Mais um capítulo do livro de um dos rodeios mais famosos do mundo
Quando um agente da Union Pacific Railroad sugeriu a um editor de jornal de Cheyenne, no Wyoming, que fizesse um festival, em 1897, eles não tinham ideia do que estavam criando. O evento se tornou lendário ao longo dos anos em que se desenvolveu. Na edição 2018 comemorou a 122ª edição anos, mais forte do que nunca. Mais de três mil voluntários receberam pessoas de todo os Estados Unidos e do mundo também.

O rodeio é a peça central dessa engenharia de sucesso, mas há uma infinidade de atrações em dez dias de evento. Mais de 1200 atletas competiram por mais de US$ 840 mil em prêmios. Somados em toda a programação, contando também os julgamentos e as exposições, mais de seis mil animais passaram pelo Frontier Park. Os números de balanço ainda mostram que cerca de 540 mil pessoas passaram pelo local de 20 a 29 de julho.
E esse rodeio foi bastante proveitoso para o brasileiro Juninho Nogueira. O segundo lugar na média do Team Roping o ajudou a subir mais um degrau na classificação mundial. Kaleb Driggers e Junior Nogueira somaram 28s1 e levaram, cada um, US$ 9.253,00 de premiação, que são somados ao ranking. No momento, Juninho é o segundo no Laço Pé com US$ 84.264,99.

No segundo round eles marcaram 8s6 e na final 9s5, ambos tempos que deixaram eles na zona de pontuação dos rounds. Na primeira rodada, a laçada foi de 10s. Paul Eaves, que liderava o Laço Pé agora é o terceiro melhor do ranking mundial, enquanto Kory Koontz assumiu a liderança no momento. A diferença entre o líder e o quinto colocado é de pouco mais de 14 mil dólares, deixando essa disputa bastante acirrada.
Juninho e Kaleb pontuaram também essa semana no Last Chance Stampede, em Helena, Montana, que aconteceu de 26 a 28 de julho, terceiro lugar empatados com um boi de 4s3 e US$ 1.916,00; no Red Desert Roundup, em Rock Springs, Wyoning, mesma data, quarto lugar, empatado, ao marcar 4s7 e US$ 651,00; ganharam, empatados, o Deadwood Days Of 76 Rodeo, em Deadwood, South Dakota, ao somar 10s8 e levar US$ 2.961,00.
Entre os destaques do rodeio válido pela Professional Rodeo Cowboys Association, que teve dois rounds classificatórios e uma final, com os títulos sendo decididos na soma de tempos e notas de cada atleta ao longo da competição, Will Lowe levou seu terceiro título de Cheyenne no Bareback.

O tricampeão mundial dessa modalidade saiu da arena ovacionado. Se ganhar uma vez já é especial, imagine três? O cowboy de 35 anos do Texas se juntou à PRCA há 17 anos em 2001 e chegou a vencer Cheyenne em 2009 e 2012. Ele também se classificou para todos os Wrangler National Final de Rodeio de 2002 a 2015 e conquistou o título mundial em 2003, 2005 e 2006.
Para estar na lista mais esperada da temporada, dos classificados à NFR, ele considera essa vitória de suma importância. “Eu realmente estava precisava disso se quisesse ter chance de disputar a NFR esse ano. Espero poder melhorar minha posição ainda mais a partir de agora. Cada vitória é diferente e não tem como colocar isso em palavras. É incrível estar aqui com esses caras e ser competitivo”.
Antes de chegar a Cheyenne, ele estava em 26° no ranking mundial. Com a atualização do ranking, agora ele já aparece em 17°. Computados os pontos de Cheyenne, ele agora está mais perto do top 15 no Bareback. Seus ganhos hoje são de US$ 44.440,36. Lowe venceu o primeiro round – 86,5 pontos em Pretty Woman -, depois empatou em primeiro na rodada final – 88 pontos em Black Tie.

Ele foi o que mais somou ganhos nessa edição, voltando para Chelsea, Oklahoma, com US$ 21.395,00 e o título dessa modalidade com o tempo acumulado de 24s. Um recorde também foi quebrado em 2018. Smith Broke no Tie-Down Roping marcou 9s4 segundos, abaixando a menor marca da arena que era de 9s9, marcado por Chad Johnson (1997), Cade Swor (2014) e Scott Kormos (2017).

Por Luciana Omena
Fonte: PRCA
Fotos: Cheyenne Frontier Days