Saúde Animal

Hemorragia Pulmonar Induzida por Exercício

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Em um estudo realizado com 40 cavalos da raça Quarto de Milha, submetidos a exame endoscópico 30 minutos apos a prova, observou-se que a incidência de HPIE ocorreu em 75% dos animais examinados durante um evento de três tambores.

A Hemorragia Pulmonar Induzida por Exercício (HPIE) é uma afecção que acomete cavalos atletas submetidos a exercícios de alta intensidade e se caracteriza pela presença de sangue nos alvéolos pulmonares ou vias aéreas, impedindo a troca gasosa, reduzindo assim a eficiência pulmonar.

Em um estudo realizado com 40 cavalos da raça Quarto de Milha, submetidos a exame endoscópico 30 minutos apos a prova, observou-se que a incidência de HPIE ocorreu em 75% dos animais examinados durante um evento de três tambores.

Epistaxe e queda da performance são os principais sinais clínicos associados a doença. Ela pode ocorrer durante ou logo após o exercício, sendo notada quando o animal retorna à cocheira ou lhe é permitido baixar a cabeça.

Além desses sintomas, os cavalos afetados podem deglutir e tossir mais frequentemente, durante a recuperação do exercício devido à presença de sangue na faringe e laringe.

De acordo com um artigo publicado pela Universidade de Michigan, menos de 5% dos cavalos apresentam sinais de sangramento pelo nariz ou boca apos exercício intenso, isso demonstra a importância do exame endoscópico.

Normalmente o sangramento ocorre no lobo caudal pulmonar e resulta da ruptura de capilares. O aumento da pressão pode levar à ruptura dos capilares e consequentemente hemorragia. Os pulmões de cavalos afetados, observados após exercício, revelam ruptura no endotélio capilar e alveolar, acúmulo de sangue na parede e no lume alveolar, além de edema intersticial.

A HPIE e resultante de uma combinação de variáveis associadas ao estresse da corrida, como aumento da viscosidade sanguínea, altas pressões vasculares, bem como a inflamação das vias aéreas posteriores.

Há muitas dúvidas a respeito das condições predisponentes e da etiopatogenia da HPIE. O deslocamento dorsal do palato mole, obstrução recorrente das vias aéreas e neuropatia laríngea recorrente seriam uma das principais causas predisponentes para a ocorrência da HPIE, por gerar uma interrupção do fluxo de ar para os pulmões, comprometendo o fluxo sanguíneo e obstruindo as veias pulmonares.

O  impacto provocado pelos órgãos abdominais dos cavalos sobre o diafragma e pulmões durante o apoio dos membros anteriores, nos exercícios de alta intensidade, também contribui para o aparecimento de hpie. Esta teoria é chamada “teoria do pistão”.

Não devemos nos basear apenas no sangramento pela narina (epistaxe), o histórico, os sinais clínicos, a radiologia, o lavado broncoalveolar e principalmente a endoscopia são as ferramentas utilizadas no diagnostico da hpie. No exame endoscópico são observados os seguintes graus da doença:

Grau I: presença de pequenas estrias e/ou coágulos situados no terço distal da traquéia.

Grau II: filetes de sangue distribuídos aleatoriamente (não uniforme) por toda extensão da traquéia, coágulos maiores.

Grau III: sangue distribuído uniformemente por toda extensão da traquéia.

Grau IV: quantidade abundante de sangue por toda a traquéia, laringe, faringe, fossas nasais.

Grau V: exacerbação do grau anterior e epistaxe.

É difícil determinar um tratamento curativo para animais com HPIE, devido a natureza progressiva das lesões e cronicidade da doença. E indicado tratamento paliativo, buscando reduzir a severidade da hemorragia e minimizar suas sequelas.

Atualmente podemos utilizar uma gama enorme de medicamentos que podem auxiliar na redução da hemorragia e tratamento imediato, entre eles broncodilatadores, diuréticos, moduladores de pressão intra alveolar, antibióticos e antiinflamatorios.

No controle da hemorragia os medicamentos mais utilizados são diuréticos por causar queda da pressão sanguínea nos pulmões, agindo diretamente na função renal tubular e inibindo a reabsorção de sódio e cloretos.

Concluindo, não podemos encarar a hemorragia pulmonar induzida por esforço, como um problema grave ou irreversível para o animal, pois atualmente temos muitas formas de prevenir e tratar a doença, além  de comprovadamente existir uma grande casuística da mesma nos esportes de alto rendimento.

