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Glicina atua na estrutura muscular em cavalos atletas

Suplementar seu cavalo com glicina poder ofertar diversos ganhos de energia e ganho de massa muscular

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Tratar de todos os cavalos de uma propriedade é importante. Cada um deles tem sua finalidade, cavalos atletas ou de passeio, por exemplo. Então, para cada função uma forma de trato diferente, pois a demanda diária de energia muda de acordo com o nível de trabalho que o cavalo exerce.

Dessa forma, para os cavalos atletas, uma forma de fortalecer a musculatura e fornecer energia é tratá-lo com glicina. A glicina é um aminoácido indispensável porque os cavalos utilizam de forma intensa em sua estrutura muscular.

Antes de mais nada, a glicina é um dos aminoácidos mais comuns em proteínas do organismo. Um componente estrutural, desintoxicante, precursor de creatina e da glutationa.

No organismo, a glicina participa da desintoxicação como a inativação do ácido benzóico que é tóxico. Promove a saúde da pele, ossos e articulações. A glutationa tem função antioxidante protegendo o animal contra danos por radicais livres.

Enquanto a creatina fornece energia muscular, síntese proteica, melhora a contração, ganho e recuperação de massa muscular.

E o que se espera da suplementação com glicina:

  • Auxilia no ganho de massa muscular.
  • Melhora o desempenho e performance.
  • Fonte energética e proteica.
  • Participa da desintoxicação por ácido benzóico.
Glicina atua na estrutura muscular em cavalos atletas: suplementar com glicina poder ofertar diversos ganhos de energia e de massa muscular

Portanto, ficam aptos a receber essa suplementação animais em treinamento, de competição, com perda de massa muscular ou com baixa ingestão de proteínas. Procure o seu médico veterinário a fim de se informar se a sua tropa precisa.

Há produtos no mercado que têm capacidade de retardar a fadiga em uma intensidade maior de esforço físico, já que auxilia na produção de energia durante os exercícios e diminui a frequência cardíaca. Assim como promovem mais resistência, orque evita a queima de glicose pela via fermentativa e consequentemente não há a formação de ácido lático que leva à fadiga muscular.

Fonte: Tamires Lima, medicina veterinária e membro da equipe técnica e de relacionamento com os clientes da Univittá Saúde Animal
Crédito das fotos: Divulgação/Freepik

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Pequenos e perigosos: doenças em equinos transmitidas por mosquitos

Saiba mais sobre a Encefalomielite Equina Oriental, Encefalomielite Equina Ocidental e o Vírus do Nilo Ocidental; como você pode proteger melhor seu cavalo

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Notícias recentes descrevem a perda acelerada de espécies de vida selvagem devido a mudanças significativas no habitat e nas fontes de alimento. Mas uma criatura que parece estar prosperando é uma das mais perigosas do mundo: os mosquitos.

Doenças transmitidas por mosquitos afetam todos os mamíferos, com alguns dos mais virulentos, infectando cavalos e humanos de forma semelhante. Dessa forma, causam Encefalomielite Equina Oriental, Encefalomielite Equina Ocidental e o Vírus do Nilo Ocidental

A boa notícia é que os cavalos não podem espalhar essas três doenças para outros cavalos ou humanos, e vice-versa.

Mosquitos fêmeas são os vetores intermediários ou ‘ponte’ que causam a infecção. Os pássaros (e às vezes roedores) são portadores dos vírus, mas nem sempre apresentam sinais clínicos.

Os mosquitos picam os pássaros e pegam o vírus; então, esses mosquitos transmissores passam o vírus para cavalos, humanos ou outras aves. Não só os cavalos, como também as pessoas são considerados hospedeiros ‘sem saída’.

Ou seja, não têm vírus infecciosos suficientes em seu sangue para transferir, através de mosquitos ou fluidos corporais, para outros humanos ou animais.

Encefalomielite Equina Oriental

Os mosquitos Culiseta melanura transmitem a Encefalomielite Equina Oriental. Dessa forma, causam doenças neurológicas graves em cavalos, com uma taxa de mortalidade de 90%. Além de ter febre, cavalos infectados desenvolvem uma marcha descoordenada (ataxia) e freqüentemente apresentam espasmos musculares involuntários.

Os sinais encefálicos progressivos se desenvolvem: pressão na cabeça, perambulação sem rumo, convulsões, hiperexcitabilidade e coma. Uma vez que um cavalo deita, ele não consegue se levantar.

É difícil de diagnosticar porque é um vírus de difícil cultivo e causa sintomas muito similares a outras encefalites ou encefalomielites. No Brasil é mais comum a Encefalite Equina do Leste. Mas encontramos em algum momento o vírus da Encefalomielite Equina Oriental em aves da Amazônia, no Pantanal e na mata atlântica do Rio de Janeiro.

Temperaturas úmidas favorecem a que a população de mosquitos cresça. Por isso, a vacinação do seu cavalo deve estar em dia.

mosquitos: Saiba mais sobre a Encefalomielite Equina Oriental, Encefalomielite Equina Ocidental e o Vírus do Nilo Ocidental; como proteger

Encefalomielite Equina Ocidental

Culex tarsalis é o mosquito transmissor. No Brasil têm sido isolados ou detectados sorologicamente três Alphavirus que têm grande importância epidemiológica e que estão amplamente distribuídos no continente Americano. Entre eles, a Encefalomielite Equina Ocidental.

Uma doença neurológica semelhante à Oriental, cujo a taxa de mortalidade entre cavalos infectados é de 40-50%. Nos últimos anos, houve uma queda dramática nos casos de equinos, nenhum relatado no oeste dos Estados Unidos desde 2004, por exemplo.

No entanto, pássaros e mosquitos ainda abrigam o vírus, então os veterinários recomendam vacinar cavalos anualmente como uma proteção. O vírus da Encefalomielite Equina Ocidental foi isolado pela primeira vez por aqui em equinos no Estado do Rio de Janeiro. 72 espécies de aves tinham anticorpos para o Ocidental, ou seja, tiveram contato com o vírus.

Vírus do Nilo Ocidental

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da Dengue e da Febre Amarela. Transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex.

Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus (viremia alta e prolongada) e como fonte de infecção para os mosquitos.

Os sintomas mais comuns estão associados com a injúria da medula-espinhal. Nos equinos os sinais da enfermidade neurológica causadas pelo vírus do Nilo Ocidental podem incluir ataxia, perda de apetite, depressão, perda de equilíbrio, contração muscular, paralisia facial, diminuição da visão, enrijecimento no pescoço, marcha confusa, convulsões, voltas em círculos e incapacidade para ingerir.

Fonte: The Horse | Nancy S. Loving, DVM
Crédito das fotos: Divulgação/iStock

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Calendário vacinal para Equinos

Toda vacina se destina a estimular o sistema imunológico do animal para dar a ele condições de se defender do agente causador da doença

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Qual a importância de um calendário vacinal para Equinos seguido à risca? Em primeiro lugar, o surgimento de doenças infectocontagiosas aumenta quando ocorre uma queda na resistência orgânica dos animais.

Principalmente em potros que se encontram em fase de crescimento, com maior fragilidade fisiológica. Do mesmo modo, deve manter as éguas de cria vacinadas também. Uma forma de evitar patologias que levam ao crescimento de crias fracas ou ainda ao aborto.

Antes de mais nada, alguns cavalos se tornam mais suscetíveis a determinadas doenças de acordo com o manejo. Por exemplo, vacinar contra raiva animais atacados com frequência por morcegos hematófagos.

Por outro lado, animais que vivem em regime extensivo tendem a adquirir maior imunidade contra algumas afecções. Nos grandes centros hípicos, existem programas de vacinação que englobam todas as doenças.

Não é o bastante, por exemplo, vacinar a égua de cria para doenças que causam o aborto e não imunizá-la contra raiva. Essa, se adquirida, é fatal. O custo-benefício de um esquema abrangente de vacinação é excelente. Ainda mais se considerarmos as muitas doenças graves e fatais que podem ser evitadas.

Todas as vacinas são fáceis de aplicar e sua administração geralmente não apresenta efeitos colaterais significativos.

Especialistas alertam ainda que é importante vacinar todos os animais de um mesmo grupo a fim de realmente se conseguir um esquema preventivo eficaz. A vacina não depende da atividade equestre, porém da faixa etária e das condições sanitárias e epidemiológicas da região habitada, ou frequentada, pelos equinos.

Calendário vacinal para Equinos

Calendário vacinal: vacinas se destinam a estimular o sistema imunológico para dar condições de se defender do agente causador da doença

Colaboração: Claudia Leschonski, MV
Crédito da foto: Divulgação/USEF

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Você sabe o que é um neonato?

Neste artigo técnico assinado pelos médicos veterinários da Pro Equus, entenda quais são as diferenças entre os neonatos e cavalos adultos

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O termo “neonato” deriva do latim natus, que significa nascer. Sobretudo, ele se refere ao recém-nascido durante as primeiras semanas de vida, quando o potro atravessa um período de adaptação à vida extra-uterina.

Dessa forma, ele precisa fazer a transição fisiológica da vida fetal – na qual tem dependência total da égua para sua nutrição, excreção e manutenção da homeostase -, para uma vida extra-uterina independente.

Portanto, considerando o tempo de maturação de todos os órgãos e funções, definiu-se o período neonatal como os primeiros 30 dias de vida do potro.

