Internacional

Brasileiro Silvano Alves vence na PBR após um hiato de quatro anos

Além de Silvano Alves, mais dois brasileiros encerraram etapa de Tulsa no Top 5: Marco Eguche e Kaique Pacheco; José Vitor Leme não pontuou

A rodada final da etapa de Tulsa, Oklahoma, a 21ª da temporada 2020 da PBR, teve os holofotes voltados para dois veteranos. Silvano Alves e JB Mauney combinam cinco títulos mundiais e buscam fazer mais uma final mundial. O brasileiro ganhou o rodeio, enquanto Mauney foi quarto colocado. No Top 5 ainda mais dois brasileiros: Marco Eguche e Kaique Pacheco.

Tricampeão mundial da PBR, Silvano Alves, antes de mais nada, foi impecável com três paradas em três touros. Não só conquistou pontos crucias para o ranking para chegar a sua 11ª World Finals consecutiva, como também voltou a vencer uma etapa da Unleash The Beast logo depois de um hiato de quatro anos. Por outro lado, o bicampeão mundial JB Mauney melhorou muito suas chances de fazer mais uma decisão de temporada. Os dois, hoje, encontram-se no Top 35 e estariam classificados.

A caminhada de Silvano para o título em Tulsa começou com 85,25 pontos em Cosmic Crazy na primeira rodada. Em seguida, parou em Harold’s Genuine Risk para 85 pontos. Classificado para a rodada final em terceiro lugar, o brasileiro escolheu Viper. Os dois já tinham se encontrado e o touro levado a melhor. Mas não dessa vez. O único campeão mundial a conquista o título em temporadas consecutivas parou e marcou 86 pontos.

Aliás, foi o único a permanecer os oito segundos em cima no touro na rodada decisiva. Dessa forma, subiu 14 posições na classificação geral do campeonato. A última vitória dele na série principal tinha sido em Eugene, Oregon, em outubro de 2016. Mesmo com esse hiato, de acordo com nossa fonte, Silvano é um dos seis maiores vencedores de etapas em todos os tempos. E ainda um dos três brasileiros que mais venceram e um dos dois maiores vencedores em atividade na entidade.

São 16 vitórias em etapas para Silvano até o momento. Entre os que estão em atividade só Mauney venceu mais etapas que ele. Em segundo lugar ficou Cooper Davis, agora o sétimo melhor do ranking. Marco Eguche foi o terceiro colocado, com Mauney em quarto e Kaique Pacheco em quinto.

Ranking

Historicamente, sete dos 11 últimos campeões mundiais da PBR venceram o evento de Tulsa a caminho da cobiçada fivela de ouro. Entretanto, a missão de Silvano não é fácil, já que está atrás do líder 1.139 pontos. O número 1 do mundo é o brasileiro José Vitor Leme. Aliás, um final de semana atípico para ele em Tulsa, sem pontuar. O desejo era, sem dúvida, o de ampliar ainda mais sua vantagem para os adversários.  

Contudo, a vantagem para o segundo colocado João Ricardo Vieira é de 563,09 pontos. João foi 12° em Tulsa. Para o terceiro colocado, Kaique Pacheco, a diferença é de 713,50 pontos. Daylon Swearingen, quarto do ranking hoje, não pontuou em Tulsa, assim como Jess Lockwood, que estava fora por conta de uma lesão no ombro. Lucas Divino e Dener Barbosa são os outros dois brasileiros que integram o Top 10 da Unleash The Beast.

Faltam apenas mais duas etapas para a conclusão da temporada regular. Nampa, Idaho, dias 16 a 17 de outubro. E Pensacola, Flórida, dias 24 e 25 de outubro. A PBR World Finals está marcada para 12 a 15 de novembro, em Arlington, Texas.

Além de Silvano Alves, mais dois brasileiros encerraram etapa de Tulsa da PBR no Top 5: Marco Eguche e Kaique Pacheco. Leme não pontuou
André da Cruz de Souza – Foto: André Silva

PBR Velocity Tour

A segunda divisão da PBR realizou mais duas etapas em Casper, Wyoming, da mesma forma que tinha feito no final de semana anterior. No dia 9 de outubro, o título e os pontos ficaram para o brasileiro André da Cruz de Souza, estreante no campeonato. No dia seguinte, outro brasileiro subiu ao lugar mais alto do pódio, Valdiron de Oliveira, atleta que tem 11 qualificações para a PBR World Finals no currículo.

