Ele é o primeiro não americano a compor esse quadro importante de executivos da raça Quarto de Milha

O administrador de empresas e agropecuarista Marcos Carvalho Ferreira e Sá é atuante na raça Quarto de Milha e o cavalo sempre fez parte da sua vida. Casado com Almeli Medeiros Ferreira e Sá, sua ‘fiel escudeira’ de todas as horas e projetos, seu braço direito em tudo na vida. Pai de Marina e Heloísa Sá, e avô de quatro netos. A família está sempre com ele no mundo equestre, sendo a Heloisa competidora de Três Tambores.

Seus primeiros cavalos registrados foram adquiridos na década de 70, a partir dali não parou mais Morou com a família dois anos e meio no Texas e vendo a demanda dos produtos importados no Brasil, começou exportar para cá as novidades do mundo western. De volta ao país criou a Cowboys e que se tornou a primeira loja de referência no estilo Country.

Faz parte ativamente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha e atualmente exerce a função de Diretor Internacional. Recentemente, foi convidado pela AQHA para ser membro do AQHA Executive Hall Of Fame Committee, o comitê que elege os nomes que serão imortalizados nessa importante galeria da fama.

Como começou a sua história com os cavalos?

Marcos Sá: Inicialmente cruzávamos éguas Mangalarga e mestiças com jumento, em torno de 35 éguas, para fazer tropa de burros e mulas para os trabalhos nas nossas fazendas. Em 1970 compramos nossos dois primeiros cavalos da Cia Swift King Ranch, eram ambos meio sangue, Dollar (Registro M000646) e Cruzeiro (Registro M000647).

Como foi iniciar o Haras Jota Sá?

Marcos Sá: Primeiramente, esclareço que o nome Haras Jota Sá é uma homenagem ao meu querido e saudoso pai, Jacintho Ferreira e Sá. Em 1976 eu fui, com meu irmão Fabio Sá, para os Estados Unidos e compramos uma tropa com pedigree de Corrida. Foram 12 éguas e dois garanhões, entre eles o Dreaming Jet, que se tornou campeão e renomado reprodutor no Brasil. Uma das potras que importamos, a Jo Miss, foi a ganhadora do Potro do Futuro Corrida 1979.

Jo Miss ganhadora do PF Corrida 1979 ao lado na foto Jacintho Ferreira e Sá, Arthur Isidoro (jockey), Marcos Sá, Fábio Sá e Almeli Sá

Quais as linhagens a principio que vocês criavam? E hoje qual o foco do criatório?

Marcos Sá: Inicialmente eram Corrida, Conformação e Trabalho, porque naquela época os criatórios não eram 100% definidos de acordo com as modalidades. Hoje criamos linhagens de Corrida e Três Tambores.

Você sempre esteve envolvido na Diretoria e no Conselho da Administração da ABQM. O que vem sendo feito na Diretoria Internacional?

Marcos Sá: Sim, é verdade. Participei da Diretoria do Gianni Samaja e do Samir Jubran, fui Diretor Internacional durante as gestões Douglas Ferro, Ovídio Ferreira, e atualmente Cicinho Varejão. Sou membro do Conselho de Administração, durante muitos anos fui presidente do Quarto de Milha da Exposição de Ourinhos, em São Paulo, e também presidente do Rancho Quarto de Milha de Presidente Prudente/SP.

E esse ano na Convenção da AQHA fui eleito Diretor para a América Latina. A AQHA American Quarter Horse Association tem prestado muita atenção no Brasil, por sermos importantes compradores, divulgadores e porque temos enorme possibilidade de expansão no Sul e por todo o Centro Oeste do Brasil. O Nordeste está se desenvolvendo tanto que a ABQM já estuda a possibilidade de ter um escritório nordestino local.

A ABQM já adotou o regulamento antidoping e todas as Corridas no Jockey Club de Sorocaba são Drugs Free, que já é uma realidade mundial e isso nos aproxima mais ainda da AQHA.

Você foi nomeado Membro do Comitê do Hall da Fama AQHA, como foi para você esse convite?

Marcos Sá: Sim, fui nomeado até 2022, e pela primeira vez a AQHA escolhe um não americano para o AQHA Executive Hall Of Fame Committee. Fiquei muito honrado e certo da minha responsabilidade nessa importante Comissão. Será uma grande oportunidade para a ABQM entender e seguir os rígidos termos de conduta e os verdadeiros valores de meritocracia que regem o sistema de regras da AQHA para o Hall da Fama.

Sendo diretor e criador, como você vê o desenvolvimento da raça Quarto de Milha?

Marcos Sá: Acho que a ABQM deve sempre dar ênfase nas competições de todas as modalidades e de todas as categorias. As competições, as premiações, a valorização dos competidores e dos profissionais é a essência do Quarter Horse Business.

Marcos Sá, Almeli, filhas, genros e netos

Você foi um dos primeiros importadores de produtos western do Brasil, em que ano começou e como foi esse processo?

Marcos Sá: Em 1991 morei dois anos e meio com minha família no Texas e naquela época a demanda do mercado brasileiro por produtos country era enorme e por isso começamos a exportação. Quando voltamos para o Brasil iniciamos a Cowboys em 1993.

Nesses 26 anos de Cowboys qual o espaço ela conquistou no mercado?

Marcos Sá: Hoje a Cowboys é administrada pela minha esposa Almeli e pela minha filha Heloisa Sá, casada com Mário Rezende Barbosa. Em 2010, foi criada a grife Heloisa Sá Decor para agregar ao mix de produtos da Cowboys, com peças exclusivas de decoração, presentes e utilidades para casa, haras e fazenda.

Em 2011, iniciamos as atividades da nossa loja virtual, www.cowboys.com.br  que atende aos apaixonados pelo mundo equestre espalhados por todo o Brasil. Em 2013 inauguramos uma super loja na cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Em 2017 lançamos a coleção Cowboys com vestuário masculino, feminino, infantil e bebê, além de uma ampla linha de acessórios e calçados. Temos um depósito no Texas e estamos em constante evolução para apresentar sempre novidades para os clientes da Cowboys.

Por Verônica Formigoni
Fotos: arquivo pessoal

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