimento técnico, todas as pessoas experientes, nos haras, sabem disso, e é por isso que “bate o desespero” para emprenhar aquelas éguas que ainda chegam a janeiro vazias. O anestro em si dura do fim de março até junho, e o pico de fertilidade das éguas se dá no mês de outubro, fenômeno também bem conhecido por todos que já tenham trabalhado ou estagiado em um criatório.

Contudo, nas zonas tropicais a ocorrência do anestro é tanto menos caracterizada quanto mais próximos estivermos do equador. No Brasil, isto significa que na região Sul – para baixo da linha de Sorocaba e Campinas, onde passa o Trópico de Capricórnio – as éguas costumam ter períodos de estro e anestro bem caracterizados, enquanto perto da linha do equador muitas delas nem têm anestro, ciclando o ano inteiro. E para o Brasil Central a resposta é “depende”, incluindo desde fatores genéticos a nutricionais, e também da maneira como o manejo reprodutivo é conduzido no criatório.

Mas tudo na natureza ocorre em ciclos. Até mesmo as plantas entram em dormência total ou parcial no inverno, quando quase não crescem, para que seu metabolismo, e também o solo, possam descansar e se regenerar. A alternância entre anestro e estro nada mais é do que uma possibilidade para que o organismo entre em descanso fisiológico, e que o potro seguinte nasça mais forte e bem formado. O mais tardar neste ponto é que devemos começar a pensar se um excesso de manipulação por meio da biotecnologia pode trazer prejuízo à qualidade de animais de nosso criatório.

De fotoperíodo artificial a tratamento hormonal, já existem muitas possibilidades de manter as éguas ciclando o ano inteiro – e, conforme explicado acima, em algumas regiões do Brasil elas irão ciclar naturalmente mesmo. Mas se o aparelho reprodutor entrar em exaustão fisiológica, as consequências podem ser potros menores e menos resistentes, ou ainda quebra na produção de leite – tanto no caso das matrizes (mães biológicas) quanto das receptoras (barrigas de aluguel), das quais ainda falaremos mais para frente.

Aqui como em quase tudo na vida, é necessário buscar o equilíbrio entre quantidade e qualidade. A antiga máxima de “dois potros a cada três anos” pode ser válida, ainda que haja éguas que nos brindam com um potrinho a cada doze meses, relojinhos reprodutivos, sempre gordinhas e boas leiteiras. Mas aqui a chave está na predisposição individual, não na ‘forçada’ artificial.

Curiosamente, o ciclo hormonal acontece também com os garanhões, ainda que em menor intensidade. Isto foi verificado em garanhões PSI destinados a acompanhar a estação de monta tanto no hemisfério norte quanto no sul. Já que nesta raça a única forma aceita de reprodução continua sendo a monta natural, ao término de uma temporada os sementais eram (e em alguns casos ainda são) embarcados para servir as éguas na outra metade do globo, com a intenção de maximizar a produção destes valiosos animais.

Passariam, por exemplo, seis meses do ano na Inglaterra e os outros seis na Austrália, ou ainda poderiam se alternar entre Brasil e Estados Unidos. Em tese, vivendo apenas no verão, a hipófise estimulada por longas horas de incidência de luz solar, os garanhões teriam contínua produção elevada de sêmen de boa qualidade. Só que… na prática, a partir do segundo ano a fertilidade e até a libido destes garanhões começava a decair. É que a eles não era permitido o descanso fisiológico sazonal, correspondente ao comportamento natural da espécie.

Isto também pode servir de alerta sobre o uso excessivo ou mal direcionado do fotoperíodo artificial em éguas, por exemplo, pretendendo que elas comecem a ciclar muito antes do que seria natural. E vale também para os casos de importação de matrizes e reprodutores de um hemisfério a outro: é natural que eles sejam sub ou até inférteis durante o primeiro ano de suas novas vidas.

Ano hípico

O ano hípico é um artifício criado que de certa maneira respeita esta sazonalidade dos nascimentos dos potros. Ao mesmo tempo, ele dá maior uniformidade às gerações de animais novos, o que é tanto mais importante quanto mais jovens eles começarem a competir. E também permite maior eficiência no fluxo de trabalho dos serviços de registro ginealógico das Associações de Criadores.

No hemisfério Sul, o ano hípico vai de 01 de julho a 30 de junho, e no hemisfério Norte, corresponde ao ano-calendário. Em algumas raças, notadamente no puro-sangue inglês, isto significa que todos os potros daquela geração compartilham o mesmo aniversário, no nosso caso, o dia 01 de julho. Mesmo que em seus documentos seja registrada sua data real de nascimento, para efeito de formação de categorias ou de “turmas”, como se diz nas corridas, é considerado que tenham nascido no início da temporada. Vem daí a expressão ‘mal nascido’: um potro nascido no final de janeiro ou fevereiro será agrupado com animais quatro a seis meses mais velhos do que ele.