Adaptação e maturação

Como resultado, as mudanças pelas quais o neonato deve passar são profundas e envolvem, de forma mais ou menos intensa, quase todos os órgãos. Contudo, a adaptação de alguns órgãos é mais lenta do que em outros e também há variação entre indivíduos.

Antes de mais nada vale destacar que a habilidade de se adaptar rapidamente é crítica para a sobrevivência dos potros. Especialmente em casos em que o parto não é assistido, impossibilitando intervenção imediata.

Sistemas e funções

O potro começa a se preparar para a transição fetal no final da gestação. Ou seja, órgãos endócrinos se tornam mais ativos, produzindo hormônios essenciais no período perinatal. O funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal garante um pico de cortisol fetal, fundamental no desenvolvimento funcional e estrutural de uma série de tecidos diferentes, incluindo pulmões, fígado, rins e trato gastrintestinal, além de estimular ventilação pulmonar e gliconeogênese.

O período neonatal é considerado, sobretudo, os primeiros 30 dias de vida do potro

Potros não são cavalos pequenos!

Precisamos sempre ter em mente que o organismo de um neonato não funciona da mesma forma que o organismo de um cavalo adulto. O recém-nascido possui uma forte memória fetal. Na prática clínica, isso significa que o estresse e doenças atrasam a transição da fisiologia fetal para a fisiologia pediátrica e reverter a fisiologia já adaptada para um estado mais familiar ao neonato – a fetal.

Muitas vezes o maior desafio é identificar em qual estágio da transição fetal um potro doente se encontra e como aplicar o melhor plano de tratamento para cada indivíduo.

Aplicação prática

A fisiologia única implica em muitas diferenças farmacológicas entre equinos adultos e potros. Desta forma, deve-se considerar que a absorção, distribuição, metabolismo e/ou eliminação dos medicamentos também são diferentes, tornando-se difícil extrapolar diretamente as doses utilizadas nos adultos para os potros.

O balanço hidro-eletrolítico também pode ser um desafio, especialmente em neonatos doentes, e a fluidoterapia deve ser cuidadosamente calculada para cada caso. Potros que sofreram hipóxia intra-uterina, por exemplo, tendem a apresentar permeabilidade vascular aumentada e acumular líquido no interstício, enquanto sofrem de hipovolemia.

A fluidoterapia em excesso pode ser fatal nesses casos. Quando levamos em consideração todas as particularidades fisiológicas do neonato, temos maiores chances de oferecer o tratamento mais adequado a cada animal.

Instagram: @pro.equus | E-mail: pro.equus@terra.com.br | Telefone: (11) 99918 – 3403

Por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus
Crédito da foto: Divulgação/ProEquus

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Kinesio Taping é usado para o tratamento e reabilitação de equinos

Como ocorre com qualquer atleta humano, existem técnicas que são destinadas a otimizar a performance do cavalo

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Muito além de colocar uma fita adesiva colorida, o Kinesio Taping é uma terapia integrativa utilizada no processo de tratamento e reabilitação de equinos. Visa, assim, acelerar a recuperação e melhorar a resistência desses animais atletas. Enquanto que na equitação recreativa, alivia o desconforto de lesões agudas e crônicas.

Antes de mais nada, indica-se o Kinesio Taping para a grande maioria dos problemas músculo-esqueléticos, contusões, drenagem de edema, hematomas. Bem como para a otimização da função muscular e proprioceptiva, modulação do processo inflamatório e analgesia.

Comprovou-se a eficácia do método, sobretudo, através de muita pesquisa e estudo por meio de especialistas veterinários em todo o mundo. A bandagem, então, tem uma ação que consiste na estimulação dos neuroreceptores da pele. Otimiza funções fisiológicas, analgesia através da teoria do portão da dor, direcionamento de fluido intersticial e realinhamento de fáscias.

Kinesio Taping: como ocorre com qualquer atleta humano, existem técnicas que são destinadas a otimizar a performance do cavalo

O Kinesio Equine pode ser amplamente utilizado na rotina de neonatologia, medicina esportiva, rotina clínica e hospitalar. Do mesmo modo que na fisiatria e reabilitação, odontologia e reprodução. Vale ressaltar ainda que a fita adesiva elástica existe desde 1970, criação do Dr. Kenzo Kase.

Existe ainda uma rotina de terapias realizadas acompanhando os treinamentos dos cavalos na propriedade e durante as competições. Estas terapias, incluindo o Kinesio Taping, consistem em se determinar os pontos a melhorar neste atleta e a prevenção de microlesões inerentes ao esporte.

Sempre que um atleta participa de uma competição ou treinamento ele está submetendo as estruturas de seu corpo a níveis de resistência elevados que podem levar a microlesões. Essas microlesões causadas de forma repetitiva levarão a ocorrência de lesões como, por exemplo, processos inflamatórios articulares, em tendões, ligamentos e musculaturas.

Fonte: Horse Care, VetkinTape, Kinesio Taping.com
Crédito das fotos: Dvulgação/Hallmark Equestrian Services

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Para uma boa resistência em cavalos alimente as bactérias intestinais certas

Um estudo francês é o primeiro a conectar a microbiota intestinal com as mitocôndrias em cavalos ou qualquer outra espécie

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A ração que os cavalos comem abastece sua força muscular de mais maneiras do que você imagina. Assim, para uma boa resistência em cavalos, alimente as bactérias intestinais certas.

De acordo com um novo estudo, as células musculares criam energia. Com base não apenas nos nutrientes disponíveis, como também no que os microorganismos no intestino lhes dizem para fazer. E isso varia de acordo com o que os cavalos comem.

Existem alguns tipos de bactérias na microbiota intestinal que favorecem a produção de energia. São bactérias intestinais em um nível (celular) que melhoram, por consequência, o desempenho dos cavalos.

É o que diz a equipe de pesquisa em Biologia Integrativa e Genética Equina, do Instituto Nacional de Pesquisa de Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (INRA), em Jouy-en-Josas, França.

A microbiota do intestino apresenta, então, tipos variáveis ​​de microorganismos de cavalo para cavalo. Depende de como são alimentados, administrados e exercitados, entre muitos outros fatores.

Embora estudos já tenham mostrado como a microbiota intestinal atua na saúde de um cavalo, esse novo estudo francês sugere que esses microorganismos também afetam de forma positiva a a capacidade atlética.

Ao enviar sinais por meio de compostos que eles produzem, a microbiota intestinal parece afetar a maneira como as mitocôndrias geram energia. Por mitocôndrias entendemos as ‘usinas de energia’ dentro de cada célula.

E quando o intestino tem a mistura certa de microorganismos, seus sinais parecem codificar para produção otimizada de ácidos graxos, uso de oxigênio. E ainda apresentam inflamação e açúcar no sangue reduzidos.

bactérias intestinais: estudo francês é o primeiro a conectar a microbiota intestinal com as mitocôndrias em cavalos ou qualquer  espécie

Bactérias intestinais: as poderosas mitocôndrias geradoras de energia

As mitocôndrias são uma das muitas partes celulares especializadas dentro de cada célula que a mantém viva e funcionando. Mas, são especiais: são as únicas organelas com membrana dupla. E, mais importante, são as únicas com seu próprio DNA (menor) separado do DNA da célula (que é ‘o’ DNA do todo animal).

Essas usinas celulares aparentemente recebem sinais por meio de metabólitos – as pequenas moléculas criadas quando as bactérias no intestino se decompõem e transformam moléculas maiores do alimento que entra no trato digestivo. 

E quando eles recebem esses sinais, as mitocôndrias mudam a maneira como produzem energia de acordo com o tipo de mensagem que está nesses sinais.

Esse estudo é um dos primeiros a conectar a microbiota intestinal com as mitocôndrias em cavalos ou qualquer outra espécie. A descoberta se deu quando a equipe de pesquisa coletou amostras de sangue de 20 cavalos árabes antes e depois de uma das várias corridas de resistência na França.

Também coletaram amostras fecais dos cavalos pouco antes da corrida para sequenciar os microrganismos que vivem em seus intestinos. Assim, observaram que dos cerca de 6.000 genes ativados pelo DNA dos cavalos durante a corrida, 801 tiveram alguma conexão com o funcionamento das mitocôndrias.

Eles usaram o sequenciamento para comparar este perfil de ativação com os perfis da microbiota dos cavalos para identificar as diferentes espécies de microrganismos. Como a microbiota dos cavalos pode variar consideravelmente dependendo de uma variedade de fatores, eles queriam ver quais eram os perfis específicos da microbiota de cavalos de resistência de alto nível.

Fonte: The Horse | Instituto Nacional de Pesquisa de Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (INRA) | Jouy-en-Josas, França
Crédito das fotos: The Horse

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Como os cavalos ficam doentes

Há algumas maneiras de transmissão de microorganismos – como bactérias, vírus, fungos, parasitas – para os cavalos. Confira as principais e dicas para mantê-los livres de doenças

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Por volta de 1800, Louis Pasteur e Robert Koch trabalharam com informações acumuladas ao longo de centenas de anos a fim de entender como os cavalos ficam doentes.

Até finalmente demonstrar de uma vez por todas as doenças infecciosas causadas por patógenos – microorganismos -, incluindo bactérias, vírus, fungos, parasitas e até partículas de proteínas.

