Mastite no período chuvoso acende alerta na pecuária leiteira

Excesso de barro favorece patógenos, compromete a produção e pressiona a rentabilidade das fazendas

O período chuvoso impõe desafios relevantes à pecuária leiteira, especialmente devido ao acúmulo de barro em áreas de circulação e descanso dos animais. A umidade constante e a presença de matéria orgânica criam um ambiente propício para a proliferação de microrganismos capazes de desencadear enfermidades no rebanho. Entre elas, a mastite se destaca como uma das mais preocupantes por afetar diretamente a produtividade das vacas, a qualidade do leite e os resultados econômicos da propriedade.

Ambientes úmidos e sujos elevam significativamente o risco de contaminação dos tetos, principalmente em sistemas onde o manejo de corredores, a limpeza dos pisos e a higiene das instalações não seguem protocolos rigorosos. A ausência de rotinas bem estabelecidas de ordenha também contribui para aumentar a exposição aos patógenos causadores da mastite.

Mastite

De acordo com Chester Batista, gerente técnico para gado de leite da divisão de ruminantes da Zoetis Brasil, a atenção deve ser redobrada durante a temporada de chuvas.

“A higiene do ambiente onde as vacas permanecem vai muito além da questão estética. Quando não há manejo adequado, ocorre aumento da pressão de patógenos, o que favorece o surgimento de novos casos de mastite. O impacto é amplo e envolve queda na produção, descarte de leite, elevação dos custos com tratamentos e possível comprometimento da qualidade do produto final”, explica o médico-veterinário.

A mastite provoca redução significativa na produção individual das vacas e pode alterar a composição do leite. Um dos principais reflexos é a elevação da Contagem de Células Somáticas, indicador essencial de qualidade que influencia diretamente o pagamento por bonificações. Em quadros mais severos e sem tratamento precoce, a doença pode evoluir para complicações graves e até levar animais à morte, ampliando os prejuízos econômicos.

A prevenção está diretamente ligada à adoção de um conjunto de boas práticas de manejo. Entre as medidas recomendadas estão a manutenção de áreas de espera e descanso limpas, conservação de camas sempre secas, higienização criteriosa dos tetos antes e após a ordenha e monitoramento constante da saúde do úbere. O diagnóstico precoce também é decisivo para impedir a progressão da enfermidade.

Quando o tratamento é necessário, a escolha do protocolo terapêutico adequado contribui para uma recuperação mais rápida e para a preservação da produtividade do rebanho. Entre as alternativas disponíveis está o Synulox LC, antibiótico intramamário indicado para casos de mastite clínica em vacas em lactação. O medicamento possui ação anti-inflamatória associada e apresenta período de carência reduzido de três dias para o leite, auxiliando no controle dos principais agentes bacterianos envolvidos na doença.

“O tratamento correto aliado às boas práticas de manejo é determinante para reduzir perdas produtivas e manter a eficiência da fazenda, especialmente em períodos críticos como o chuvoso”, reforça Batista.

Nesse cenário, a Zoetis atua no suporte à cadeia produtiva ao oferecer soluções tecnológicas, protocolos sanitários e apoio técnico especializado. A integração entre prevenção, diagnóstico e terapias adequadas fortalece a sanidade do rebanho, preserva a qualidade do leite e contribui para maior previsibilidade de resultados ao longo do ano.

Com investimentos contínuos em inovação e difusão de conhecimento técnico, o setor leiteiro amplia sua capacidade de enfrentar desafios sanitários cada vez mais complexos, sustentando avanços nos indicadores zootécnicos e na eficiência produtiva mesmo em condições climáticas adversas.

Com informações da Assessoria de Imprensa
Foto: Reprodução/Internet

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