Construir uma base bem feita nos potros, fazer com que tenham tempo para aprender, executar as manobras com calma e ensinando o potro.

Em uma recente clínica de 3 tambores com o americano Troy Flaharty, muito se falou sobre o simples e sobre a base de um trabalho. Muitos são os cavalos que encontramos com problemas não somente nesta modalidade, mas praticamente em todas e também no passeio a cavalo. Cavalos que disparam, cavalos que não se aquietam nos partidores, cavalos que não viram corretamente o tambor, cavalos que reagem muito com as diferentes embocaduras, enfim, uma série de problemas encontrados pelos cavaleiros, que muitas vezes tentam soluções não encontradas, idéias tidas como milagrosas, etc.

Na verdade, o que mais foi falado pelo treinador americano foi o que todos sabemos, mas poucos praticam – construir uma base bem feita nos potros, fazer com que tenham tempo para aprender, executar as manobras com calma e ensinando o potro. Muitos consideram isso uma besteira ou mesmo perda de tempo, mas a verdade é que quando os potros que dão problema voltam à base para serem corrigidos, muitos melhoram e até param com as reações. Devemos lembrar sempre que um potro quando aprende algo não julga o certo ou o errado, ele apenas aprende. Quem tem que ensinar algo certo ou errado é o treinador. Um potro quando faz algo pela primeira vez simplesmente o faz, e se for recompensado faz de novo, se for punido não faz mais, se for corrigido pelo ensinamento aí sim aprende. Voltar ao simples, à base, ao início é para muitos uma perda de tempo e talvez o seja mesmo! Se este início que se está voltado for feito corretamente, será feito uma só vez, portanto ganha-se tempo com o treinamento. Muitos treinadores se desgastam mais do que deveriam em sessões estressantes e punitivas ao invés de ensinamentos e aprendizados. Ganha-se muito mas tempo sendo simples e construindo uma base do que tendo que retornar para as correções, que podem ou não dar certo…

Por : Aluisio Marins

Foto : Cedida

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