Assim, há algumas maneiras de transmissão desses microorganismos para os cavalos. E as principais são:

  • Contato direto entre os cavalos: os exemplos incluem herpesviroses, como EHV-1 e -4, e doenças sexualmente transmissíveis, como metrite equina contagiosa e arterite viral equina.
  • Contato com outros animais: Raiva, com toda a certeza, é a primeira que vem à cabeça. Quer seja na sua forma mais branda, quer seja na forma mais feroz, ambas são fatais para os cavalos e podem infectar humanos.
  • Doenças que nascem com os vetores: outros animais, como mosquitos, moscas e carrapatos transmitem patógenos para os cavalos.
  • Contaminação do ambiente: Gambás e outros mamíferos expelem em suas fezes os parasitas Sarcocystis neurona ou Neospora bughesi, que causam mieloencefalite protozoária equina. Cavalos também contraem parasitas internos do ambiente, que causam doenças (especialmente diante da resistência à vermífugos). Outro exemplo é a leptospirose, contraída de água parada ou solo contaminado por urina de animais.
  • Mãos, pés e objetos: nós também podemos espalhar doenças quando nos deslocamos de um cavalo para outro ao não nos higienizarmos, não usarmos equipamentos de proteção pessoal ou compartilharmos equipamentos específicos entre os animais (escovas, acessórios, baldes de água). Gripe equina é um exemplo de transmissão através dessas vias.
  • Equipamentos e aparelhos médicos: agulhas compartilhadas foram a causa do surto de Piroplasmose equina na Florida em 2012. Os parasitas Babesia equi e Babesia caballi causam Piroplasmose, tipicamente transmitido por carrapatos.
  • Produtos biológicos: por exemplo, o uso de plasma hiperimune para tratar potros com Rhodococcus equi.
cavalos ficam doentes: á algumas maneiras de transmissão de microorganismos - como bactérias, vírus, fungos, parasitas - para os cavalos

Confira, então, 4 dicas para manter seus cavalos livres de doenças:

1 – Saiba, antes de tudo, quais doenças infecciosas ameaçam a saúde do seu cavalo conforme sua localidade;

2 – Mantenha contato frequente com um médico veterinário;

3 – Responda apropriadamente, ou seja, de acordo com as indicações do profissional, caso identifique uma dessas doenças;

4 – Não seja complacente e comunique as autoridades.

Cavalos ficam doentes e é nossa missão fazer de tudo para evitar o que pudermos com prevenção, assim como tratá-los da melhor maneira visando seu bem-estar total!

Fonte: America’s Horse/Julho 2019/Stacey Oke
Tradução e adaptação: Karoline Rodrigues/Plusoneandahalf
Crédito das fotos: Divulgação/Freepik

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Conheça os tipos de suplementos alimentares para cavalos

Além de forragem, cavalos, principalmente atletas, precisam receber suplementos alimentares, como certas vitaminas e minerais, além de proteínas extra

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Suplementos alimentares para cavalos são qualquer coisa fornecida além de uma dieta natural de forragem. Tecnicamente, o grão é um suplemento. Mas o termo passou a significar quaisquer nutrientes adicionais que podem estar faltando na dieta e são adicionados à ração de um cavalo.

Cavalos atletas, por exemplo, podem se beneficiar de alguns tipos de suplementos. Uma vez que o desempenho de alto rendimento esgota alguns dos nutrientes e reservas minerais do corpo mais rapidamente do que uma dieta natural de forragens pode substituí-los.

O uso sábio de certos suplementos também pode beneficiar cavalos com vários problemas de saúde. Além disso, muitas deficiências dietéticas em cavalos são subclínicas (não óbvias). Então, os donos de cavalos tendem a errar ao tentar fornecer nutrientes adicionais no caso de o cavalo ter uma deficiência.

A seguir você confere alguns tipos de suplementos alimentares para cavalos:

Para melhorar a digestão

Alguns suplementos têm como objetivo alimentar os micróbios do intestino grosso a fim de melhorar a digestão dos alimentos grosseiros. Bem como manter um equilíbrio mais saudável dos micróbios. As culturas de leveduras vivas, por exemplo, são projetadas para ajudar na digestão de alimentos grosseiros.

Cavalos com tendência a cólicas costumam ser suplementados com: fermento, probióticos (bactérias amigáveis ​​como o Lactobacillus, que ajudam a quebrar as partes fibrosas das forragens) e ervas. Os proponentes acreditam que esses suplementos têm um efeito positivo na digestão e melhoram a utilização da ração.

Vitaminas e minerais

Suplementos alimentares com vitaminas e minerais tem como objetivo fornecer fortificação adicional da dieta, como em níveis de alto estresse. A suplementação também pode ser necessária quando forragens de baixa qualidade são fornecidas, ou ao alimentar cavalos em crescimento, éguas reprodutoras em gestação ou lactação, ou para corrigir deficiências nutricionais.

Além disso, certas vitaminas e minerais ajudam na cura de lesões nos ossos/tecidos moles, no tratamento de distúrbios metabólicos ou quando os cavalos são submetidos a exercícios intensos. Mas deve-se ter cuidado para não duplicar e superalimentar vitaminas e minerais ao usar suplementos.

Suplementos alimentares para articulações

O glicosaminoglicano (GAG) é um exemplo de suplemento para as articulações que foi relatado para ajudar o corpo a reparar o desgaste normal da cartilagem nas articulações. Além disso, esse tipo de suplementação também é capaz de prevenir a inflamação no tecido conjuntivo.

Glucosamina, condroitina, MSM (metilsulfonilmetano), ácido hialurônico, silício e outros suplementos são normalmente usados ​​para melhorar a saúde das articulações.

Casco, pele e cabelo

Existem muitos produtos desenvolvidos para melhorar a saúde dos cascos e alguns deles são comercializados por empresas fornecedoras de ferradores. Alguns são aditivos para rações, outros estão na forma de tratamento. A maioria contém nutrientes e ingredientes (como a biotina) que promovem o crescimento saudável dos cascos.

A biotina está envolvida no crescimento e divisão celular e tem uma importante capacidade na saúde de todos os tecidos conjuntivos, incluindo a pele, a cartilagem, a pelagem e os cascos.

Alguns estudos sugeriram que a biotina pode ter efeitos positivos no crescimento do casco, mas os resultados sugerem que você deve manter os cavalos nela por muito tempo para que seja útil.

Melhoria de performance

O óleo de gérmen de trigo e vários óleos vegetais e alfafa contêm octacosanol (um álcool primário saturado de cadeia longa), que os proponentes dizem que melhora a resistência e a força. Dimetil glicina (DMG) é um composto que parece ajudar os atletas equinos a aumentar o rendimento do trabalho e se recuperar mais rapidamente, além de melhorar o apetite.

O conhecido MSM é um composto orgânico derivado do DMSO (dimetilsulfóxido, que é usado topicamente como um antiinflamatório). O composto ocorre naturalmente em quantidades muito pequenas na corrente sanguínea.

Alguns proprietários de cavalos usam o MSM como um suplemento para prevenir dores musculares, aliviar a artrite, ajudar no crescimento do casco e para uma variedade de outras condições.

Por fim, nunca se esqueça de consultar sempre um médico veterinário antes de fornecer suplementos alimentares ao seu cavalo.

Fonte: Blog Protécnica
Crédito da foto: Divulgação/Pixabay

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Dermatite de quartela: causas, sinais e tratamento

Umidade pode afetar, entre outros, a quartela do seu cavalo, ou seja, a parte inferior da perna entre a coroa do casco e o boleto

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Dermatite da quartela é o nome comum dado à doença de pele que afeta a porção distal do referido membro. Quartela é a parte inferior da perna do cavalo, entre a coroa do casco e o boleto, correspondente as duas primeiras falanges.

Portanto, a Dermatite de quartela nada mais é do que uma inflamação da pele causada por uma bactéria denominada Dermatophiluscongolensis. Por outro lado, ainda causam inflamação substâncias cáusticas, ácaros, fungos, alergias e fotossensibilização relacionadas à exposição a pastagens com ervas daninhas tóxicas.

A saber, sofrem mais com a dermatite por fotossensibilização áreas de pelos brancos e pele rosada da perna do cavalo. Algumas raças de tração, como Clydesdales e Shires tem ainda uma predisposição genética, extremamente rara em Quartos de Milha, por exemplo.

A doença, também conhecida como Dermatofilose, manifesta-se em animais que permanecem em precárias condições de higiene. Assim, a combinação de umidade e sujeira é prejudicial ao seu cavalo.

Como observar os sinais da Dermatite de Quartela

A forma mais branda começa com vermelhidão, queda do pelo e descamação ao longo dos metacarpos e calcanhares. Coça e dói em alguns casos. A forma mais grave se caracteriza por vermelhidão, queda do pelo e secreção. Essa secreção produz crostas espessas extremamente dolorosas ao toque e causar claudicação em alguns casos.

Há uma terceira forma da Dermatite de quartela, a forma crônica, que se caracteriza pelo desenvolvimento de tecido de granulação duro e cornificado na parte posterior dos metacarpos ou calcanhares. E, eventualmente, progride para cima na perna.

Dermatite de Quartela: umidade pode afetar, entre outros, a quartela, ou seja, a parte inferior da perna entre a coroa do casco e o boleto

Tratamento e prevenção

Em primeiro lugar, dê ao seu médico veterinário todos os detalhes da evolução da doença. Especialmente se você perceber quando apareceu pela primeira vez, se é sazonal ou afeta mais de um animal.

A fim de tratar, limpe bem a área afetada e procure reduzir umidade do local. Remova as crostas e use produtos de tratamento com xampus tópicos antibacterianos e antifúngicos. Lembre-se de que são lesões extremamente dolorosas, então tenha bastante cuidado ao remover as crostas.

