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Importância do volumoso na dieta dos equinos

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Os equinos precisam de mais de volumoso do que concentrado em sua dieta, então como fornecê-lo?

Os equinos são animais herbívoros que se alimentam de vegetais. Se não possuírem moradia fixa, pastam soltos por cerca de 18 horas por dia. Além de seus antigos hábitos, o cavalo tem um estômago relativamente pequeno se comparado com seus outros órgãos do trato gastrointestinal. Por isso ele se alimenta de pequenas quantidades durante todo o dia.

Primeiramente, para que o animal tenha uma alimentação equilibrada é necessário formular uma dieta baseada em alguns fatores importantes. A saber, características individuais do animal, sendo elas peso, raça e categoria. Visto que todas influenciam nas exigências nutricionais, diferentes de acordo com a categoria. Os equinos precisam de mais de volumoso do que concentrado. Assim sendo, o volumoso deve ser a base da sua dieta compondo 50%. Ou o mínimo de 1% do seu peso vivo em relação a matéria seca.

Volumoso

O volumoso é a forrageira, que também é considerada apenas como verde. É o alimento que contém 18% de fibra bruta. Portanto, estimula o movimento peristáltico que evita a indigestão e auto intoxicação. Ou ainda a produção de saliva com os movimentos de mastigação. Algo que também promove a sensação de saciedade no animal. Em acima de tudo, auxilia na formação do bolo fecal, produz energia por meio da fermentação da fibra. Controla o pH no ceco – cólon e, por fim, é importante para a manutenção da microbiota desejável do intestino grosso. Fator que preveni a proliferação de bactérias potencialmente patogênicas.

Os equinos apresentam uma anatomia e fisiologia digestiva adaptada para se alimentarem exclusivamente de forragens. A falta pode resultar em consequências fisiológicas indesejadas. Nesse sentido, acarretam também distúrbios comportamentais, porque o animal pode comer rápido demais. A privação deixa os animais propensos a cólicas e torções nas curvaturas do intestino. A forragem deve ser de boa qualidade.

Os equinos, são animais herbívoros, precisam de mais de volumoso do que concentrado em sua dieta, então como fornecê-lo?

Fornecimento

Existem diferentes formas de fornecer volumoso aos cavalos. A pastagem é a forrageira in natura, que o animal consome diretamente do solo. Pode ser cultivada ou nativa. A cultivada é aquela que o homem contribuiu para sua formação. Há, então, investimentos em tratos culturais e produtividade. Enquanto a nativa é aquela pastagem formada por plantas nativas. Sem dúvida, adaptadas à região, distribuídas de forma natural sem tratos culturais.

Uma coisa importante neste modo de fornecimento é o manejo adequado. De tal forma que se ofereça nutrientes de qualidade ao animal. Deve incluir a rotação de pastagens, para descanso e recuperação.

A capineira também é um método in natura de fornecimento da forragem. São cultivadas as gramíneas que, posteriormente, são cortadas para serem dadas aos equinos. O ideal é que seja fornecido de forma inteira em média 8 cm a fim de estimular a mastigação e salivação. Evite os talos grosseiros e secos que também estão presentes nas gramíneas que passaram do ponto. Esses podem ser responsáveis por quadros de cólica por causa do elevado teor de lignina.

No manejo é necessário o corte no ponto adequado para que a forragem não perca sua qualidade nutricional. Após o corte, não deve ser deixada sob alta temperatura, pois apresentam um alto teor de água. Desse modo, iniciam o processo de fermentação com produção de fungos e ácidos que também pode favorecer a cólica.

A região em que o animal vive é importante na hora da escolha da melhor forrageira a ser fornecida. Leva-se em conta solo, clima, temperatura, entre outros fatores que pode interferir na plantação.

Fonte: Univittá Saúde Animal
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels

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Saiba como preparar o seu cavalo para estação de monta

Organização e conhecimento são fatores determinantes para o sucesso da estação de monta

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Saiba como preparar o seu cavalo para estação de monta

Considerados animais estacionais, os equinos manifestam o comportamento sexual em apenas uma época do ano, quando há uma incidência maior de luz. Denominada estação de monta, o período tem início na primavera, onde os dias são mais longos e com uma quantidade maior de luz natural.

Dessa forma, é importante que os cuidados para uma boa reprodução equina sejam tomados antes, para que no final da estação de monta sejam colhidos bons resultados. Além disso, é necessário entender o que é, o que fazer antes e durante a estação de monta.

Assim sendo, separamos algumas dicas de como preparar os animais reprodutores para essa época.

Preparação

Quando planejada de forma correta, a estação de monta pode ser proveitosa para os criadores que desejam ótimos índices de reprodução. Porém, inicialmente, é necessário realizar alguns procedimentos, que apesar de serem considerados básicos, são de extrema importância.

