As tendinites são caracterizadas a grosso modo como sendo um processo inflamatório dos tendões.

A Tendinite possui diversas origens, sejam físicas ou vasculares. A falta de preparo físico, má conformação, fadiga muscular entre outras, fazem com que o corpo produza força excessiva sobre o tendão, acelerando o seu processo de degeneração e facilitando o rompimento físico de sua matriz (fibras tendíneas).

Equinos atletas são muito susceptíveis a esta doença, muitas vezes gerada devido ao excesso de exercício tendo como consequência a fadiga muscular ou até mesmo por se exercitarem em locais inadequados como pistas sem prévio cuidado, pisos inadequados, mas principalmente à uma rotina de exercícios inadequada para cada indivíduo.

Foto: Escola do Cavalo

Na maioria dos casos, os animais com patologias tendíneas apresentam uma vida esportiva relativamente curta, com isso o diagnóstico precoce é de suma importância.

O principal sinal clínico das tendinites é a claudicação aguda, porém alguns animais acabam antes de desenvolver este sinal aparente, durante os treinos, queda de rendimento, como por exemplo, negar algum tipo de movimento, refugar algum obstáculo, evitar o uso da pata em que os tendões apresentem sensibilidade.

O médico veterinário, para fechar o diagnóstico, utiliza exame físico. Os animais basicamente iram apresentar inchaços locais, distensão, espessamento, aumento de temperatura local. Quadros graves, onde o animal após exercício já apresenta edema local, grave claudicação, dor e aumento de temperatura.

Em lesões subclínicas o diagnóstico não é tão simples, é necessária uma inspeção rigorosa e auxilio de ultrassonografia e termografia. Em casos crônicos animal normalmente irá apresentar inchaço local de consistência firme.

O prognóstico para o tratamento das tendinites pode ser ruim, pela dificuldade que se tem em restaurar a integridade do tecido tendíneo e retornar a sua função anterior, mesmo com o processo cicatricial formado o tendão acaba perdendo a sua função normal.

Dentro dos tratamentos disponíveis, o uso do gelo, analgésico e repouso, são muito eficazes, porém com um período muito prolongado de. Com o avanço da medicina veterinária, outras técnicas desenvolvidas tornam-se muito eficazes, principalmente na redução do tempo de tratamento, tais como células tronco, e plasma rico em plaquetas (PRP).

Hoje já existe muito mais conhecimento e a prevenção das lesões tendíneas nos cavalos atletas são mais certeiras, conseguimos manter uma vida esportiva mais longa para os animais. Iniciando o atendimento desde jovem, mantendo um condicionamento adequado, estabelecendo um exercício controlado e programado.

Dessa forma conseguimos um efeito benéfico para a matriz celular do tendão e já o preparamos para micro lesões futuras, e também excesso de exercícios, que mesmo em cavalos maduros é prejudicial para a estrutura tendínea.

Por isso é adequado que se tenha sempre a supervisão de um médico veterinário quando se deseja ter um cavalo atleta.

Por Marina Otoboni Carani
Orientação: Profº Arthur Araújo Chaves – UniSALESIANO – Araçatuba

Escreva um comentário