Em casos graves, há a chance de precisar de antibióticos, bem como esteroides para controlar a infecção e reduzir a inflamação. Nos raros casos, administre organofosforados tópicos e/ou anti-helmíntico apropriado.

Certifique-se de somente parar com o tratamento medicamentoso quando dor e inchaço desaparecerem por completo. Bem como cheque tudo e confira se ainda há umidade nos ambientes que seus cavalos ficam. Preocupe-se, especialmente, com o período chuvoso. Local seco e estável é extremamente importante.

Evite ainda a exposição crônica do seu cavalo à lama e/ou água parada. Encontre uma fonte alternativa de cama para a baia se houver suspeita de alergia na pele. O prognóstico da dermatite metacarpos depende da identificação da causa subjacente e do tratamento precoce. A recorrência é comum, especialmente se a causa subjacente não for tratada.

Fonte e fotos: AQHA

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Métodos de diagnóstico parasitológico em equinos

Como saber se o seu cavalo está parasitado? Antes de mais nada, o controle de parasitas interfere na saúde e na produtividade dos cavalos

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A fim de zelar pelo bem-estar do seu cavalo, é importante falar a respeito dos principais métodos de diagnóstico parasitológico. São, acima de tudo, fundamentais para tratamento, controle e prevenção de problemas com parasitas nos animais.

Como se sabe, todos os animais criados a campo estão sujeitos a verminoses intestinais. Além de causar sérios problemas, essas verminoses colocam coloca em risco a vida deles. Por isso, não só o tratamento, mas também o controle e prevenção se tornam as principais formas de proteção à tropa.

Um dos métodos de diagnóstico parasitológico em equinos é a técnica de contagem de ovos por grama de fezes, mais conhecida como OPG. Primeiramente, coleta-se as fezes diretamente do reto do animal. Em seguida, as amostras coletadas são identificadas e acondicionadas em uma caixa térmica com gelo reciclável até que sejam encaminhadas ao laboratório.

No laboratório, o responsável pesa duas gramas de fezes e dissolve 400 gramas de sal em um litro de água. Obtém, dessa forma, uma solução saturada – observa-se precipitação de sal no fundo do recipiente.

Depois, mistura-se 28 mL dessa solução saturada de cloreto de sódio em duas gramas de fezes. Em seguida, filtra-se o conteúdo de um copo para o outro. O próximo passo é homogeneizar bem o conteúdo filtrado do copo.

Com uma pipeta, retira-se uma alíquota e preenche-se a Câmara de McMaster (ferramenta de análise laboratorial) com o cuidado de não deixar bolhas. O profissional, então, faz a leitura em microscópio óptico no aumento de 100x (objetiva de 10).

Soma-se a quantidade de ovos contada nos dois lados da câmara e esse resultado multiplicado por 50 para determinação do número de ovos por grama de fezes (OPG).

Outra forma de diagnóstico parasitológico

Os estrongilídeos, geralmente, são os nematódeos mais encontrados durante os exames laboratoriais. Compõe-se por diferentes espécies, porém seus ovos assemelham-se muito entre si, tornando difícil sua identificação apenas pelo exame de OPG.

Portanto, indica-se outro tipo de exame, que é mais específico, também realizado em laboratório a fim de determinar qual parasita intestinal se encontra no animal: a coprocultura.

diagnóstico parasitológico: Como saber se o seu cavalo está parasitado?  controle de parasitas interfere na saúde e na produtividade

Existem várias técnicas de coprocultura para obtenção de larvas de nematódeos gastrintestinais, mais a mais utilizada é a Técnica de Roberts e O’Sullivan.

Nela, coleta-se de 20 a 30g de fezes frescas, retiradas diretamente da ampola retal do animal. Em seguida, mistura-se com um pouco de água a uma serragem – de preferência a serragem esterilizada de pinho para evitar o crescimento de fungos – na proporção de mais ou menos duas partes de serragem para uma de fezes.

Depois de homogeneizar as fezes e a serragem, deve-se preencher um pote com essa mistura e levá-la a estufa ou deixar no meio ambiente por um período de sete a dez dias. É ideal fazer um furo no meio da mistura e cobrir o pote para evitar o crescimento de fungos. É possível que interfiram no desenvolvimento das larvas de nematódeos.

Decorrido esse período, coletam-se as larvas, preenchendo o frasco de cultivo com água morna até a borda. Tampa-se o frasco com uma placa de Petri, invertendo-o e colocando de cinco a dez ml de água na placa de Petri . Após três a quatro horas, coleta-se o conteúdo com uma pipeta e analisa-o em lâmina ao microscópio.

Exame simples

Entretanto, esses métodos não são tão eficazes para todas as espécies de parasitas internos de equinos. Como é o caso do Oxyurisequi, uma espécie de nematoide facilmente identificado através do Exame da Fita Gomada. Trata-se de um exame rápido, simples e eficaz.

Consiste basicamente em fixar sobre a região anal e perianal do equino – local onde as fêmeas do Oxyurisequi fazem a ovipostura – uma tira de fita durex transparente. A análise dessa fita sobre uma lâmina levada ao microscópio confirmará a presença de ovos.

Colaboração: Departamento Técnico da Ourofino Saúde Animal
Crédito das fotos: Divulgação/Thehorse

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Saúde Animal

Asma equina: o que é, possíveis causas e tratamento

Atualmente, os veterinários têm uma variedade de tratamentos disponíveis para controlar cavalos com asma. As opções incluem desde auxiliares respiratórios de venda livre, produtos naturais/fitoterápicos/holísticos e até uma variedade de medicamentos controlados

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Em 2016, a indústria equina adotou o termo “asma equina” para descrever cavalos com inflamação crônica das vias aéreas. Isso incluiu cavalos jovens com doença inflamatória das vias aéreas, bem como cavalos mais velhos, que os veterinários costumavam chamar de obstrução recorrente das vias aéreas (RAO) ou empinamentos.

Nas formas mais graves de asma equina, os cavalos sofrem de broncoconstrição (um estreitamento das vias aéreas inferiores chamado bronquíolos), produção de muco e broncoespasmo (uma constrição temporária das vias aéreas para os pulmões causada pela contração muscular).

Ademais, os cavalos afetados pela asma geralmente apresentam aumento da frequência respiratória, tosse, secreção nasal, intolerância aos exercícios e dificuldade respiratória. Em alguns casos, uma linha de elevação pode se formar ao longo da borda inferior das costelas devido aos músculos abdominais aumentados para ajudar na respiração. Perda de peso, anorexia e intolerância ao exercício também podem ocorrer.

Os veterinários têm atualmente uma variedade de tratamentos médicos disponíveis para controlar cavalos com asma. As opções incluem desde auxiliares respiratórios de venda livre, produtos naturais/fitoterápicos/holísticos e instrumentos respiratórios até uma variedade de medicamentos controlados.

Muitos medicamentos usados ​​para tratar a asma podem ter efeitos adversos no corpo do cavalo, incluindo laminite – uma inflamação intensamente dolorosa dos tecidos da pata do cavalo.

Limpando o Ar

Enquanto uma pequena população de cavalos sofre de asma equina associada a pastagens, a maior parte dos cavalos com asma desenvolve sinais de doença quando alojados em estábulos e alimentados com feno. Com a falta de fluxo de ar típica de muitos estábulos (em comparação com pastagens), o mais de 50 alérgenos conhecidos no feno e na palha podem se acumular rapidamente!

Esses alérgenos incluem esporos de fungos, ácaros e endotoxinas bacterianas. Poeiras inorgânicas e gases irritantes, como a amônia da urina, também podem agravar o trato respiratório.

Veterinários e pesquisadores consideram a asma eqüina uma “doença da domesticação” por causa da alta concentração de irritantes das vias aéreas em áreas estáveis. Uma equipe veterinária escreveu: “… o manejo ambiental deve ser o objetivo principal porque os sinais clínicos e a função pulmonar melhoram rapidamente em um ambiente com pouca poeira, mesmo sem medicação.”

Opções orais e inaladas comprovadas e verdadeiras

Os dois medicamentos mais amplamente recomendados para controlar a asma equina são os corticosteroides (também comumente chamados de esteróides ou glicocorticóides) e broncodilatadores (β 2 agonistas).

Embora os antiinflamatórios sistêmicos, como prednisolona oral e dexametasona injetável, possam reduzir com eficácia a inflamação das vias aéreas, os veterinários geralmente tentam reservar seu uso para surtos (exacerbações).

Para controle diário e prevenção de exacerbações, procure corticosteroides inalatórios. Esses medicamentos incluem fluticasona, budesonida e beclometasona, que são fornecidos como inalantes, administrados por meio de uma câmara de aerossol colocada sobre uma narina através da qual o cavalo respira.

Os esteróides inalados melhoram de forma rápida e eficaz os sinais clínicos associados à asma. No entanto, os glicocorticóides devem ser usados ​​com cautela em cavalos com histórico de laminite ou com maior risco de laminite.

Já os broncodilatadores resultam no relaxamento imediato dos músculos lisos. O relaxamento dos músculos das vias aéreas inferiores minimiza a hiperresponsividade das vias aéreas (uma das causas da tosse em cavalos asmáticos) e o broncoespasmo. Exemplos de broncodilatadores comumente prescritos incluem clenbuterol oral e albuterol inalado.

