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O bem-estar animal nos esportes equestres veio para ficar

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O bem-estar animal nos esportes equestres veio para ficar

Saiba as reais competências do bem-estar animal e o porquê se faz tão necessário na atualidade

O tema bem-estar animal está mais em alta do que nunca. Dessa forma, a própria sociedade tem se mostrado exigente e interessada com relação ao assunto. Nos eventos equestres realizados por todo Brasil, em diversos estados, com as mais variadas modalidades, sejam elas regionais, tradicionais ou novas, a preocupação com o bem-estar dos animais envolvidos não é somente uma necessidade. Sobretudo, já se tornou uma realidade.

Assim sendo, é notória a preocupação com o tema entre os diversos seguimentos e diferentes espécies animais. Como, por exemplo, pets, silvestres e produção. Com os animais participantes dos esportes equestres não é diferente. Muito pelo contrario, a preocupação com a integridade de equinos e bovinos participantes desses eventos se faz cada fez mais presente.

Isso se torna visível em algumas atitudes de grandes entidades e órgãos competentes. Um exemplo disso é a criação do Manual de Boas Práticas Para o Bem-estar Animal em Competições Equestres de 2016. Acima de tudo, uma iniciativa pioneira da Câmara Setorial de Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A saber, com contribuição efetiva da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha.

Mas afinal, o que é bem-estar animal e como se faz presente em uma competição equestre? 

De uma maneira simples e objetiva, porém não menos correta, podemos interpretar da seguinte maneira: mudando a ordem das palavras de ‘o bem-estar animal’ para ‘o animal estar bem’.

Estar bem em todos os sentidos da palavra. Portanto, bem sanitariamente, fisicamente, clinicamente, mentalmente e perante o ambiente que se encontra. Em primeiro lugar, essa interpretação ajuda a complementar o conceito clássico e conhecido mundialmente das cinco liberdades.

Todos os animais devem: ser livres de medo e estresse, livres de fome e sede, livres de desconforto, livres de dor e doenças e ter liberdade para expressar seu comportamento natural.

Colocar em prática o bem-estar animal dentro e fora das pistas em um evento de competições equestre é uma ação, no mínimo, desafiadora. Com toda a certeza, deve começar pela conscientização de proprietários, veterinários, treinadores, tratadores e todos os envolvidos com os animais.

Cuidados

O cuidado efetivo começa no momento em que os animais adentram o recinto, pois todos devem estar sanitariamente sadios. Antes de tudo, com comprovação através da devida documentação exigida pelas autoridades sanitárias.

Essa exigência garante que todos os animais, equinos e bovinos, que estejam concentrados em um mesmo local, não corram o risco de contrair alguma enfermidade de caráter infectocontagioso.

Ou seja, que possa causar infecção e se disseminar por contágio, uma vez que, nesses eventos os animais chegam de diversas localidades podendo trazer consigo algo bastante indesejável, como é o caso das diversas enfermidades.

Por mais que as condições de transporte sejam excelentes, toda viagem é cansativa. Assim sendo, o que esperamos na chegada é um bom lugar para descansar, como um bom hotel ou a nossa própria casa, por exemplo.

Com os animais que viajam para eventos isso não é diferente, por isso, o ideal é garantir estruturas como baias e currais que atendam todas as necessidades do animal. Desse modo, fazendo com que fiquem confortáveis e livres para expressar seu comportamento. Estando o mais próximo possível do seu local de vivencia habitual.

Nas pistas

Acima de tudo, dentro das pistas os cuidados com o bem-estar animal se refletem na segurança e no desempenho dos atletas. Uma gestão adequada e especifica das pistas esportivas de competições, sem dúvida alguma, garante o sucesso do evento.

Mas intrínseco a isso está à preocupação com os animais, pois praticamente todos grandes eventos são realizados em pistas cobertas. O que propicia que tais atividades estejam sendo praticadas em um ambiente controlado e protegido.

A composição do solo onde os animais competem é um detalhe importantíssimo. Não somente com o intuito de proporcionar um bom desempenho atlético, mas também para evitar eventuais problemas relacionados à qualidade do piso. A saber: quedas, escorregões, entorses ou qualquer outro acidente que por ventura venha causar risco a integridade física dos animais.

Além disso, a atuação de profissionais técnicos no que diz respeito à inspeção de equipamentos utilizados nos animais e a fiscalização do cumprimento de regras já se faz presente em diversos eventos. Com o intuito de assegurar boas práticas na utilização desses equipamentos e condições reais de saúde dos animais durante toda a realização das provas.

Logo após as competições, o bem-estar animal também é necessário no que tange a antidopagem. A realização de coleta de material para exame antidoping em equinos é uma prática que vem para garantir maior lisura, credibilidade e transparência às provas equestres.

Porém, seus benefícios vão além. De certa forma, tal procedimento evita que qualquer animal que não esteja apto para competir por motivos de saúde venha participar da prova sob o efeito de fármacos. Ou seja, mascarando sintomas ou até mesmo encobrindo doenças.

O bem-estar animal nos esportes equestres veio para ficar

Prevenção

Primordialmente, além de toda preocupação, é preciso tomar atitudes preventivas a fim de evitar ao máximo qualquer tipo de situação que possa representar algum risco aos animais. Não se pode deixar de pensar que doenças não escolhem hora nem lugar para se manifestarem e que também acidentes acontecem.

