Saúde Animal

Pequenos e perigosos: doenças em equinos transmitidas por mosquitos

Saiba mais sobre a Encefalomielite Equina Oriental, Encefalomielite Equina Ocidental e o Vírus do Nilo Ocidental; como você pode proteger melhor seu cavalo

Publicado

⠀em

Notícias recentes descrevem a perda acelerada de espécies de vida selvagem devido a mudanças significativas no habitat e nas fontes de alimento. Mas uma criatura que parece estar prosperando é uma das mais perigosas do mundo: os mosquitos.

Doenças transmitidas por mosquitos afetam todos os mamíferos, com alguns dos mais virulentos, infectando cavalos e humanos de forma semelhante. Dessa forma, causam Encefalomielite Equina Oriental, Encefalomielite Equina Ocidental e o Vírus do Nilo Ocidental

A boa notícia é que os cavalos não podem espalhar essas três doenças para outros cavalos ou humanos, e vice-versa.

Mosquitos fêmeas são os vetores intermediários ou ‘ponte’ que causam a infecção. Os pássaros (e às vezes roedores) são portadores dos vírus, mas nem sempre apresentam sinais clínicos.

Os mosquitos picam os pássaros e pegam o vírus; então, esses mosquitos transmissores passam o vírus para cavalos, humanos ou outras aves. Não só os cavalos, como também as pessoas são considerados hospedeiros ‘sem saída’.

Ou seja, não têm vírus infecciosos suficientes em seu sangue para transferir, através de mosquitos ou fluidos corporais, para outros humanos ou animais.

Encefalomielite Equina Oriental

Os mosquitos Culiseta melanura transmitem a Encefalomielite Equina Oriental. Dessa forma, causam doenças neurológicas graves em cavalos, com uma taxa de mortalidade de 90%. Além de ter febre, cavalos infectados desenvolvem uma marcha descoordenada (ataxia) e freqüentemente apresentam espasmos musculares involuntários.

Os sinais encefálicos progressivos se desenvolvem: pressão na cabeça, perambulação sem rumo, convulsões, hiperexcitabilidade e coma. Uma vez que um cavalo deita, ele não consegue se levantar.

É difícil de diagnosticar porque é um vírus de difícil cultivo e causa sintomas muito similares a outras encefalites ou encefalomielites. No Brasil é mais comum a Encefalite Equina do Leste. Mas encontramos em algum momento o vírus da Encefalomielite Equina Oriental em aves da Amazônia, no Pantanal e na mata atlântica do Rio de Janeiro.

Temperaturas úmidas favorecem a que a população de mosquitos cresça. Por isso, a vacinação do seu cavalo deve estar em dia.

mosquitos: Saiba mais sobre a Encefalomielite Equina Oriental, Encefalomielite Equina Ocidental e o Vírus do Nilo Ocidental; como proteger

Encefalomielite Equina Ocidental

Culex tarsalis é o mosquito transmissor. No Brasil têm sido isolados ou detectados sorologicamente três Alphavirus que têm grande importância epidemiológica e que estão amplamente distribuídos no continente Americano. Entre eles, a Encefalomielite Equina Ocidental.

Uma doença neurológica semelhante à Oriental, cujo a taxa de mortalidade entre cavalos infectados é de 40-50%. Nos últimos anos, houve uma queda dramática nos casos de equinos, nenhum relatado no oeste dos Estados Unidos desde 2004, por exemplo.

No entanto, pássaros e mosquitos ainda abrigam o vírus, então os veterinários recomendam vacinar cavalos anualmente como uma proteção. O vírus da Encefalomielite Equina Ocidental foi isolado pela primeira vez por aqui em equinos no Estado do Rio de Janeiro. 72 espécies de aves tinham anticorpos para o Ocidental, ou seja, tiveram contato com o vírus.

Vírus do Nilo Ocidental

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da Dengue e da Febre Amarela. Transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex.

Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus (viremia alta e prolongada) e como fonte de infecção para os mosquitos.

Os sintomas mais comuns estão associados com a injúria da medula-espinhal. Nos equinos os sinais da enfermidade neurológica causadas pelo vírus do Nilo Ocidental podem incluir ataxia, perda de apetite, depressão, perda de equilíbrio, contração muscular, paralisia facial, diminuição da visão, enrijecimento no pescoço, marcha confusa, convulsões, voltas em círculos e incapacidade para ingerir.

Fonte: The Horse | Nancy S. Loving, DVM
Crédito das fotos: Divulgação/iStock

Veja mais artigos de Saúde Animal no portal Cavalus

Saúde Animal

Problemas odontológicos prejudicam a eficiência dos cavalos

Odontologista equino Dr. Thiago Horwarth explica como manter a saúde dentária dos animais em dia

Publicado

⠀em

Seu cavalo apresenta algumas reações com a cabeça durante o trabalho?

Não responde adequadamente aos comandos do cavaleiro?