O primeiro passo na preparação é avaliar a condição reprodutiva dos animais. Para os garanhões, têm alguns procedimentos de rotina a serem realizados, entre eles está o exame andrológico, que tem o objetivo de avaliar a fertilidade e a quantidade de sêmen dos reprodutores.

O processo de armazenamento de sêmen precisa ser eficiente, já que nesta etapa pode haver perda da qualidade do material coletado. Neste processo, é necessário estar atento a escolha da utilização do sêmen, entre congelado, resfriado ou fresco, além do transporte.

No caso das éguas, é fundamental aplicar alguns exames e rotinas de manejo. Deve ser feito o exame ginecológico para obter a identificação do ciclo estral durante a estação de monta. O diagnóstico ginecológico, contribui na separação das matrizes e das receptoras.

Ainda no preparo das éguas, especialmente as mais velhas, é preciso fazer o acompanhamento ultrassonográfico do útero, uma avaliação ginecológica através de uma citologia uterina para que, se em caso de alguma patologia, se antecipe o tratamento e ela entre na estação de monta em plenas condições reprodutivas.

Escolha do animal

A escolha adequada dos animais é um fator determinante para o sucesso da estação de monta. Você pode apostar em machos e fêmeas que possuam alto padrão genético e com características desejáveis ao criador. Além disso, é essencial que esses animais tenham uma linhagem condizente com a espécie.

Suplementação

A célula espermática que começa a ser produzida hoje só estará pronta daqui a 60 dias, ou seja, o máximo de efeito que se consegue de benefícios com a suplementação vem 60 dias depois de iniciada. O que não quer dizer que o efeito virá somente daqui 60 dias, mas sim que ele vai melhorando gradualmente o sêmen desse garanhão com esse período.

Biotécnicas Reprodutivas

Esperar apenas pela monta natural, sem o auxílio de nenhuma biotécnica, pode não gerar tanta eficiência. Já que o principal objetivo das técnicas de reprodução é o melhoramento genético do plantel e reduzir o tempo entre as gestações de forma segura, a utilização de biotécnicas reprodutivas pode ser aliada nisso. As principais utilizadas são: palpação retal, avaliação reprodutiva, transferência de embriões, inseminação artificial, aspiração folicular, ultrassonografia veterinária e sexagem fetal.

Limpeza

A limpeza do pênis também é muito importante, com o repouso sexual, os animais costumam acumular sujeira e a carga bacteriana torna-se muito grande, sendo importante lavar o pênis do animal. Não é necessário usar nenhuma substância germicida, apenas água, para diminuir essa carga de contaminação que eventualmente pode ser levada para dentro do útero da égua.

Testagem de Diluentes

Este é o período ideal para fazer o teste no ejaculado desses garanhões, que serve para definir o qual é o melhor diluente para cada animal. O ejaculado coletado pode ser dividido em quatro partes e submeter, todas as partes, em testes para ver qual o melhor para aquele indivíduo.

O diluente de sêmen serve para proteger de contaminação bacteriana, fornecer energia extra para o espermatozoide para que ele viva por mais tempo e para protegê-lo de temperaturas adversas.

Efetivação do Embrião

Por fim, desde o momento em que o embrião é retirado da doadora ele é passado num meio de embrião holding. Após passar por um processo de limpeza, nutrição e proteção esse embrião é transferido para a receptora. Depois de todos esses cuidados e da confirmação da prenhez, é só aguardar o período de gestação. Que é de aproximadamente 11 meses e o nascimento do tão desejado potro.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Bas Masseus/Pexels

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Confira quatro dicas para o seu cavalo ter um inverno melhor

O mês de julho segue com os termômetros registrando baixas temperaturas, com isso é necessário se atentar no trato com os cavalos

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Confira quatro dicas para o seu cavalo ter um inverno melhor

Já faz um mês que a estação mais fria do ano começou, entretanto, seguimos nesta semana como no início no inverno, com o registro de baixas temperaturas em quase todo o país. De acordo com o Clima Tempo, ao menos 80 cidades, em 6 estados brasileiros registraram temperaturas negativas nesta terça-feira (20).

Dito isso, reunimos quatro dicas para melhorar o bem-estar dos cavalos e prevenir alguns problemas de saúde durante o inverno. Confira:

Ingestão da Água

Assim como para nós humanos, existe também a tendência de o animal consumir menos água. Dentre os motivos para isso está a menor necessidade de água pelo tempo frio e o fato da temperatura da água estar mais gelada.

A baixa ingestão de água pode ser um dos causadores de compactação. Então, é necessário um acompanhamento da quantidade de água ingerida pelos cavalos, assim como verificar se a mesma está em local apropriado, limpo e de boa qualidade.

Qualidade do Feno

Durante essa época, com o tempo seco, o feno costuma chegar aos cavalos com uma qualidade inferior, e que isso, também pode causar quadros de cólicas por compactação. É preciso averiguar a qualidade do feno e, caso esteja muito ressecado, não deve ser fornecido aos cavalos.

