Saúde Animal

Lombalgia em equinos pode representar queda no rendimento

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Com toda a certeza, ninguém se exercita ou vive bem com dor; nem humanos, muito menos os equinos

A lombalgia em equinos, acima de tudo, é causada por uma desordem funcional ou estrutural na coluna vertebral. Dessa forma, pode ser congênita ou adquirida. A dor lombar causada é considerada a principal responsável pela queda no desempenho dos cavalos atletas. Além disso, pode resultar em enfermidades locomotoras como a claudicação.

As lesões que mais causam lombalgias estão relacionadas ao contato com sobreposição dos processos espinhosos. Assim, o animal começa a sentir muita dor. Em alguns casos, são acometidos por claudicações (manqueira). Essas, difíceis de serem caracterizadas. Assim como a identificação da região exata onde o animal sente as dores. Desse modo, o método de diagnóstico por imagem é um importante aliado que deve ser associado ao exame físico completo.

Sinais clínicos e diagnóstico

Não há indícios de sinais clínicos específicos na lombalgia em equinos. Portanto, fica difícil identificar a dor lombar. Porém, de maneira geral, existem algumas características muito reportadas nos casos de lombalgias. Apesar de serem comuns a outros problemas. As principais: ranger de dentes; assimetria muscular; relutância em recuar; mudanças na maneira de saltar; claudicações sem alterações nos membros.

Com toda a certeza, ninguém se exercita ou vive bem com dor; nem humanos, muito menos os equinos. Lombalgia representa queda no rendimento

O animal precisa passar por uma análise detalhada assim que a lombalgia for detectada. O primeiro passo é a realização do exame físico completo. O objetivo é identificar os locais onde a dor está presente. A ultrassonografia e a termografia são duas técnicas importantíssimas para esse fim.

Antes de mais nada, há um fator chave no diagnóstico: investir em um histórico detalhado do animal antes de realizar o exame físico. Em boa parte dos casos, chega-se ao diagnóstico de dor tóraco-lombar por meio da exclusão de outros fatores.

Como é feito o tratamento?

Não existe tratamento exato para lombalgia em equinos. Como resultado, há um suporte com a finalidade de eliminar a dor e sofrimento do animal o mais rápido possível. Por outro lado, deixá-lo em repouso também ajuda. Não praticar exercícios com dor previne também atrofia muscular e perda do condicionamento físico.

É importante ter a avaliação de um médico veterinário responsável. Esse profissional irá te orientar sobre o tratamento adequado. Entretanto, existem alguns métodos alternativos muito utilizados: acupuntura; crioterapia; quiropraxia. Antes de mais nada, o tratamento da lombalgia em equinos é avaliado de acordo com cada caso.

Fonte: Escola do Cavalo, Ufersa e Pub Vet
Crédito das fotos: Divulgação/The Horse

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1 Comment

  1. Leota Corrigeux

    10 de dezembro de 2020 at 04:15

    I am very happy to read this. This is the kind of manual that needs to be given and not the random misinformation that’s at the other blogs. Appreciate your sharing this greatest doc.

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Saúde Animal

Quais os impactos do esparavão ósseo para os equinos?

Patologia afeta as articulações dos equinos impactando o bem-estar animal e gerando queda no desempenho

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Cavalos atletas costumam demandar cuidados constantes com o aparelho locomotor. Afinal, a região – composta por ossos, músculos, articulações e cascos – está sujeita a uma série de lesões. Isso por conta do esforço e dos movimentos exigidos para execução das atividades esportivas.

Entre algumas das patologias que podem atingir esses animais, está o Esparavão Ósseo. Sobretudo, a doença afeta a articulação tarso-metatarsiana dos membros dos equinos, causando desconforto, dor e, consequentemente, queda no desempenho do animal.

Além disso, é caracterizada por um processo de degeneração crônica que afeta a cartilagem, juntamente com os tecidos que compõem a articulação do equino. Portanto, a doença é considerada bastante dolorida, sendo mais frequente em animais adultos.

Causa e diagnóstico

Uma das principais causas para o surgimento da patologia é o estresse mecânico e repetitivo sobre a articulação do jarrete ou a carga excessiva de exercício.

Como resultado, os animais afetados pela doença apresentam claudicação leve e progressiva, que pode ser unilateral ou bilateral. Em alguns casos a lesão evolui para a perda total da cartilagem. Sendo possível, aliás, observar maior nível de estresse e resistência do equino para realizar exercícios comuns à sua rotina.