Serviço: Clínica de Equinos Itapema

Contato: (11) 99528- 1710 / (11) 94020 -2080

Escrito por : Helio Itapema, Rachel C. Worthington, Graziella Ungaretti

Foto por : Foto cedida

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Five-Panel: exame identifica doenças genéticas no Quarto de Milha e em raças relacionadas

Desde o ano passado, ABQM tornou obrigatória a apresentação do exame das cinco doenças genéticas (FIVE-PANEL), para os garanhões com coberturas após julho de 2020

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Five-Panel: exame identifica doenças genéticas no Quarto de Milha e em raças relacionadas

Desde 2015, todos os garanhões registrados na American Quarter Horse Association – AQHA, devem, obrigatoriamente, ser testados para as cinco doenças, ou Five-Panel. Seguindo o mesmo passo da entidade americana, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha – ABQM, em 2020, tornou obrigatória a apresentação desse exame para garanhões com coberturas após 01/07/2020.

Five-Panel

Mas o que é o Five-Panel e qual a importância desse exame? De acordo com Natalie Lekevicius Costardi, biomédica e Diretora Técnica do Laboratório Allele, o Five-Panel é um exame para equinos que pode detectar mutações genéticas que podem causar cinco tipos de doenças, que são frequentemente encontradas em cavalos Quarto de Milha.

“A detecção dessas doenças podem auxiliar o criador em cruzamentos futuros a fim de evitar o cruzamento de animais que podem gerar um produto afetado por alguma dessas enfermidades”, comenta.

Então, as doenças presentes neste painel são: Deficiência de enzima de ramificação de glicogênio (GBED); Astenia Dérmica Regional Hereditária Equina (HERDA); Paralisia Periódica Hipercalêmica (HYPP); Miopatia de armazenamento de polissacarídeo (PSSM1) e Hipertermia Maligna (MH).

A biomédica ainda explica que o exame pode ser feito junto com a verificação de parentesco antes mesmo do registro do animal. “Apesar disso, o exame pode ser feito a qualquer momento da vida do animal”.

Vale frisar ainda que a parceria do laboratório, com a ABQM, permite uma maior comodidade para associados da entidade que são clientes da Allele.

Por fim, Natalie ressalta sobre a entrega do exame, que tem um prazo de 45 dias, podendo ficar pronto antes do tempo. “O laboratório Allele garante resultados rápidos com atendimento humanizado e os melhores preços do mercado”, finaliza.

Saiba mais em www.allele.com.br | Siga nas redes sociais @allellebiotecnologia

Colaboração: AV Comunicação Equestre
Crédito da foto: Divulgação/Banco de Imagens

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Caso de Febre do Nilo Ocidental é confirmado no Paraná

ADAPAR confirmou a ocorrência no último dia 02; caso foi detectado em uma mula, que faleceu em abril deste ano na cidade de Porecatu (PR)

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Caso de Febre do Nilo Ocidental é confirmado no Paraná

Na última semana a Agência de Defesa da Agropecuária do Paraná – ADAPAR, emitiu uma nota técnica confirmando um diagnóstico positivo de Febre do Nilo Ocidental (FNO) em uma mula. O caso foi detectado no município de Porecatu, no Paraná.

Segundo a nota técnica, a mula, fêmea de seis anos, faleceu em abril deste ano. O animal após atividade de trabalho, apresentou tremores e ataxia nos quatro membros, entrou em decúbito seguido de óbito.

“No dia seguinte foi encontrado mais um animal morto. A necropsia realizada por médico veterinário autônomo revelou lesões no Sistema Nervoso Central, porém a sorologia para encefalomielite equina resultou negativa. Em 15/07/2021 o Centro Diagnóstico Marcos Enriette (CDME) emitiu laudo resultando em sorologia negativa para encefalomielite equina e FNO, porém resultou “detectável” para o gênero Flavivirus. Então as amostras seguiram para o LFDA-MG para diagnóstico de Febre do Nilo Ocidental”, destaca a nota.

Febre do Nilo Ocidental

O vírus do Nilo Ocidental (VNO) é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex. Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus (viremia alta e prolongada) e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. Dessa forma, o homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, uma vez que a viremia se dá por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

Em humanos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre os sintomáticos, a FNO geralmente se manifesta com febre, dor de cabeça, cansaço e vômito, meningite e encefalite. Nos animais pode-se observar sinais decorrentes de encefalite e encefalomielite, anorexia, depressão, ataxia, fasciculação muscular, incoordenação entre outros sinais nervosos.

Por fim, a Febre do Nilo Ocidental pode ser confundida com a raiva dos herbívoros. O período de encubação da doença é de aproximadamente 15 dias e não tem vacina ou tratamento antiviral específico.

Por Heloísa Alves
Fonte: ADAPAR
Crédito da foto: Mario Hagen/Pixabay 

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Botulismo pode causar paralisia de membros e até morte em cavalos

Considerada uma doença que está presente em todo mundo, o botulismo atinge também cavalos de todas as raças

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Botulismo pode causar paralisia de membros e até morte em cavalos

Em primeiro lugar, explicamos que o botulismo é uma enfermidade neurológica causada por bactérias – Clostridium botulinum – em formato de esporos. Essas bactérias estão presentes em forragens, como feno e silagem, que estão mais suscetíveis a reter estas toxinas. Dessa forma, a bactéria pode ser encontrada também nas carcaças de animais.