Menos comumente, os veterinários prescrevem outros β 2 s, como terbutalina, ritodrina, fenoterol, salbutamol e salometrol. Pesquisadores descobriram recentemente que tanto o fenoterol quanto o salbutamol relaxam com mais eficácia o músculo liso brônquico contraído do que o clenbuterol, abrindo novas portas para essa classe tradicional de medicamentos.

Antes de medicar, consulte um médico veterinário!

Se isso parece muita informação, é. Respire fundo, analise suas opções e concentre-se na prevenção das exacerbações da asma por meio de estratégias de gestão ambiental. É importante ressaltar que sempre consulte seu veterinário antes de iniciar qualquer forma de tratamento para garantir que o diagnóstico esteja correto.

Várias doenças infecciosas podem se apresentar de forma semelhante. Se entrar em uma competição, sempre verifique com o órgão regulador apropriado ao usar qualquer um dos medicamentos descritos acima para garantir que eles não sejam substâncias proibidas.

Fonte: The Horse
Crédito da foto: Divulgação/Boehringer Ingelheim

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Dicas do que observar quando sua égua tiver um potro

Para quem já viveu esse momento, sabe que ele é único na rotina de qualquer pessoa que ama cavalos

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Com toda a certeza, aquele nervosismo antes do nascimento de um filho é o mesmo quando você acompanha uma égua prenhe dar a luz. O momento do nascimento, seja ele qual for, é mágico. Uma nova vida chegando a esse mundão.

Quer seja a primeira vez que acompanhará o parto de uma égua, quer seja a ‘enésima’, a emoção só aumenta. A natureza agindo para que mãe e potrinho passem por todo o processo de modo natural, como tem que ser.

Acima de tudo, as primeiras 24 horas são críticas. Então, você sabe o que esperar quando sua égua tiver um potro?

égua prenhe dando a luz: para quem já viveu esse momento, sabe que ele é único na rotina de qualquer pessoa que ama cavalos

10-20 minutos após o parto – Sua égua descansará por este curto período de tempo. O potro fará suas primeiras respirações e abrirá os olhos.

30 minutos – A égua vai se levantar e lamber seu potro. Este tempo é crítico para a ligação deles como mãe e filho. Eles aprenderão o cheiro e os sons um do outro.

60 minutos – O potrinho tentará se manter por conta própria. A maioria dos potros fica em pé dentro de 40-60 minutos após o nascimento.

2-3 horas – É hora de amamentar. O pequeno chegará ao úbere da sua égua, às vezes com a ajuda dela. O colostro será o primeiro leite que seu potro ingerirá. É ótimo para o sistema imunológico dele.

Ao longo do dia – Durante as primeiras 24 horas, sua égua e seu potro ficarão muito próximos. Eles ficarão colados um ao outro.

Logo depois desse período, o jovem cavalo passa seus dias brincando, comendo e dormindo. É uma verdadeira alegria de assistir, especialmente à medida que se desenvolvem e sua personalidade começa a brilhar.

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Divulgação/Freepik

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Abril Laranja: mês de prevenção e conscientização sobre maus-tratos aos animais

No Brasil, maltratar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos é crime passível de detenção e multa, de acordo com a Lei federal nº 9605/98

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Antes de mais nada, a Campanha Abril Laranja é uma iniciativa da Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade a Animais. Realizada por diversos órgãos públicos e iniciativas privadas a fim de alertar para a prevenção sobre atos de crueldade contra animais.

No Brasil, maltratar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos é crime passível de detenção e multa, de acordo com o artigo 32 da Lei federal nº 9605/98. Além da multa, que é de cerca de R$ 4 mil, quem for pego terá um tempo de prisão que vai de três meses a um ano.

São considerados maus-tratos, portanto, abandonar; ferir, mutilar ou envenenar; manter preso permanentemente em correntes; manter em locais pequenos e sem higiene; não abrigar do sol, da chuva e do frio; deixar sem ventilação ou luz solar; não dar comida e água diariamente; negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido; obrigar a trabalho excessivo ou superior á sua força; capturar animais silvestres; entre outros.

Acima de tudo, os órgãos, públicos ou privados, que aderiram à campanha Abril Laranja, fazem questão de enfatizar esse alerta não só no mês de abril, como também conscientizar as pessoas sobre a importância dos cuidados diários.

A campanha é importante, serve de alerta. Mas é imprescindível que os bons-tratos façam parte da rotina de quem tem qualquer animal, seja em casa ou em uma propriedade rural. Maltratar animais é crime.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Freepik

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Alimentação animal: entenda o uso de um aditivo conservante

Os volumosos fornecidos aos cavalos com frequência são submetidos a diferentes métodos de conservação para posterior armazenamento e ficam expostos a diferentes fatores que favorecem a proliferação fúngica

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Utiliza-se o termo conservante a fim de se referir a produtos que têm a função de atrasar a deterioração de um alimento. Do mesmo modo que o mantém em um estado já existente impedindo a ação de agentes químicos, físicos e biológicos. Na alimentação animal, fungos e bolores afetam a qualidade dos alimentos.

Antes de mais nada, tal fato é prejudicial à saúde dos cavalos devido as substâncias tóxicas que produzem. Submete-se com freqüência os volumosos fornecidos aos animais a diferentes métodos de conservação. A ideia é preservar para posterior armazenamento. Dessa forma, ficam expostos a diferentes fatores que favorecem a proliferação fúngica.

Especialmente as forrageiras estão constantemente sujeitas a sofrer alterações de qualidade. E o que interfere são alguns fatores, como tipo de solo, clima da região cultivada, estação do ano, entre outros. Portanto, passam por processos de conservação como a fenação e a ensilagem. Assim, oferece-se aos animais um volumoso de qualidade o ano todo e independente das condições impostas à plantação.

Porque usar um aditivo conservante para alimentação animal?

Os fungos são responsáveis pela deterioração aeróbia dos alimentos. Assim, gera-se uma perda de elementos nutritivos e de energia. Além do risco à saúde dos animais em consequência da ingestão de micotoxinas, que são as substâncias tóxicas que estes produzem.

A intoxicação fúngica pode ser a causa de problemas no sistema imunológico, distúrbios reprodutivos, produtivos. E até levar o animal à morte em casos mais graves. Além de reduzir a ingestão de matéria seca, a performance e aceitabilidade do alimento pelo animal.

Por isso, o aditivo conservante impede o crescimento de fungos e colônias potencialmente prejudicial para os animais.

alimentação animal: os volumosos fornecidos aos cavalos com frequência são submetidos a diferentes métodos de conservação

Como os fungos deterioram os alimentos?

Quando em contato com o oxigênio, os microrganismos aeróbios consomem o produto da fermentação. Como resultado, gera calor e aumento do pH, o que resulta em deterioração indesejada. Causa alta perda de nutrientes, redução no consumo e palatabilidade para os animais. Um prejuízo econômico, pois leva ao descarte dos alimentos.

Assim, o uso de um aditivo conservante preserva o valor nutritivo da cultura; proporciona melhor qualidade fermentativa; reduz a frequência de tratos. Usado, sobretudo, nos ambientes que armazenam os alimentos ou diretamente nos alimentos armazenados. Posteriormente, há o fornecimento aos animais como os fenos, pré-secados, silos de grãos, superfície de silo e silagem de grão úmido.

O aditivo conservante age com o uso do ácido propiônico e o benzoato de sódio, ácidos orgânicos que apresentam a capacidade de reduzir a proliferação de leveduras e fungos. Por meio da forma não dissociada penetram facilmente a membrana celular dos fungos e diminuem o pH do meio intracelular através da liberação de prótons.

Preste sempre atenção nos ambientes onde armazena os alimentos e também nos alimentos armazenados. A ideia é a de preservar qualidades nutricionais até que sejam fornecidas ao animal e não prejudiquem sua saúde.

Fonte: Tamires Lima, medicina veterinária e membro da equipe técnica e de relacionamento com os clientes da Univittá Saúde Animal
Crédito das fotos: Divulgação/Freepik

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Aprenda como interpretar o hemograma do potro

Neste artigo técnico assinado por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus, entenda quais são as principais diferenças hematológicas entre neonatos e adultos

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Sem dúvida, o período neonatal é uma fase de transição e adaptação à vida extrauterina. Na qual a fisiologia do potro é muito dinâmica e exibe uma série de características distintas. As particularidades dos parâmetros laboratoriais dos neonatos raramente são incluídas nos valores de referência dos exames solicitados. Por isso, devemos estar atentos e reconhecer essas particularidades quando interpretamos os resultados do hemograma do potro.

Hematócrito e concentração de hemácias

Imediatamente após o nascimento ocorre um pico na concentração de hemácias e no hematócrito (Ht). Isso é verificado porque durante o parto ocorre transferência de sangue da placenta, através do cordão umbilical, para o potro e contração esplênica estimulada pelo estresse fisiológico.

Como resultado, verificam-se valores iguais ou um pouco maiores que os de equinos adultos. Contudo, nas 12-24 horas seguintes esses valores decrescem, em média, 10%. Valores baixos ao nascimento podem estar associados à ruptura precoce do cordão umbilical.

48 horas de vida

Ao longo das primeiras 48 horas de vida o hematócrito e a concentração de hemácias diminuem progressivamente. Podendo, portanto, atingir valores próximos ou menores do que o limite inferior para cavalos adultos.

