Brasileiro é o atual terceiro melhor do mundo no ranking da PBR, com 1982 pontos – 115 pontos atrás do líder Jess Lockwood

Quando José Vitor Leme se inclinou para a frente dentro do brete e começou a amarrar a mão esquerda na corda em cima do touro Big Black, em Duluth, Geórgia, cada câmera e par de olhos dentro da Infinite Energy Arena foram direcionados para o bullrider de 22 anos de Ribas do Rio Pardo/MT.

Ezequiel Mitchell estava de pé atrás dos bretes, com sua atenção focada em José Vitor. Mitchell tinha acabado de colocar toda a pressão no brasileiro ao marcar 89,75 pontos em Stunt Man Ray e assumir a liderança do evento. Vitinho era o último a montar e o único entre Mitchell e a vitória no US Border Patrol Invitational.

A situação era simples para José Vitor: Montar Big Black e marcar 88 pontos ou mais e a conquistar sua primeira vitória em 2019. Alguns atletas desmoronam quando todos os holofotes estão voltados para si, mas o brasileiro mostrou que realmente se dá bem quando as apostas são altas. Marcou 91,25 em Big Back, sendo o quinto a parar nesse touro de forma consecutiva e o quarto a vencer uma etapa com a montaria.

Em seu terceiro ano de PBR nos Estados Unidos, José Vitor também se tornou o sexto atleta em sete etapas a sair vitorioso após entrar na rodada decisiva liderando. Na última temporada, apenas dois dos sete primeiros vencedores de etapa entraram no último round no topo da tabela de classificação.

“Este é o meu lugar preferido”, disse Leme com a ajuda de Paulo Crimber na tradução. “Eu gosto das luzes, da atenção. A pressão me motiva a fazer meu trabalho. Eu sei que tenho que parar nos bois para ganhar e pronto. Então, tudo isso me dá motivação extra. Eu gosto, é uma boa pressão”.

Em 2017, José Vitor chegou aos Estados Unidos classificado através da PBR Brasil e já mostrou que a pressão é sua aliada. Parou em todos os touros desde a final da Velocity Tour até a PBR World Finals – seis montarias em seis bois em sua primeira final mundial – e acabou saindo de Las Vegas como herói. Levou o título da etapa e o de Rookie Of The Year em apenas dez dias.

A motivação final, claro, é chegar à fivela de ouro. Ele não esquece o quão perto esteve de vencer seu primeiro campeonato mundial em 2018, quando ficou distante do campeão – o também brasileiro Kaique Pacheco – por apenas 422,5 pontos. É por isso que Vitinho não quer descansar esse ano. Nas pausas da divisão principal ele vai procurar uma etapa de acesso para montar.

“Aprendi isso no ano passado – cada ponto é importante – porque fiquei em segundo lugar por muito pouco. Esta é a razão pela qual vou me programar sempre para estar em uma etapa da Velocity Tour quando não tiver etapa da Unleash The Beast. Eu poderia ficar em casa e descansar, é algo que precisamos, já que a temporada é bem apertada. Mas se eu pensar lá na frente, vale a pena, somar o maior número de pontos extras que eu puder”.

Na temporada, José Vitor tem 56% de aproveitamento e quatro montarias na casa dos 90 pontos. “Tento sempre fazer o meu melhor em cima de cada touro, pois cada ponto importa. Quando eu tenho a chance de escolher, sempre pego o que me dará chance de ganhar muitos pontos e vencer a rodada”.

Inclusive, ele já declarou que não virá ao Brasil na pausa de verão da PBR no meio do ano. Vai permanecer montando nos Estados Unidos nas etapas de acesso da PBR. O brasileiro, um dos favoritos nas apostas para vencer a temporada, é bem consciente do que deve fazer se quiser ser o melhor do mundo.

Por Justin Felisko/PBR
Tradução e adaptação: Luciana Omena
Foto: Andy Watson/PBR

1 Comentário

  1. Matéria antiga e o texto não faz alusão a isso. Outro detalhe. Ribas do Rio Pardo é um município do Mato Grosso do Sul (MS).
    MT é a sigla de outro estado, o Mato Grosso.
    Entendo que nos dias atuais, não se pode aceitar erros primários como estes.

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