São mais de 35 anos de experiência e mais de 140 cavalos que ela levou aos lugares mais altos dos pódios

Joyce Loomis foi Miss Rodeo America 1963 e na época da faculdade, competia em Goat Tier e Três Tambores. Foi World Champion WPRA Flag Racer, Ribbon Roper e Três Tambores. Em 1970, ganhou a National Finals Rodeo. Foi campeã por Nebraska por seis vezes, em Três Tambores e Seis Balizas. Ao longo da carreira, qualificou muitos cavalos para o AQHA World Show em Tambor e em Baliza. Dedica sua vida a treinar campeões mundiais, tanto pessoas como cavalos.

Três Tambores
Campeã Mundial NFR 1970

Foi campeã mundial AQHA e tem o título de AQHA Honor Roll Barrel Racing Horse. Conduz clínicas por todo o mundo, incluindo o Brasil. Faz parte do Hall da Fama de New Mexico Farm and Ranch Heritage Museum, Brazil Trainers Association 2011, Oklahoma Quarter Horse Association 2013, Prairie Circuit Finals Rodeo’s Hall of Living Legends 2017. É considerada a ‘embaixadora’ dos Três Tambores para o mundo.

Joyce Shelley Loomis cresceu em uma fazenda de gado em Mogollon Mountains, perto de Cliff, Novo México. Quando ganhou o campeonato mundial WPRA em 1970, Joyce Loomis foi o primeiro campeão a ultrapassar a marca em ganhos de US$ 10 mil. “Hoje em dia é tudo diferente. Pode-se ganhar muito mais em apenas uma única prova”. Ela lembra que na sua época, sua pick-up custava US$ 2.200,00. “E o combustível 0,25 centavos por galão. Lembro-me de uma vez que parei e tive que pagar 30 centavos por galão e pensei que tinha sido roubada!”

Três Tambores
Ela ama ensinar e propaga seu conhecimento pelo mundo

Joyce sabia que mudanças viriam. “Nós não ganhávamos muito naqueles dias, mas eu sempre tinha dinheiro sobrando no banco no final do ano. Hoje em dia, é tão caro ser uma competidora de ponta, que se você empatar já será um bom negócio”. Outra mudança que ela aponta é a quantidade de rodeios.

“Costumávamos ir todos para os mesmos rodeios, Odessa, Denver, Fort Worth, El Paso e assim por diante”, recorda. “Todas nós, competidoras de Três Tambores, comíamos juntos e íamos todas ver os pontos turísticos locais. Conseguíamos passar muito tempo juntas e éramos mais próximas. Hoje em dia, é preciso ir para dois ou três por dia. Acho que não têm muito tempo para conhecer suas colegas competidoras”.

A principal montaria de Joyce para a jornada ao título mundial WPRA foi o seu castrado, War Leo Dude, filho de War Leo em uma égua Hancock. “Ganhei a NFR naquele ano fazendo apenas uma passada com ele. Depois, um dos cavalos de Donna Patterson, Engel. Mas durante a temporada montei meus próprios cavalos”.

Por algum tempo, ela morou em Purcell, Oklahoma, bem no meio do que alguns chamam de a ‘Capital do Cavalo no Mundo’. Embora ela gostasse muito de seus vizinhos e amigos, ansiava por um ambiente ‘um pouco mais rural’. Então, encontrou na vizinha Wayne, Oklahoma, uma fazenda leiteira que caiu uma uma luva.

É lá que, até hoje, George e Joyce Kerneck moram. Levantaram tudo do zero. Fizeram todo o pavilhão de baias, substituíram as cercas e acertaram todo o solo, da propriedade e da pista. “Isso seria desanimador para a maioria das pessoas, mas para mim foi mais um desafio”. Ela tem o hábito de superar alguns contratempos graves, como o que foi resultado de uma queda em 1996.

Após uma de suas visitas ao Brasil, onde ajudou um criador a montar toda a sua operação de criação de cavalos, teve que ir ao dentista. Quando saiu do consultório, escorregou no gelo e sofreu grandes danos no ombro. Não resolvei com fisioterapia e ela teve que operar. “Com certeza, foi uma maneira boba de se machucar”, lembra ela com uma risada.

Três Tambores
George e Joyce Kernek

Durante sua recuperação, recebeu todo o carinho de pessoas que eram seus fãs. “A notícia chegou para as pessoas, e a maioria pensava que tinha sido um acidente a cavalo. E também todo mundo pensava que eu estava muito mais machucada e que tinha sido um terrível acidente. Fiz questão de escrever a todos para agradecer-lhes pelas mensagens e expliquei o que tinha de fato acontecido”.

Embora tenha sido ‘apenas um ombro’, a cirurgia foi seguida por meses de terapia dolorosa e Joyce precisou de tempo pare se recuperar totalmente. E ela tinha muito o que fazer, sua agenda sempre foi cheia. Se não eram clínicas, eram eventos que comparecia ou ajudava a organizar. Mas com a lesão, não pode cumprir toda a agenda de cursos, e começou a proferir palestras.

Passou a fazer parte da programação de vários eventos, onde conversava sobre Três Tambores e treinamento de cavalos. Do alto de todo seu conhecimento, ela também fala sobre as relações interpessoais na indústria. “Muitas pessoas criam problemas em casa por seu trabalho com cavalos, por passarem mais tempo com os animais e em eventos do que em casa, com a família”.

Em sua casa, ela implantou o projeto ‘bed & breakfast’. Percebeu que pessoas de muito longe poderiam se reunir para fazer um curso com ela e não precisariam ficar hospedadas em hotéis. “Assim, as pessoas podem ficar mais tempo e o nosso contato vai ser ainda mais intenso e proveitoso. Tive essa ideia na época que estava montando o rancho e deu muito certo”.

Três Tambores
Em uma de suas visitas ao Brasil

Uma boa parte de seu tempo, Joyce dedica a ensinar os iniciantes. Especialmente com o formato de provas em D’s ter se popularizado muito, um número maior de pessoas se entusiasmou com a modalidade. “Quando lancei a clínica para iniciantes, pensei em deixá-los mais confortáveis para os ensinamentos, sem os olhares de pessoas mais experientes”.

Joyce também levou como missão para sua vida expandir os Três Tambores no mundo. Ministra cursos pela Europa, Brasil e Canadá. “O que a gente conhecia apenas aqui nos Estados Unidos, se espalhou pelo mundo e cresceu muito. São grandes mercados e locais de potencial para os Três Tambores”. Joyce arruma tempo ainda para escrever artigos para revistas. “Amo as pessoas e adoro ensinar.”

Fonte: Barrel Horses News
Fotos: Website Pessoal

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