O cavalo com uma lesão na região locomotora apresenta sinais clássicos, sendo o principal a redução de performance. O criador, tratador, quem está na rotina do animal, precisa ficar em alerta em qualquer mudança no comportamento do animal, já que a dor em alguns casos não é evidente.

Para o diagnóstico da lesão é necessário a realização de anamnese, avaliação clínica do sistema locomotor, incluindo inspeção das articulações, e a realização de exames de imagem, como raio X, ultrassom e ressonância magnética, que serão responsáveis por identificar qual o tipo e grau da lesão apresentada pelo equino.

O tratamento do esparavão ósseo está diretamente associado a gravidade das lesões apresentadas pelo cavalo. Podendo englobar repouso, ferraduras corretivas, fisioterapia e uso de medicamentos.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Ceva Saúde Animal
Crédito da foto: Divulgação/Ceva Saúde Animal

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Saúde Animal

Eletro-Acupuntura no tratamento de equinos

O uso do equipamento trata, entre outros, da Paralisia de Nervo Radial

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Dentre os nervos do plexo braquial dos equinos, o radial tem seu papel de destaque. Portanto, sua origem é entre o espaço intervertebral C7 e T1 do plexo. O nervo radial se divide em dois ramos. Um ramo profundo, que inerva o músculo ulnar lateral e músculo extensor digital do carpo. Por outro lado, um ramo superficial que segue, em direção lateral, entre a cabeça lateral do músculo tríceps braquial e o músculo extensor radial do carpo. E inerva o músculo tríceps braquial, tensor da fáscia do antebraço e o ancôneo.

A claudicação em equinos decorrente da paralisia do nervo radial, tem baixa ocorrência e se manifesta através da incapacidade do animal em estender o cotovelo, carpo e dígito. Eventualmente, esta alteração ocorre secundária a uma lesão na raiz nervosa por trauma, queda ou compressão. De tal forma que é comum em animais que permanecem em decúbito lateral prolongado, acima de 280 minutos. Como resultado desta compressão do nervo radial, há uma alteração postural, transitória ou permanente.

Há uma variedade de tratamentos das paralisias de nervo. Antes de tudo, a escolha entre um ou outro depende da etiopatogenia e sinais clínicos de cada caso. Há opção do uso de antibióticos, anti-inflamatórios, complexos vitamínicos, procedimentos fisioterápicos, acupuntura, repouso prolongado.

Tratamento dos equinos via medicina chinesa

Pela medicina tradicional chinesa, a paralisia de nervo radial é caracterizada por uma estagnação de Qi. Dentre as estratégias de tratamento, deve-se ativar o fluxo de sangue e relaxar os músculos e tendões. Além disso, deve-se revigorar os meridianos envolvidos na paralisia. Quando temos uma paralisia de nervo radial, como visto anteriormente, temos a inativação dos músculos do cotovelo, carpo e dígitos. Assim sendo, o tratamento atua nos meridianos que envolvem essa região: Triplo Aquecedor, Intestino Delgado e Intestino Grosso.

Eletro-Acupuntura no tratamento de equinos via medicina chinesa. O uso do equipamento trata, entre outros, da Paralisia de Nervo Radial
Crédito da foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Estudo de caso

A seguir, relato um caso de um equino com paralisia de nervo radial, tratado com eletro-acupuntura. O animal em questão era uma égua, da raça árabe, alojada no Hospital Veterinário de Grandes Animais da Universidade de Brasília (UNB). Encaminhada para o tratamento com acupuntura, pois tinha uma paralisia de nervo radial decorrente de decúbito lateral prolongado durante um procedimento cirúrgico. O animal em questão apresentava muita dificuldade de locomoção e de apoio com o membro anterior direito.

Assim, antes do início do tratamento com acupuntura, o animal apresentou piora no estado geral. Desenvolveu, portanto, um quadro de miosite. Entre os sintomas: dor generalizada, dificuldade em ficar de pé. Recebia tratamento à base de anti-inflamatórios, analgésicos e fluidoterapia. Dessa forma, iniciamos o tratamento basicamente para melhora do estado geral da égua, restabelecendo o livre fluxo de Qi pelo corpo. Usamos as técnicas de agulhamento seco e farmacopuntura, com injeção de vitamina B12 nos respectivos pontos.

Logo após duas sessões, o animal apresentou menos dor. Com um quadro estável, o tratamento com eletro-acupuntura para a paralisia de nervo. Portanto, estabelecemos um tratamento utilizando os pontos de acupuntura que circundavam a inervação.