Problemas Respiratórios

Como já abordado aqui no Portal, durante o inverno as doenças respiratórias se tornam mais comuns, com incidência maior em equinos. Essas doenças respondem pela maioria dos atendimentos veterinários.

Além da temperatura fria, o quadro de pouca chuva e excesso de poluição e poeira, pode acometer um quadro de obstrução recorrente de vias aérea. Contudo, para prevenir este problema o ideal é irrigar a pista de treinamento, do piquete e de estradas de terra que ficam próximas aos cavalos e que levantam muita poeira. Outra solução é umedecer as baias para diminuir a quantidade de pó, assim como o feno, para que o cavalo não inale todo aquele pó.

Uso de Capa

Outro tema já falado para aqui, o uso de capa contribuiu não só para manutenção da temperatura corporal dos cavalos, mas também para que seu animal fique confortável neste tempo frio. Por fim, o uso de capa também minimiza o problema com excesso de pelos, te ajudando no questionamento sobre deixar ou não o seu cavalo peludo.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Semanal Três Tambores
Crédito Imagem: Pixabay

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Indústrias veterinárias estão autorizadas a produzir vacinas contra a Covid

Indústrias veterinárias poderão produzir vacinas desde que sigam as normas estabelecidas pela lei sancionada na quinta-feira

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Indústrias veterinárias estão autorizadas a produzir vacinas contra a Covid

Nesta sexta-feira, 16, foi publicada no Diário Oficial da União a lei que autoriza estabelecimentos fabricantes de vacinas veterinárias a produzir imunizantes contra a covid-19 e o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), no Brasil. Contudo, é necessário o cumprimento de todas as normas sanitárias e as exigências de biossegurança próprias dos estabelecimentos destinados à produção de vacinas para uso humano.

A publicação vem no dia seguinte após o presidente Jair Bolsonaro sancionar, com veto, a Lei nº 14.187, de 15 de julho de 2021. Bem como, a medida prevê que todas as fases relacionadas à produção, desde o envasamento, ao armazenamento de vacinas para uso humano deverão ser realizadas em dependências fisicamente separadas daquelas utilizadas para a fabricação de produtos de uso veterinário.

O texto diz ainda que, quando não houver ambientes separados para que o armazenamento seja feito, as vacinas contra a covid-19 poderão ser armazenadas na mesma área de armazenagem das vacinas de uso veterinário, mediante avaliação e anuência prévias da autoridade sanitária federal e desde que haja metodologia de identificação e segregação de cada tipo de vacina.

Veto

Contudo, o artigo 5º foi vetado pelo presidente da República. O texto estabelece que ato do Executivo poderia prever incentivo fiscal. Incentivo destinado às pessoas jurídicas que adaptassem suas estruturas industriais destinadas originalmente à fabricação de produtos de uso veterinário para a produção de vacinas contra a covid-19.

“Embora se reconheça a boa intenção do legislador ao autorizar benefício de natureza tributária, a propositura legislativa encontraria óbice jurídico por violar dispositivo na Constituição da República que determina que benefícios tributários só podem ser criados por lei em sentido estrito”, diz o documento.

De acordo com a justificativa do veto, “a propositura legislativa acarretaria renúncia de receitas sem apresentação da estimativa do impacto orçamentário e financeiro e das medidas compensatórias, em violação à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Diretrizes Orçamentárias 2021”.

Fonte: Agência Brasil
Crédito da foto de chamada: Pixabay

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Cavalo peludo no inverno

Cavalos já têm uma proteção natural contra o frio: os pelos, entretanto, isso pode atrapalhar o seu rendimento

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Cavalo peludo no inverno

Estamos na estação mais fria do ano e é quando surge uma pergunta. Preciso deixar meu cavalo peludo no inverno? Os cavalos têm sua capa natural de proteção contra o frio que são seus pelos mais crescidos.

Muitos cavalos engrossam o pelo no inverno, mas ele tem que trabalhar. Então ele vai trabalhar e vai suar bastante, como se fosse nós humanos jogando bola de agasalho. Contudo, automaticamente, tende a cair de rendimento.

Soluções

A princípio, o que pode ser feito é dosar o programa de trabalho desse cavalo, decidindo se continua com ele peludo ou se vai tosquiar.

Por exemplo, se um determinado cavalo está com o pelo mais comprido e sua seção de treino terminou perto do final da tarde, o recomendável é um banho para tirar o suor antes de guardá-lo na cocheira.

Com a temperatura caindo, você vai dar uma ducha em um cavalo peludo, mas do mesmo jeito que ele demora para secar o suor, vai demorar para secar do banho. Contudo, ele não pode ir para a cocheira molhado.