Sobretudo, essa queda está associada a uma combinação de mecanismos de adaptação à vida extra-uterina, como a hemodiluição causada pela expansão do volume plasmático após a ingestão do colostro (as imunoglobulinas exercem um efeito osmótico).

Podemos ter, por exemplo, um Ht de 45-50% em um potro imediatamente após o nascimento e valores próximos a 35-40% aos dois dias de idade. Isso é normal e não deve ser prontamente interpretado como uma possível anemia sem que existam outros sinais ou parâmetros clínicos envolvidos. Quedas agudas no Ht e valores < 20% são atípicos e formas diagnósticas complementares são importantes.

1 semana de vida

A partir dos 7 dias (e ao longo da 1ª – 2ª semana de vida), a concentração de hemácias e o Ht diminuem significativamente. Aos 2 meses ocorre um novo aumento na concentração de hemácias e o valor volta a ser igual ao observado ao nascimento.

De forma geral, os valores ficarão próximos ao limite inferior de um equino adulto até 1 ano de idade.

Instagram: @pro.equus | E-mail: pro.equus@terra.com.br | Telefone: (11) 99918 – 3403

Por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus
Crédito da foto: Divulgação/ProEquus

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Saúde Animal

Você sabe conferir se seu cavalo trabalha corretamente?

A prática da avaliação física de equinos atletas é uma importante ferramenta para identificar falhas na biomecânica do animal que prejudicam o seu desempenho esportivo

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Para um cavalo que tem vida de atleta, a prática da avaliação física é uma importante ferramenta. Não só para prevenir lesões, como também para identificar falhas na biomecânica do animal. Então, é possível saber se um cavalo trabalha corretamente ou se seus movimentos prejudicam o seu desempenho esportivo?

Antes de mais nada, com o treinamento funcional terapêutico pode-se obter o máximo do potencial esportivo. Do mesmo modo que é possível retardar a aposentadoria e possibilitar o retorno às atividades a cavalos que foram precocemente desqualificados nas diversas modalidades equestres.

Neste sentido, um dos parâmetros biomecânicos analisados é o engajamento dos membros posteriores. Movimento que causa grande impacto sobre a capacidade cinética de equinos atletas. O cavalo trabalha corretamente quando estão engajados. Dessa forma, possui maior impulsão, característica primordial para correr e saltar com eficiência. Além de promover a transferência de peso corporal dos membros anteriores aos posteriores, deixando o cavalo mais leve de frente.

Esta transferência de peso facilita o encurvamento lateral do cavalo. Movimento tão necessário para realização das viradas, por exemplo, como na prova de Três Tambores. O engajamento é verificado quando o posterior do animal segue a trilha deixada pela mão. Ou seja, o pé tem que bater no chão onde a mão esteve anteriormente, como pode ser visto abaixo.

Cavalo ao trote, apresentando membros posteriores desengajados (à esquerda) e engajados (à direita) – Foto: Arquivo Pessoal

Há de se prestar a atenção, sobretudo, ao fato de que muitas vezes o cavalo não necessita de uma nova embocadura. Precisa apenas de treinamento físico específico para potencializar suas ações biomecânicas e, assim, obter sucesso em suas provas equestres.

Colaboração: Profa. Dra. Kátia de Oliveira
Fundadora e Diretora Executiva do HorseMove 
Crédito da foto: Divulgação/biomechanicsofthehorse

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Saúde Animal

Como minimizar o risco de cólicas em equinos

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As cólicas em equinos são mais comuns do que gostaríamos. Acima de tudo, essa doença gastrointestinal dos cavalos acompanha sinais de dor, mais especificamente na região abdominal. Suor excessivo, animal rola no chão, morde a barriga, fica inquieto, tem respiração ofegante, etc. Se não tomarmos os devidos cuidados, a cólica leva o animal à morte rapidamente.

Assim que observar os sinais de inquietação do animal, entre em contato urgente com seu médico veterinário. É, portanto, a medida mais sensata e que salvará a vida dele. Qualquer tentativa de socorro realizada por leigos ou pessoas não capacitadas coloca ainda mais em risco a vida do cavalo. Do mesmo modo que mascara problemas mais graves.

Então, a dica é: nunca aplique medicamentos sem antes consultar um profissional capacitado. Em alguns casos, por conta da gravidade, leve o cavalo para tratamento em um hospital. Para salvá-lo haverá necessidade de recorrer a um procedimento cirúrgico.

cólica em equinos: qual criador que nunca se viu desesperado ao ver um animal rolando no chão com sintomas desta grave patologia? Confira

De onde surgiram as cólicas em equinos

A própria domesticação dos cavalos é um dos fatores causadores de cólicas. Retiramos os animais de seus habitats e os colocamos em cocheiras. Em muitos casos, restringimos o uso do volumoso e utilizamos grandes quantidades de ração.

Os equídeos são herbívoros e grandes selecionadores de alimentos. Chegam a pastar até 20 horas por dia. Assim sendo, necessitam de volumoso de excelente qualidade e que esteja disponível à vontade.

É importante também se atentar à qualidade da água. Um cavalo adulto ingere até 70 litros por dia. Principalmente se estiver em regime de trabalho intenso. A falta de água ocasionará cólica. Então, é importante pensar na disponibilidade e qualidade da água fornecida. Sem esquecer do manejo na limpeza dos bebedouros.

Quanto às rações, que são fundamentais, principalmente para os cavalos atletas, o ideal é que se divida em diversas refeições. No mínimo três por dia, pois a capacidade volumétrica do estômago é pequena. Ao adotar este manejo, conseguimos minimizar o risco de cólicas em equinos.

Outras precauções

Mantenha sempre o suplemento mineral disponível no cocho saleiro, à vontade, inclusive nos dias de competição. Os minerais atuam em diversos processos no organismo do animal. Auxiliam, por exemplo, na digestão de ingredientes e sínteses hormonais. Quando exigidos fisicamente, aumentam essa demanda.

Mediante a indicação de um médico veterinário, inclua na rotina o manejo correto de desverminação do rebanho, pois os parasitas gastrointestinais também causam cólicas.

Colaboração: Ricardo Franzin de Moraes/Tortuga
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels

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Confira pontos importantes do manejo diário dos equinos

Para trabalhar bem com cavalos, acima de tudo, você deve certificar-se que conhece toda a base

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O manejo diário dos equinos, em principio, é algo tão básico que pressupõe que todo mundo que trabalha no meio domina. Antes de mais nada, é importante conhecer algumas regras básicas, independentemente de sua atividade ou categoria.

Devido às características da espécie, o profissional que trabalha diretamente com esses animais deve, antes de tudo, sentir prazer pela atividade. Além disso, é imprescindível que tenha interesse, seja receptivo a novos conhecimentos, calmo e paciente.

O bem-estar dos equinos está diretamente ligado ao conhecimento teórico e prático por parte de quem lidará com eles. Na ausência desse conhecimento, deve-se providenciar a qualificação necessária. Entre as primeiras lições, faça contato físico.

No manejo diário dos equinos, uma das coisas que mais se faz é tocar nos cavalos. Como a pele deles possui forte sensibilidade, o ser humano se beneficia disso a fim de facilitar o relacionamento.

Para trabalhar bem com cavalos, acima de tudo, você deve certificar-se que conhece toda a base; entre elas, o manejo diário dos equinos

Rasqueamento e limpeza dos cascos

O contato físico é feito, principalmente, por meio do rasqueamento e da limpeza dos cascos dos animais. Permitindo, assim, que você conheça melhor as características de cada equino.

Só para ilustrar, o rasqueamento é uma atividade diária que visa a renovação da pelagem. E, consequentemente, a melhoria na aparência.

Nesse sentido, o contato acaba por possibilitar uma melhor interação entre o homem e o animal. Por outro lado, permite identificar seus pontos de maior sensibilidade, onde apresenta certa relutância ao toque.

Lembre ainda de fazer o rasqueamento suavemente, de forma que seja agradável ao equídeo e sempre no sentido do pelo. Quando houver sujeira excessiva, pode-se, sempre suavemente, realizá-lo no sentido contrário, atentando para o aumento de sensibilidade do animal.

Já a limpeza dos cascos, além de aumentar o contato com o animal, previne lesões que comprometem sua vida. Realiza-se desde os primeiros dias de vida do potro, acostumando-o ao toque para se deixar tocar sem dificuldades quando for adulto.

O instrumento utilizado para tal procedimento é o limpa casco e pode conter ou não uma escova acoplada a ele. Em alguns casos, utiliza-se também uma rineta.

Importante: limpe os cascos toda vez que utilizar os animais; enquanto com o que estão soltos no pasto, verifique os cascos uma vez por semana. Por fim, uma dica básica ainda sobre manejo diário dos equinos: tenha cuidado para evitar acidentes como coices e mordidas.

Fonte: Equideocultura: manejo e alimentação/SENAR
Crédito das fotos: Divulgação/Freepik

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Potros de risco: o que são e como identificá-los?

Neste artigo técnico assinado por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus, você fica sabendo mais detalhes sobre os potros de risco

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A maior parte das mortes de potros ocorre na primeira semana de vida e, especialmente, nas primeiras 48 horas. Sendo assim, as principais causas associadas a essas perdas tão precoces são: asfixia, infecções bacterianas e sepse, fome e distocia.

Portanto, o objetivo da classificação dos potros em categorias de risco é identificar precocemente potros que podem precisar de mais atenção.

