Os estabelecimentos preparados para atividades equestres crescem junto com o número de interessados nos diversos recursos benéficos alcançados em meio aos cavalos

O fato de a evolução exigir cada vez mais da sociedade traz uma série de benefícios. Porém, esse desenvolvimento acelerado, pode provocar uma onda de estresse. Por motivos que envolvem a capacidade de cada um, em dar ou não, conta desta rotina. E pode levar a estados críticos de depressão, além de problemas que podem comprometer a saúde em diversos aspectos, por tempo indeterminado. O estresse é apenas um dos milhares de fatores que fazem com que as pessoas busquem não só a recuperação física e mental, como também, a tal qualidade de vida.

Uma das buscas que tem mostrado resultados positivos é a interação com os cavalos por meio de diversas atividades ligadas tanto à criação e ao lazer, quanto ao esporte equestre e à tão falada equoterapia. Praticantes e profissionais do meio equestre comprovam que esta interação realizada com práticas semanais, traz uma convivência social mais harmoniosa, contribuindo também,com a organização e a concentração dentro e fora de casa. Além de aumentar o equilíbrio emocional, trazendo ainda, uma melhora significativa de problemas físicos, transtornos psicológicos, como a síndrome do pânico e a depressão.

O treinamento equestre profissional realizado em prol da devida assistência oferecida a pessoas que sofrem com problemas físicos e psicológicos é chamado de equoterapia. Com a prática de exercícios que completam um tratamento acompanhado por um fisioterapeuta e um psicólogo, os adeptos mostram desenvolvimento positivo com melhora constante.

Com apenas dez anos, a estudante Victória Povoa passou por uma síndrome do pânico. Após conhecer os trabalhos realizados com cavalos para esporte, a família da jovem buscou amenizar os sintomas, ou até mesmo, curar o transtorno com a equitação. Dez anos depois do início das suas atividades ela ainda mantém contato com os cavalos, mas devido aos estudos, não teve mais tempo para a prática do esporte.

Mesmo assim, garante que os benefícios são reais. “Lembro-me de como era complicado conviver com a síndrome do pânico que prejudicava minhas atividades em casa, na escola e até em passeios. Foram mais de cinco anos praticando a modalidade três tambores juntos com os cavalos e a minha recuperação veio logo no início”, ressalta a jovem.

A Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil), destaca que além da equoterapia empregar o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico, ainda exige a participação do corpo inteiro, contribuindo assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. Ainda de acordo com a Ande, a interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

Para a prática da equoterapia, vários estabelecimentos no Brasil adaptaram suas estruturas pensando em receber uma quantidade significativa de adeptos que corresponde à procura constante e cada vez mais frequente. Como só o fator ‘interação’ já auxilia na melhora física e mental das pessoas, milhares de ranchos e haras do país, sem estrutura para a realização da equoterapia, recebem clientes somente para passeio ou para a prática esportiva junto aos cavalos que de fato, trazem também, bem estar e qualidade de vida.

Por Camila Furtado
Foto: US News Health

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