É uma afecção vascular comumente encontrada em equinos

A Tromboflebite Jugular Equina ocorre secundariamente à utilização de substâncias endovenosas irritantes, cateterizações vasculares e traumas mecânicos. A tromboflebite é uma afecção vascular acompanhada de uma inflamação da parede do vaso e obstrução parcial ou completa do fluxo sanguíneo.

A trombose da jugular é uma condição comumente encontrada nos equinos e decorre de diversas etiologias secundárias, principalmente nos equinos com endotoxemia ou coagulação intravascular disseminada. Ocorre ainda como uma sequela comum de desordens gastrintestinais graves.

A Trombose venosa, sendo superficial, é sequela comum e desafortunada da venipunção, particularmente quando são administradas altas concentrações de medicamentos irritantes, ou ainda quando o paciente se encontra num estado hipercoagulável.

O acometimento da jugular pode causar irritações com o uso de substâncias endovenosas ou ser consequência de uma localização hematógena de germes, por disseminação de infecção de tecidos circunvizinhos, principalmente as decorrentes de infecções feitas com material contaminado, sangrias com lanceta e utilização de cateter trombogênico.

Se a trombose for unilateral, o edema é menor, mas em casos bilaterais, os sinais clínicos apresentados incluem aumento de volume dos tecidos próximos à obstrução venosa. Dor, edema da língua, faringe e laringe, disfagia e dispnéia podem estar presentes.

Tromboflebite Jugular Equina

Os equinos comprometidos manifestam um certo desconforto, ao se tocar o vaso, que se apresenta duro e cilíndrico como um ‘cabo de vassoura’. Nos casos crônicos, geralmente formam trombos que podem se desprender e produzir êmbolos, que se alojam principalmente nos pulmões.

Embora seja de ocorrência pouco frequente, mesmo nos casos mais graves quando a trombose é bilateral, poderá haver dificuldade de retorno de fluxo sanguíneo da cabeça, sonolência e afecção respiratória grave decorrente da disfagia e falsa via de alimentos que poderá ocorrer

O diagnostico pode ser confirmado a partir do aspecto clínico de veia jugular pulsante e calibrosa (frequentemente com fremito no local) e a presença de sangue arterial no interior da veia. À palpação, a veia afetada apresenta-se firme e engrossada, com possível estase e edema nos tecidos perivasculares.

Ultra-sonograficamente a trombose é identificada como uma massa ecogênica no lume da veia com amplitude média ou baixa de ecos. O diagnóstico ultra-sonográfico pode ser usado para caracterizar especificamente a natureza do trombo.

O tratamento consiste na utilização de heparina, drogas anti-inflamatórias não hormonais, como o flunixin meglumine e pomada de DMSO. A excisão cirúrgica da veia e a possibilidade de restabelecer a circulação da jugular por meio de implante da veia safena autóloga podem ser utilizados com restrições.

Por Fernando Negrão Balielo, Carlos Alberto da Silva Junior, Natália Louzada Mario, Tiago Montaldi, Mário Henrique Bariani – Acadêmicos da Faculdade de Medicina Veterinária de Garça/SP – FAMED; André Luís Philadelpho – Docente da Faculdade de Medicina Veterinária de Garça/SP – FAMED.

Artigo publicado na Revista Científica Eletrônica De Medicina Veterinária da FAMED/2007
Foto de chamada: vetstream

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