Levada pelo pai, que é pioneiro na sua região, ela nasceu praticamente em cima dos cavalos

Ela conta que nasceu, praticamente, em cima dos cavalos, já que seu pai foi pecuarista e pioneiro nos trabalhos com rodeio nessa região. E ela sempre estava junto dele, deixando a paixão por cavalos passar de pai para filha e fazer dessa paixão seu meio de vida. Seus dias são dedicados às aulas, cuidados com as filhas, provas que organiza, especialmente na categoria Kids, para crianças. Confira entrevista!

Como começou a competir?
Carina: Meu primeiro, e eterno, treinador, foi meu pai, Lilo Pavan. Comecei treinando cavalos com 12 anos. Eram cavalos que meu pai não utilizava mais no laço, me dava para iniciar no tambor e depois vender. Mais tarde, comecei a fazer cursos, fiz muitos, um dos primeiros foi com Claudio Granja, para me aperfeiçoar. E só depois vieram as competições. Eram poucas na minha região naquela época e tínhamos que viajar.
E como como tornou-se treinadora, como veio o CT?
Carina: Foi em 2002. Comecei a dar aula para um projeto de crianças carentes (45 crianças) e a partir daí começaram a surgir outras crianças interessadas em aprender equitação e Três Tambores, e assim iniciei.

Carina: Desde do início trabalhei com crianças. Com o tempo fui aperfeiçoando, estudando e fazendo cursos. Hoje trabalhamos com crianças a partir dos três anos de idade.
E a rotina no CT? Conta um pouco do dia a dia.
Carina: Hoje temos em torno de 30 alunos e 12 animais, e mais alguns outros animais de alunos alojados conosco. Além das baias dos nossos cavalos, reservados para aulas e competições, também oferecemos o serviço de estadia, com baias e piquetes para alugar. Treinamos de manhã e à noite, diariamente. Somos em três treinadores, meu pai, meu marido e eu, e dividimos as tarefas: Meu pai, que administra o arrendamento das baias e piquetes e dá aula de Team Roping e Seis Balizas; o Eduardo treina os animais de clientes, faz manutenção da pista diariamente e dá as aulas também. E eu, treino nossos animais e dou aulas. Estamos com um projeto de abrir uma segunda Unidade do CT Carina Pavan em Boituva/SP, aqui na nossa região, que deve ser instalado no Condomínio Residencial Solaris.

Foto: José Machado
E como é unir tudo isso com a organização de provas?
Carina: Fácil não é, mas quando amamos o que fazemos tudo se torna possível. Comecei a organizar rodeios aqui na região há uns 17 anos. Como não tínhamos muitas provas por aqui, fui atrás e comecei a fazer. Hoje sou responsável por três campeonatos: Circuito Intermunicipal, Copa MHorse e Copa Verão. E ainda, praticamente, pela prova de Três Tambores de todos os rodeios da região. Acaba sendo, em média, 20 provas por ano. E em todas as competições levamos uma galera, a maioria jovens e crianças, para competir.

Carina: O esporte é fundamental para o desenvolvimento e crescimento e contribui para o físico e para a mente também. Ajuda a criança a fazer amigos e ingressar na sociedade, a aprender e seguir regras, a superar timidez, a controlar ansiedade, ser mais colaborativa e menos individualista, melhora coordenação motora, a criança aprende ganhar e perder, a ter autoconfiança. E o cavalo acaba sendo um grande instrumento na educação, pois ensina limites, ajuda no desenvolvimento da afetividade, autoestima, confiança e concentração, nos ensina com amor a trabalhar em equipe.
