Cavalgadas Brasil

Cavalgar Nossa Paixão – Cavalos, uma paixão de pai para filho

Publicado

⠀em

Dando continuidade à serie do livro Cavalgar Nossa Paixão

Dando continuidade à nossa serie do livro Cavalgar Nossa Paixão, destaco hoje o Antônio Brocker Junqueira, que levou sua paixão por cavalgar aos extremo ao nove anos de idade.

Transformou sua aventura de percorrer a cavalo os 115 quilômetros entre Dom Pedrito e Livramento, Rio Grande do Sul, em um livro lançado na Feira do Livro de Porto Alegre.

Aos dez anos de idade, na beira do Canal de Beagle, na Patagônia Argentina, foi batizado com o tradicional título de Cavaleiro da Paz. E, com esse título, nos anos seguintes cavalgou na África do Sul, no Canadá, no México e na Mongólia.

Veja aqui no portal Cavalus a história de Antônio e seu pai

Hoje, além de continuar cavalgando pelo Rio Grande do Sul e pelo mundo, Antônio, agora um publicitário bem sucedido, também é destaque na Rédeas. Participa do Campeonato Nacional da ANCR e já conquistou, dentre outros, o título de campeão gaúcho Amador N4, N3 e N2.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

Antônio Junqueira

A história começou quando, aos nove anos de idade, por meio de seu pai, teve contato com os integrantes da Confraria dos Cavaleiros da Paz. Esses cavaleiros são reconhecidos por suas façanhas equestres. O nome do grupo tem origem no propósito inicial de refazer caminhos antes traçados pela guerra, agora, em nome da paz. Com essa filosofia de paz, viajam a cavalo pelo mundo difundindo nossa cultura e tradição.

Então, foi num jantar realizado em sua casa para tratar da organização de uma nova cavalgada do grupo que recebeu o convite do presidente da confraria para fazer parte dela. Seria uma cavalgada em homenagem ao último tropeiro do Rio Grande e também Cavaleiro da Paz, Tio Flor Magalhães, que havia falecido dois anos antes.

Porém, Antônio estava em aula e apenas foi liberado com a condição de escrever um diário de sua aventura. “Para mim, foi um grande desafio, pois nunca tinha realizado nada parecido. Consegui fazer a cavalgada de ponta a ponta com a ajuda de todos os confrades”.

Dando continuidade à serie do livro Cavalgar Nossa Paixão

O relato, pedido pela professora, transformou-se no livro chamado ‘Diário de uma cavalgada’, lançado em 2008. Não poderia deixar de ser intitulado como um dos Cavaleiros da Paz, fato que aconteceu em 2010 ao ser batizado na beira do Canal de Beagle.

Viagens

Sempre que pode acompanha o grupo nas suas viagens. Já foi para o Canadá como integrante do Projeto Cavalgadas dos Extremos das Américas. E participou em 2014 da Cavalgada na Mongólia, que afirma ter sido espetacular por lhe permitir conhecer essa cultura tão distinta da nossa, porém com a mesma paixão pelo cavalo.

Em 2016 cavalgou no México. Outra cavalgada inesquecível foi a viagem que fez para a África do Sul, em homenagem a Mandela. Relata: “Cavalgamos em meio a diversas espécies de animais selvagens, conhecendo um pouco da cultura e da tradição local”.

Antônio afirma que as cavalgadas abriram um novo mundo para ele. Inegavelmente, foram de extrema importância para encontrar sua grande paixão- os cavalos. Essa paixão levou-o ao esporte Rédeas, no qual acumula vários títulos.

Atualmente, tem juntado a experiência acumulada em suas viagens em cima do lombo do cavalo com o seu caminho de disciplina necessária à sua trajetória de campeão no esporte que pratica.

Tem contado a sua história e dividido a sua experiência em escolas e eventos por meio da palestra ‘Disciplina & Paixão’. Este é também o título do seu segundo livro, que pretende lançar em breve, onde conta a sua trajetória com foco nessas duas questões essenciais para quem busca a excelência.

“Acredito que estas são as condições básicas para conseguirmos alcançar nossos objetivos e sonhos”. Antônio continua a participar de provas de Rédeas pelo Brasil e com certeza já está presente em outros projetos envolvendo cavalos, sua grande paixão.

Texto do livro ‘Cavalgar Nossa Paixão’ – edição 2017
Editora EquusBrasil – www.equusbrasil.com.br
Fotos: Cedidas

Comentar com o Facebook

Cavalgadas Brasil

Expedição a cavalo em Campo dos Padres – Santa Catarina

Paulo Junqueira conta em sua coluna da semana mais uma expedição que fez a cavalo ao lado de amigos, conhecendo lugares maravilhosos

Publicado

⠀em

Assistindo a uma reprise do Globo Repórter sobre o Campo dos Padres, lembrei da Expedição a cavalo que fiz na região em 2010. O Campo dos Padres é um tesouro natural na Serra Catarinense!