Com base nessa premissa, os grandes eventos de concentração animal procuram se assegurar desses riscos com a permanência de plantões veterinários. Prestam atendimentos em caráter de urgência de emergência 24h por dia, enquanto houver a presença de animais no evento.

Outra ação de grande valia e impacto positivo, e por esse motivo está se tornando comum frente aos eventos, é a atuação do profissional intitulado juiz de bem-estar animal.

Grandes associações de equinos, como é o caso da ABQM e entidades de modalidades equestres específicas, por exemplo, a Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ), contam com os serviços de médicos veterinários ou zootecnistas neste sentido.

Em outras palavras, são profissionais que exercem a função de fiscalização quanto ao cumprimento de regulamentos e normativas da própria entidade e das autoridades competentes.

Bem como auxílio e orientação aos participantes e praticantes das provas. Esse tipo de conduta sem dúvida alguma reforça ainda mais o cuidado e a segurança que existem com os animais que participam de eventos equestres.

Conclusão

Frente a todas essas iniciativas ligadas diretamente ao bem-estar animal nos esportes equestres, fica evidente a atual preocupação que existe por parte de todos os envolvidos com o segmento. Entretanto, a importância do tema deve ser difundida cada vez mais, bem como a execução de suas práticas e a discussão sobre políticas que o envolvem.

E mesmo que a ciência que estuda o bem-estar animal venha se desenvolvendo de maneira relativamente lenta e que os desafios estejam sempre presentes, ainda assim, sua evolução é certa. O respeito e os cuidados com os animais se tornaram uma responsabilidade social e quando estendemos esse conceito para o setor do agronegócio, uma das principais conseqüências são os resultados econômicos satisfatórios para o mercado.

 A chamada indústria do cavalo é hoje, sem dúvida, parte fundamental desse setor da economia. Tendo em vista que a renda gerada pelo complexo do agronegócio do cavalo no Brasil é extremamente expressiva.

Em valores de abril de 2015 o setor totalizou R$ 16,15 bilhões, onde R$ 5,84 bilhões foram oriundos do seguimento de esportes e lazer. Esses são dados da ‘Revisão do Estudo do Complexo Agronegócio do Cavalo’ de 2016. Trabalho coordenado pela Câmara Setorial de Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Com a colaboração da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).

Nesse contexto, a temática do bem-estar animal chega para agregar ainda mais valor ao setor e consolidar sua real importância. Mostrando que se faz necessária e que veio para ficar.

Por Dr. Orlando Filho
Médico Veterinário; Tecnólogo em Agronegócio; Gestor em Equinocultura; Superintendente Técnico Suplente da ABQM
Fotos: Cedidas/ABQM

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Live Dechra Talks aborda as doenças respiratórias em equinos

Promovido pela Dechra Brasil, em parceria com a Rondon Saúde Animal e IBVET, live reúne profissionais de renome para debater sobre as doenças respiratórias em equinos. Live será no próximo dia 13, no canal da Dechra no YouTube

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Doenças respiratórias em equinos

A chegada do período mais frio do ano traz diversas preocupações aos criadores, afinal com o frio, aumentam as incidências de doenças respiratórias em equinos.

Pensando nisso, a Dechra Brasil, em parceria com a Rondon Saúde Animal e o Instituto Brasileiro de Medicina Veterinária (IBVET), realizam no próximo dia 13 de junho, a segunda edição do Dechra Talks, um bate-papo leve e descontraído, em formato de Live, com os principais nomes da medicina veterinária do Brasil, para esclarecer dúvidas e pontos importantes das doenças respiratórias em equinos.

Mediado por Silvio Pootto, o Dechra Talks terá como tema “Doenças respiratórias em equinos: a importância e o que há de novo”.

Silvio Pootto é médico veterinário formado pela UFPR, com mestrado pela UFPR, residência no JCSP e Sócio Fundador das empresas Equiboard Equipamentos, IBVET Cursos de Pós-Graduação, Rondon Saúde Animal, Aracária Empreendimentos; além de Gestor de medicina veterinária do grupo UniEduk.

Profissionais de renome estarão reunidos para abordar as doenças respiratórias em equinos

Membros do bate-papo sobre doenças respiratórias em equinos

Para dar mais corpo ao bate-papo, foi convidado um grupo de peso, formado por grandes profissionais do setor:

Luis Eduardo dos Santos Ferraz, médico veterinário formado pela UFV, com residência em JCSP, Mestre e Doutor pela FCAV-Unesp (Jaboticabal), larga experiência como veterinário dedicado à reprodução e criação de cavalos de corrida, com quase 15 anos na indústria, atuando na área comercial e marketing, principalmente com vacinas para equinos e atual diretor técnico da Dechra Brasil.

Rogério Saito, médico veterinário pela Universidade Paulista, Residência no JCSP, Pós-graduado em Fisiologia do Exercício, larga experiência em clínicas veterinárias, veterinário oficial da Seleção Brasileira de Salto desde 2011 e atuação em Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos, Copas do Mundo e Copa das Nações.

Neimar Roncati, médico veterinário especializado em medicina interna, medicina esportiva e epidemiologia de equinos, Juiz de Morfologia de cavalos Lusitanos, Brasileiro de Hipismo e Mangalarga, Coordenador Regional São Paulo do grupo Anima Educação

Guilherme Gonçalves Costa, médico veterinário pela UFPel, residência em Clínica e Cirurgia de Grandes Animais pela UFPel, Pós-graduado em Clínica e Cirurgia de Equinos e Ortopedia Equina, veterinário RT do JCRS e inspetor técnico do Stud Book Brasileiro.