Classificando animais de risco

Quando utilizamos o conceito de fatores de risco nos preparamos, certamente, melhor para receber um neonato e antecipamos a detecção de problemas importantes em potros de alto risco. Problemas relacionados à égua, ao próprio potro, à gestação, ao parto e ao ambiente determinam o potencial de risco associado ao recém-nascido.

Dessa forma, os potros podem ser classificados como de baixo, médio ou alto risco.

  • Potros de baixo risco: nenhum fator de risco materno, gestacional ou relacionado ao potro; gestação de duração normal (> 330 dias); potro se levantou em 1 hora após nascimento e mamou após 2 horas; placenta sem alterações; nenhum fator de risco ambiental.
  • Potros de médio risco: são animais com pelo menos 1 fator de risco;
  • Potros de alto risco: são animais com mais de 1 fator de risco.

Como resultado, o potro de risco deve receber todo o tratamento necessário de acordo com a alteração ou enfermidade que apresente. Imagine um potro nascido a termo, perfeitamente saudável, mas que exibe um grau de contratura nos membros torácicos que dificulta que ele se levante e mame.

O veterinário deve rapidamente deduzir que este potro provavelmente não mamou o colostro no momento adequado (até 2 horas após o nascimento). O que implica em um grande risco de falha de transferência de imunidade passiva, hipoglicemia, hipotermia, bacteremia e sepse.

Por fim, o mais importante é que essas situações de risco sejam identificadas com antecedência ou precocemente. Acima de tudo, isso permite que o veterinário esteja preparado para intervir de forma adequada, aumentando as chances de sucesso no tratamento.

Por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus

Instagram: @pro.equus | E-mail: pro.equus@terra.com.br | Telefone: (11) 99918 – 3403

Crédito da foto: Divulgação/ProEquus

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Saúde Animal

Como tratar anemia em equinos segundo a medicina chinesa

Criadores e proprietários investem cada dia mais em tecnologia e saúde para os animais, principalmente quanto se fala em animais de esporte

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Cavalos de competição precisam estar em perfeitas condições de saúde. Seus organismos em total equilíbrio para conseguir desempenhar suas funções de maneira correta. Portanto, a anemia em equinos torna-se um problema rotineiro no dia a dia de hípicas ou haras.

De tal forma que a anemia é uma das anormalidades mais frequentes encontradas na clínica equina. Elas são condições patológicas secundárias a alguma doença ou algum outro órgão ou sistema. São caracterizadas pela diminuição da taxa de eritrócitos, de hematócrito, hemoglobina circulante. Que, por conseguinte, acarretam em uma menor oxigenação do organismo.

Então, a anemia tem diversas causas desde parasitoses até doenças imunomediadas. Se não tratada o animal apresenta fraqueza, anorexia, queda de performance, intolerância ao exercício, sopro cardíaco. Acima de tudo, corre até risco de morte. O tratamento se baseará na resolução da etiologia primária.

Medicina tradicional chinesa no tratamento da anemia em equinos

A acupuntura é uma terapia que ganha cada vez mais espaço no mundo ocidental. Sua indicação pode ser para pacientes anêmicos, imunossuprimidos e outras afecções. A utilização da acupuntura tem como finalidade a cura ou a prevenção dos desequilíbrios da Energia Interna.

O sangue, também conhecido como Xue na Medicina Chinesa, apresenta um significado diferente da medicina ocidental. Ele faz parte das Substâncias Vitais do organismo, juntamente com o Jin Ye (fluido corpóreo), Jing (essência), Shen (mente), e o próprio Qi (energia). Na Medicina Tradicional Chinesa, o sangue é uma forma de Qi, só que em forma mais densa e material. Além disso o Xue é inseparável do Qi, pois o Qi proporciona vida ao sangue e sem o Qi o Sangue (Xue) seria um fluido inerte.

Segundo a Medicina Chinesa o sangue é produzido principalmente pelo baço/pâncreas e rins. Enquanto o pulmão, o coração e o fígado têm importantes funções na transformação, movimentação e estocagem do Xue. O sangue possui três funções principais: nutrir, manter e umedecer estruturas como pele, pêlos, tendões, ossos, órgãos, canais e qualquer outro tecido que necessite de sua nutrição.

Criadores e proprietários investem cada dia mais em tecnologia e saúde para os animais de esporte, por isso cuidado com a anemia em equinos
Vista dorsal dos acupontos de equinos

Desequilíbrios

Os desequilíbrios de sangue se apresentam de três maneiras: deficiência do Xue, calor de Xue e estase de Xue. A Deficiência do Sangue é uma condição observada quando se tem uma insuficiência de sangue decorrente de uma produção ineficiente ou uma hemorragia.

Em condições mais crônicas pode apresentar anemia, mas vale ressaltar que nem todos os casos de Deficiência do Sangue apresentarão esta condição. Os sinais mais comuns são: insônia, palpitações, tontura, pele seca, contratura tendínea e cabelos ou pelos secos e sem vida.

Nos casos de Estase de Sangue ocorre a falha na movimentação adequada do sangue e ele para em algum local. A obstrução dessa movimentação geralmente decorre de algum trauma e caracteriza-se por sinais de contusão, nódulos, inchaços, coágulos de sangue, e dor.

Quando existe calor no sangue, vemos sintomas como sensações de calor, lesões de pele com características avermelhadas, quentes, sede, hemorragias, língua vermelha e pulso rápido. Quando o calor se localiza no sangue do fígado, aparecem dermatites caracterizadas por coceiras, calor e vermelhidão. Se houver calor nos Intestinos, teremos sangue nas fezes. E se o calor estiver localizado no sangue do coração, detectamos sinais de ansiedade e inquietude mental.

A perda de sangue pode ocorrer por duas causas. Uma primeira em que o Qi se encontra deficiente e não consegue segurar o sangue nos vasos. E em seguindo lugar, por calor no sangue. Este calor presente no Xue acaba por empurrar o sangue para fora dos vasos. As manifestações clínicas incluem epixtases, petéquias, hematêmese, melena, hematúria.

Vista ventral dos acupontos de equinos

Tratamento

Para iniciarmos um tratamento com Acupuntura, primeiramente devemos identificar o padrão de desarmonia presente segundo as teorias do Zang Fu, Cinco Elementos e Oito Princípios. Uma vez determinado o padrão podemos então iniciar o protocolo.

O tratamento da anemia em equinos envolve alguns aspectos comuns independente da etiologia que a iniciou. Por serem geralmente padrões de Deficiência ou Vazio de Yang, o princípio básico da terapêutica envolverá tonificação.

Os órgãos relacionados com a síntese de sangue devem ser estimulados por meio da tonificação com Moxa ou eletroacupuntura. E os principais pontos utilizados no tratamento de casos de anemia são: B17, B18, B20, B21, B23, BP3, BP6, BP10, E36, F8, VB39, PC3, IG11, VC4, VC6, VC12, VG20. Caberá então ao veterinário acupunturista determinar quais ele utilizará baseando-se nas suas funções e no padrão de desarmonia que o equino apresenta.

Criadores e proprietários investem cada dia mais em tecnologia e saúde para os animais de esporte, por isso cuidado com a anemia em equinos
Pontos Acupuntura Equino

Conclusão

Concluímos, portanto, que na rotina da clínica de equinos a anemia gera grandes perdas e prejuízos. Não só aos animais como também aos proprietários. As mais diversas patologias causam alterações no sistema hematológico. Hemoparasitoses, doenças crônicas, doenças renais, doenças autoimunes, assim como outras patologias diariamente diagnosticadas levam a diminuição dos parâmetros sanguíneos fisiológicos.

Embora o tratamento de várias destas doenças se baseie no tratamento suporte do animal, ainda existe um déficit no mercado alopático medicamentos que auxiliem no processo de produção sanguínea. Contudo, na MTC podemos modular este processo orgânico, auxiliando na recuperação de pacientes enfermos e convalescidos.

Uma doença do sangue pode se manifestar e ter tratamento conforme o órgão afetado. Cabe ao veterinário saber identificar e interpretar os padrões corretamente, para poder formar um protocolo de tratamento de acupuntura. Desta forma o tratamento se torna mais eficaz, e a resolução da anemia ocorre mais rapidamente.

Como auxilio da acupuntura conseguimos melhorar o desempenho dos equinos e prevenir o aparecimento das anemias, e quando feito o tratamento a resolução da diminuição do hematócrito ocorre de maneira mais rápida, gerando um menor prejuízo a atividade da equideocultura.

Por Letícia Viana Valle Vieira | Médica Veterinária | (61) 98467-3135
Crédito das fotos: Divulgação/CETN

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Herpes vírus equino: saiba o que é, sintomas, diagnóstico e como prevenir

Neste artigo técnico, um grupo de médicos veterinários explica com mais detalhes sobre o herpes vírus equino, que tem preocupado a comunidade hípica de todo o mundo após surto na Europa

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Nas últimas semanas as comunidades hípicas tem se preocupado com a saúde dos rebanhos de cavalos no Brasil. Isso porquê alguns países no continente europeu enfrentam, neste momento, uma epidemia causada pelo Herpes vírus Equino (EHV – Equine Herpes Vírus), também conhecido como Rinopneumonite.

Antes de mais nada vale frisar que os primeiros registros do surto ocorreram no dia 21 de fevereiro, durante uma competição de hipismo que ocorria em Valência, na Espanha. Dos 752 animais que participaram do evento, 84 deles apresentaram sinais clínicos compatíveis do EHV.