Não está se alimentando direito, principalmente de capim ou feno?

Está com as fezes muito fibrosas?

Sofre com cólicas frequentemente?

De acordo o odontologista equino Dr. Thiago Horwarth estes são sinais tardios que seu animal pode estar com problemas dentários instalados. “O indicado para a maioria dos cavalos é que o tratamento odontológico seja realizado uma vez ao ano, para manutenção de uma boa oclusão e prevenção de complicações”, recomenda Dr. Horwarth.

Segundo o odontologista os cavalos têm um tipo de dentição diferente da humana. Eles são hipsodontes, ou seja, seus dentes estão sempre crescendo e erupcionando. Ao mesmo tempo, o contato entre os dentes superiores e inferiores (maxilares e mandibulares) durante a mastigação, leva ao desgaste dos dentes.

Esse equilíbrio entre crescimento e desgaste dos dentes é essencial para que os animais possam ter uma mastigação adequada e, consequentemente, um bom aproveitamento dos alimentos.

“Por isso, os cavalos que não realizam o tratamento odontológico periódico podem apresentar vários tipos de problemas, incluindo dificuldade para se alimentar, perda de peso, reações com a cabeça durante o trabalho, problemas comportamentais, entre outros”, alerta Dr. Horwarth.

Tratamento preventivo

Como os equinos possuem o crescimento contínuo dos dentes, o tratamento periódico evita esses desequilíbrios entre crescimento e desgaste e suas consequências negativas, proporcionando maior conforto durante a mastigação e o trabalho, além de promover melhor qualidade de vida e bem-estar.

“Nos equinos este tratamento preventivo é ainda mais importante devido ao manejo alimentar dos cavalos domésticos ser consideravelmente diferente do que vimos na natureza, pelos animais que são montados estarem sujeitos ao uso de embocadura – freio ou bridão – que tem relação de proximidade muito grande com os dentes, entre outros pontos que afetam a dentição deles”, ressalta o odontologista.

Apesar do recomendado ser uma visita anual ao dentista, o especialista pontua que em alguns casos em que já existem desordens de oclusão, fraturas dentárias ou outros problemas que requerem uma atenção maior, pode ser necessário um tratamento em períodos mais curtos.

Como abrir a boca do cavalo para limpar os dentes?

Não é uma tarefa fácil abrir a boca de um cavalo sem que ele esteja bem sedado e com equipamento adequados. E é uma tarefa quase impossível para um leigo ter acesso aos dentes pré-molares e molares, principais responsáveis pela mastigação, para realizar algum tipo de limpeza.

O mais importante, comenta o especialista, é fornecer uma alimentação de qualidade, principalmente volumoso, e manter o tratamento odontológico em dia para que o seu cavalo tenha uma oclusão dentária bem ajustada. Dessa forma, o próprio processo de mastigação realiza a limpeza dos dentes.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

Mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Como promover a alta performance esportiva do animal durante as provas

Segundo o médico veterinário Hélio Itapema, mais que treinamento, os animais precisam de atenção para render o esperado nas competições

Publicado

⠀em

Como promover a alta performance esportiva do animal durante as provas

Para os cavalos, o momento das provas é tão importante quanto o preparo e os treinamentos. Assim como os atletas humanos, eles precisam de cuidados especiais para garantir sua alta performance esportiva.

Segundo o médico veterinário Hélio Itapema, o manejo correto do animal com a adição de fisioterapia, massagem, gelo, entre outros, são muito importantes para o cavalo neste período de provas.

A massagem, por exemplo, realizada por um médico fisioterapeuta, relaxa as tensões na musculatura do animal, melhorando o fluxo de sangue e auxiliando no bem-estar.

Levar o animal para a ducha após as provas, além de remover a sujeira e o suor do cavalo, também contribuem para resfriar e acalmar os tecidos, relaxando o animal e o deixando menos excitado.

Os usos de ligas de descanso ajudam a aquecer os tendões e ligamentos, proporcionando o relaxamento. “Além disso, elas evitam as chances de uma lesão durante o transporte”, explica o veterinário.

Outro ponto importante ressaltado pelo veterinário é a hidratação do cavalo após a prova. “É muito importante observar o animal e, caso necessário, procurar o médico veterinário responsável pela prova ou o clínico que atende o cavalo para realizar a hidratação dele”, frisa o especialista.

O conforto na cocheira também é muito relevante para o animal. Segundo Dr. Hélio, um bom fornecimento hídrico e de alimentação, além da manutenção da rotina do cavalo durante as provas, são importantes para a recuperação muscular.

A adição de suplementos para conseguir uma boa recuperação muscular, principalmente após os exercícios, também é interessante. “Lembrando que eles participam de vários dias de provas que acabam promovendo um estresse oxidativo muito grande, por isso é muito bom ter um carregador de radicais livres que você consegue à base de suplementos. Reforçando que estes suplementos devem ser prescritos por médicos para não ter problemas com os exames antidoping” alerta.