Lá na frente, quando forem cavalos maduros, estes meses não farão nenhuma diferença, mas numa categoria de conformação ao cabresto de, por exemplo, potros de 12 a 18 meses, ou em estreantes nas pistas de corrida com dois anos de idade hípica, é uma diferença imensa, que apenas pelo efeito óptico, sem nem falar das desvantagens físicas reais (“aquele pequenino no meio dos grandões”) já chega a desvalorizar o produto. É por isso que nos haras de corrida o manejo reprodutivo começa bem cedo, antes do pico real de fertilidade, para que as éguas deem à luz seus potros o mais próximo possível do dia 01 de julho do ano subsequente. Lembrando que a gestação dos equinos é de onze meses e alguns dias, e que um nascimento em junho em tese faz com que o potro se torne “muito mal nascido”, no finalzinho da geração anterior. E antes que alguém pergunte, as visitas-surpresa dos inspetores das Associações existem sim…

Se deixarmos a natureza seguir seu curso, veremos que o maior índice de coberturas bem-sucedidas acontecerá em outubro, portanto, com grande parte dos nascimentos se dando em setembro do ano seguinte. Bioclimatologicamente falando, isto faz todo o sentido do mundo, pois o pico de crescimento das gramíneas se dá entre novembro e janeiro, coincidindo com o ápice de produção leiteira das éguas, do segundo ao quarto mês de vida do potrinho. Nesta fase os futuros campeões das pistas chegam a ganhar dois quilos de peso por dia – tudo isso vindo do leite de suas mães, ou das éguas receptoras, o que a esta altura dá no mesmo.

Mesmo que seja adotado o creep feeding, ou outra maneira de fornecimento de ração aos potrinhos, nesta idade eles ainda não ingerem quantidades importantes de concentrado. O mesmo se destina principalmente a fazer o condicionamento fisiológico do aparelho digestivo para a futura mudança de dieta. E somente uma égua bem nutrida dá leite de boa qualidade em quantidade suficiente, e as pastagens são o alimento principal dos equídeos. A natureza é sábia. Isto vale também como lembrete para o fato de que a super-alimentação da égua no final da gestação e logo após o parto não apenas é desnecessária, mas pode ser até prejudicial, com o risco de resultar em cólicas e laminites. Já por volta do segundo mês pós-parto, a produção leiteira da égua chega a vinte litros diários (!!), e aí sim a nutrição dela merece nossa atenção plena, sob pena de comprometer o desenvolvimento do futuro cavalo atleta.

Por Claudia Leschonski, MV
Crédito da foto: Jean Alves/Pexels

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Saúde Animal

Saiba como preparar o seu cavalo para o retorno ao trabalho

Cavalos devem ter preparo especial para o retorno das atividades de trabalho

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Saiba como preparar o seu cavalo para o retorno ao trabalho

Antes de mais nada, temos que avaliar o estado nutricional do cavalo. Eles podem estar muito acima do peso, fruto da falta de exercícios e/ou do excesso de ração, ou podem estar abaixo do peso, pois muitas vezes ficam um ou dois meses soltos com pouca ou nenhuma ração.

No primeiro caso temos que voltar com o cavalo paulatinamente, pois os músculos e articulações sofrem com o sobrepeso, o que pode originar lesões muito graves. No caso dos animais magros, temos também que respeitar seus limites, pois animais debilitados podem não render o esperado, e estar mais preguiçosos.

Porém, o mais importante é que não façam mudanças bruscas neste momento, o aumento brusco ou mesmo a mudança brusca na relação volumoso – feno, alfafa e capim – / concentrado –ração-, podem gerar distúrbios digestivos graves.

Devemos também verificar se o animal apresenta externamente sinais de contusões ou ferimentos e ectoparasitas (carrapatos). Um exame da boca dos cavalos também se torna importante, já que dentes pontiagudos ou ferimentos podem atrapalhar e muito o treinamento.

Outro aspecto fundamental é uma revisão detalhada dos cascos e/ou ferraduras. Não se deve reiniciar o treinamento sem que o animal tenha sido atendido por um ferrador.

E, finalmente, um exame de sangue, de preferência analisado por um veterinário. Também seria recomendável a visita deste veterinário antes do reinicio do treinamento, para uma avaliação mais detalhada e profissional.

Assim, seguidos estes itens básicos teremos reduzido significativamente as chances das prazerosas férias se tornarem um pesadelo. E que a temporada 2018 comece!!!!