Nesse caso, é preciso solta-lo no pasto até secar com a temperatura ambiente. Temperatura abaixo do ideal também não seria uma boa solução, já que neste caso há um risco de cair o rendimento por conta de uma gripe.

A melhor solução para um cavalo que trabalha e tem em sua programação os treinos mais para o final do dia é tosquiar o corpo todo. E tirando a proteção natural do corpo dele para o frio, o ideal é deixa-lo aquecido com protetores, capas, peças especializadas para isso.

Para os cavalos que passa a máquina, então, duas a três capas no inverno ajuda a resolver a decisão de que precisamos tirar o pelo crescido para que seu rendimento não caísse. Ajuda o cavalo a proteger e assim o ajudamos a render mais no trabalho.

Protegido, ele não se desgasta tanto no momento de trocar calor para se aquecer. Caso ficasse peludo e você desse um banho nele já com a noite chegando ou deixasse ele secar o suor naturalmente, ele faria um esforço maior para conseguir se aquecer, com maior gasto de energia.

Colaboração: Aluisio Marins
Crédito das fotos: Pixabay

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Doenças respiratórias são mais comuns no inverno, prejudicando o desempenho de equinos

Associação entre antibióticos e anti-inflamatórios é indicado para tratamento mais efetivo e menos demorado, indica veterinário

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Doenças respiratórias são mais presentes no inverno, prejudicando o desempenho de equinos

O inverno chegou e junto com ele vem a preocupação com a saúde dos equinos. Essa preocupação deve ser redobrada para não prejudicar o desempenho durante este período. Estudos mostram que além dos cuidados extras com tratamentos para quadros respiratórios, os cavalos de esporte têm performance reduzida em até 42% caso não tenham o cuidado necessário para retomar a forma física.

De acordo com Thales Vechiato, médico veterinário e gerente de Grandes Animais da Syntec do Brasil, “existem diversos fatores predisponentes às doenças respiratórias, como poeira, pó, esporos, fungos, pólen, gases, poluentes e amônia”.

Doenças Respiratórias

As doenças respiratórias em equinos são comuns. Elas respondem pela maioria dos atendimentos de rotina de médicos veterinários, segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo. O problema acomete principalmente cavalos atletas, que são submetidos a atividades físicas intensas, ou animais mais velhos.

Essas enfermidades afastam os equinos de suas atividades, o que obviamente provoca prejuízos aos criadores. “Além de todos os custos com tratamento, os animais acometidos devem permanecer em repouso e parar as atividades durante o período de tratamento”, explica Vechiato.

O veterinário explica que “exercitar um cavalo atleta com qualquer doença respiratória pode ser muito prejudicial, pois, em casos mais severos, eles podem desenvolver intolerância ao exercício, dispneia expiratória, tosse seca, perda de peso e queda da performance”.

Estratégia

De acordo com Thales Vechiato, a estratégia mais eficaz contra doenças respiratórias é investir em prevenção, começando com a manutenção dos estábulos e/ou baias. “É importante garantir o acesso do equino a áreas abertas e bem arejadas. Além de um fornecimento de alimentação balanceada. É preciso investir em protocolos vacinais contra essas enfermidades e, principalmente, diminuir ao máximo o contato com quaisquer partículas que possam ocasionar o desenvolvimento de afecções”.

“De acordo com o tipo de afecção respiratória e os sintomas apresentados pelos equinos, é indicada a associação entre antibióticos e anti-inflamatórios. Com essa associação, o tratamento torna-se mais efetivo e menos demorado”, esclarece o veterinário.

Fonte: Assessoria de Imprensa Syntec do Brasil
Crédito das fotos: Divulgação/Syntec do Brasil

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O que a coloração pálida das mucosas dos potros pode indicar?

Neste artigo técnico assinado por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus, você fica sabendo mais detalhes sobre a correta avaliação das mucosas dos potros

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O que a coloração pálida das mucosas dos potros pode indicar?

A avaliação das mucosas dos potros é parte essencial do exame físico. Afinal, pode rapidamente trazer informações valiosas sobre o estado de saúde do animal. Além disso, gerar suspeitas clínicas e diagnósticos diferenciais.

Sendo assim, no exame físico de rotina dos potros devemos avaliar as mucosas oral, nasal, vulvar e conjuntival. Em animais saudáveis, as mucosas apresentarão uma coloração rosa claro. Já no caso de mucosas pálidas, é um indicativo de alguns diagnósticos diferentes. Entre eles anemia, hipovolemia, perfusão tecidual inadequada e vasoconstrição periférica.

Anemia

A anemia é um sinal clínico comumente encontrado em potros entre 7 e 14 dias de vida e, muitas vezes, a primeira manifestação notada será a palidez das mucosas. Na prática, o exame laboratorial indica que há uma quantidade menor de eritrócitos circulantes, e que a taxa de produção não está sendo capaz de suprir a demanda ou repor os eritrócitos destruídos ou perdidos. Desta forma, as causas de anemia podem ser divididas em três grandes categorias: produção reduzida de eritrócitos, destruição aumentada de eritrócitos (hemólise e redução da meia-vida) e perda aumentada de eritrócitos (por hemorragia interna ou externa).

