A prática da avaliação física de equinos atletas é uma importante ferramenta para identificar falhas na biomecânica do animal, que prejudicam o seu desempenho esportivo.

Desta forma, com o treinamento funcional terapêutico, pode-se obter o máximo do potencial esportivo, retardar a aposentadoria e possibilitar o retorno às atividades a cavalos que foram precocemente desqualificados nas diversas modalidades equestres.

Neste sentido, um dos parâmetros biomecânicos analisado é o engajamento dos membros posteriores, que causa grande impacto sobre a capacidade cinética de equinos atletas. Animais que trabalham engajados possuem maior impulsão, característica primordial para correr e saltar com eficiência, além de promover a transferência de peso corporal dos membros anteriores aos posteriores, deixando o cavalo mais leve de frente.

Ainda, esta transferência de peso facilita o encurvamento lateral do cavalo, movimento tão necessário para realização das viradas, por exemplo, como na prova de Três Tambores. O engajamento é verificado quando o posterior do animal segue a trilha deixada pela mão, ou seja, o pé tem que bater no chão onde a mão esteve anteriormente, como pode ser visto abaixo.

Cavalo ao trote, apresentando membros posteriores desengajados (à esquerda) e engajados (à direita). Foto: arquivo pessoal

Há de se prestar a atenção, ao fato de que muitas vezes o cavalo não necessita de uma nova embocadura e, sim, de treinamento físico específico para potencializar suas ações biomecânicas e, assim, obter sucesso em suas provas equestres.

Por Profa. Dra. Kátia de Oliveira
Fundadora e Diretora Executiva do HorseMove

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