Saúde Animal

Importância de manter uma farmácia na fazenda ou haras

Alguns medicamentos e outros itens sempre à mão podem ajudar a salvar a vida de um cavalo

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Já ouviu falar de animais que vão a óbito por falta de primeiros-socorros? Em resumo, alguns casos poderiam ter uma história diferente se houver uma farmácia na fazenda ou haras bem abastecida.

Especialistas apontam que manter uma farmácia dentro da sua propriedade de cavalos bem abastecida é fator determinante para o sucesso de sua atividade. Essa prática não só previne enfermidades como garante que o primeiro atendimento seja feito com rapidez.

Tratar algumas doenças que diminuem o bem-estar e a produtividade dos animais é um dos fatores a se levar em conta. Tudo que um proprietário ou gerente que é que os animais se mantenham saudáveis e felizes.

Mas para sua farmacinha ser realmente eficiente, não basta montar uma boa seleção de produtos. É preciso ficar atento a alguns pontos cruciais sobre armazenagem, gestão de recursos e controle sanitário.

Alguns medicamentos e outros itens sempre à mão podem ajudar a salvar a vida de um cavalo; por isso ter uma farmácia na fazenda é bom
Uma farmácia na fazenda ou no haras bem organizada ajuda no dia a dia com os cavalos

Dicas simples:

  • Inclua na farmácia antiparasitários, matabicheiras, antibióticos, antissépticos, cicatrizantes e vitaminas;
  • Mantenha os produtos separados por categoria;
  • Fique atento 100% aos prazos de validades de todos os produtos;
  • Assim como realize boas práticas de conservação desses produtos;
  • Outro cuidado é com o descarte e os protocolos corretos para esse fim;
  • Evite desperdício ao ter um bom controle de estoque;
  • Por fim, capacite um funcionário para trabalhar nessa função.

Planejamento é tudo se você quer ter ordem e todos os seus cavalos bem. Antes de mais nada, recorra a um profissional da área, médico veterinário, a fim de entender melhor o que funciona para o tipo de negócio que você tem na sua fazenda ou haras.

Alguns produtos, portanto, podem variar. Por exemplo, você realiza coleta de sêmen além de treinamento de cavalos; seus animais são destinados apenas para passeios e cavalgadas, e assim por diante.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Zoetis, Canal Rural
Crédito das fotos: Pixabay

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Saúde Animal

Importância da vacinação de equinos contra influenza e tétano

Se não forem bem tratadas, abrem portas para outras doenças oportunistas e podem levar o animal a óbito

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Influenza e tétano são importantes enfermidades que acometem os equinos. Responsáveis, sobretudo, por consistentes prejuízos no mercado equestre. Ambas comprometem bastante a saúde dos animais.

Se a influenza equina não for bem tratada, por exemplo, abre a porta para outras doenças oportunistas. Em outras palavras, levam, inclusive, à perda do animal. O tétano também é fatal. Por isso, é importante entender o que são, como se manifestam e quais as consequências das duas doenças para o plantel.

Influenza equina

A causa da influenza equina é um vírus de mesmo nome. Uma doença endêmica em diversos países. Ou seja, doença infecciosa que afeta significativamente uma certa região ou população. É altamente contagiosa e se aloja nas vias aéreas superiores e inferiores dos equinos.

Por conseguinte, causa alta morbidade e baixa mortalidade. Contudo, resulta em broncopneumonia por infecções secundárias bacterianas. E chega a ser fatal, particularmente em animais jovens. Em qualquer destas situações implica prejuízos econômicos significativos aos criadores.

Equinos de todas as raças e idade, não vacinados e sem exposição prévia ao agente infeccioso estão susceptíveis. A doença ocorre pela contaminação dos animais pelo vírus, por via aérea na forma de aerossóis, em ambientes contaminados.

Os animais sintomáticos apresentam febre, tosse seca não produtiva, corrimento nasal, conjuntivite, inapetência, apatia e depressão. Em contrapartida, a pneumonia é comum em potros não vacinados.

Tétano

Já o tétano é uma doença infecciosa causada pela ação das toxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani. Este micro organismo está presente no ambiente em forma vegetativa ou esporulada.