Sinais do Botulismo

Após entrar no corpo do animal, pela ingestão, se propaga pela corrente sanguínea, a bactéria atinge o sistema nervoso central, inviabilizando a transmissão dos impulsos nervosos. É por isso que os animais portadores destas doenças apresentam, geralmente, debilidade muscular e até mesmo paralisia de parte dos membros.

Outros sinais da doença são salivação excessiva, baixo apetite, alteração no comportamento, tremores musculares, etc. O botulismo pode levar o animal à morte.

Diagnóstico

O diagnóstico passa, em grande parte, pela análise do sangue e fezes, sendo que se o animal não for tratado a tempo pode vir a óbito. A identificação ou diagnóstico concreto do agente causador não é tão fácil, já que os sinais são muito parecidos com outras doenças, como a raiva, por exemplo.

Por isso é recomendado uma análise das fezes e dos alimentos que o animal ingeriu para se ter uma noção mais exata da causa.

Tratamento

Sendo bastante complicado, o tratamento se baseia na internação do animal afetado, que precisa ter uma nutrição especial por meio de intubação, em virtude de sua debilidade.

Então, é necessário em alguns casos ainda que o animal seja mantido suspenso com apoios especiais, além de evacuar e urinar com ajuda manual. Tudo isso atrelado a ministração de medicamentos por meio de soros.

Por fim, a prevenção é composta por alimentação de qualidade, eliminação de carcaças de animais mortos e higienização de ambientes possivelmente contaminados.

Fonte: Equisport
Crédito da foto: Pixabay

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Bioclimatologia auxilia na reprodução equina

Bioclimatologia estuda a correlação do clima com os ciclos vitais de animais e plantas

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Chega a estação fria e com ela a ‘estação de monta’. Mas por que isso acontece? E se quisermos cobrir nossas éguas em qualquer época do ano? As respostas para estas dúvidas têm razões técnicas tanto quanto econômicas ou mesmo práticas. Também é preciso levar em conta a grande diversidade climática e geográfica de nosso país.

Muitas destas explicações estão inseridas na área de conhecimento chamada de ‘bioclimatologia’, ou seja, o estudo da correlação que o clima tem com os ciclos vitais de animais e plantas. E, claro, o estudo do clima pertence ao campo da geografia. Juntando algumas pitadas de biologia, já podemos seguir adiante.

Bioclimatologia

A primeira informação a ter em mente é que as éguas são ‘poliéstricas estacionais’. Isto significa que elas têm ciclos estrais periódicos, durante mais ou menos metade do ano. Num artigo de revista, necessariamente temos que generalizar, mas vale lembrar que toda regra tem exceção, e dúvidas ou problemas precisam ser atendidos por um médico veterinário capacitado em reprodução de equinos. Mas, aproximadamente, o ciclo estral das éguas ocorre em intervalos de 21 a 25 dias. A égua fica fértil durante 3 a 5 dias, depois ocorre um intervalo de 18 a 21 dias, e assim sucessivamente, durante a primavera, verão e início de outono. Durante o inverno e nos períodos de transição, ela não cicla ou tem cios fracos, considerados subférteis, por vezes anovulatórias (quando a égua apresenta algum comportamento de cio, porém não chega a liberar um óvulo para possível fertilização).

É elucidativo visualizar estas duas épocas do ano, estro e anestro (= presença e ausência de cio), como duas ondas, com picos negativos e positivos de fertilidade. E os períodos de transição (quando a égua está entrando em anestro ou saindo dele) são os de fertilidade intermediária. Se fizermos uma superposição deste ciclo com um calendário, veremos que, no hemisfério Sul, o pico de fertilidade das éguas corresponde ao mês de outubro. Por que isto acontece?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o fenômeno do anestro não tem relação direta com a temperatura ambiente, e sim com o fotoperíodo, que é a quantidade de luz solar que incide naquele local em 24 horas. No verão escurece tarde e amanhece cedo, no inverno é ao contrário. A geografia nos ensina que, quanto mais próximos estamos dos polos, maior a diferença entre fotoperíodo de verão e de inverno. Seja no polo norte ou no sul, no verão polar há o sol da meia-noite, quando o sol nunca se põe. Já no inverno o sol nunca nasce. No equador, em todos os 365 dias do ano, há doze horas de claridade e doze horas de período noturno. Tal como na maioria dos mamíferos, o mecanismo endócrino dos equinos reage ao aumento ou ao decréscimo do fotoperíodo numa cadeia hormonal que inibirá ou estimulará a produção dos hormônios reprodutivos, principalmente do feedback progesterona x estrógeno.

Ainda dentro dos termos que pertencem à geografia mais do que à medicina veterinária, os solstícios são os dias do ano mais longo (solstício de verão) e mais curto (de inverno). Entre eles, há os equinócios de primavera e de outono, em que, tal qual no equador, há luz durante exatas doze horas.