A idade do potro e a velocidade com que a anemia evolui podem nos dar pistas valiosas sobre a causa da anemia. Por exemplo: é improvável que um potro de apenas algumas horas de vida desenvolva uma anemia severa por parasitose ou úlceras gástricas; o quadro é mais compatível com uma hemólise massiva (isoeritrólise neonatal) ou então hemorragia aguda (por hemorragia umbilical, fratura de costela ou trauma). Por outro lado, anemias lentamente progressivas podem estar associadas a processos infecciosos crônicos, que causem supressão e deficiência da medula óssea, como onfalites, osteomielites, diarreias, pneumonias, abcessos, entre outros.

O que a coloração pálida das mucosas dos potros pode indicar?
Mucosa pálida de um potro

Hipovolemia

Nos casos em que há significativa perda de sangue, o quadro pode evoluir para hipovolemia, perda do tônus vascular e hipotensão. O choque hipovolêmico se desenvolve quando o potro perde mais de um terço do seu volume sanguíneo, ou seja, em torno de 1,7 litros no caso de um potro de 50 kg. Uma amostra de sangue colhida imediatamente após a hemorragia interna ou externa pode não mostrar nenhuma alteração; pelo contrário, provavelmente estará normal. Por isso é tão importante associar todos os achados do exame físico, como as mucosas pálidas, extremidades frias e perda de tônus arterial, por exemplo. Por outro lado, muitas vezes o hemograma revelará a presença de anemia e as mucosas do potro parecerão róseas e normais ao exame físico, indicando a presença de algum processo patológico que inicialmente poderia passar despercebido.

Instagram: @pro.equus | E-mail: pro.equus@terra.com.br | Telefone: (11) 99918 – 3403

Por Ana Claudia Gorino e Alfredo Poci Ferri, Médicos Veterinários da Clínica Equus
Crédito das fotos: Divulgação/Pixabay/ProEquus – Foto interna

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Saiba quais doenças equinas que podem matar

É necessário ter atenção com essas doenças que, se não tratadas, podem roubar a vida do seu cavalo

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Saiba quais doenças equinas que podem matar

A princípio, os sinais de uma doença letal podem começar como uma pequena tosse ou corrimento nasal. Logo depois, em questão de dias o seu cavalo estará com febre alta, se recusando a comer e já quase sem vida.

Algumas doenças equinas são muito sérias e podem atacar o sistema imunológico do seu cavalo deixando-o sem chance de se recuperar. Do mesmo modo, é importante observar seu cavalo com cuidado, com atenção aos sintomas ou comportamento que podem indicar algum problema.

O site Cowgirl Magazine listou algumas das principais doenças equinas que podem matar o seu cavalo e citamos três que podem parecer inofensivas e que o Brasil tem uma certa incidência.

Doenças equinas

Herpes Equina: Esta doença altamente contagiosa pode matar jovens cavalos e potros não nascidos. Alguns sintomas comuns incluem corrimento nasal, falta de equilíbrio, fraqueza dos membros posteriores, falta de energia e gotejamento de urina. Contudo, existe uma vacina preventiva disponível.

Tétano: Encontrado no estrume e solo, a bactéria responsável pelo tétano geralmente infecta feridas abertas. Os espasmos musculares e a rigidez são comuns, além de problemas para se locomover e comer. Também podem aparecer problemas no sistema respiratório. Mantenha as feridas limpas e invista na vacinação periódica.

Influenza Equina: Conhecida como gripe, esta condição afeta o sistema respiratório do cavalo. Há secreção nasal, tosse seca, febre, falta de energia e perda de apetite como sintomas principais. Devem ser implementadas medidas preventivas para cavalos jovens ou para quem viaja. Assim como outras doenças, há vacinas para contê-la.

Acima de tudo, é claro que ninguém quer ver seu cavalo lutando contra todos esses sintomas desagradáveis. Por tudo isso, é melhor monitorá-lo todos os dias e inibir qualquer sintoma antes que se tornem sérios.

Fonte: Cowgirl Magazine
Foto: Pixabay

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Saiba como fazer a avaliação do feno – Parte 2

Considera-se como feno todo alimento volumoso obtido pela desidratação parcial de uma planta forrageira, gramínea ou leguminosa

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Saiba como fazer a avaliação do feno

Dando continuidade sobre como fazer a avaliação do feno, hoje seguimos com a parte final, que aborda como essa análise. Confira:

Avaliação

Na avaliação inicial de um lote de fardos de feno, a primeira característica a ser observada é a umidade do material. Devem-se abrir alguns fardos e avaliar seu aspecto geral quanto à presença de algum ponto de umidade excessiva, sendo desejável sua homogeneidade e um aspecto seco e firme.