A bactéria penetra em feridas abertas, liberando toxinas que impedem a liberação de neurotransmissores importantes para o relaxamento muscular. De acordo com estudos, a taxa de mortalidade chega a 80% em equinos não vacinados.

Os animais sintomáticos apresentam rigidez muscular, tremores, prolapso de 3ª pálpebra, cauda em bandeira, orelhas eretas ou cruzadas. Bem como dilatação das narinas, dispnéia, dificuldade de mastigação e deglutição e cauda em bandeira.

Se a Influenza e tétano não forem bem tratadas, abrem portas para outras doenças oportunistas e podem levar o animal a óbito

Vacinação de equinos contra influenza e tétano

Promover a vacinação dos animais periodicamente é o modo mais eficaz de evitar essas doenças. Para isso, o mercado conta com vacinas compostas pelos vírus inativados da Influenza Equina (vírus A-equi-1 e A-equi-2) e toxóide tetânico.

O imunizante proporciona imunogenicidade, que é a capacidade de desencadear resposta imune a partir da formação de anticorpos. E também antigenicidade, capacidade de interagir com anticorpos. Em alguns casos, vacinas confirmadas em estudo na espécie alvo e aplicada em potros, fêmeas prenhes e animais adultos.

Por exemplo, equinos previamente negativos para anticorpos neutralizantes receberam três doses da Get-Vacina Syntec. O intervalo foi de 30 dias, avaliados logo após coleta de sangue dos animais antes de cada dose.

Misturou-se o soro colhido dos animais vacinados com os vírus utilizados para elaboração da vacina. Incubados em cultura de células MDCK até o controle dos vírus (sem soro animal) apresentar o efeito citopatogênico.

A saber, os soros colhidos dos animais, antes da inoculação da primeira dose da vacina, não apresentaram títulos detectáveis de anticorpos neutralizantes (≤ 100). Por isso, a OIE – World Organization For Animal Health recomenda um aumento no título de quatro vezes ou mais relação aos controles negativos.

Os resultados obtidos mostram a capacidade da vacina em desenvolver anticorpos (imunogenicidade), assim como de reagir com os anticorpos induzidos após vacinação (antigenicidade) de forma específica nos equinos vacinados.

No caso, após a primeira dose da vacina, o soro apresentou um aumento de 15 vezes o título de anticorpos neutralizantes estipulados pela OIE e, após a 3ª dose, este valor aumentou ainda mais 4 vezes.

Conclui-se, portanto, a importância da vacinação de equinos contra influenza e tétano.

Colaboração: Fernando Santos, gerente nacional de vendas da Unidade de Negócios Bovinos e Equinos da Syntec
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels

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Saúde Animal

Como evitar que as micotoxinas interfiram na saúde do seu cavalo

A contaminação por fungo, como as micotoxinas, também podem afetar o desenvolvimento dos equinos

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Os equinos são animais que, apesar de serem grandes e robustos, são sensíveis como qualquer outro. Principalmente às contaminações por fungos, como a micotoxina. Então, o que fazer para que elas não interfiram na saúde do seu cavalo?

Em primeiro lugar, é importante que o criador entenda que esta contaminação é séria. E, além disso, acarreta muitos prejuízos para o desempenho do animal e para seu bolso.

As micotoxinas são substâncias tóxicas e consideradas algo natural, resistente e invisíveis ao olho nu. O problema está justamente aqui. Por ser algo natural, as micotoxinas são encontradas em diversos locais. Nas pastagem, nas rações, nas forragens e até nos materiais utilizados para as ‘camas’ do animal.

Hoje, há centenas de tipos de micotoxinas e o verão é a estação ‘perfeita’ para se desenvolverem. Portanto, é importante garantir que o local de armazenagem da silagem, forragem, fenos, pré-secados e rações esteja sempre livre de umidade. Preserva, assim, a saúde do seu cavalo e não deixa produto exposto à temperatura elevada.

O consumo de micotoxinas, mesmo que em baixos níveis, gera um impacto muito grande na saúde dos equinos. E, consequentemente, nos custos da criação. Uma vez que o cavalo é intoxicado, pode apresentar reduções significativas na imunidade.