E, não por coincidência, estas são as datas das mudanças de estação. (A cada uma também corresponde, em cada cultura humana, uma importante festividade popular-religiosa, mas aí já estaremos divagando…). Assim, em datas aproximadas, para o hemisfério Sul:

  • 22 de março: equinócio de outono
  • 22 de junho: solstício de inverno
  • 22 de setembro: equinócio de primavera
  • 22 de dezembro: solstício de verão

De modo que mais ou menos no começo de fevereiro as éguas vão ficando menos férteis, com cios menos pronunciados e mais curtos. Sua hipófise já está reagindo ao progressivo encurtamento dos dias. Por experiência ou conhecimento técnico, todas as pessoas experientes, nos haras, sabem disso, e é por isso que “bate o desespero” para emprenhar aquelas éguas que ainda chegam a janeiro vazias. O anestro em si dura do fim de março até junho, e o pico de fertilidade das éguas se dá no mês de outubro, fenômeno também bem conhecido por todos que já tenham trabalhado ou estagiado em um criatório.

Contudo, nas zonas tropicais a ocorrência do anestro é tanto menos caracterizada quanto mais próximos estivermos do equador. No Brasil, isto significa que na região Sul – para baixo da linha de Sorocaba e Campinas, onde passa o Trópico de Capricórnio – as éguas costumam ter períodos de estro e anestro bem caracterizados, enquanto perto da linha do equador muitas delas nem têm anestro, ciclando o ano inteiro. E para o Brasil Central a resposta é “depende”, incluindo desde fatores genéticos a nutricionais, e também da maneira como o manejo reprodutivo é conduzido no criatório.

Mas tudo na natureza ocorre em ciclos. Até mesmo as plantas entram em dormência total ou parcial no inverno, quando quase não crescem, para que seu metabolismo, e também o solo, possam descansar e se regenerar. A alternância entre anestro e estro nada mais é do que uma possibilidade para que o organismo entre em descanso fisiológico, e que o potro seguinte nasça mais forte e bem formado. O mais tardar neste ponto é que devemos começar a pensar se um excesso de manipulação por meio da biotecnologia pode trazer prejuízo à qualidade de animais de nosso criatório.

De fotoperíodo artificial a tratamento hormonal, já existem muitas possibilidades de manter as éguas ciclando o ano inteiro – e, conforme explicado acima, em algumas regiões do Brasil elas irão ciclar naturalmente mesmo. Mas se o aparelho reprodutor entrar em exaustão fisiológica, as consequências podem ser potros menores e menos resistentes, ou ainda quebra na produção de leite – tanto no caso das matrizes (mães biológicas) quanto das receptoras (barrigas de aluguel), das quais ainda falaremos mais para frente.

Aqui como em quase tudo na vida, é necessário buscar o equilíbrio entre quantidade e qualidade. A antiga máxima de “dois potros a cada três anos” pode ser válida, ainda que haja éguas que nos brindam com um potrinho a cada doze meses, relojinhos reprodutivos, sempre gordinhas e boas leiteiras. Mas aqui a chave está na predisposição individual, não na ‘forçada’ artificial.

Curiosamente, o ciclo hormonal acontece também com os garanhões, ainda que em menor intensidade. Isto foi verificado em garanhões PSI destinados a acompanhar a estação de monta tanto no hemisfério norte quanto no sul. Já que nesta raça a única forma aceita de reprodução continua sendo a monta natural, ao término de uma temporada os sementais eram (e em alguns casos ainda são) embarcados para servir as éguas na outra metade do globo, com a intenção de maximizar a produção destes valiosos animais.

Passariam, por exemplo, seis meses do ano na Inglaterra e os outros seis na Austrália, ou ainda poderiam se alternar entre Brasil e Estados Unidos. Em tese, vivendo apenas no verão, a hipófise estimulada por longas horas de incidência de luz solar, os garanhões teriam contínua produção elevada de sêmen de boa qualidade. Só que… na prática, a partir do segundo ano a fertilidade e até a libido destes garanhões começava a decair. É que a eles não era permitido o descanso fisiológico sazonal, correspondente ao comportamento natural da espécie.

Isto também pode servir de alerta sobre o uso excessivo ou mal direcionado do fotoperíodo artificial em éguas, por exemplo, pretendendo que elas comecem a ciclar muito antes do que seria natural. E vale também para os casos de importação de matrizes e reprodutores de um hemisfério a outro: é natural que eles sejam sub ou até inférteis durante o primeiro ano de suas novas vidas.

Ano hípico

O ano hípico é um artifício criado que de certa maneira respeita esta sazonalidade dos nascimentos dos potros. Ao mesmo tempo, ele dá maior uniformidade às gerações de animais novos, o que é tanto mais importante quanto mais jovens eles começarem a competir. E também permite maior eficiência no fluxo de trabalho dos serviços de registro ginealógico das Associações de Criadores.