Quando avaliamos as características visuais, a coloração é a que se apresenta com maior destaque e relevância. Quanto a essa característica deve-se sempre buscar um padrão homogêneo, entre e dentro dos fardos, sendo que uma cor verde ou esverdeada seria característica de um material de boa qualidade quanto ao processo de secagem e de armazenamento e uma cor amarelada ou marrom denota problemas de excesso de horas ao sol e falta de qualidade.

Aspectos

A maciez ao tato mostra que a forrageira foi cortada ainda jovem, em seu estado vegetativo de crescimento, onde uma presença maior de folhas em relação às hastes ou caule é a responsável pela sensação de maciez ou de ausência de características mais grosseiras como aspereza ou dureza.

Essa maior proporção de folhas também denota uma maior qualidade nutricional, pois essa fração das plantas é a que apresenta maior digestibilidade e concentração de proteína, apresentando também uma secagem mais rápida, o que evita perdas em qualidade e peso.

A presença do odor característico de feno, ou de capim cortado, reflete que ocorreu um processo adequado de desidratação, não havendo exposição demasiada ao sol e também um armazenamento adequado, onde não houve uma reidratação prejudicial do material.

Também a ausência de odores desagradáveis é um outro fator importante a considerar. Alguns animais são altamente seletivos quanto à qualidade do alimento, não consumindo aqueles que tenham características indesejáveis quanto ao aroma, ou que apresentem material em decomposição com presença de fungos ou bolores. Alguns defensivos como inseticidas também podem causar alteração no consumo.

Uma temperatura normal (fria) dentro dos fardos também é um bom indicativo de qualidade no processamento e conservação. Temperatura mais elevada é um indicativo de umidade inadequada no enfardamento ou no armazenamento. Não é incomum encontrar fardos de feno com temperaturas acima de 30oC, em função do aquecimento provocado por atividade de microorganismos como fungos e bactérias.

A presença de condições de desenvolvimento desses microorganismos será problemática em três aspectos principais:

• Perdas em quantidade (peso);
• Possibilidade de formação de compostos tóxicos como as aflatoxinas;
• Condições onde a combustão (queima) do material poderá ocorrer espontaneamente.

A presença de outras espécies vegetais no feno, mesmo que adequadas ao processo, poderá significar que o campo de produção está em declínio, sendo pouco cuidado quanto às plantas invasoras, sendo que a qualidade sempre será diminuída pela presença de material de menor valor nutritivo, que terá o mesmo preço por unidade de peso.

Considerações

A presença de plantas daninhas, sementes ou pendões florais, da mesma forma, tem influência negativa sobre a qualidade do feno, demonstrando que este se encontra já passado e fora de sua melhor condição nutricional, tanto por motivos de clima ou pelo fato do produtor de feno valorizar mais a quantidade produzida do que a qualidade.

A ausência de materiais estranhos, terra ou gravetos também se apresenta como uma característica importante e desejável nos fenos, refletindo a preocupação do produtor de feno quanto à sanidade e à integridade física dos animais que irão consumi-lo. Há varias citações de problemas de pinos, grampos, parafusos, plásticos ou graxa encontrados disponíveis aos animais, vindos dentro de fardos de feno.

Conclusão

Quanto melhor a seleção, quanto à qualidade do feno adquirido e oferecido aos animais maiores as vantagens obtidas, como:

• Melhor relação entre concentrado e volumoso na dieta total;
• Menor qualidade do concentrado para suprir as exigências nutricionais;
• Menores riscos de problemas metabólicos como cólicas ou torções internas;
• Melhor função orgânica nos animais;
• Menor custo por unidade consumida e menor custo por unidade produzida;

Essas considerações justificam os diferentes preços e tipos de feno presentes no mercado, havendo uma necessidade de padronização e qualificação dos fenos para que seu preço seja o mais adequado e justo à sua qualidade.

Fonte: Editora Passos
Foto: Pixabay

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Saiba como fazer a avaliação do feno – Parte 1

Considera-se como feno todo alimento volumoso obtido pela desidratação parcial de uma planta forrageira, gramínea ou leguminosa

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Saiba como fazer a avaliação do feno

Em princípio, qualquer planta poderia ser fenada, entretanto, em função de qualidade e custo, algumas características devem ser consideradas e algumas condições devem ser, obrigatoriamente, satisfeitas, entre elas:

  • Planta adequada ao processo;
  • Idade ótima de corte;
  • Momento ótimo de corte;
  • Processamento adequado;
  • Armazenamento adequado.

