Enquanto alguns ficariam frustrados por serem cortados da divisão principal da PBR, pode ter sido uma benção disfarçada para o brasileiro

Após perder lugar entre os melhores 35 do mundo pela Professional Bull Riders em março do ano passado, Paulo Lima, 30 anos, de Bezerros/PE, está conquistando aos poucos espaço novamente. Sair da elite do rodeio americano poderia ter sido encarado como algo muito triste, mas ele estava feliz.  Voltou para o Brasil tranquilo para estar ao lado da esposa Maria Eduarda e acompanhar o nascimento de sua primeira filha Maria Flor.

Paulo Lima. Foto: Justin Felisko

“Acabei voltando para o Brasil para ver meu bebê e decidi ficar. Fui a alguns rodeios por lá, mas sempre ligado no que estava acontecendo por aqui. Mesmo em atividade, indo aos rodeios, feliz por ficar com a família, estava um pouco triste porque eu queria estar realmente montando nos Estados Unidos, então voltei em outubro”, disse Paulo a Justin Felisko no começo da semana durante o rodeio de Denver.

Esposa e filha estão com ele nos Estados Unidos desde dezembro, o que lhe dá mais ânimo para correr atrás dos pontos necessários. Ele é o segundo no ranking da Real Time Velocity Tour e o 16° no ranking geral. São seis eventos até o momento contando para a temporada 2018 e ele vem firme. Sete montarias bem sucedidas em dez vezes que se apresentou, incluindo uma vitória em Ontario, California, finalista em Peoria, Illinois, e um quarto lugar em Bakersfield, California.

Paulo Lima. Foto: André Silva

Um aproveitamento bem interessante, se lembrarmos que em toda a temporada 2017 ele parou em sete touros e agora, no comecinho da nova temporada, ele já tem sete paradas. Muito de sua força vem de estar com sua família ao lado. Será a primeira vez que sua esposa passará o ano todo com ele nos Estados Unidos, e agora com a pequena Maria Flor, uma nova e importante fase na carreira do brasileiro, que monta na PBR desde 2010. Sua melhor temporada foi 2016, quando terminou o mundial em 12° lugar.

“Estou muito feliz e concentrado. Ter minha família aqui perto dá todo suporte que preciso. Tudo está muito bom para mim agora”, finalizou ele, que há apenas dois anos liderava o mundial após vencer a etapa de NY daquele ano.

Por Luciana Omena

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