Edsel Alves Beuttemmuller, médico veterinário pela UEL, Mestre e Doutor em Virologia pela UEL, Consultir em produção e qualidade de antígenos virais para vacinas veterinárias.

Uma ótima oportunidade para o criador e entusiasta se atualizar sobre as doenças respiratórias equinas.

A segunda edição do Dechra Talk será nesta segunda-feira (13), ao vivo, às 19h, no canal do YouTube da Dechra.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Queda da temperatura aumentam a incidência de garrotilho

Garrotilho pode trazer muitos prejuízos, pois se espalha rapidamente e animal acometido pelo garrotilho precisa de repouso de quatro semanas, atrapalhando a performance dos atletas

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garrotilho

A temperatura caiu e o garrotilho está começando a dar o ar da graça pelos plantéis. Causada pela bactéria Streptococcus equi, a Adenite Equina, mais conhecida como Garrotilho, é uma doença infectocontagiosa que acomete o trato respiratório de equinos de todas as idades, sendo mais comum nos animais de até 5 anos.

A bactériase instala nas células das mucosas nasal, bucal e nasofaríngea, e tende a migrar para os linfonodos retrofaríngeos e sumbandibulares, na região do pescoço, onde se multiplica e forma abscessos.

Cerca de duas semanas após o contato com a bactéria, as manifestações clínicas se iniciam, incluindo a ruptura destes abscessos que liberam uma secreção com pus contaminada pela bactéria, facilitando a contaminação de outros animais.

Os linfonodos aumentados obstruem parcialmente a faringe, dificultando a passagem do ar e impactando significativamente na performance dos animais.

Transmissão do garrotilho

Estima-se que 20% dos cavalos aparentemente recuperados do garrotilho, abrigam o agente nas bolsas guturais e seguem eliminando a bactéria no ambiente através de secreção nasal, tendo papel importante na disseminação da doença.

“Garrotilho é doença de rebanho! Geralmente acontecem vários casos em sequência e muito rapidamente na mesma propriedade, o que causa elevação de custos com mão de obra e tratamentos, e prejudica a performance dos animais, especialmente os que estão em preparação para provas e campeonatos”, explica a médica veterinária Baity Leal, gerente da linha de equinos da Ceva Saúde Animal.

“O repouso necessário para a recuperação completa do animal acaba estacionando ou até mesmo retrocedendo em algum grau o condicionamento físico dos equinos atletas, o que pode ser bem frustrante tanto para o cavalo quanto para o cavaleiro ou amazona”.

O controle da doença é baseado no isolamento dos animais acometidos por pelo menos quatro semanas, submetendo-os ao tratamento adequado de acordo com o quadro (antibiótico, antinflamatórios, expectorantes e fluidoterapia), e intensificação da limpeza e desinfecção de baias, piquetes, cochos e materiais de uso comum.

Estudos mostram que ocasionalmente a doença pode deixar sequelas como empiema das bolsas guturais, paralisia do nervo laríngeo recorrente, púrpura hemorrágica e sinusites. Alguns animais podem apresentar a doença de maneira mais intensa, com quadros de pneumonia e broncopneumonia. Ademais, a queda da imunidade promovida pelo Garrotilho pode favorecer o aparecimento de outras doenças oportunistas.

A prevenção da Adenite Equina é essencial para reduzir os prejuízos e os riscos relacionados à doença, e, tendo em mente a sua alta morbidade e a dificuldade no controle de surtos, a vacinação contra o agente é altamente recomendada. A Ceva Saúde Animal tem em seu portfólio a vacina Garrotilho®, produzida com cepas inativadas de Streptococcus equi equi, que promove ampla potência protetiva. Os animais sadios não vacinados devem receber 3 doses no intervalo de 2 a 4 semanas, e o reforço é anual para todo o rebanho.

“A profilaxia por meio da vacinação aumenta a sanidade do rebanho e reduz os custos a longo prazo com a mão de obra e tratamento. Sempre que possível, ela deve ser introduzida pelo médico veterinário no manejo sanitário da propriedade”, conclui Baity.

Por: Assessoria de imprensa

Fotos: Pixabay

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Mormo: situação atual no Brasil

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, fala nesse artigo sobre como está o cenário do Mormo no Brasi

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mormo

Com o fim do isolamento social e, consequentemente, a volta dos eventos, pensamos no quanto é bom voltarmos as nossas atividades, rever os amigos, termos contato. Porém, pensando nesse contato, muitas coisa podem acontecem, não só no lado positivo, mas também ocasionando diversas patologias, uma delas é o Mormo.

O Mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que ataca os equídeos (cavalos, burros e mulas). Não há vacina disponível contra a doença, o período de incubação pode chegar a 6 meses e os animais permanecem infectados por toda a vida. A prevenção envolve a identificação e eutanásia do animal infectado. Se engana quem acredita que seja um problema apenas para os equinos, para os humanos é frequentemente fatal.

cavalo com mormo
Em todo o ano de 2021, no Brasil foram feitas 109 notificações de Mormo

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria da Fazenda/SC.