Altos do Corvo Branco

Ademais, trata-se de um imenso planalto, onde está o ponto mais alto do estado: o Morro da Boa Vista, com 1.827 metros. Com toda a certeza, é a última fronteira intocada do estado. E, apesar de não estar longe de Florianópolis, é uma região que poucos têm a chance de conhecer.

Sem dúvida, um local inóspito, de difícil acesso e sem estrutura de apoio. Um planalto com campos a perder de vista, belas matas nebulares, assim como cânions espetaculares e paredões de pedra recortados por rios.

Paulo Junqueira conta em sua coluna da semana mais uma expedição que fez a cavalo ao lado de amigos,; dessa vez o Campo dos Padres, em SC
Cachoeira do Rio dos Bugres

Antes de mais nada, o Campo dos Padres e o conjunto de serras que o circunda se constitui num dos últimos redutos de mata de araucária e campos de altitude com elevado grau de preservação.

O nome ‘Campo dos Padres’ foi dado em alusão aos padres jesuítas. Vindos das Missões, refugiaram-se nos campos desta serra.

Expedição em Campos dos Padres

Nossa viagem foi uma verdadeira expedição. Passamos por vários trechos difíceis. Subimos pela Serra da Anta Gorda e descemos, então, pela Serra do Rio dos Bugres. Um pouso marcante na viagem foi na casa do Silvio Bonin. Lá escutamos muitas histórias da região. Outro destaque foi a parada na Cachoeira do Rio dos Bugres.

Paulo Junqueira conta em sua coluna da semana mais uma expedição que fez a cavalo ao lado de amigos,; dessa vez o Campo dos Padres, em SC
Dario no Campo Comprido

Dentre os companheiros da expedição, estavam o Dario Galluf Pederneiras, para quem cavalgar é um incomparável exercício de meditação e elevação espiritual; o Sergio Lima Beck, hipólogo com quem estou sempre aprendendo; e a Ana Luiza Rocha, que tem alma de tropeira. Nosso guia foi o Ademir Israel, grande conhecedor da região e um apaixonado por cavalos e cavalgadas.

Em resumo, o Dario nunca mais parou de cavalgar na região. Ele diz que “quando cavalgo na região de Bom Retiro e Urubicí, principalmente quando subo os místicos Campo dos Padres, lugar sagrado para mim – um verdadeiro santuário, consigo atingir níveis elevados de contemplação e meditação, uma viagem para mim possível só no lombo de um cavalo.”

Paulo Junqueira conta em sua coluna da semana mais uma expedição que fez a cavalo ao lado de amigos,; dessa vez o Campo dos Padres, em SC
Paulo e Sergio Beck

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

Veja outras notícias da editoria Turismo Equestre no portal Cavalus

Comentar com o Facebook

Continue lendo

Cavalgadas Brasil

Cavalgada na África do Sul – Reserva de Witteberg

Paulo Junqueira destaca em sua coluna da semana mais uma cavalgada na África do Sul e a excelente sela McClellan usada nos safáris a cavalo na África

Publicado

⠀em

O diferencial dessa cavalgada, portanto, é que é realizada em uma bela reserva na região de Witteberg. Ademais, local onde criam mais de 300 cavalos das raças Árabe e Boerperd (raça Sul Africana).

Antes de mais nada, a criação desses cavalos Árabes é focada em cavalos para Enduro. Assim, duas provas de Enduro afiliadas à Free State Endurance são realizadas lá a cada ano. As distâncias variam entre 40 e 80 km.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Uma das trilhas mais bonitas que percorri na fazenda, faz parte do percurso das provas. Só para ilustrar, alternei minha montaria, cavalgando nos Árabes e Boerperd. Aliás, essa última uma raça que é mais usada na maioria dos safáris a cavalo do continente africano. São cavalos muito bons e cômodos.

Durante quatro dias, cavalgamos entre planícies e algumas das montanhas mais altas da África do Sul. De tal forma que em uma das montanhas paramos para ver as pinturas dos bosquímanos, com cerca de 400 anos.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Nessa cavalgada, vimos e cruzamos com muitos animais. Springbuck, Blesbuck, Blackwilde beest, Oryx, Eland e Zebra são da fauna africana e vivem nesta reserva, que foi declarada Patrimônio Natural.

Cavalgamos cerca seis horas cada dia. Alguns dias voltamos para a sede da fazenda para o almoço, em outros dias comemos um lanche no campo. Nossa confortável hospedagem foi numa construção feita a partir de antigos edifícios agrícolas.