O procedimento correto quanto a essas condições pode determinar a obtenção e elaboração de um feno bom ou ruim, ou ainda favorecer perdas significativas em quantidade e qualidade de fenos que originalmente poderiam ser considerados bons. Entretanto, é impossível obter-se fenos bons a partir de matéria prima de má qualidade ou se as condições e uso dos equipamentos forem inadequadas ou mesmo se a mão-de-obra ou o gerenciamento forem inexperientes.

Qualidade

Um feno de boa qualidade deverá apresentar características nutricionais que o diferencie dos demais, sendo avaliado por meio de uma análise química nutricional. Entretanto, nem sempre isso é possível, uma vez que as análises bromatológicas desses fenos nem sempre são disponíveis ou não são representativas de todo o feno produzido naquela estação.

Assim, é importante que sejam conhecidas algumas características físicas (visuais, tácteis e olfativas) desejáveis e indesejáveis, para que se possa avaliar inicialmente um lote de fardos de feno. De uma maneira geral, os lotes de feno com uma boa qualidade nutritiva apresentam as seguintes características:

  • Umidade adequada (seco) e homogênea;
  • Coloração esverdeada;
  • Maciez ao tato;
  • Alta proporção de folhas em relação às hastes;
  • Temperatura do fardo sempre fria (ambiente);
  • Presença de odor característico de feno (capim cortado)
  • Presença de apenas uma espécie vegetal;
  • Ausência de odores estranhos, fungos e bolores;
  • Ausência de plantas daninhas, sementes ou pendões florais;
  • Ausência de terra, gravetos ou materiais estranhos;

Poderão ainda ser avaliados;

  • Uniformidade no tamanho dos fardos;
  • Uniformidade no peso dos fardos;
  • Perda excessiva de folhas ao manuseio;
  • Amarração firme dos fardos.

Todas essas características devem apresentar-se sempre em conjunto para que um feno possa ser considerado de boa qualidade, ou seja, não basta apresentar ‘quase’ todas essas características para ser considerado como um feno ‘quase’ bom. Essas características físicas são muito importantes e complementares às análises bromatológicas na avaliação dos fenos.

Por outro lado, do ponto de vista nutricional, apenas os resultados da análise bromatológica, sem uma avaliação visual ou física do produto, podem comprometer a avaliação de um determinado lote de feno. Isto porque alguns parâmetros como proteína bruta ou fibra bruta podem ter seus resultados nutricionais mascarados pela metodologia com que são determinados nessas análises.

No caso da apresentação de resultados como proteína bruta, o método não avalia se essa proteína é verdadeira, ou seja, se foi transformada em proteína vegetal, ou se ainda está em uma forma não metabolizada pela planta, pois os laboratórios medem diretamente a quantidade de nitrogênio do material e não de proteína.

Variações

As variações ocorrem, por exemplo, no caso de amostras de fenos com altas doses de nitrogênio nas adubações ou com os cortes realizados muito próximos a uma adubação recente. Nessas condições, os eventuais altos teores de proteína nos resultados não significam que esse nitrogênio (proteína) esteja nutrícionalmente disponível para o animal. Da mesma maneira que a determinação de proteína, a avaliação da fração fibrosa deverá seguir alguns critérios diferenciados, para os casos onde se deseje um maior conhecimento de sua qualidade para os animais.

As características físicas a observar nos fenos serão descritas a seguir, lembrando-se novamente que elas deverão sempre aparecer em conjunto nos materiais de boa qualidade como alimento, pois algumas dessas características poderão ser encontradas mesmo em fenos de baixa qualidade nutricional.

Na próxima quinta-feira, publicaremos a parte 2 deste conteúdo sobre a avaliação do feno.

Fonte: Editora Passos
Foto: Pixabay

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Saúde Animal

Transferência de embriões potencializa funções do cavalo

Método consiste na coleta de óvulos para a transferência ou implantação no útero da égua definida como receptora

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Transferência de embriões potencializa funções do cavalo

O método conhecido como transferência de embriões, ou transplante de embriões, consiste na coleta de óvulos fertilizados (embriões) doados por uma égua de carga genética superior, para a transferência ou implantação no útero da égua definida como receptora, que por sua vez, terá a função de gerar, amamentar e criar esse potro.

As éguas são classificadas como ‘poliéstricas estacionais’. Isto significa que elas possuem ciclos normais apenas durante parte do ano – da primavera ao final do outono – época em que os dias são mais longos. Ciclo estral é definido como o período entre uma ovulação e outra e tem duração aproximada de 21 dias.

Utilizando-se a TE – transferência de embrião – é possível acelerar o melhoramento genético do plantel, bem como aumentar o número de descendentes de éguas com carga genética comprovadamente superior.

O ciclo estral apresenta duas fases distintas: na primeira, que dura aproximadamente de cinco a sete dias, denominada estro ou ‘cio’, a égua aceita a monta e está apta à concepção.  A segunda fase do ciclo estral é denominada diestro e é caracterizada pela presença de ‘corpo lúteo’ no ovário e pela não aceitação do garanhão. Esse período se prolonga em média por 16 dias.