Segundo Ramos et al (2021), “Os equídeos se infectam por meio do consumo de água e alimentos contaminados, sendo a via oral a principal porta de entrada do agente, mas a infecção pode ocorrer por via aerógena, ou seja, pela inalação da bactéria ou também por via cutânea, a partir de feridas na pele provocadas por objetos contaminados. Em seres humanos, o contágio se dá por meio do contato direto com animais infectados, inalação de aerossóis e feridas que tenham contato com secreção de animais positivos”.

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Números atualizados

Com o crescente aumento da criação de equinos no Brasil, se torna uma preocupação o número de casos de Mormo. No últimos 20 anos, tivemos notificações de casos de Mormo principalmente na região Norte e Nordeste. No anos de 2021, houve um acréscimo de casos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em todo o ano de 2021, no Brasil foram feitas 109 notificações de Mormo, estes números ainda são preocupantes, por ser uma doença contagiosa, ainda sem vacina ou cura e que pode ocasionar a morte dos seres humanos.

Importante destacar que é obrigatório a notificação de casos de Mormo no Brasil, conforme Decreto n° 24.548/34, em decorrência de seu impacto para a Saúde Pública e, por não existir cura para a doença em animais.

Distribuição anual dos casos de Mormo notificados no Brasil (1999-2021).

Mormo

Fonte: Coordenação de Informação e Epidemiologia – Saúde Animal (MAPA)

Na busca por erradicar a doença no país, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, instaura a Instrução Normativa nº 17, de 8 de maio de 2008, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento institui o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos – PNSE.

Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos – PNSE

Através da Instrução Normativa nº 17, de 8 de maio de 2008, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento institui o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos – PNSE, buscando o fortalecimento do complexo agropecuário dos equídeos, por meio de ações de vigilância e defesa sanitária animal.

A fim de prevenir, diagnosticar, controlar e erradicar doenças que possam causar danos ao complexo agropecuário dos equídeos, o Mormo se enquadra na categoria 2 da Instrução Normativa Mapa nº 50/2013 e requer notificação imediata de qualquer caso suspeito ao Serviço Veterinário Oficial.

No âmbito do PNSE, o MAPA publica a Instrução Normativa Mapa nº 06, de 17 de janeiro de 2018, sobre as diretrizes para o controle, a erradicação e a prevenção do Mormo no território nacional. Pela Instrução Normativa, tem-se um protocolo de prevenção, investigação e acompanhamento dos casos.

Mormo

Arte: Autor.

Fonte: Coordenação de Informação e Epidemiologia – Saúde Animal (MAPA)

Conforme o Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários, a prevenção e o controle do mormo dependem de um programa de detecção precoce, eliminação dos animais positivos associados ao estrito controle de movimento animal, quarentena/isolamento e completa limpeza e desinfecção das instalações do foco.

Neste sentido, compreendendo a periculosidade da patologia, os criadores e proprietários tem sua importância no controle e na erradicação do Mormo, buscando se adequar as normas sanitárias e respeitando os decretos e leis para que alcancemos o reconhecimento como zona livre de mormo.

Referências

Coordenação de Informação e Epidemiologia – Saúde Animal. Consulta Casos: Mormo. Disponível em: https://indicadores.agricultura.gov.br/saudeanimal/index.htm. Acessado em: 17 mai 2022.

RAMOS, Lorrany Maria Mota et al. Avaliação epidemiológica do mormo no Brasil. Research, Society and Development, v. 10, n. 13, 2021.

SANCHINI, João. Mormo é identificado em 59 propriedades do Brasil nos primeiros meses de 2021. Disponível em: https://sba1.com. Acessado em: 17 mai 2022.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho

Cavaleiro e Pesquisador | Haras Dom Herculano

Foto: Unsplash

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Como reconhecer que seu cavalo é um bom garanhão?

Mais do que uma questão genética, características do animal bem como manejo adequado interferem no resultado final. Nem sempre um filho de campeão terá destaque nas pistas, mas ele pode ser um bom reprodutor

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Ao comprar um cavalo macho, a primeira pergunta que vem à cabeça é: será que ele é um bom garanhão?

Um garanhão se destaca no meio de seu grupo pelo seu comportamento. Ele á mais ativo, territorialista, levanta a cabeça com qualquer barulho estranho e está sempre alerta.

Afinal, na natureza, ele deve defender as fêmeas e potros, manter o grupo sempre seguro e os outros machos em seus respectivos lugares.

Porém, como identificar que este animal será um bom reprodutor e terá filhos campeões?

A primeira coisa que se vem à mente é a genética dos pais. Afinal, se ele tem pais com sangue campeão correndo nas veias, a probabilidade deste garanhão repassar isso para os filhos é grande.

Outro ponto que devemos observar é seu histórico como atleta. Afinal, filho de pais com sangue campeão e que ainda é campeão nas pistas, a chance de ter uma prole campeã é grande.

Filho de peixe, peixinho é?

Mas, não são raros os casos em que o garanhão não é bom nas pistas, tem um rendimento mediano, mas possui filhos campeões.

Segundo o médico veterinário e consultor do Laboratório Allele Biotecnologia, Daniel Costardi, não é apenas uma questão genética ou do indivíduo, é uma somatória de diversas variáveis.

“Chamamos de fenótipo, genótipo e ambiente. Além do animal ter uma boa genética, o que conta muito, desde potrinho ele precisa ter condições de ser um bom atleta. Ele precisa, então, nascer bem, não tem nenhum trauma, comer bem, ter desenvolvimento nutricional e muscular muito bons e ter uma boa doma para que ele aprenda a gostar da prova sem ter medo do humano. Essa somatória de fatores faz-se um bom indivíduo e ai sim ele pode encantar nas pistas”, explica.