No hemisfério Sul, o ano hípico vai de 01 de julho a 30 de junho, e no hemisfério Norte, corresponde ao ano-calendário. Em algumas raças, notadamente no puro-sangue inglês, isto significa que todos os potros daquela geração compartilham o mesmo aniversário, no nosso caso, o dia 01 de julho. Mesmo que em seus documentos seja registrada sua data real de nascimento, para efeito de formação de categorias ou de “turmas”, como se diz nas corridas, é considerado que tenham nascido no início da temporada. Vem daí a expressão ‘mal nascido’: um potro nascido no final de janeiro ou fevereiro será agrupado com animais quatro a seis meses mais velhos do que ele.

Lá na frente, quando forem cavalos maduros, estes meses não farão nenhuma diferença, mas numa categoria de conformação ao cabresto de, por exemplo, potros de 12 a 18 meses, ou em estreantes nas pistas de corrida com dois anos de idade hípica, é uma diferença imensa, que apenas pelo efeito óptico, sem nem falar das desvantagens físicas reais (“aquele pequenino no meio dos grandões”) já chega a desvalorizar o produto. É por isso que nos haras de corrida o manejo reprodutivo começa bem cedo, antes do pico real de fertilidade, para que as éguas deem à luz seus potros o mais próximo possível do dia 01 de julho do ano subsequente. Lembrando que a gestação dos equinos é de onze meses e alguns dias, e que um nascimento em junho em tese faz com que o potro se torne “muito mal nascido”, no finalzinho da geração anterior. E antes que alguém pergunte, as visitas-surpresa dos inspetores das Associações existem sim…

Se deixarmos a natureza seguir seu curso, veremos que o maior índice de coberturas bem-sucedidas acontecerá em outubro, portanto, com grande parte dos nascimentos se dando em setembro do ano seguinte. Bioclimatologicamente falando, isto faz todo o sentido do mundo, pois o pico de crescimento das gramíneas se dá entre novembro e janeiro, coincidindo com o ápice de produção leiteira das éguas, do segundo ao quarto mês de vida do potrinho. Nesta fase os futuros campeões das pistas chegam a ganhar dois quilos de peso por dia – tudo isso vindo do leite de suas mães, ou das éguas receptoras, o que a esta altura dá no mesmo.

Mesmo que seja adotado o creep feeding, ou outra maneira de fornecimento de ração aos potrinhos, nesta idade eles ainda não ingerem quantidades importantes de concentrado. O mesmo se destina principalmente a fazer o condicionamento fisiológico do aparelho digestivo para a futura mudança de dieta. E somente uma égua bem nutrida dá leite de boa qualidade em quantidade suficiente, e as pastagens são o alimento principal dos equídeos. A natureza é sábia. Isto vale também como lembrete para o fato de que a super-alimentação da égua no final da gestação e logo após o parto não apenas é desnecessária, mas pode ser até prejudicial, com o risco de resultar em cólicas e laminites. Já por volta do segundo mês pós-parto, a produção leiteira da égua chega a vinte litros diários (!!), e aí sim a nutrição dela merece nossa atenção plena, sob pena de comprometer o desenvolvimento do futuro cavalo atleta.

Por Claudia Leschonski, MV
Crédito da foto: Jean Alves/Pexels

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Saúde Animal

Saiba como preparar o seu cavalo para o retorno ao trabalho

Cavalos devem ter preparo especial para o retorno das atividades de trabalho

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Saiba como preparar o seu cavalo para o retorno ao trabalho

Antes de mais nada, temos que avaliar o estado nutricional do cavalo. Eles podem estar muito acima do peso, fruto da falta de exercícios e/ou do excesso de ração, ou podem estar abaixo do peso, pois muitas vezes ficam um ou dois meses soltos com pouca ou nenhuma ração.

No primeiro caso temos que voltar com o cavalo paulatinamente, pois os músculos e articulações sofrem com o sobrepeso, o que pode originar lesões muito graves. No caso dos animais magros, temos também que respeitar seus limites, pois animais debilitados podem não render o esperado, e estar mais preguiçosos.

Porém, o mais importante é que não façam mudanças bruscas neste momento, o aumento brusco ou mesmo a mudança brusca na relação volumoso – feno, alfafa e capim – / concentrado –ração-, podem gerar distúrbios digestivos graves.

Devemos também verificar se o animal apresenta externamente sinais de contusões ou ferimentos e ectoparasitas (carrapatos). Um exame da boca dos cavalos também se torna importante, já que dentes pontiagudos ou ferimentos podem atrapalhar e muito o treinamento.

Outro aspecto fundamental é uma revisão detalhada dos cascos e/ou ferraduras. Não se deve reiniciar o treinamento sem que o animal tenha sido atendido por um ferrador.

E, finalmente, um exame de sangue, de preferência analisado por um veterinário. Também seria recomendável a visita deste veterinário antes do reinicio do treinamento, para uma avaliação mais detalhada e profissional.

