Antimicrobianos potentes e de rápida ação são de extrema importância para o sucesso no tratamento das doenças infecciosas em equinos

O agronegócio é responsável por uma grande porcentagem do total de riquezas produzidas no Brasil. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o total de renda gerada no país pelo Agronegócio tem se mantido entre 20 a 25% ao longo dos anos.

A equideocultura faz parte do segmento e, apesar de ainda pouco explorada, tem aumentado sua participação no Brasil. Segundo dados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, o número de equinos passou de 4.541.833 em 2006 para 5.312.076 cabeças em 2013.

Devido ao crescimento e importância dos equinos no mercado mundial, o setor de medicamentos veterinários para essa espécie atingiu um faturamento de 23,9 bilhões de dólares em 2014. A perspectiva é que esse mercado continue crescendo, sendo que o Brasil já é o segundo maior em faturamento, atrás apenas dos Estados Unidos.

tratamento das doenças infecciosas em equinos
Lesão no membro posterior de equino: (esq) primeiro dia de tratamento; (dir) cinco dias de tratamento)

Com relação a distribuição do mercado por classes terapêuticas, segundo o SINDAN (2014), os antimicrobianos respondem por 16% do mercado de medicamentos no Brasil. Esse número nos mostra que a prevalência de doenças infecciosas nos animais tem sido alta nos últimos anos.

As doenças infecciosas que acometem os equinos podem ser de diversas origens e levar a problemas respiratórios (pneumonia e pleuropneumonia), problemas hepáticos (abcesso hepático e hepatite), problemas gastrointestinais (diarreia e enterite), problemas no aparelho urinário (nefrite e cistite), no aparelho reprodutivo e glândula mamária (metrite, endometrite e mastite), além de outros acometimentos, como artrite séptica, endorcardite e sepse.

Os equinos são considerados animais sensíveis com relação às doenças que os acometem, sendo, normalmente, mais prolongados os seus tratamentos e recuperação. Por isso, a busca por antimicrobianos potentes e de rápida ação são de extrema importância para o sucesso do tratamento das doenças infecciosas nesta espécie.

tratamento das doenças infecciosas em equinos
Lesão no membro anterior de equino: (esq) primeiro dia de tratamento; (dir) cinco dias de tratamento)

Um dos princípios ativos já utilizados por médicos-veterinários para tratamento das doenças infecciosas em cavalos era Amicacina. No entanto, por não ter na indústria veterinária, ela tinha que ser adquirida da indústria farmacêutica humana, com dificuldade e alto custo. Pensando nisso, a Ourofino lançou a primeira Amicacina Veterinária do Brasil, o Pareun.

O Pareun é composto por 33,7% de Amicacina, que é um aminoglicosídeo, sendo o princípio ativo mais potente desta classe terapêutica. Por ter característica de ser concentração-dependente este medicamento atinge a concentração máxima na corrente circulatória em menos de duas horas. Isso permite que a infecção seja rapidamente contida e a recuperação dos animais seja mais rápida.

O Pareun tem amplo espectro de ação, atuando sobre as principais bactérias causadoras das doenças infecciosas que foram relatadas anteriormente: Escherichia coli, Enterobacter aerogenes Klebsiella pneumoniae, Listeria monocytogenes, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella newport, Salmonella typhimurium, Serratia marcescens, Staphylococcus aureus e Staphylococcus intermedius.

tratamento das doenças infecciosas em equinos
Lesão na gengiva de equino: (esq) primeiro dia de tratamento; (dir) cinco dias de tratamento

A eficácia do Pareun já foi comprovada em estudos a campo. Para o tratamento da endometrite subclínica, foram tratadas 14 fêmeas com a doença, a cada 24 horas, durante sete dias. A cura microbiológica com a utilização da Amicacina foi de 78,5%, ou seja, 11 das 14 fêmeas tiveram sua infecção curada.

As 11 foram inseminadas e tornaram-se gestantes, mostrando a eficácia do produto no tratamento de doenças do aparelho reprodutivo. Nesta mesma linha, um estudo com 6 fêmeas apresentando endometrite clínica também foi realizado. As fêmeas foram tratadas com o Pareun com o mesmo protocolo do estudo anterior. Todas elas foram inseminadas após o tratamento e 100% tornaram-se gestantes.

Também foram realizados acompanhamentos da eficácia do Pareum para tratamento de pele em cavalos. Os estudos mostraram que o Pareum é extremamente potente no tratamento da infecção, redução do tecido de granulação e reepitelização da pele. Com apenas 5 dias de tratamento, já foi possível evidenciar a melhora das lesões.

Fonte: Ouro Fino Saúde Animal

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