Genética de qualidade

Ainda segundo Costardi existem duas coisas, a primeira é a genealogia, os pais deste garanhão, o quanto eles são bons e importantes para a raça “Isso já coloca neste animal uma carga genética positiva”, afirma.

Porém, talvez o indivíduo não seja tão bom em pista, mesmo com pais campeões, mas de acordo com o veterinário com certeza ele tem uma genética boa.

“O criador, vai analisar o fenótipo, a conformação e temperamento dele assim, apostar ou não para colocar o animal em reprodução”, pontua.

Colocando em reprodução, explica o veterinário, os primeiros filhos que vão competir Potro do Futuro, se eles derem resultados interessantes, o criador pode passar este garanhão para utilizá-lo na reprodução, pois ele produz bons animais para provas.

“Se estes filhos não forem tão bons, tiverem uma média normal, ai o criador aposenta este animal, as vezes até castra, e passa a utilizá-lo para pequenas provas, para outros fins”, ensina o veterinário.

Há, entretanto, uma lista grande de excelentes garanhões disponíveis para compra de sêmen, que são comprovadamente ótimos genitores. Essa estratégia pode ser mais segura e mais eficiente para a genética do plantel.

Exame de DNA

O exame de DNA no animal é a única garantia de atestar que ele é filho de pais de destaque no cenário da modalidade, e assim, por ter a genética correndo nas veias, pode repassar aos futuros filhos.

“O exame é a única maneira de um produtor atestar a filiação do animal. Aqui na Allele Biotecnologia nós realizamos o exame com toda a segurança e tecnologia, pois somos membros International Society of Animal Genetics (ISAG), ranking #1”, afirma.

Para saber mais sobre os exames de DNA disponíveis pela Allele Biotecnologia acesse: https://allele.com.br/.

Por: Equipe Cavalus Comunicação/Camila Pedroso

Fotos: Pixabay

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Ressonância magnética em equinos traz mais precisão nos diagnósticos de imagem

Especialistas apontam que determinadas regiões do animal não são possíveis de acessar com os exames tradicionais, como raio-X e ultrassom, o que pode dificultar o diagnóstico de certas lesões

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Na medicina humana, o diagnóstico de algumas lesões é impensável sem o uso da ressonância magnética. Na rotina da medicina ortopédica equina, atualmente existem dois principais métodos de diagnóstico por imagem: a ultrassonografia e a radiografia.

Na grande maioria das doenças, afirma o médico-veterinário Guilherme Alberto Machado, os exames, aliados, conseguem passar as informações necessárias ao especialista para diagnosticar o animal.

Entretanto, em algumas regiões do cavalo com alta incidência de lesões, o raio-X e o ultrassom são limitados quanto a geração de imagem de qualidade para o diagnóstico. “Alterações intraósseas, por exemplo, estes exames não conseguem nos oferecer uma imagem de qualidade. É aí que entra a Ressonância Magnética. Com o auxílio deste exame, conseguimos chegar nestas regiões, avaliando tanto alterações de tecido mole quanto ósseo em zonas cegas para o raio-X e o ultrassom”, afirma Machado.

Ainda, segundo o veterinário, outro benefício do exame é, através da imagem oferecida, a possibilidade de diferenciar lesões crônicas de agudas, estipular tempo e qualidade da cicatriz e definir com maior precisão o prognóstico das lesões encontradas.

“Na minha experiência, o maior desafio que temos na ortopedia equina são, primeiro, definir o diagnóstico com precisão e, após isso, conseguir definir o tratamento e consequente o prognóstico das lesões encontradas”, ressalta Rolando Perez, médico-veterinário sócio da Clínica Esportiva de Equinos Equi Alliance.

O prognóstico para esses cavalos e proprietários, explica o especialista, é o mais importante, pois o que eles querem saber, principalmente, é se a lesão é grave, se tem tratamento e se o animal voltará a competir em alto desempenho.

Presença do exame no Brasil

No último dia 28, a Clínica Guadalupe, localizada em Nova Santa Rita, há 15 km de Porto Alegre, inaugurou o primeiro aparelho de Ressonância Magnética em equinos da região Sul do país. Ele é o terceiro do Brasil, porém o segundo em atividade comercial.

A chegada do aparelho à região é um marco para os brasileiros e também para os vizinhos Uruguai e Argentina, que agora poderão contar com essa tecnologia.

“A importância na ótica principal desse exame é a prevenção de problemas maiores, que não são possíveis diagnosticar apenas através do raio-X ou da ultrassonografia. Problemas que podem ser solucionados antes que se tornem irreversíveis. Este método de exame nos possibilita avaliar, na mesma imagem, tecido ósseo e mole de maneira com que possamos diferenciar lesões agudas e crônicas, além de aumentar a precisão do diagnóstico em regiões anatômicas”, conta Dr. Rolando Perez.

Simpósio Sistema Locomotor Equino

A inauguração da máquina de ressonância magnética aconteceu durante o Simpósio do Sistema Locomotor Equino, realizado neste final de semana (29 e 30/01), em Porto Alegre/RS.