Cuidado com o uso de analgésicos

Segundo o médico veterinário Hélio Itapema a adição errônea de analgésicos pode levar o animal a ter lesões irreversíveis, que podem ocasionar na aposentadoria permanente do cavalo.” Alguns analgésicos são responsáveis por 70, 80% das lesões catastróficas em cavalos de corrida, por exemplo, causando a aposentadoria permanente no animal após o uso inadequado do medicamento, pois eles tiram a dor, fazendo com que o cavalo vá além da performance, desenvolvendo lesões permanentes”, alerta o veterinário.

Além de todos estes cuidados, Dr. Hélio faz um alerta quanto a preparação do cavalo. “Ele precisa estar 100% para participar das provas. Se o animal chegar com apenas 50% não adianta realizar todas essas orientações, pois ele não vai conseguir render além da sua capacidade “, finaliza.

Por Camila Pedroso
Crédito da imagem: Divulgação/Pixabay

Veja mais notícias de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Cuidado com os cascos é indispensável para cavalos atletas

Suplementação nutricional ajuda em uma recuperação mais rápida após exercícios

Publicado

⠀em

Cuidado com os cascos é indispensável para cavalos atletas

A saúde dos cascos dos equinos é um item extremamente relevante para animais atletas, que participam de provas de performance e longas caminhadas. Para a manutenção dessas características tão importantes, é essencial oferecer suplementação adequada, com ração balanceada e ajustada às necessidades do cavalo, além de água de ótima qualidade. Exemplos de nutrientes valiosos para o sucesso dos cavalos são o zinco, o manganês, o selênio, a biotina e a DL-metionina – que é fonte orgânica de enxofre. “Esses recursos estimulam a produção de queratina, uma proteína que fortalece os cascos, que sofrem alterações visíveis quando há baixa ingestão de nutrientes, assim como os pelos”, explica o gerente de produtos para equinos da Vetoquinol Saúde Animal, Antônio Coutinho.

Coutinho destaca que a suplementação com esses elementos auxilia diretamente a hidratação dos cascos e beneficia a recuperação entre os ferrageamentos. “A manutenção de nutrientes também evita quebras nos cascos, facilita cicatrizações, tornando os animais mais resistentes a lesões e à fadiga”, diz o especialista.

Suplementação Nutricional

Com a suplementação nutricional, os equinos se recuperam mais rapidamente após exercícios, mostrando que estão prontos para as provas. Pensando nisso, a Vetoquinol – uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo – desenvolveu Kerabol, solução que contém os nutrientes essenciais para a saúde dos cascos. O produto faz parte da linha Equistro, líder e referência global na suplementação nutricional para equinos, com 35 anos de presença no mercado.

Os resultados de Kerabol são comprovados por nomes de referência, como o veterinário Aluísio Marins, criador da Universidade do Cavalo, a competidora Petit Herzweg, criadora da raça Quarto de Milha, e os treinadores Steve Bezerra, Fabio Rodarte e Zeca Macedo – todos com currículos vitoriosos em competições regionais, nacionais e internacionais. Embaixadores da linha Equistro no Brasil, esses profissionais renomados destacam que o sucesso dos equinos começa pelos cascos.

“Problemas nos cascos dos equinos podem deixar animais de competição parados por até seis meses, gerando prejuízo não só econômico, mas também de bem-estar dos cavalos. Por isso, a prevenção é o caminho para altos índices de desempenho”, salienta Coutinho. “Kerabol possui nutrientes na forma líquida e biologicamente ativos com elevada biodisponibilidade e eficiência e está disponível nas principais lojas agropecuárias em frascos de 1 litro. A recomendação é de dosagem de 10 ml por dia para cavalos com até 500 quilos ou 15 ml/dia para animais acima desse peso.”

INFORME PUBLICITÁRIO

Colaboração: Assessoria de Imprensa
Crédito da foto: Divulgação/Pixabay

Veja mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Cuidados pós-prova com cavalos é um dos pontos do bem-estar animal

Ter um cronograma de provas, manter bom condicionamento físico do animal, aliado a boa alimentação e hidratação é fundamental ao cavalo atleta

Publicado

⠀em

Cuidados pós-prova com cavalos é um dos pontos do bem-estar animal

O ano de 2021, ainda foi atípico com relação aos eventos equestres, com mudanças de datas no calendário e alguns adiamentos, devido a Covid-19. E para o cavalo Quarto de Milha, não foi diferente. Houve algumas alterações de data, e um espaço mais curto de tempo entre uma prova e outra, mas nada obstruiu o sucesso dos eventos.

O 42º Potro do Futuro, 14ª Copa dos Campeões, 7º Derby e 4º Juvenil do Quarto de Milha, finalizado no dia 17 de outubro, em Araçatuba (SP), mostrou a sua força, pois foram 8.304 inscrições, 1.438 competidores com 2.522 animais em pista nas 18 modalidades disputadas. E uma premiação histórica de R$2 milhões.