Cada égua possui dois ovários e em cada um deles existem centenas de milhares de ovócitos. Durante o estro ou ‘cio’ as éguas desenvolvem um ou dois desses ovócitos apenas, que se tornam dominantes e ao término do estro ocorre a sua liberação, num fenômeno denominado ovulação. Após a liberação, esses óvulos poderão ser fertilizados através da monta natural ou inseminação artificial.

Embora a égua possua esse número de óvulos nos ovários, ela não poderá ter centenas de milhares de descendentes, já que o número de vezes que uma égua pode ovular e, consequentemente, emprenhar é bastante limitada devido ao longo tempo de gestação e da sua curta vida reprodutiva.

Vantagens da Transferência de Embriões

A transferência de embriões oferece muitas vantagens ao criador. Uma delas é a obtenção de potros a partir de éguas idosas que se tornaram incapazes de gerá-los. Além disso, com esta técnica, pode-se aumentar o número de potros por fêmea em uma estação de monta, podendo-se aproveitar animais zootecnicamente superiores, obter produtos de fêmeas com distúrbios reprodutivos ou locomotores, além de acessar mais rapidamente a fertilidade dos garanhões e reduzir o intervalo entre gerações.

Outra grande vantagem, é a possibilidade de se manter uma égua em atividade esportiva e ainda obter mais de um produto por ano desta égua, além de acelerar o programa de seleção, visto que com a TE podemos obter um produto de uma égua de apenas dois anos que ainda não tem maturidade necessária para a gestação, mas já está apta e fértil para produzir embriões.

A TE permite ainda otimizar a influência genética transmitida pela mãe aos seus filhos, podendo-se manter essas fêmeas em treinamento para práticas esportivas ou eventos de exibição, pois elas são mantidas vazias enquanto seus filhos estão sendo gestados por éguas receptoras, ou seja, éguas zootecnicamente menos importantes e de valor reduzido.

Nos equinos o número de vezes que uma fêmea pode emprenhar é limitado pela longa duração da gestação (330 – 360 dias) e, geralmente, apenas um óvulo é liberado por ciclo estral. Com a técnica de TE o número de descendentes que uma fêmea pode produzir durante a sua vida reprodutiva pode ser bastante aumentado, já que ela tem a função apenas de fornecer o embrião, contendo material genético a uma égua que não teria função no plantel, por não possuir qualidade genética. Assim, teremos o grupo de doadoras com genética superior e o grupo de receptoras com habilidade materna para gerar e criar os potros.

O ideal é que as éguas classificadas como éguas doadoras, permaneçam vazias, para que se possa extrair o máximo de descendentes o quanto antes na estação seguinte e preservar seu trato reprodutivo. Podemos citar o seguinte exemplo: uma égua doadora, poderia, em tese, produzir um único produto ao ano, ao passo que quando entra num programa de TE, poderá produzir tantos potros quantos a sua associação permitir registrar a partir de embriões transferidos. Assim, em uma associação que registra três produtos/ égua/ ano em três anos, ao invés de termos três produtos, poderíamos obter nove, acelerando o melhoramento genético.

Escolha das doadoras

Vários fatores devem ser considerados na seleção de éguas como doadoras de TE. A história reprodutiva da égua, as restrições de registro da raça e o valor potencial do potro são algumas considerações importantes.

As candidatas em potencial para serem doadoras são:

1 – Éguas velhas impossibilitadas de gestar;

2 – Éguas em treinamento e/ou competição;

3 – Potras de dois anos;

4 – Éguas com histórico de perda embrionária por problemas hormonais ou endometriais ou ainda com enfermidades físicas adquiridas ou com aleitamento prejudicado e habilidade materna reduzida;

5 – Éguas com elevado valor zootécnico

Escolha das receptoras

São escolhidas para serem receptoras as fêmeas que apresentam uma carga genética inferior, associada a adequado ‘score’ corporal, boa habilidade materna, além de trato reprodutivo com condições permissivas do desempenho de tal função.

O sucesso da TE em éguas é decorrente de uma série de fatores, entre os quais: a seleção do garanhão quanto à qualidade do sêmen; qualidade e idade das receptoras selecionadas, bem como proporcionalidade de três receptoras para cada doadora de embrião, possibilitando a sincronização dos animais e sua classificação; seleção das doadoras, por critérios de idade e fertilidade; taxa de recuperação embrionária (variável de acordo com os animais envolvidos); técnica utilizada para coleta, manipulação e inovulação; idade, qualidade e tempo de estocagem do embrião.

Como visto, a técnica de TE promove sinergia ao haras, no sentido de potencializar as funções de cada animal, do menos ao mais favorecido geneticamente.

Por Dra. Valéria Castelo  – especialista em reprodução
Foto: Divulgação/FreeImages

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