Promovido pela Clínica Guadalupe, o evento contou com um circuito de palestras, cujos temas são ligados ao diagnóstico de imagem, lideradas pelos veterinários MV. MsC. PhD Dr. Jairo Jaramillo Cárdenas, veterinário e fundador da Equarter Educação Continuada, Dr. Júlio Paganela, co-fundador da VetEqlin Ortopedia Equina, e Dr. David Parra, fundador da Clínica Veterinária Las Troyas no Chile.

Apoio da Vetnil

A Vetnil é uma das fortes parceiras da Clínica Guadalupe e, como empresa que investe em tecnologia voltada à saúde animal, não poderia deixar de estar junto desse projeto, que traz benefícios não só para a região Sul, mas todo o Brasil.

“Parabenizamos por esse importante investimento no setor, cujo impacto na Medicina Equina será extremamente positivo. Desejamos sucesso e que sua busca pela melhoria no atendimento e diagnóstico e atendimento veterinário seja exemplo para os demais profissionais”, pontua Cristiano Sá, diretor de Marketing da Vetnil.

Por: Equipe Cavalus Comunicação

Fotos: Divulgação

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Saúde Animal

Santa Catarina em alerta com casos de Mormo

18 propriedades registraram casos da doença no estado, elevando a preocupação dos criadores e autoridades com a chegada dos eventos agropecuários na região

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Mormo volta a assustar o estado de Santa Catarina. Em 2021, foram registradas 18 propriedades com focos da doença localizadas no litoral norte do estado.

A região estava se preparando para conquistar, em 2020, o reconhecimento nacional de área livre da doença, quando os resultados positivos para o mormo surpreenderam a todos.

Os dados foram divulgados pela Coordenação Estadual de Sanidade dos Equídeos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

De acordo com a coordenadora do programa, a médica veterinária Eleanora Schmitt Machado, os criadores devem redobrar os cuidados neste momento de retorno dos eventos agropecuários, além de colaborar com as ações para conter o aumento dos casos.

Ainda de acordo com a coordenadora é obrigatória a realização de exames no caso de transito de animais dentro e fora do estado, principalmente para a participação em eventos.  

Estes exame, explica Eleonora, são realizados por um médico veterinário habilitado e a colheita do material deve ser enviada aos laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agropecuária e Abastecimento (MAPA).

O que é mormo?

Causada pela bactéria Burkholderia mallei, a doença atinge principalmente os equídeos (cavalos, asnos, burros, etc.). A transmissão da doença ocorre pelo contato com secreções, pus, fezes ou urina de animais contaminados.

Os principais sintomas da doença são nódulos subcutâneos nas mucosas nasais, pulmões e gânglios linfáticos, além de catarro e pneumonia. 

A taxa de mortalidade da doença é alta e gera graves consequências para os rebanhos. A partir da presença de um animal infectado na propriedade, o mormo pode ser transmitido para todos o rebanho pela água, ambiente onde a bactéria pode sobreviver por bastante tempo; utensílios e alimentos contaminados. Dessa forma, uma das principais medidas para evitar que a doença se espalhe é a desinfecção completa e rigorosa da propriedade.

O mormo é uma doença de interesse sanitário, econômico e social, que preocupa a todos, pois pode ser transmitida para humanos.

Não existe vacina ou tratamento para a doença, e os animais acometidos devem ser sacrificados para evitar a transmissão, por isso os cuidados com prevenção devem ser redobrados.

Presença de mormo

Ao notar algum sintoma suspeito de mormo ou anemia infecciosa equina é preciso notificar a suspeita às autoridades do município. Para manejar o animal com a suspeita é preciso utilizar máscara e luvas. É preciso isolar o animal infectado dos demais, mantendo-o afastado dos comedouros e bebedouros coletivos.

Por: Camila Pedroso

Fonte: Canal Rural

Fotos: Arquivo

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Saúde Animal

Nutrição de potros na desmama garante o desenvolvimento adequado dos cavalos

Dieta balanceada é fundamental no primeiro ano de vida do animal

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Os primeiros 12 meses de um cavalo são decisivos. É nesta fase que o potro deve atingir cerca de 70% de sua altura e é quando define estruturas fundamentais para uma vida atlética, como ossos, tendões e articulações. Mas para que o crescimento do animal seja completo, é preciso cuidado especial com a nutrição. Um processo de desmame bem feito, acompanhado com uma ração balanceada, é primordial para um crescimento adequado e saudável do equino.

De acordo com a médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal, Claudia Ceola, até o 4º mês de vida, o criador já pode, e deve, introduzir a ração na dieta do potro. “A partir dessa fase, o leite da égua começa a diminuir em quantidade e qualidade. A ração deve ser introduzida para suprir as exigências nutricionais e já ir adaptando o potro para a fase de separação da mãe”, explica. Claudia recomenda que o desmame seja feito a partir do 6º mês, de forma lenta. “Não deve ser um processo brusco, o potro pode permanecer no local onde está acostumado, de preferência com outros cavalos da mesma idade e suas mães. Quem é retirada é a égua, desta forma o potro fica mais seguro e continua ambientado”, orienta.