O Congresso Brasileiro também teve números expressivos, com 8.761 inscritos, 1.246 competidores e 2.187 animais. Já o Campeonato Nacional do Cavalo Quarto de Milha contou com números recordes de 11.309 inscrições, 1.438 competidores e 2.837 animais, provando a grandiosidade e força da raça.

Esses são apenas números do evento oficiais, porém o calendário de prova ficou bem apertado quando levamos em conta as provas oficializadas de todas as modalidades que antecederam ou foram realizadas entre as datas dos oficiais.

Para tanto, o animal tem que estar preparado para acompanhar e ter um bom desempenho em pista. Para isso, é necessário um bom condicionamento físico, aliado com hidratação, alimentação balanceada e suplementação de forma adequada, além de um bom manejo alinhado a todos esses cuidados.

“Durante as competições, há uma grande exigência física dos animais, pois além da aptidão física, cada vez mais requerida em excelência durante as provas, os cavalos são submetidos ao transporte, algumas vezes por longas distâncias, além de todo o estresse da mudança de ambiente e de rotina no manejo”, esclarece Caio Barros, Médico Veterinário e Coordenador de Desenvolvimento de Produtos de Equinos da Vetnil.

“Para auxiliar na recuperação desses animais, pode-se utilizar produtos anti-inflamatórios e relaxantes musculares que ajudarão na recuperação de músculos, tendões e ligamentos, bem como oferecer um suporte nutricional adequado, com eletrólitos, antioxidantes (selênio e vitamina E), além de aminoácidos de cadeia ramificada que auxiliam na recuperação e reestruturação das fibras musculares que foram inevitavelmente lesionadas durante o exercício. O acompanhamento de um fisioterapeuta veterinário também pode auxiliar na recuperação do animal de forma mais rápida e eficaz”, ele complementa.

Durante e após a participação de provas, principalmente desses grandes eventos, é fundamental estar atento aos cuidados com seu animal.

E vale lembrar que nestes principais eventos da ABQM, há um plantão veterinário 24h gratuito para atendimento do que for necessário, além das clínicas veterinárias especializadas. Os médicos veterinários responsáveis pelo plantão são Dr. Reinaldo de Campos e Dr. Sérgio Portilho, que contam com o apoio de 15 estagiários.

De acordo com Dr. Reinaldo, os principais atendimentos realizados são: cólica, claudicações e desidratações. “Realizamos nesse último evento 67 atendimentos, um número considerado normal, todos com sucesso e dentro do parque, apenas um animal acometido com síndrome cólica necessitou ser encaminhado ao hospital, mas com dois dias de tratamento conservativo foi liberado. E, dentre esses, um animal suturado que se machucou no transporte”.

A equipe do plantão veterinário e a ABQM sempre orientam alguns cuidados para retorno dos animais, como não administrar ração antes do transporte e fazer fluidoterapia antes e após viagem.

“Também sempre orientamos que, durante as competições, aos animais que forem submetidos a altas cargas de esforço, seja feita fluidoterapia de rotina.”, pontua Dr. Reinaldo.

Ações Vetnil na ABQM

Indo ao encontro desses cuidados com os animais, ainda mais em Araçatuba, onde as temperaturas são elevadas, a Vetnil esteve presente com o Pit Stop Equinos. A ação dá suporte aos animais presentes no evento, com aplicação do Geloflex® e administração do Hemolitan® Booster JCR.

A empresa também patrocinou o espaço do plantão veterinário de atendimento gratuito, cuja estrutura proporcionou mais agilidade aos profissionais no atendimento.

“Trabalhávamos com um tronco, esse evento foram dois, um usamos exclusivamente para os atendimentos de cólica e outro para fluidoterapia e gelo. Também tivemos um espaço social, onde os proprietários podiam esperar os animais serem atendidos. Agradeço à Vetnil e ABQM, que tornaram o que já estava bom, ótimo.”, comentou Dr. Reinaldo.

Equipe no atendimento do Potro do Futuro ABQM

Parceiros Vetnil

Os cuidados adequados e com acompanhamento são fatores que, com certeza, levam ao bom desempenho em pista, como no caso dos parceiros Vetnil que se destacaram. Entre eles, está a família Gonzales, que a maioria das colocações nas categorias de Cinco Tambores e na Maneabilidade durante a Copa dos Campeões.

Também é parceiro Vetnil o campeão da categoria mais disputada Potro do Futuro Aberta, Décio Talon, além dessa grande conquista, também esteve no pódio no Derby e na Copa dos Campeões.

