Encerrada mais uma edição do Freio de Ouro, promovido pela ABCCC – Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Crioulo, o principal evento de seleção e aperfeiçoamento da raça, os campeões foram conhecidos e comemorados, com a mesma emoção de todos os anos, e casa cheia.
O Freio de Ouro celebra o cavalo Crioulo, pois orienta o melhoramento genético, valorizando os animais com foco na funcionalidade e no trabalho, e impulsionando o mercado equino e a cultura gaúcha. É uma grande festa para os crioulistas e para todos que amam cavalos.
A disputa pelos freios de ouros, prata, bronze e alpaca 2025 ocorreu no sábado (06/09), na pista da ABCCC, durante a 48ª Expointer, em Esteio/RS, entre 32 dos 96 conjuntos (machos e fêmeas) que começaram a competição. Uma das mais tradicionais provas do cavalo crioulo e mais esperadas da Expointer.
Destaque a parte, o público acompanhou de perto toda a competição, torcendo em todas as etapas até a decisão final. Para chegar ao pódio, os conjuntos (cavalos e ginetes) têm que passar pelas provas de Morfologia, Andaduras/Figura/VSP/Esbarradas, Mangueira I, Campo I, Mangueira II, Bayard I e Campo II.
A cada fase, uma parcial das notas é divulgada, praticamente em tempo real, e a torcida pode fazer as contas, analisar os números e saber o que aguardar na sequência da competição. Da mesma forma, para os criadores, proprietários e ginetes. Todos fazendo parte da festa que é a presença do cavalo Crioulo no Parque de Exposições Assis Brasil.
Confirmando a tradição que se estende por 44 edições, o atual presidente da ABCCC, César Augusto Rabassa Hax, lembra que o Freio de Ouro é mais do que uma competição, é celebração. “A cada edição temos mais público, mais responsabilidade e fazemos de tudo para dar certo. Parabéns aos vencedores, a quem chegou até aqui, a todos nós”, comemorou. O ciclo 2024/2025 mobilizou 1411 conjuntos em oito classificatórias.

Campeões Freio de Ouro 2025
A fêmea gateada India Envenenada Del Chamame (Box 25) somou 20.770 pontos e levou o Freio de Ouro 2025 para o Uruguai. Filha de Basco Veneno e Indiecita Del Chamame, a campeã foi credenciada para a final quando assegurou o Bocal de Bronze. Conduzida pelo ginete Gabriel Marty, convenceu tanto pela excelência morfológica, quanto pela aptidão para o serviço de campo.
India Envenenada Del Chamame é de propriedade da Cabanha El Chamame, dos irmãos Martin e Tomaz Marquez, que ficaram mais do que felizes com a conquista: “Chegar a Esteio já é difícil, depois ser finalista e conquistar o prêmio. Viemos confiantes, mas sabendo do passo a passo, porque se sabe que o Freio de Ouro vai até a última volta”.
Para o jurado Rodrigo Díaz de Vivar, responsável por determinar as notas entre as fêmeas, juntamente com Mário dos Santos Suñe e Telmo de Oliveira Peixoto, a vitória foi merecida. “Além de ser muito bonita, ela fez provas muito boas. Houve um nível muito equilibrado, especialmente entre as fêmeas”.
Nessa categoria, o resultado final, das demais colocações, foi divulgado e depois ajustado, causando um burburinho entre os presentes, que logo foi sanado. Em nota, a ABCCC disse que, após “(…) o primeiro anúncio do resultado da categoria, foi imediatamente identificada a necessidade de uma correção no lançamento das notas da última etapa, verificando-se a falta do lançamento de uma penalização de menos um ponto para um dos concorrentes junto ao sistema que calcula as médias”.
Harmonia do Açungui (Box 38) garantiu o Freio de Prata com 20.229 pontos. Belle Que Bela (Box 08) somou 20.215 pontos e ficou com o Freio de Bronze. Enquanto o Freio de Alpaca foi para Oferenda da Tamanca (Box 32), com 20.179 pontos.
Atual Bocal de Ouro, e inédito no final do Freio de Ouro, Ópio da Baraúna (Box 56) fez uma campanha ascendente, onde somou 20.218 pontos, para ficar com o título entre os machos. “Ele não veio ponteando, mas foi regular e cresceu muito na final hoje”, destacou o jurado Carlos Marques Gonçalves Neto, que fez as avaliações juntamente com Federico Arguelles e Francisco Kessler Fleck.
Ópio da Baraúna é filho de Niazzi Improviso e Algazarra da Palmeira, carregando sangue vencedor. Para seu proprietário e criador Vanderlei Guerra, a vitória foi duplamente comemorada por ser o primeiro freio de ouro da cabanha de Arroio Grande/RS, em 34 anos de criação. Segundo ele, a experiência do ginete tricampeão do Freio de Ouro Raul Teixeira Lima ajudou na conquista. “Foi maravilhoso! O cavalo é um fenômeno, ele merecia estar no pódio. Eu sabia que eu tinha um cavalo competitivo e que podia crescer muito hoje”
O Freio de Prata foi para Campana Echo a Mano (box 91) com 20,183 pontos. O colorado Justiceiro 111 do Imaguare (Box 86) ficou com o Freio de Bronze ao somar 20.150 pontos. La Castellana Norteño conquistou o Freio de Alpaca, com 20,030 pontos.

Recorde para a Expointer
Quando fecharam os portões da 48ª Expointer, às 20h deste domingo (7/9), a maior feira de gênero na América Latina conquistou mais uma marca inédita: foram 1.010.020 visitantes durante os noves dias do evento, superando o recorde anterior, de 2023, onde passaram pelo local 822.340 mil pessoas.
O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS (distante 25 km de Porto Alegre), é referência em todo o continente, com infraestrutura distribuída em área de 141 hectares. Conta com 45,3 mil m² de pavilhões cobertos, 70 mil m² de área para exposição, 19 locais para julgamentos, nove espaços destinados à realização de leilões e auditórios.
Além do Freio de Ouro, o cavalo Crioulo na Expointer também definiu os campeões das supercopas nas categorias esportivas, confira clicando aqui.
Fique por dentro: @cavalocrioulooficial. Se você nunca visitou a feira, vale a pena se programar: a 49ª Expointer acontecerá de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026.
Fonte: ABCCC, Expointer.rs.gov.br
Fotos: Felipe Ulbrich e Maurício Vinhas/ABCCC
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