Sela McClellan

As selas que usamos na cavalgada foram modelo McClellan. Gosto muito dessa sela e trouxe uma comigo para o Brasil, iniciando minha pequena coleção. Inegavelmente, ela merece uma apresentação.

Foi projetada por George B. McClellan, oficial de carreira do Exército dos Estados Unidos. Ele teve a ideia logo após sua viagem pela Europa como membro de uma comissão militar encarregada de estudar os últimos desenvolvimentos e forças de cavalaria, incluindo equipamentos de campo.

Viajou durante um ano e observou várias batalhas da Guerra da Criméia. Ao retornar, apresentou uma proposta de manual para a cavalaria americana adaptada dos regulamentos de cavalaria russos existentes.

Animal da raça Boerperd com a Sela McClellan

Em conclusão, incluiu uma sela de cavalaria nessa proposta. Com efeito, alegou ser uma modificação de um modelo húngaro (Hussard), usado no serviço prussiano. A peça era também uma modificação de um modelo espanhol usado no México.

A sela McClellan foi adotada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em 1859. Era simples e menos cara do que as existentes. Leve o suficiente para não sobrecarregar o cavalo, mas forte o suficiente para dar um bom suporte ao cavaleiro e seu equipamento.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg
Modelo da sela com ajustes

De fato, foi um sucesso! E continuou em uso em várias formas até que os últimos cavalos de cavalaria e artilharia do Exército dos Estados Unidos foram desmontados no final da Segunda Guerra Mundial.

Desse modo, a sela McClellan está em uso desde 1859. Houveram algumas modificações ao longo do tempo, as mais significativas no Século 20. Continua a ser fabricada nos Estados Unidos e na África do Sul e já foi usada por cavaleiros de enduro.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br
Crédito das fotos: Divulgação/Martin Coetzee e Paulo Junqueira

Veja outras notícias da editoria Turismo Equestre no portal Cavalus

Comentar com o Facebook

Continue lendo

Cavalgadas Brasil

Expedições em Eswatíni e Lesoto

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, destinos pouco conhecidos

Publicado

⠀em

A expedição que fiz para Lesoto e Eswatíni foi uma viagem não programada/agendada. Em 2010, fui a Witteberg, na África do Sul para conhecer e cavalgar com o Wiesman.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Sua propriedade é um paraíso para amantes de cavalos, pois tem dois premiados criatórios. A saber, de cavalos Boerperd sul-africanos e cavalos Árabes de Enduro. Eles são criados selvagens nas encostas das montanhas Witteberg.  

Assim, em uma conversa com Wiesman soube da existência do Reino de Lesoto, que ficava bem próximo e resolvi ‘dar uma esticada lá’.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Lesoto (oficialmente Reino do Lesoto) é um pequeno país da África Austral. Montanhoso, é o antigo reino da Bassutolândia, um dos países etnicamente mais homogêneos da África: 99% de sua população é da etnia basoto.

Vive da agricultura e criação de ovelhas na cordilheira do Drakensberg. Assim também, domina a maior parte do território e atinge mais de 3 mil metros de altitude.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

É o único país do mundo com toda a área acima dos mil metros. Ou seja, mais de 80% do território está acima dos 1,8 mil metros de altitude. Além disso, a geografia única do país valeu-lhe o título de ‘Reino no Céu’.

Reino de Eswatíni

Recém-nomeado, o Reino de Eswatíni tem nome de origem indígena, que significa ‘Terra dos Suazi’. Pequeno, é o menor país do hemisfério sul, possui muita cultura, aventura e vida selvagem.

Antiga Suazilândia, Eswatíni é um dos destinos mais subestimados (e menos visitados) da África. Antes demais nada, existe desde meados do século 13. Ademais, é uma das poucas monarquias nativas africanas ainda existentes. Junto com Lesoto e Marrocos.

Dessa forma, minha sugestão é explorar a Grande Reserva de caça Mkhaya, conhecida como ‘Refúgio para espécies ameaçadas’. Em contrapartida, outra opção é partir do histórico santuário de vida selvagem de Mlilwane e seguir pelas trilhas que cruzam planícies e montanhas. Passando por comunidades rurais da Suazi.

Essas reservas têm habitats bem diferentes. Enquanto Mlilwane são montanhas e áreas de pastagem, Mkhaya é uma típica savana espinhosa.

Uma combinação incrível! Reservas naturais, rica cultura Suazi, paisagem diversificada e abundante vida selvagem fazem desse pequeno reino um novo e interessante destino para um safari a cavalo.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

Veja outras notícias da editoria Turismo Equestre no portal Cavalus

Comentar com o Facebook

Continue lendo
X
X