Assim, seguidos estes itens básicos teremos reduzido significativamente as chances das prazerosas férias se tornarem um pesadelo. E que a temporada 2018 comece!!!!

Por Dr. Hernani Azevedo Silva Neto
Médico Veterinário – Especialista em medicina esportiva
Crédito da foto: Kaboompics.com/Pexels

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Saúde Animal

Saiba como preparar o seu cavalo para estação de monta

Organização e conhecimento são fatores determinantes para o sucesso da estação de monta

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Saiba como preparar o seu cavalo para estação de monta

Considerados animais estacionais, os equinos manifestam o comportamento sexual em apenas uma época do ano, quando há uma incidência maior de luz. Denominada estação de monta, o período tem início na primavera, onde os dias são mais longos e com uma quantidade maior de luz natural.

Dessa forma, é importante que os cuidados para uma boa reprodução equina sejam tomados antes, para que no final da estação de monta sejam colhidos bons resultados. Além disso, é necessário entender o que é, o que fazer antes e durante a estação de monta.

Assim sendo, separamos algumas dicas de como preparar os animais reprodutores para essa época.

Preparação

Quando planejada de forma correta, a estação de monta pode ser proveitosa para os criadores que desejam ótimos índices de reprodução. Porém, inicialmente, é necessário realizar alguns procedimentos, que apesar de serem considerados básicos, são de extrema importância.

O primeiro passo na preparação é avaliar a condição reprodutiva dos animais. Para os garanhões, têm alguns procedimentos de rotina a serem realizados, entre eles está o exame andrológico, que tem o objetivo de avaliar a fertilidade e a quantidade de sêmen dos reprodutores.

O processo de armazenamento de sêmen precisa ser eficiente, já que nesta etapa pode haver perda da qualidade do material coletado. Neste processo, é necessário estar atento a escolha da utilização do sêmen, entre congelado, resfriado ou fresco, além do transporte.

No caso das éguas, é fundamental aplicar alguns exames e rotinas de manejo. Deve ser feito o exame ginecológico para obter a identificação do ciclo estral durante a estação de monta. O diagnóstico ginecológico, contribui na separação das matrizes e das receptoras.

Ainda no preparo das éguas, especialmente as mais velhas, é preciso fazer o acompanhamento ultrassonográfico do útero, uma avaliação ginecológica através de uma citologia uterina para que, se em caso de alguma patologia, se antecipe o tratamento e ela entre na estação de monta em plenas condições reprodutivas.

Escolha do animal

A escolha adequada dos animais é um fator determinante para o sucesso da estação de monta. Você pode apostar em machos e fêmeas que possuam alto padrão genético e com características desejáveis ao criador. Além disso, é essencial que esses animais tenham uma linhagem condizente com a espécie.

Suplementação

A célula espermática que começa a ser produzida hoje só estará pronta daqui a 60 dias, ou seja, o máximo de efeito que se consegue de benefícios com a suplementação vem 60 dias depois de iniciada. O que não quer dizer que o efeito virá somente daqui 60 dias, mas sim que ele vai melhorando gradualmente o sêmen desse garanhão com esse período.

Biotécnicas Reprodutivas

Esperar apenas pela monta natural, sem o auxílio de nenhuma biotécnica, pode não gerar tanta eficiência. Já que o principal objetivo das técnicas de reprodução é o melhoramento genético do plantel e reduzir o tempo entre as gestações de forma segura, a utilização de biotécnicas reprodutivas pode ser aliada nisso. As principais utilizadas são: palpação retal, avaliação reprodutiva, transferência de embriões, inseminação artificial, aspiração folicular, ultrassonografia veterinária e sexagem fetal.

Limpeza

A limpeza do pênis também é muito importante, com o repouso sexual, os animais costumam acumular sujeira e a carga bacteriana torna-se muito grande, sendo importante lavar o pênis do animal. Não é necessário usar nenhuma substância germicida, apenas água, para diminuir essa carga de contaminação que eventualmente pode ser levada para dentro do útero da égua.

Testagem de Diluentes

Este é o período ideal para fazer o teste no ejaculado desses garanhões, que serve para definir o qual é o melhor diluente para cada animal. O ejaculado coletado pode ser dividido em quatro partes e submeter, todas as partes, em testes para ver qual o melhor para aquele indivíduo.

O diluente de sêmen serve para proteger de contaminação bacteriana, fornecer energia extra para o espermatozoide para que ele viva por mais tempo e para protegê-lo de temperaturas adversas.