Colaboração: Cavalus Comunicação Equestre
Crédito e legenda da foto: Plantão 24h do evento com orientação para cuidados e com atendimento aos animais/Divulgação/ABQM (Gerson Verga)

Veja mais artigos de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Estação de monta equina: planejamento nutricional influencia no ciclo reprodutivo

Cuidados com alimentação, suplementação e manejo precisam ser ainda mais intensos para preparar os equinos para reprodução neste período

Publicado

⠀em

Estação de monta equina: planejamento nutricional influencia no ciclo reprodutivo

O baixo escore corporal das éguas, ou seja, seu peso e composição corporal abaixo do ideal, é a principal causa de insucesso na reprodução desses animais. No Brasil, esse período ocorre entre início de julho e final de janeiro, quando há maior incidência de luz solar e temperaturas mais altas. No cenário atual, em que o país enfrenta um longo ciclo de seca e a pior crise hídrica em 91 anos, os cuidados com alimentação, suplementação e manejo precisam ser ainda mais intensos para preparar os equinos para reprodução no período de monta.

Conforme explica a médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal, Natália Telles Schmidt, com pouca oferta de pastagem, por exemplo, as éguas tendem a perder peso e, assim, não conseguem ciclar de forma satisfatória entre primavera e o verão, quando já deveriam estar ciclando. “O planejamento nutricional consiste em analisar a área do pastejo versus número de animais, verificar a quantidade de pasto e qual tipo está disponível. E, por fim, confirmar se há recursos financeiros para comprar feno, caso seja necessário”, ressalta a especialista.

Além disso, é preciso escolher um concentrado, tanto para as éguas, quanto para os garanhões, com o objetivo de corrigir o escore corporal. A solução é útil para fazer um reforço nutricional e pode auxiliar na resolução e prevenção de diversos problemas nutricionais com os animais. “Antes de considerar o flushing, técnica utilizada para aumentar a inclusão calórica para uma fêmea conseguir emprenhar, é preciso fazer essa programação alimentar para o ano todo”, acrescenta a médica veterinária da Guabi.

O ideal é que as éguas ciclem quando têm um escore corporal adequado. Essa é uma avaliação que verifica a composição corpórea dos animais. “As fêmeas teriam que chegar na estação de monta com o escore cinco (escala de 1 a 9). Dessa forma, elas vão ganhar peso com o decorrer da gestação e vão parir com uma pontuação maior, por volta de seis, para garantir uma boa lactação”, explica Natália.

Fonte: Guabi Saúde Animal
Crédito das fotos: Pexels

Veja mais artigos de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Células tronco em animais atletas

Tratamento com células tronco é algo promissor e contribui em uma recuperação mais rápida de um cavalo atleta

Publicado

⠀em

Células tronco em animais atletas

Os animais que participam de competições envolvendo atividades físicas, em especial os equinos, têm sua performance levada ao limite, o que pode acarretar diversos tipos de lesões resultando na queda do seu desempenho esportivo, impedindo-o de se manter competitivo.

As terapias tradicionais se limitam a minimizar o processo inflamatório e a dor, não atuando na regeneração do tecido lesionado e resultando, frequentemente, na formação de cicatrizes com a perda parcial ou total da função tecidual, podendo ocasionar, em vários casos, a prematura ‘aposentadoria’ do animal.

Um bom exemplo são as lesões tendíneas, nas quais a cicatriz é constituída de fibras menos organizadas e uma menor concentração de colágeno. Esta conformação resulta na não restauração da morfologia e força do tendão o que, consequentemente, o torna mais suscetível a novas lesões. As terapias tradicionais permitem que o animal se recupere, porém, a qualidade do tecido não será a mesma, possibilitando a ocorrência de reincidi-las.

Terapia com células tronco

A terapia com células tronco disponibilizada pela Celltrovet tem demonstrado uma considerável melhora na funcionalidade do tecido lesionado, assim como uma acentuada redução no tempo de recuperação do animal. Esse é o grande enfoque e diferencial do tratamento com células tronco: qualidade tecidual.

As células tronco são encontradas em todos os tecidos do organismo, sendo responsáveis pela sua manutenção durante toda a vida do animal. Devido a sua capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares, quando reintroduzidas no organismo, adquirirem a função de qualquer tecido, estas células apresentam um forte potencial nos processos de regeneração tecidual. Desta forma, têm despertado um grande interesse na medicina regenerativa.

Devido à dificuldade de se curar algumas injúrias ou doenças de alta incidência com as tecnologias atuais, os profissionais da área de veterinária vêm se mostrando interessados no desenvolvimento, conhecimento e aplicação de novas metodologias. O tratamento com células tronco vem surgindo como uma nova e bastante promissora tecnologia, visando a melhoria da qualidade de vida dos animais. Embora não percebamos, a terapia celular já faz parte do nosso cotidiano há bastante tempo, uma vez que, tanto a transfusão sanguínea, como o transplante de medula óssea, nada mais são do que terapia celular.