Por Dr. Hernani Azevedo Silva Neto
Médico Veterinário – Especialista em medicina esportiva
Crédito da foto: Kaboompics.com/Pexels

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Saúde Animal

Saiba como preparar o seu cavalo para estação de monta

Organização e conhecimento são fatores determinantes para o sucesso da estação de monta

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Saiba como preparar o seu cavalo para estação de monta

Considerados animais estacionais, os equinos manifestam o comportamento sexual em apenas uma época do ano, quando há uma incidência maior de luz. Denominada estação de monta, o período tem início na primavera, onde os dias são mais longos e com uma quantidade maior de luz natural.

Dessa forma, é importante que os cuidados para uma boa reprodução equina sejam tomados antes, para que no final da estação de monta sejam colhidos bons resultados. Além disso, é necessário entender o que é, o que fazer antes e durante a estação de monta.

Assim sendo, separamos algumas dicas de como preparar os animais reprodutores para essa época.

Preparação

Quando planejada de forma correta, a estação de monta pode ser proveitosa para os criadores que desejam ótimos índices de reprodução. Porém, inicialmente, é necessário realizar alguns procedimentos, que apesar de serem considerados básicos, são de extrema importância.

O primeiro passo na preparação é avaliar a condição reprodutiva dos animais. Para os garanhões, têm alguns procedimentos de rotina a serem realizados, entre eles está o exame andrológico, que tem o objetivo de avaliar a fertilidade e a quantidade de sêmen dos reprodutores.

O processo de armazenamento de sêmen precisa ser eficiente, já que nesta etapa pode haver perda da qualidade do material coletado. Neste processo, é necessário estar atento a escolha da utilização do sêmen, entre congelado, resfriado ou fresco, além do transporte.

No caso das éguas, é fundamental aplicar alguns exames e rotinas de manejo. Deve ser feito o exame ginecológico para obter a identificação do ciclo estral durante a estação de monta. O diagnóstico ginecológico, contribui na separação das matrizes e das receptoras.

Ainda no preparo das éguas, especialmente as mais velhas, é preciso fazer o acompanhamento ultrassonográfico do útero, uma avaliação ginecológica através de uma citologia uterina para que, se em caso de alguma patologia, se antecipe o tratamento e ela entre na estação de monta em plenas condições reprodutivas.

Escolha do animal

A escolha adequada dos animais é um fator determinante para o sucesso da estação de monta. Você pode apostar em machos e fêmeas que possuam alto padrão genético e com características desejáveis ao criador. Além disso, é essencial que esses animais tenham uma linhagem condizente com a espécie.

Suplementação

A célula espermática que começa a ser produzida hoje só estará pronta daqui a 60 dias, ou seja, o máximo de efeito que se consegue de benefícios com a suplementação vem 60 dias depois de iniciada. O que não quer dizer que o efeito virá somente daqui 60 dias, mas sim que ele vai melhorando gradualmente o sêmen desse garanhão com esse período.

Biotécnicas Reprodutivas

Esperar apenas pela monta natural, sem o auxílio de nenhuma biotécnica, pode não gerar tanta eficiência. Já que o principal objetivo das técnicas de reprodução é o melhoramento genético do plantel e reduzir o tempo entre as gestações de forma segura, a utilização de biotécnicas reprodutivas pode ser aliada nisso. As principais utilizadas são: palpação retal, avaliação reprodutiva, transferência de embriões, inseminação artificial, aspiração folicular, ultrassonografia veterinária e sexagem fetal.

Limpeza

A limpeza do pênis também é muito importante, com o repouso sexual, os animais costumam acumular sujeira e a carga bacteriana torna-se muito grande, sendo importante lavar o pênis do animal. Não é necessário usar nenhuma substância germicida, apenas água, para diminuir essa carga de contaminação que eventualmente pode ser levada para dentro do útero da égua.

Testagem de Diluentes

Este é o período ideal para fazer o teste no ejaculado desses garanhões, que serve para definir o qual é o melhor diluente para cada animal. O ejaculado coletado pode ser dividido em quatro partes e submeter, todas as partes, em testes para ver qual o melhor para aquele indivíduo.

O diluente de sêmen serve para proteger de contaminação bacteriana, fornecer energia extra para o espermatozoide para que ele viva por mais tempo e para protegê-lo de temperaturas adversas.

Efetivação do Embrião

Por fim, desde o momento em que o embrião é retirado da doadora ele é passado num meio de embrião holding. Após passar por um processo de limpeza, nutrição e proteção esse embrião é transferido para a receptora. Depois de todos esses cuidados e da confirmação da prenhez, é só aguardar o período de gestação. Que é de aproximadamente 11 meses e o nascimento do tão desejado potro.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Bas Masseus/Pexels

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