O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação ao período anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado levou a economia nacional a um novo recorde histórico, refletindo a força dos setores de serviços e indústria. No entanto, a agropecuária, tradicional motor do crescimento, registrou retração de 0,1% no período.
A queda no desempenho do campo é explicada por fatores sazonais e pela comparação com o primeiro trimestre do ano, quando a safra de grãos havia impulsionado fortemente os números da economia. Especialistas apontam que, após um início de ano marcado pela colheita de soja e milho em patamares elevados, a base de comparação ficou desfavorável, o que se traduziu em leve recuo entre abril e junho.
Agropecuária
Mesmo com a retração, a agropecuária mantém peso relevante no PIB brasileiro. Além de responder por parte significativa das exportações, o setor segue como um dos principais geradores de empregos e responsável pelo superávit da balança comercial. Analistas destacam que o desempenho anual do agro deve continuar positivo, impulsionado não apenas pelas lavouras, mas também pela pecuária e pelas cadeias de proteína animal.
Na comparação anual, o PIB brasileiro cresceu 2,2% frente ao mesmo trimestre de 2024, dentro das expectativas do mercado. Enquanto os serviços avançaram 0,6% e a indústria cresceu 0,5%, o consumo das famílias subiu 0,5%. Já os investimentos caíram 2,2% e os gastos do governo recuaram 0,6%, refletindo um cenário de cautela.
Para os próximos meses, a expectativa é de que a agropecuária volte a ganhar fôlego com o início de novas colheitas, especialmente no segundo semestre, o que deve contribuir para sustentar o crescimento econômico até o fim do ano. Ainda assim, o setor enfrenta desafios como custos de produção, impactos climáticos e necessidade de maior investimento em tecnologia e infraestrutura.
O resultado do segundo trimestre reforça a resiliência do agronegócio brasileiro, que mesmo diante de oscilações conjunturais segue como um dos pilares da economia nacional. A queda pontual registrada no período é vista como parte do ciclo natural da atividade, que alterna momentos de colheita intensa com fases de menor produção.
Com informações do G1
Foto: Divulgação/Wenderson Araujo/Trilux/CNA
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