Do mesmo modo que afeta ainda a taxa de prenhez, a eficiência produtiva e reprodutiva, além de poder causar perdas embrionárias e, em casos mais extremos, levar o animal a óbito.

A contaminação por fungo, como as micotoxinas, também podem afetar o desenvolvimento dos equinos, assim como a saúde do seu cavalo

Doenças provocadas pela micotoxinas:

Em éguas: gestação prolongada, abortos, separação prematura do córion, placenta espessada, retenção de placenta, redução no consumo do alimento, cólicas, morte embrionárias e atraso nas taxas de prenhes.

Em potros: baixa transferência de imunoglobulina, potros fracos, aumento nos índices de pneumonia de aspiração e de casuística de natimortos e mortes súbitas.

Para evitar que o animal seja contaminado, é imprescindível oferecer um complemento nutricional balanceado para uso com forragens. Além destes complementos serem naturais, ou seja, à base de uma cepa específica de levedura, conseguem ligar a maioria das micotoxinas existentes e excretá-las do organismo animal, proporcionando maior segurança à dieta.

Este tipo de complemento proporciona incremento calórico e proteico à dieta, vitaminas, macro minerais e micro minerais de fontes nobres, como o Cobre e o Zinco Quelatados e o Selênio Orgânico.

Colaboração: Cláudia Ceola | Médica Veterinária e Supervisora Técnica de Equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Saúde Animal

Artrite séptica e osteomielite: por que os neonatos são tão susceptíveis?

Neste artigo assinado por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus, você fica sabendo mais detalhes sobre esse processo inflamatório do tecido ósseo causado por bactérias

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A artrite séptica e a osteomielite representam graves ameaças à vida do potro, bem como ao seu futuro atlético.

Patogênese

Nos neonatos, a infecção de uma articulação geralmente ocorre via disseminação hematógena, durante um quadro transitório ou persistente de bacteremia. A bactéria chega a diferentes órgãos e tecidos do neonato, incluindo ossos e articulações, através da corrente sanguínea.

Pneumonias, diarreias, infecções umbilicais e placentites podem ser as patologias primárias que favorecerão o desenvolvimento da artrite séptica ou da osteomielite mais tarde. Há risco, inclusive, de infecção de múltiplas articulações e osteomielite simultânea, o que é incomum no adulto.

Por esses motivos, todo potro deve ser examinado de forma completa para que se descarte outras afecções que podem estar associadas ao quadro ortopédico.

Colonização articular facilitada

A membrana sinovial e o osso subcondral dos neonatos são altamente vascularizados. O vasos são muito permeáveis, têm baixo fluxo e baixa pressão sanguínea. Essas características facilitam a translocação e deposição de bactérias nesses tecidos.

Além disso, até 7 a 10 dias de vida o risco é ainda maior. Afinal, o potro possui vasos transfiseais, que facilitam a propagação das bactérias da através da epífise para o osso subcondral e superfície articular.

Sendo assim, a bactéria se propaga a partir do osso subcondral da epífise para a cartilagem e então para a cavidade sinovial. Conforme a epífise “amadurece”, esses vasos transfiseais regridem e a incidência desse tipo de infecção diminui.

Fatores de risco

Sobretudo, potros prematuros ou dismaturos, potros que demoram a se levantar após o nascimento e aqueles que falham em absorver adequadamente as imunoglobulinas presentes no colostro apresentam maior risco de desenvolver infecções ósseas e articulares.

A falha de transferência de imunidade passiva (FTIP) é o maior fator de risco associado à bacteremia. Um estudo indicou que o risco de desenvolvimento de artrite séptica é de 78% em potros com FTIP.

Além disso, até 45% dos potros com septicemia podem desenvolver algum tipo de doença ortopédica infecciosa.

Prevenção

Práticas de manejo simples como garantia de acompanhamento do parto, imunização através do colostro, desinfecção adequada do coto umbilical e higiene do ambiente podem reduzir significativamente a incidência de todas essas doenças.

Texto: Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus

Instagram: @pro.equus | E-mail: pro.equus@terra.com.br | Telefone: (11) 99918 – 3403

Crédito da foto: Divulgação/ProEquus

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