A princípio, manifestados através de sinais respiratórios. Em outros casos apresentaram sintomas neurológicos. Esta forma agressiva de sintomatologia neurológica possui alta capacidade de disseminação e com potencial de ser fatal. Além disso, vem sendo atribuída a uma cepa variante do EHV tipo1 (EHV-1).

Embora tenham sido adotadas medidas de biossegurança por médicos veterinários no local onde ocorria o evento, alguns animais acometidos vieram a óbito. Diante desses fatos e devido a rápida evolução da doença causada pela cepa, a FEI (Federação Equestre Internacional) cancelou os eventos internacionais de todas as modalidades regidas pela entidade que estavam programados para ocorrer em mais de 10 países na Europa. Sobretudo, a medida teve efeito imediato à partir do dia 01 de março de 2021 até 28 de março de 2021.

Também foi estabelecida a interrupção do trânsito. Ou seja, absolutamente nenhum cavalo é autorizado a entrar ou sair dos locais onde foi confirmada a ocorrência da doença, bem como os cavalos presentes nas imediações dos focos só terão permissão para deixar esses locais quando obtiverem um certificado oficial de saúde das autoridades veterinárias locais. Quaisquer cavalos que saiam desses locais sem esta documentação serão bloqueados no banco de dados da FEI.

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O que é a Herpes Vírus Equino?

A Rinopenumonite Equina é uma doença causada pelos Herpes vírus Equinos tipo 1 (EHV-1) e tipo 4 (EHV-4) e não possuem caráter zoonótico. Ou seja, não há transmissão da doença para seres humanos.

Sua transmissão ocorre por inalação de aerossóis oriundos de secreções respiratórias de indivíduos em fase aguda, fômites, através de objetos, materiais de montaria. Além disso, pode ser carreada por pessoas que lidam com os animais, através de água e alimentos contaminados, tecidos de fetos abortados e de fluidos placentários de éguas infectadas.

Ciclo de vida biológica de EHV-1 e EHV-4

  • Cavalos Infectados por EHV-1 / EHV-4 com o vírus latente Reativação do vírus que estava latente;
  • Liberação nasal do vírus com potencial de infecção (carga viral)
  • Infecção de outros cavalos (especialmente animais jovens)
  • Recrutamento de novos hospedeiros durante o ciclo, através de contaminação ambiental, fomites, objetos, materiais e pessoas (carreadores) estabelecimento de latência viral

Sintomas

Uma vez que ocorre a infecção de um equino, pode manifestar no hospedeiro sinais respiratórios, febre, inapetência, depressão, descargas nasais, manifestações extra pulmonares, abortamento de éguas prenhes, natimortalidades ou doença neurológica paralisante (mieloencefalopatia equina). Em média, a manifestação dos sintomas ocorre 8 dias após o contato com o vírus.

De forma geral, a letalidade da doença costuma ser baixa e a recuperação ocorre em até duas semanas após o inicio dos sintomas. A imunidade protetora é de curta duração, permitindo que animais sejam suscetíveis a reinfecções após alguns meses, podendo manifestar novos sintomas.

O surto atual da doença nos países da Europa vem causando grandes preocupações devido ao fato da cepa possuir alta patogenicidade e a doença manifestar sintomatologia neurológica. A multiplicação local no sistema nervoso ocorre porque a cepa do vírus possui tropismo para o endotélio vascular, e pode migrar para o endotélio do sistema nervoso central por meio de células mononucleares circulantes.

Uma vez que o vírus atinge o sistema nervoso central pode resultar em manifestações clínicas neurológicas como ataxia, paralisia, dificuldade de locomoção e hiporreflexia. O aparecimento de sinais neurológicos pode ocorrer após a manifestação de sinais respiratórios, e sua ocorrência pode ter em média o intervalo de 6 a 10 dias.

O aparecimento de sinais neurológicos pode ocorrer após a manifestação de sinais respiratórios – Divulgação/Pexels

Diagnóstico da Herpes Vírus Equino

O diagnóstico do Herpes Vírus Equino (EHV-1) é baseado nos sinais clínicos e na detecção do vírus por exame laboratorial. O método de diagnóstico mais indicado, tanto para confirmação de caso quanto para movimentação animal é o teste PCR em tempo real, através de esfregaço nasal, coleta de sangue, ou tecidos de placenta e de fetos abortados, seguidos por isolamento.

As amostram devem ser mantidas e transportadas sob refrigeração, utilizando meio de conservação adequado.

Existe tratamento?

Não existe um tratamento específico para a rinopneumonite além do tratamento sintomático. Os objetivos da terapia são:

  • Melhorar os sinais clínicos da infecção viral;
  • Manter a hidratação e atender às necessidades calóricas diárias dos cavalos afetados;
  • Minimizar complicações causadas pela superinfecção e/ou disseminação de infecção viral além do trato respiratório;
  • Evitar quedas de imunidade desencadeadas por estresse.

É crucial o reconhecimento precoce da doença para a implementação de práticas de manejo que diminuam o risco de exposição de cavalos suscetíveis. Dentre os procedimentos de manejo preventivo se enquadram:

  • Separação das éguas prenhes de todos os outros cavalos nas instalações;
  • Isolamento por um período de pelo menos 3 semanas das éguas que são introduzidas na propriedade;
  • Subdivisão das éguas prenhes em grupos de acordo com a duração da gestação;
  • Redução do estresse dos animais;
  • Também faz parte do manejo preventivo não compartilhar o uso de materiais, fomites, bebedouros e comedouros entre os cavalos e evitar super populações.

Vacinação

A vacinação infelizmente, não oferece proteção completa contra a contaminação do EVH-1, incluindo a cepa neurológica. Porém reduz a multiplicação no trato respiratório, evitando disseminação do vírus, e suas complicações.

Essas falhas na vacina podem ser atribuídas à exposição a uma quantidade de inoculo de vírus suficiente para sobrecarregar a imunidade conferida pela vacina, exposição à uma cepa viral mais agressiva ou até mesmo ao desempenho abaixo do necessário das vacinas que existem no mercado.

Dessa forma, as vacinas mais indicadas são: Lexington, tétano, encéfalo, Influenza, rino tipo 1 e 4; Influenza H1/4 – Influenza bê herpes tipo 1/4 e Fluvac HV4/1- Influenza e rino.

Animais adultos nunca vacinados devem tomar primeira dose, e o reforço deve ser feito após 30 dias, e recomenda-se a revacinação a cada 6 meses. Animais Jovens devem ser vacinados nos primeiros 4 meses de vida, e reforço após 30 dias. Fêmeas prenhes devem ser vacinadas, irrevogavelmente nos, 5º, 7º e 9º mês de gestação.

Herpes vírus equino no Brasil

Sobre a chegada do vírus no Brasil, já temos ocorrência de casos neurológicos causados pelo vírus desde 2005 pelo menos. Sobre o vírus causador dos casos na Europa, podemos afirmar que é uma mutação do tipo 1, se é uma que já pegamos aqui no Brasil ou uma nova, só mesmo sequenciando o vírus de lá e comparando .

De qualquer forma recomendo fortemente que devemos vacinar os cavalos com as vacinas que temos disponíveis e deixar o máximo em latência. Seja o que irá causar doença respiratória, aborto ou a neurológica

Além disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou recentemente uma circular orientando sobre os cuidados que devem ser tomados para o ingresso de equinos no Brasil a partir da Europa. Sobretudo, envolve a adoção de requisitos sanitários específicos, seguindo recomendações da OIE (Código Sanitário para os Animais Terrestres, Capítulo 12.8).

Portanto, os equídeos devem proceder de estabelecimentos que não foram submetidos a casos de rinopneumonite nos 90 dias prévios ao embarque e são isolados por, no mínimo, 21 dias no país exportador.

A propriedade também deve possuir um veterinário que seja o representante legal do estabelecimento. Ele será responsável por assinar um documento assegurando a sanidade do animal e que a propriedade possui condições para o isolamento dos equinos. Ademais, deverá constar no documento, compromisso de que os equinos não serão movimentados, a partir da propriedade de destino, dentro do prazo acima mencionado.

Caso haja quaisquer sinais clínicos manifestados pelo animal durante esse período, o serviço oficial deverá ser comunicado imediatamente. Para que, assim, seja feita a coleta e encaminhamento de amostras para o diagnóstico laboratorial.

Ao final do período de isolamento, não havendo manifestação de sinais clínicos, o animal poderá ser liberado e encaminhado diretamente à propriedade de destino. Contudo, caso o animal manifeste sinais clínicos compatíveis com a doença e/ou com o resultado laboratorial positivo para rinopneumonite, o mesmo deverá permanecer em isolamento por período adicional de 21 dias no seu estabelecimento de origem.

Faça a sua parte!

Prevenir e controlar um possível surto por herpevirus, depende não apenas do controle das autoridades e órgãos oficiais, mas também da conduta pessoal de veterinários e proprietários bem como se estabelecer um REAL controle das hípicas e eventos eqüestres através de um responsável técnico atuante e presente.

Você (proprietário) colocaria seu cavalo em risco em um evento ou hípica onde não se realiza a vistoria das vacinas na entrada? Você (veterinário) emitiria um atestado de vacina para um animal não vacinado? Pensem nisso.

Por Hélio Itapema, Rachel C. Worthington, Luana Pio de Souza, Maria Luiza Favero, Ana Carolina Pereira Guilherme, médicos veterinários
Crédito da foto: Divulgação/Pexels

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