Muitos criadores acreditam que a oferta de pasto é o suficiente para as necessidades do potro, porém, a também médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi, Natália Telles Schmidt, explica que o sistema digestivo dos potros exige atenção especial. “Até os 18 meses de vida, o intestino do cavalo não está colonizado pela microbiota adequadamente e a absorção de fibras é baixa, por isso, somente uma ração balanceada é capaz de oferecer o que o animal precisa nesta fase” alerta. Natália explica, ainda, que o potro de até 12 meses precisa de uma nutrição específica, rica em proteína com correto perfil de aminoácidos e com equilíbrio entre lipídeos e carboidratos solúveis. “A ração para potros é bem diferente da destinada aos cavalos adultos. Indicamos que o alimento seja composto de pelo menos 17% de proteína e por três aminoácidos essenciais, lisina, treonina e metionina”, explica.

Sinais de má nutrição

Assim como acontece com outras espécies, o cavalo já nasce com uma pelagem e deve fazer a troca até o 4º mês, em média. “É comum encontrarmos potros de 8, 9 meses com a pelagem de quando nasceram quando se tem uma pobre nutrição. Juntamente com a qualidade do casco, desenvolvimento e déficit em ossatura, esses são sinais de que a nutrição ofertada não está atendendo as exigências do animal”, explica Claudia. De acordo com a veterinária, existem outros sinais comuns de que o potro não está recebendo nutrientes adequadamente, entre eles estão o abdome abaulado, perda de musculatura e baixa altura de cernelha.

“Nem mesmo uma boa lactação é suficiente para garantir a nutrição nesta fase. É preciso oferecer uma suplementação junto com o volumoso para que o potro se desenvolva adequadamente”, alerta Natália. A veterinária ainda afirma que, se o potro recebe um aporte menor de nutrientes nessa fase, pode ser que ele não alcance a altura geneticamente potencial.

As duas veterinárias são unânimes em dizer que a palavra de ordem, quando o assunto é nutrição de potros é o equilíbrio. “Um animal subnutrido terá prejuízo no desenvolvimento, mas o excesso também é prejudicial. O sobrepeso é algo que merece atenção também”, completa Claudia.

Por: Centro de Comunicação / Bruna Robassa | Suelen de Paula

Fotos: Pixabay

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Saúde Animal

Cocheira suja traz doenças ao seu cavalo

Higiene deve ser realizada diariamente para evitar a proliferação de vírus e bactérias que podem adoecer seu cavalo

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A higienização correta das cocheiras é fundamental para a garantia da saúde, qualidade de vida e desempenho dos cavalos.

Um dia que você se esqueça de realizar a higienização da cocheira é suficiente para transformar o espaço em um local nocivo aos cavalos, pois o acúmulo de fezes e urina colabora para a proliferação de diversas doenças.

A limpeza da cocheira deve ser realizada minuciosamente e diariamente. Os resíduos de fezes e urina devem ser retirados de duas a três vezes por dia. Todo o esterco retirado deve ser depositado em um esterqueira, longe da baia ou pavilhão para evitar a presença de moscas.

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Os cochos e bebedouros devem estar bem limpos. Retire diariamente todo o resto de comida que ficou do dia anterior, limpando com uma escova e água corrente. Essa limpeza deve ser realizada após cada refeição, assim você evita que comida velha apodreça no cocho e seja ingerido pelo animal.

Fique atento ao bebedouro. Eles também devem ser higienizados diariamente. Os modelos de cimento acumulam mais sujeira que os de ferro, plástico ou fibra e são mais difíceis de limpar.

Apesar das teias de aranhas prenderem os insetos, não é aconselhável deixa-las no cocho. Para realizar a limpeza, não utilize vassouras comuns. Utilize uma “vassoura” de fogo – um tipo de maçarico ou lança-chamas ligado a um botijão de gás -, passando-o lentamente no teto do cocho e nas paredes para retirar todas as teias e espantar os insetos.

Cuidado com a rede elétrica. Procure a ajuda de um especialista para realizar a limpeza a fim de evitar acidentes.

Dê atenção as camas

Se a cama utilizada na sua cocheira for de serragem, areia ou maravalha, você precisa dar ainda mais atenção a higiene. O acúmulo de fezes e urina atrai moscas e contribui para a proliferação de micro-organismos causadores de diversas doenças.

A urina dos cavalos possui muito amônia, o que deixa o espaço ainda mais fétido.

Este cenário pode contribuir para o desencadeamento de doenças pulmonares nos cavalos como a Obstrução Aérea Recorrente (OAR) e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), afecção muito frequente em cavalos atletas que provoca a diminuição da performance, intolerância ao exercício, dispneia expiratória, tosse e perda de peso nos casos crônicos.

Por isso, a recomendação é a limpeza e retirada dos materiais que tiveram contato com a urina e fezes do animal.

Além disso, mensalmente ou a cada 45 dias, troque toda a cama do cavalo.

Uma opção mais segura são as camas de borracha, pois garante uma melhor drenagem da urina e permitem uma limpeza mais fácil do local.

Indiferente do material escolhido, procure manter o espaço sempre bem limpo para garantir a saúde e o bem-estar do seu animal.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo

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Saúde Animal

Mutação em gene responsável por nanismo em pôneis é descoberta no Brasil

Pesquisadores da Unesp de Botucatu realizaram a pesquisa e desenvolveram um teste para detecção do problema

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Uma boa notícia para o setor equídeo brasileiro. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu/SP, encontraram em um gene de cavalos uma mutação causadora de uma forma de nanismo que pode levar à morte embrionária ou ao nascimento de animais com problemas respiratórios, alimentares e de crescimento ósseo. Além da descoberta, descrita na revista Scientific Reports, os pesquisadores desenvolveram um teste para detecção do problema, de forma a evitar que a mutação seja passada adiante em cruzamentos.