A área envolvendo a terapia com células tronco aplicada a medicina veterinária é relativamente nova. A primeira empresa com foco em equinos a atuar neste ramo foi a americana VetStem. A britânica VetCell, segunda empresa a ser fundada, atua até hoje apenas no mercado equino.

É importante ressaltar que as células tronco não são milagrosas, ou seja, elas poderão não ter uma atuação efetiva em algumas doenças, sendo não recomendadas em animais acometidos por neoplasias e infecções. Por isso, é extremamente importante que seja feito uma triagem criteriosa dos animais que serão submetidos a esse tipo de terapia, de forma a determinar sua viabilidade ou não.

Finalidade

Na terapia com células tronco, as células são utilizadas tanto com a finalidade de reparar, regenerar e recuperar o tecido lesionado como de diminuir o processo inflamatório e a formação de fibrose. As células tronco, dependendo do ambiente que se encontram, irão dar origem a células nervosas, cartilagíneas, células ósseas, musculares, entre tantas outras, substituindo a célula doente, por uma célula nova e saudável!

Embora as células tronco tenham o potencial de dar origem a diversos tipos celulares, quando introduzida no músculo, por exemplo, ela irá dar origem a musculo e não a osso. Isso ocorre devido ao ambiente apresentar fatores que irão ‘dizer’ para a célula tronco em que tipo celular ela deverá se transformar. As aplicações poderão ser feitas diretamente no local como, por exemplo, em tendão lesionado ou sistêmica no caso de lesão neurológica.

Tempo

Tal procedimento leva aproximadamente de 3 a 4 semanas. Sendo uma população de células tronco homogêneaa, as células se diferenciam de forma uniforme para os diferentes tipos celulares possibilitando uma efetiva e ampla substituição das populações de células deficientes e/ou danificadas presentes no tecido lesado, além de não expor um animal, já debilitado, a um procedimento cirúrgico, visando obter o fragamento do tecido adiposo do qual serão obtidas as células tronco, o qual pode levar o animal a óbito.

Para se obter de dois a quatro milhões de células tronco, são necessários aproximadamente sete dias. Um tratamento em 72 horas só pode ser feito de forma autóloga, pois, embora as células tronco não sejam reconhecidas pelo sistema imunológico, as outras células mononucleares que estarão presentes em grande quantidade irão ser reconhecidas iniciando um processo de rejeição.

Neste caso, se realiza uma terapia celular, ou seja, aplica-se um ‘pull’ de células (células tronco + células mononucleares) o que tende a resultar em uma menor eficiência do tratamento. Em uma real terapia com células tronco utiliza-se praticamente apenas células tronco, ou seja, um produto não ‘contaminado’ com outros tipos das células.

Por Dra. Renata Avancini Fernandes – Médica Veterinária, Mestre e Doutora em Cirurgia pela UNESP, especializada em Clínica Médica Regenerativa

Veja mais notícias de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Xeque-Mate, treinamento que é referência na América Latina, abordou ‘coluna cervical e ombro’ de cavalos atletas em SP

O evento, composto por diversos módulos, conecta médicos veterinários e dissemina conteúdos, técnicas, opções de diagnóstico e tratamentos mais modernos

Publicado

⠀em

Xeque-Mate, treinamento que é referência na América Latina, abordou 'coluna cervical e ombro' de cavalos atletas em SP

“A perfeita oportunidade de aprender muito sobre estas regiões e desmistificar a complexidade anatômica elevada e os obstáculos em sua avaliação clínica e tratamentos.” Assim foi descrito o terceiro módulo do treinamento ‘Xeque-Mate’, realizado de 27 a 30 de setembro de 2021, com o tema ‘Coluna Cervical e Ombro’. Este ano, o curso, que é referência na América Latina, foi realizado em dois formatos: presencial, em Indaiatuba (SP), e online.

De acordo com a Vetnil, patrocinadora diamante do evento, o ‘Xeque-Mate’ agrupa pilares fundamentais para o conhecimento e cria bases sólidas para quem quer mergulhar no mundo do aparelho locomotor dos equinos. “Se um dos problemas mais recorrentes em cavalos está na ortopedia, é preciso se aprimorar para entregar os melhores diagnósticos e tratamentos”, afirma Cristiano de Sá, Diretor de Marketing e Novos Negócios da Vetnil.

A Vetnil vem apoiando este evento há anos com a participação de sua equipe, palestras técnicas e suporte aos congressistas. “Dentro dos vários ramos da Medicina Esportiva de Equinos, a ortopedia/biomecânica é de extrema importância para a avaliação e tratamento correto deste sistema. A Vetnil sempre esteve ao lado da melhoria e aperfeiçoamento da Medicina Veterinária, além de incentivar outros eventos como este”, frisa Cristiano.

