A Dermatofilose Equina é também conhecida como Estreptotricose Cutânea

A Dermatofilose Equina é uma doença infecto-contagiosa causada pela Dermatophilus congolensis, uma bactéria gram-positiva, que gera lesões em pele de um grande número de espécies de animais mamíferos.

Estas lesões são caracterizadas pela presença de crostas purulentas, proliferativas e aglutinação pilosa, que resultam num aspecto de ‘pincel’. Quando há remoção das crostas se percebe uma superfície úmida, de coloração cinzenta a rosada.

Como esta bactéria é um agente oportunista, podemos encontrá-la na pele integra dos animais assintomáticos. E estes podem virar reservatórios, fazendo que com haja transmissão por contato direto entre os animais, fômites contaminados ou através de ectoparasitas hematófagos. Ocasionando uma penetração e colonização da bactéria na epiderme que se encontra em condições favoráveis, gerando manifestação da doença.

Quando há penetração da bactéria na pele, se gera um processo inflamatório agudo que provoca um acúmulo de exsudado, pelos e fragmentos, dando origem às crostas. Normalmente estas lesões podem regredir dentro de duas a três semanas, ou podem se tornam crônicas perdurando durante meses.

A doença pode se manifestar quando há redução ou alteração das barreiras naturais da pele, ocasionadas por fatores ambientais principalmente, como chuva, umidade, e altas temperaturas. Para que haja um tratamento eficaz para esta doença devemos começar com a eliminação das crostas, para que não ocorra contaminação do ambiente.

Como tratamento tópico podemos fazer uso de shampoos a base de iodo Polvidine, ou solução de clorexidine, diariamente. O uso de antibioticoterapia sistêmica são reservados para os casos graves e disseminados.

A ozonioterapia tem sido usada isoladamente ou concomitantemente ao shampoo. O mesmo pode ser administrado na forma de água, óleo, autohemoretapia menor ou maior e/ou retal. Ao entrar em contado com a bactéria, o ozônio irá causar uma oxidação em sua membrana, ocasionando a morte da mesma. Com esta terapia, melhoras têm sido observadas na mesma semana do início do tratamento.

Semana que vem continuaremos o assunto falando de Dermatofitose Equina. Para ver mais conteúdo como esse clique aqui.

Por Dr. Helio Itapema, Ana Paula Monteiro e Guilherme Galdino
Fonte: Editora Passos
Foto: Pratical Horseman

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