Utilizou-se uma frequência de 10Hz-100Hz, em uma corrente densa-dispersa, durante 20min. Pontos utilizados: ID10-VB21, TA15-B13, TA 9-TA5, IG4-IG11. Logo após a primeira sessão com o eletro, notamos nítida melhora da locomoção. Nesse ínterim, depois de mais duas sessões, a égua recebe alta.

Conclui-se que a utilização da eletro-acupuntura no tratamento da paralisia de nervo radial em equinos consiste em uma boa alternativa terapêutica. É um procedimento sem efeitos colaterais, pouco invasivo e pouco traumático ao animal.

Por Letícia Viana Valle Vieira | Médica Veterinária | @leticiavvvieira
Crédito da foto de chamada: Divulgação/The Horse

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Saúde Animal

Estereotipias em equinos: estresse, confinamento e deficiência nutricional

Essas, em especial, são as principais causas desse mal

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Comportamentos estranhos apresentados pelos equinos são sinais, entre outros, de estresse ou falta de alimentos adequados. É extremamente importante atenção a estes comportamentos a fim de reestabelecer a saúde e o bem-estar desses animais.

Antes de da domesticação, os cavalos eram animais selvagens. Assim, aproveitavam sua liberdade, desfrutando de áreas extensas para se exercitar à vontade. Com o tempo, o ser humano modificou essa rotina. E os equinos se tornaram animais domésticos. Mas que ainda precisam de algumas de suas necessidades naturais para evitar as estereotipias.

 O que são as estereotipias em equinos

Estereotipias são comportamentos estranhos do animal. Antes de mais nada, demonstram que algo está errado. Causas prováveis: estresse, confinamento e até mesmo a nutrição. Por isso, é muito importante que o cavalo descanse em intervalos consideráveis. Procure sempre tirá-lo do confinamento. Deixe-o ao ar livre e em movimento. Dessa forma os equinos fazem contato com outros cavalos e com humanos. E não esqueça de tomar muito cuidado com o manejo nutricional do animal.

 As estereotipias mais comuns são: mastigar madeira, aerofagia (engolir ar), andar em círculos. Assim como ingestão da cauda ou crina, bater os pés, sacudir a cabeça. E ainda comer terra ou as próprias fezes (coprofagia). Normalmente, esses comportamentos são repetitivos e identificados rapidamente. Fica claro que há a necessidade de mudar o tratamento que o cavalo recebe, já que cada um deles pode ter uma causa diferente.

Estereotipias em equinos: estresse, confinamento e deficiência nutricional. Essas, em especial, são as principais causas desse mal

Causas

  • Aerofagia: este vício caracteriza-se pelo ato do animal ‘engolir ar’, utilizando alguma superfície sólida (porta da baia, cochos, entre outras), ocasionando o desgaste excessivo dos dentes incisivos. É mais comum a ocorrência em animais nervosos e hiperativos.
  • Andar em círculos: o confinamento é a principal causa desse comportamento. Isso demonstra que o animal precisa de espaço livre para se exercitar e sentir a liberdade que tem por natureza. É indicado deixar que o cavalo tenha seus momentos livres em um piquete.
  • Bater os pés: esse comportamento pode ser causado pelo confinamento ou a antecipação da alimentação. Esse movimento pode causar desnivelamento do piso da cocheira e até mesmo o desgaste desigual das ferraduras.
  • Sacudir a cabeça: é normal que o cavalo tenha esse comportamento para espantar insetos, porém se o movimento se tornar repetitivo durante um exercício físico ou trabalho, é importante verificar se não há afecções de ouvido ou da área nasal.
  • Mastigar madeira: as principais causas são tédio, estresse e deficiência nutricional e pode ocorrer por falta de minerais ou utilização de um único volumoso.
  • Comer terra ou as próprias fezes (coprofagia): em potros de duas a cinco semanas, a coprofagia pode ser considerada um comportamento normal, já que auxilia na formação da microbiota intestinal. Agora, se ocorrer com animais adultos a situação se torna preocupante, porque pode causar doenças e cólicas. Esse ato é o resultado de uma alimentação com pouco sal ou de um volumoso com baixa qualidade. Essa deficiência nutricional da falta de sal mineral é considerada grave, já que os minerais exercem várias funções metabólicas no organismo animal.

Por: Luzilene Araujo de Souza, técnica de equinos da Guabi
Fonte: Assessoria de Imprensa
Crédito das fotos: Divulgação/The Horse e Equisearch

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