Conectando médicos-veterinários

De acordo com a organização, o ‘Xeque-Mate’ é um curso ideal para quem quer adquirir mais confiança e segurança a fim de elevar o nível dos seus diagnósticos, para quem quer ser reconhecido pela qualidade dos atendimentos, para quem quer tomar as melhores decisões, para quem quer ter uma boa reputação, para quem quer criar conexões e para quem quer iniciar ou desenvolver uma carreira assertiva e de muito sucesso.

O curso é liderado pelo MsC. PhD. Dr. Jairo Jaramillo Cárdenas, médico-veterinário especialista em ortopedia equina. Com a Equarter, idealizadora do ‘Xeque-Mate’, ele compartilha conhecimentos adquiridos em estudos e mais de 22 anos de experiência na área. “Conectamos médicos-veterinários que trabalham com equinos com objetivo de disseminar conteúdos, técnicas, opções de diagnóstico e tratamentos mais modernos”, destaca o especialista.

Para Jairo, a educação continuada é o caminho para a evolução da Medicina Veterinária. “O conhecimento anatômico é a base do raciocínio de todas as áreas da Medicina Equina, principalmente quando se associa ao exame físico, ao diagnóstico, à biomecânica, ao tratamento, entre outros. O diagnóstico por imagem se associa 100% à anatomia. A primeira coisa que se deve aprender para fazer diagnóstico animal é o princípio anatômico”, finaliza.

Colaboração: Cavalus Comunicação Equestre
Crédito e legenda da foto: Xeque Mate evento referência para os profissionais do cavalo/
Divulgação – Vetnil

Veja mais notícias de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Leptospirose pode afetar equinos, causando mortes em casos mais graves

Para evitar grandes prejuízos na propriedade, é necessário prevenção contra a doença do rato, como é chamada

Publicado

⠀em

Leptospirose pode afetar equinos, causando mortes em casos mais graves

A leptospirose, doença causada por uma bactéria presente na urina do rato, pode, normalmente, se espalhar através de água suja de enchentes e esgotos. Mas, se engana quem acredita que a doença atinja apenas seres humanos. Por isso, é necessário ter alguns cuidados para evitar a contaminação no haras.

No caso da leptospirose equina, a contaminação ocorre quando a bactéria penetra no organismo através de ferimentos na pele ou mucosa do nariz, boca e olhos. Mesmo com índices baixos, também pode ocorrer transmissão venérea e via transplacental.

A doença pode ser contraída de diversas maneiras, uma delas é o contato com a urina infectada de espécies animais como ratos, bovinos e caprinos. Na fase avançada da doença, as bactérias se alojam nos tubos renais dos animais e posteriormente são eliminadas através da urina.

A partir dessa eliminação ocorre a contaminação da água e vegetação, aumentando as chances de que outros animais também sejam contaminados. Casos de contaminação dos animais podem gerar grandes prejuízos para a propriedade, uma vez que é comum ocorrer abortos e até mesmo a morte dos equinos.

A identificação da doença pode ser feita através da junção de dados epidemiológicos da região e identificação dos principais sintomas clínicos dos equinos. Além disso, são realizados testes microscópicos e testes sorológicos.

SINTOMAS

As manifestações mais comuns, apresentadas nos cavalos, que auxiliam no diagnóstico são: icterícia oftálmica periódica, queda no desenvolvimento esportivo, depressão, hipotermia, anorexia, vômito, febre e, em casos mais graves, abortos.

TRATAMENTO

Na maioria dos casos, os sinais clínicos da doença são identificados somente na fase aguda. O primeiro passo para o tratamento é a realização de exames laboratoriais que viabilizem a identificação da cepa específica de leptospira que causou a doença nos equinos.

Feito a identificação é possível direcionar um tratamento mais eficaz, focado no combate à bactéria e com atenção especial aos efeitos colaterais. Após a sorologia e identificação dos animais portadores da leptospirose equina, os animais serão vacinados, o que evita novos casos no haras.

Para isso, é importante que a propriedade tenha um médico veterinário à disposição. O professional é quem indicará o tratamento específico para cada animal.

PREVENÇÃO

A melhor forma para tratar qualquer doença é a prevenção. É importante estar com a vacina de todo o plantel em dia, já que elas auxiliam na prevenção, sendo fornecidas por profissionais capacitados.

Juntamente, com esse procedimento é preciso controlar a população de roedores e evitar o acúmulo de resto de alimentos, lixos e água nas instalações. Isso favorece o surgimento dos ratos e, consequentemente, o número de casos de leptospirose em equinos.

A realização periódica dos testes sorológicos ajuda na identificação dos animais que precisam de tratamento. Áreas que são comuns a todos os animais devem ser sempre vistoriadas, já que a urina e fezes dos cavalos infectados, descartadas no meio ambiente se tornam fonte de contaminação para outros animais.

Dessa forma, é preciso ter cuidado com as rações armazenadas, sempre que possível deixa em um ambiente fechado e fora do chão. Já que, os roedores costumam ir atrás dos alimentos e urinar por toda parte.