Efetivação do Embrião

Por fim, desde o momento em que o embrião é retirado da doadora ele é passado num meio de embrião holding. Após passar por um processo de limpeza, nutrição e proteção esse embrião é transferido para a receptora. Depois de todos esses cuidados e da confirmação da prenhez, é só aguardar o período de gestação. Que é de aproximadamente 11 meses e o nascimento do tão desejado potro.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Bas Masseus/Pexels

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Saúde Animal

Confira quatro dicas para o seu cavalo ter um inverno melhor

O mês de julho segue com os termômetros registrando baixas temperaturas, com isso é necessário se atentar no trato com os cavalos

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Confira quatro dicas para o seu cavalo ter um inverno melhor

Já faz um mês que a estação mais fria do ano começou, entretanto, seguimos nesta semana como no início no inverno, com o registro de baixas temperaturas em quase todo o país. De acordo com o Clima Tempo, ao menos 80 cidades, em 6 estados brasileiros registraram temperaturas negativas nesta terça-feira (20).

Dito isso, reunimos quatro dicas para melhorar o bem-estar dos cavalos e prevenir alguns problemas de saúde durante o inverno. Confira:

Ingestão da Água

Assim como para nós humanos, existe também a tendência de o animal consumir menos água. Dentre os motivos para isso está a menor necessidade de água pelo tempo frio e o fato da temperatura da água estar mais gelada.

A baixa ingestão de água pode ser um dos causadores de compactação. Então, é necessário um acompanhamento da quantidade de água ingerida pelos cavalos, assim como verificar se a mesma está em local apropriado, limpo e de boa qualidade.

Qualidade do Feno

Durante essa época, com o tempo seco, o feno costuma chegar aos cavalos com uma qualidade inferior, e que isso, também pode causar quadros de cólicas por compactação. É preciso averiguar a qualidade do feno e, caso esteja muito ressecado, não deve ser fornecido aos cavalos.

Problemas Respiratórios

Como já abordado aqui no Portal, durante o inverno as doenças respiratórias se tornam mais comuns, com incidência maior em equinos. Essas doenças respondem pela maioria dos atendimentos veterinários.

Além da temperatura fria, o quadro de pouca chuva e excesso de poluição e poeira, pode acometer um quadro de obstrução recorrente de vias aérea. Contudo, para prevenir este problema o ideal é irrigar a pista de treinamento, do piquete e de estradas de terra que ficam próximas aos cavalos e que levantam muita poeira. Outra solução é umedecer as baias para diminuir a quantidade de pó, assim como o feno, para que o cavalo não inale todo aquele pó.

Uso de Capa

Outro tema já falado para aqui, o uso de capa contribuiu não só para manutenção da temperatura corporal dos cavalos, mas também para que seu animal fique confortável neste tempo frio. Por fim, o uso de capa também minimiza o problema com excesso de pelos, te ajudando no questionamento sobre deixar ou não o seu cavalo peludo.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Semanal Três Tambores
Crédito Imagem: Pixabay

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Saúde Animal

Indústrias veterinárias estão autorizadas a produzir vacinas contra a Covid

Indústrias veterinárias poderão produzir vacinas desde que sigam as normas estabelecidas pela lei sancionada na quinta-feira

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Indústrias veterinárias estão autorizadas a produzir vacinas contra a Covid

Nesta sexta-feira, 16, foi publicada no Diário Oficial da União a lei que autoriza estabelecimentos fabricantes de vacinas veterinárias a produzir imunizantes contra a covid-19 e o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), no Brasil. Contudo, é necessário o cumprimento de todas as normas sanitárias e as exigências de biossegurança próprias dos estabelecimentos destinados à produção de vacinas para uso humano.

A publicação vem no dia seguinte após o presidente Jair Bolsonaro sancionar, com veto, a Lei nº 14.187, de 15 de julho de 2021. Bem como, a medida prevê que todas as fases relacionadas à produção, desde o envasamento, ao armazenamento de vacinas para uso humano deverão ser realizadas em dependências fisicamente separadas daquelas utilizadas para a fabricação de produtos de uso veterinário.

O texto diz ainda que, quando não houver ambientes separados para que o armazenamento seja feito, as vacinas contra a covid-19 poderão ser armazenadas na mesma área de armazenagem das vacinas de uso veterinário, mediante avaliação e anuência prévias da autoridade sanitária federal e desde que haja metodologia de identificação e segregação de cada tipo de vacina.

Veto

Contudo, o artigo 5º foi vetado pelo presidente da República. O texto estabelece que ato do Executivo poderia prever incentivo fiscal. Incentivo destinado às pessoas jurídicas que adaptassem suas estruturas industriais destinadas originalmente à fabricação de produtos de uso veterinário para a produção de vacinas contra a covid-19.

“Embora se reconheça a boa intenção do legislador ao autorizar benefício de natureza tributária, a propositura legislativa encontraria óbice jurídico por violar dispositivo na Constituição da República que determina que benefícios tributários só podem ser criados por lei em sentido estrito”, diz o documento.

De acordo com a justificativa do veto, “a propositura legislativa acarretaria renúncia de receitas sem apresentação da estimativa do impacto orçamentário e financeiro e das medidas compensatórias, em violação à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Diretrizes Orçamentárias 2021”.