André da Cruz de Souza não apenas venceu pela primeira vez uma etapa, como também foi a primeira vez que pontuou na PBR. Desse modo, subiu 70 posições na classificação mundial e agora é o 63° colocado. Mas tem apenas 58,16 pontos de distancia para a zona de classificação, o Top 35. Em Casper, o novato ganhou US$ 4.064,81, além dos cruciais 37 pontos.  No ranking da segunda divisão, ele ocupa a 24ª posição e pode melhorar isso já que ganhou vaga para a etapa de Nampa na elite.

A maratona de dois finais de semana e quatro eventos da Velocity Tour chegou ao fim com a vitória de Valdiron de Oliveira. O experiente bullrider de 41 anos venceu os dois touros e carimbou seu primeiro título em etapas desde 2016. Ele ganhou os mesmos US$ 4.064,81 e 37 pontos, subindo 78 posições no ranking. Apenas 61 pontos o separaram da elite e da sua 12ª final mundial da carreira. Valdiron também tem vaga para Nampa e deve fazer a final da Velocity já que ocupa o 24° lugar.

Além de Silvano Alves, mais dois brasileiros encerraram etapa de Tulsa da PBR no Top 5: Marco Eguche e Kaique Pacheco. Leme não pontuou
Valdiron de Oliveira – Foto: André Silva

Final da PBR Velocity Tour

A saber, a próxima etapa da segunda divisão é a final, em Sioux Falls, South Dakota, dias 6 e 7 de novembro. Os 35 melhores do ranking e mais dez convidados disputam esse título, que conta pontos para a classificação geral e vale vaga extra para a final mundial. Só para exemplificar, é possível que os posicionados entre os 35 melhores do ranking principal montem nas etapas da Velocity, por isso José Vitor Leme lidera com 84 pontos.

São 15 os brasileiros classificados para essa final que é importante, já que pode garantir um lugar especial a um atleta que ainda não tenha se firmado na elite. Em contrapartida, quatro vagas extras para a final mundial também contam nessa disputa, além dos títulos em si. Os dois melhores do ranking da Velocity Tour e os dois melhores da final, caso não estejam no Top 35 da Unleash The Beast, poderão montar na PBR World Finals.

Outra particularidade dessa divisão de acesso, é que os campeões nacionais das entidades filiadas à PBR de Brasil, México, Austrália e Canadá estão sempre entre os convidados para a final. Todavia, em 2020 os campeonatos de Brasil e México não aconteceram e há a incerteza sobre a entrada dos atletas de Austrália e Canadá nos Estados Unidos devido à pandemia.

Então, como a PBR se ajustou? Em primeiro lugar, tirou a quinta vaga extra que seria do melhor ‘estrangeiro’, no caso, o melhor entre esses quatro convidados. E agora aguarda a definição da entrada no país dos campeões de Austrália e Canadá para ‘bater o martelo’ na lista de convidados. Nessa lista entram campeões mundiais ainda na ativa que não estejam no ranking da Velocity, por exemplo.

Fonte: PBR e Rodeio S.A.
Tradução e adaptação: Luciana Omena
Crédito das fotos: BullStockMedia/
PBR

Além de Silvano Alves, mais dois brasileiros encerraram etapa de Tulsa da PBR no Top 5: Marco Eguche e Kaique Pacheco. Leme não pontuou
Pedro Baiao e Electric Voodoo Dr – Foto: Reprodução/Facebook

Rédeas

Entre os dias 6 e 11 de outubro, aconteceu o AzRHA Best of the West, no famoso WestWorld of Scottsdale, em Scottsdale, Arizona. E teve brasileiro brilhando por lá. Pedro Baião mora no Arizona, portanto competiu ‘em casa’. Pela categoria Yellowstone Open Futurity foi campeão Nível 3 e quarto lugar Nível 4 ao marcar 221,4 com Electric Voodoo Dr.

Na Open Derby, Gabriel Borges apresentou Bulldoze e foi quinto lugar Nível 2 e 3 ao marcar 214,5 pontos. Andrea Fappani foi campeão e reservado do Futurity Nivel 4. Com A Smalltown Trick marcou 224,5 e com Electric Enterprize, 223. Enquanto no Derby quem venceu o Nível 4 foi Martin Muehlstaetter com Spooks Grand Slam e a nota 224. Resultados completos, clique aqui.

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