Por Equipe Cavalus
Crédito da imagem: Divulgação/Pixabay

Veja mais notícias de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Five-Panel: exame identifica doenças genéticas no Quarto de Milha e em raças relacionadas

Desde o ano passado, ABQM tornou obrigatória a apresentação do exame das cinco doenças genéticas (FIVE-PANEL), para os garanhões com coberturas após julho de 2020

Publicado

⠀em

Five-Panel: exame identifica doenças genéticas no Quarto de Milha e em raças relacionadas

Desde 2015, todos os garanhões registrados na American Quarter Horse Association – AQHA, devem, obrigatoriamente, ser testados para as cinco doenças, ou Five-Panel. Seguindo o mesmo passo da entidade americana, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha – ABQM, em 2020, tornou obrigatória a apresentação desse exame para garanhões com coberturas após 01/07/2020.

Five-Panel

Mas o que é o Five-Panel e qual a importância desse exame? De acordo com Natalie Lekevicius Costardi, biomédica e Diretora Técnica do Laboratório Allele, o Five-Panel é um exame para equinos que pode detectar mutações genéticas que podem causar cinco tipos de doenças, que são frequentemente encontradas em cavalos Quarto de Milha.

“A detecção dessas doenças podem auxiliar o criador em cruzamentos futuros a fim de evitar o cruzamento de animais que podem gerar um produto afetado por alguma dessas enfermidades”, comenta.

Então, as doenças presentes neste painel são: Deficiência de enzima de ramificação de glicogênio (GBED); Astenia Dérmica Regional Hereditária Equina (HERDA); Paralisia Periódica Hipercalêmica (HYPP); Miopatia de armazenamento de polissacarídeo (PSSM1) e Hipertermia Maligna (MH).

A biomédica ainda explica que o exame pode ser feito junto com a verificação de parentesco antes mesmo do registro do animal. “Apesar disso, o exame pode ser feito a qualquer momento da vida do animal”.

Vale frisar ainda que a parceria do laboratório, com a ABQM, permite uma maior comodidade para associados da entidade que são clientes da Allele.

Por fim, Natalie ressalta sobre a entrega do exame, que tem um prazo de 45 dias, podendo ficar pronto antes do tempo. “O laboratório Allele garante resultados rápidos com atendimento humanizado e os melhores preços do mercado”, finaliza.

Saiba mais em www.allele.com.br | Siga nas redes sociais @allellebiotecnologia

Colaboração: AV Comunicação Equestre
Crédito da foto: Divulgação/Banco de Imagens

Veja mais notícias de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo

Saúde Animal

Caso de Febre do Nilo Ocidental é confirmado no Paraná

ADAPAR confirmou a ocorrência no último dia 02; caso foi detectado em uma mula, que faleceu em abril deste ano na cidade de Porecatu (PR)

Publicado

⠀em

Caso de Febre do Nilo Ocidental é confirmado no Paraná

Na última semana a Agência de Defesa da Agropecuária do Paraná – ADAPAR, emitiu uma nota técnica confirmando um diagnóstico positivo de Febre do Nilo Ocidental (FNO) em uma mula. O caso foi detectado no município de Porecatu, no Paraná.

Segundo a nota técnica, a mula, fêmea de seis anos, faleceu em abril deste ano. O animal após atividade de trabalho, apresentou tremores e ataxia nos quatro membros, entrou em decúbito seguido de óbito.

“No dia seguinte foi encontrado mais um animal morto. A necropsia realizada por médico veterinário autônomo revelou lesões no Sistema Nervoso Central, porém a sorologia para encefalomielite equina resultou negativa. Em 15/07/2021 o Centro Diagnóstico Marcos Enriette (CDME) emitiu laudo resultando em sorologia negativa para encefalomielite equina e FNO, porém resultou “detectável” para o gênero Flavivirus. Então as amostras seguiram para o LFDA-MG para diagnóstico de Febre do Nilo Ocidental”, destaca a nota.

Febre do Nilo Ocidental

O vírus do Nilo Ocidental (VNO) é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex. Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus (viremia alta e prolongada) e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. Dessa forma, o homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, uma vez que a viremia se dá por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

Em humanos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre os sintomáticos, a FNO geralmente se manifesta com febre, dor de cabeça, cansaço e vômito, meningite e encefalite. Nos animais pode-se observar sinais decorrentes de encefalite e encefalomielite, anorexia, depressão, ataxia, fasciculação muscular, incoordenação entre outros sinais nervosos.

Por fim, a Febre do Nilo Ocidental pode ser confundida com a raiva dos herbívoros. O período de encubação da doença é de aproximadamente 15 dias e não tem vacina ou tratamento antiviral específico.

Por Heloísa Alves
Fonte: ADAPAR
Crédito da foto: Mario Hagen/Pixabay 

Veja mais artigos de Saúde Animal no portal Cavalus

Continue lendo