Fonte: Agência Brasil
Crédito da foto de chamada: Pixabay

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Saúde Animal

Cavalo peludo no inverno

Cavalos já têm uma proteção natural contra o frio: os pelos, entretanto, isso pode atrapalhar o seu rendimento

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Cavalo peludo no inverno

Estamos na estação mais fria do ano e é quando surge uma pergunta. Preciso deixar meu cavalo peludo no inverno? Os cavalos têm sua capa natural de proteção contra o frio que são seus pelos mais crescidos.

Muitos cavalos engrossam o pelo no inverno, mas ele tem que trabalhar. Então ele vai trabalhar e vai suar bastante, como se fosse nós humanos jogando bola de agasalho. Contudo, automaticamente, tende a cair de rendimento.

Soluções

A princípio, o que pode ser feito é dosar o programa de trabalho desse cavalo, decidindo se continua com ele peludo ou se vai tosquiar.

Por exemplo, se um determinado cavalo está com o pelo mais comprido e sua seção de treino terminou perto do final da tarde, o recomendável é um banho para tirar o suor antes de guardá-lo na cocheira.

Com a temperatura caindo, você vai dar uma ducha em um cavalo peludo, mas do mesmo jeito que ele demora para secar o suor, vai demorar para secar do banho. Contudo, ele não pode ir para a cocheira molhado.

Nesse caso, é preciso solta-lo no pasto até secar com a temperatura ambiente. Temperatura abaixo do ideal também não seria uma boa solução, já que neste caso há um risco de cair o rendimento por conta de uma gripe.

A melhor solução para um cavalo que trabalha e tem em sua programação os treinos mais para o final do dia é tosquiar o corpo todo. E tirando a proteção natural do corpo dele para o frio, o ideal é deixa-lo aquecido com protetores, capas, peças especializadas para isso.

Para os cavalos que passa a máquina, então, duas a três capas no inverno ajuda a resolver a decisão de que precisamos tirar o pelo crescido para que seu rendimento não caísse. Ajuda o cavalo a proteger e assim o ajudamos a render mais no trabalho.

Protegido, ele não se desgasta tanto no momento de trocar calor para se aquecer. Caso ficasse peludo e você desse um banho nele já com a noite chegando ou deixasse ele secar o suor naturalmente, ele faria um esforço maior para conseguir se aquecer, com maior gasto de energia.

Colaboração: Aluisio Marins
Crédito das fotos: Pixabay

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Saúde Animal

Doenças respiratórias são mais comuns no inverno, prejudicando o desempenho de equinos

Associação entre antibióticos e anti-inflamatórios é indicado para tratamento mais efetivo e menos demorado, indica veterinário

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Doenças respiratórias são mais presentes no inverno, prejudicando o desempenho de equinos

O inverno chegou e junto com ele vem a preocupação com a saúde dos equinos. Essa preocupação deve ser redobrada para não prejudicar o desempenho durante este período. Estudos mostram que além dos cuidados extras com tratamentos para quadros respiratórios, os cavalos de esporte têm performance reduzida em até 42% caso não tenham o cuidado necessário para retomar a forma física.

De acordo com Thales Vechiato, médico veterinário e gerente de Grandes Animais da Syntec do Brasil, “existem diversos fatores predisponentes às doenças respiratórias, como poeira, pó, esporos, fungos, pólen, gases, poluentes e amônia”.

Doenças Respiratórias

As doenças respiratórias em equinos são comuns. Elas respondem pela maioria dos atendimentos de rotina de médicos veterinários, segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo. O problema acomete principalmente cavalos atletas, que são submetidos a atividades físicas intensas, ou animais mais velhos.

Essas enfermidades afastam os equinos de suas atividades, o que obviamente provoca prejuízos aos criadores. “Além de todos os custos com tratamento, os animais acometidos devem permanecer em repouso e parar as atividades durante o período de tratamento”, explica Vechiato.

O veterinário explica que “exercitar um cavalo atleta com qualquer doença respiratória pode ser muito prejudicial, pois, em casos mais severos, eles podem desenvolver intolerância ao exercício, dispneia expiratória, tosse seca, perda de peso e queda da performance”.

Estratégia

De acordo com Thales Vechiato, a estratégia mais eficaz contra doenças respiratórias é investir em prevenção, começando com a manutenção dos estábulos e/ou baias. “É importante garantir o acesso do equino a áreas abertas e bem arejadas. Além de um fornecimento de alimentação balanceada. É preciso investir em protocolos vacinais contra essas enfermidades e, principalmente, diminuir ao máximo o contato com quaisquer partículas que possam ocasionar o desenvolvimento de afecções”.

“De acordo com o tipo de afecção respiratória e os sintomas apresentados pelos equinos, é indicada a associação entre antibióticos e anti-inflamatórios. Com essa associação, o tratamento torna-se mais efetivo e menos demorado”, esclarece o veterinário.

Fonte: Assessoria de Imprensa Syntec do Brasil
Crédito das fotos: Divulgação/Syntec do Brasil

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