“A enfermidade, conhecida como nanismo condrodisplásico, apresenta elevada prevalência em criadouros de equinos de raças pônei, uma vez que a seleção de animais de pequena estatura foi acompanhada pelo aumento da prevalência de mutações genéticas associadas a alterações musculoesqueléticas”, conta José Paes de Oliveira Filho, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-Unesp) e coordenador do estudo.

O trabalho integra o projeto Estudo clínico e molecular do nanismo do tipo condrodisplásico em equinos da raça Mini-Horse no Brasil, financiado pela FAPESP, e é um dos resultados do doutorado e Danilo Giorgi Abranches de Andrade na FMWZ – Unesp.

Oliveira Filho explica que um grupo de equinos de baixa estatura é identificado pela palavra pônei, mas que esta não significa necessariamente uma raça de cavalo. “Existem diversas raças de pônei no mundo, sendo uma delas a Mini-Horse brasileira. Além dos relatos nas raças pônei, o nanismo também já foi descrito em equinos da raça Friesian”, conta o pesquisador.

As características fenotípicas mais evidentes, e que ajudam a diferenciar os animais afetados dos saudáveis, são a baixa estatura, o corpo desproporcional com alterações cranianas, prognatismo (mandíbula projetada para frente) e membros tortuosos.

Mutação

“Quatro mutações causadoras do nanismo condrodisplásico já haviam sido descritas antes do início da nossa pesquisa e estão localizadas no gene aggrecan. Porém, a genotipagem de animais clinicamente afetados provenientes de fazendas no interior de São Paulo não detectou nenhuma dessas mutações, o que nos levou a suspeitar de que haveria outra mutação ainda não descrita nesse ou em outro gene”, explica Andrade.

Os pesquisadores então sequenciaram o RNA mensageiro codificado pelo gene dos equinos com nanismo condrodisplásico à procura de alterações genéticas que pudessem explicar o fenótipo dos indivíduos afetados. Foi encontrada uma substituição de uma base nitrogenada que acarretava a troca de um aminoácido por outro e, consequentemente, na perda de função da proteína codificada pelo gene e no aparecimento dos sinais clínicos.

Além disso, levando em consideração as frequências alélicas das cinco mutações, o estudo estimou que a prevalência de equinos da raça Mini-Horse clinicamente afetados (anões/homozigotos) e de carreadores da mutação (heterozigotos) no Brasil foi de 15,4% e 47,7%, respectivamente.

Os pesquisadores patentearam um teste capaz de identificar o genótipo e buscam parceiros para comercializar o produto, que vai ajudar criadores a selecionar os acasalamentos e a evitar que a mutação seja passada para as próximas gerações.

“Como a doença apresenta caráter autossômico recessivo, mesmo os progenitores que apresentam fenótipo normal podem ser portadores da mutação. A implementação desse teste será imprescindível na orientação dos acasalamentos de animais destinados à reprodução, podendo diminuir a prevalência e a ocorrência do nanismo condrodisplásico, evitar o nascimento de cavalos anões, perdas de matrizes e potros e, consequentemente, favorecer o bem-estar animal nas criações de cavalos de raças pônei”, encerra Oliveira Júnior.

Por: Agência Fapesp

Fotos: Divulgação

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Saúde Animal

Manejo de vermifugação é peça-chave para a saúde e o desempenho dos cavalos

Sem aplicação de soluções adequadas, doenças parasitárias podem prejudicar o desempenho dos animais

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A equinocultura é uma atividade em alta no território brasileiro. Em 2020, por exemplo, o rebanho de cavalos no Brasil cresceu 1,9% em relação a 2019, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, criar equinos com cada vez mais qualidade é uma prioridade para os produtores.

Por isso, a vermifugação é um manejo essencial para estes animais, a fim de garantir a saúde e o bom desempenho deles, em qualquer atividade às quais são submetidos. “As doenças parasitárias representam uma das maiores ameaças aos equinos, pois afetam diretamente a qualidade de vida e o desempenho desta espécie”, explica o médico-veterinário, Guilherme Ito.

Os sintomas mais comuns nos cavalos parasitados variam entre diminuição do apetite, comprometimento na absorção de nutrientes, com eventual perda de peso, lesões de pele, pelo arrepiado e seco, prurido anal, cólicas recorrentes, diarreias com sangue ou sem e desidratação. Dependendo da gravidade da infecção, o animal pode vir a óbito.

“O manejo de vermifugação nos equinos deve ser realizado periodicamente, iniciando aos 60 dias em potros e repetindo a aplicação de vermífugo a cada dois ou três meses. Em animais adultos, a indicação é repetir doses com intervalo de três a quatro meses”, recomenda o médico-veterinário.

Fazer o acompanhamento dos animais por meio de exames parasitológicos de fezes é essencial para verificar a eficácia do tratamento e, consequentemente, garantir o controle das doenças parasitárias.

“Os cuidados com os equinos não devem parar na vermifugação. Nutrição e vacinação são dois pontos essenciais para a saúde destes animais, além da atenção que deve ser dada para a limpeza dos ambientes frequentados pelos cavalos, dessa forma reduzindo as chances de contaminação”, finaliza o médico-veterinário.

Por: Equipe Cavalus

Fotos: Divulgação

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