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Rodeio: lendas que ganharam mais de uma vez o PRCA All-Around

De 1929 a 2019, portanto 90 anos, alguns atletas se destacaram, entre eles, Jim Shoulders, Larry Mahan e Ty Murray

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Ser um cowboy All-Around no rodeio é somar ganhos em mais de uma modalidade. Se já é difícil a batalha em uma, imagine ter habilidade em várias e competir em todas elas em uma mesma temporada? Não só competir, como também ganhar mais de uma vez o título mundial de cowboy completo.

Lendas do rodeio

Jim Shoulders desenvolveu suas habilidades ao se inscrever para os rodeios da PRCA no Bareback e também em Touros e Saddle Bronc Riding. Por conseguinte, soma títulos em todas elas e em todas juntas. Shoulders foi campeão mundial All-around em 1949, 1956 a 1959. Deteve o recorde da PRCA de seis títulos mundiais consecutivos em Touros; ganhou em 1951 e depois de 1954 a 1959. Por fim, foram três fivelas no Bareback, em 1950, 1956-58. Ao todo, 16 títulos mundiais para o currículo. Por isso, quando faleceu em 2007, deixou um legado importante.

De 1929 a 2019, portanto 90 anos, alguns atletas se destacaram no rodeio mundial, entre eles, Jim Shoulders, Larry Mahan e Ty Murray
Jim Shoulders

Larry Mahan (foto) tem oito títulos mundiais e faz parte da história da PRCA. Seus recordes já  foram batidos, mas ele, com toda a certeza, faz parte dos livros de história do rodeio mundial como um dos maiores cowboys de todos os tempos. Tinha apenas 14 anos de idade quando ingressou na PRCA. Desenvolveu um talento individual para as três modalidades de montaria. Foram cinco títulos mundiais All-Around consecutivos, entre 1966 e 1970. Mahan ainda foi All-Around em 1973 e tem dois títulos mundiais em Montaria em Touros, 1965 e 1967. Tudo isso em um período de 15 anos.

De 1929 a 2019, portanto 90 anos, alguns atletas se destacaram no rodeio mundial, entre eles, Jim Shoulders, Larry Mahan e Ty Murray
Ty Murray

O sucesso de Ty Murray como atleta de rodeios lhe rendeu o apelido de ‘King Of The Cowboys’. O Rei dos Cowboys, portanto, tem sete títulos de All-Around (1989-94 e 1998). É considerado nessa época o maior ganhador nas modalidades Bareback, Sela Americana e Touro. Murray ainda ganhou duas vezes em Touros (1993 e 1998). Todos pela Professional Rodeo Cowboys Association. Hoje ele é mentor e comentarista da CBS Sports, cobrindo os rodeios da PBR, entidade da qual é um dos fundadores.

Fonte: ProRodeo, Website Official e Wikipedia
Crédito das fotos: ProRodeo, Facebook e Arquivo Pessoal

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Internacional

PBR: brasileiros iniciam 2021 com vitórias

Maior campeonato de Montaria em Touros do mundo mudou o formato de competição das etapas da Unleash the Beast, a série principal

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Fãs da PBR devem ficar atentos às novidades nas etapas da divisão principal da entidade em 2021. Agora, cada dia de competição representa uma final, ou seja, um campeão por dia; e há também o campeão geral da etapa. Isso mesmo, a PBR cada vez mais pensando no que os apaixonados por rodeio querem ver. E na primeira etapa da Unleash the Beast da temporada, vitória de brasileiros.

A abertura da 2021 Unleash The Beast: American Roots em Ocala, Flórida, aconteceu nos dias 16 e 17 de janeiro. Evento de dois dias, portanto, dois campeões (um por dia) e o campeão geral da etapa. Dessa maneira, o que você precisa saber para acompanhar a PBR esse ano: cada dia é uma competição, composta por uma rodada com os 30 melhores do ranking; em seguida, a rodada decisiva com os 12 melhores da primeira rodada.

A cada dia, os atletas recebem notas em suas montarias, pontos para o ranking e prêmios em dinheiro. Contudo, o vencedor geral do final de semana não ganha pontos extras para o ranking. Somente recebe um bônus de US$ 10.000 e uma a fivela. A soma de notas a cada dia serve para definir o bônus e esses pontos de bônus é que definem o campeão geral da etapa e somam para o ranking.

PBR, o maior campeonato de Montaria em Touros do mundo mudou o formato de competição das etapas da Unleash the Beast, a série principal
Maurício Moreira

Brasileiros já começam bem na PBR 2021

Mauricio Moreira, 21, dominou a tarde de sábado (16) e venceu a competição de abertura do PBR Monster Energy Invitational em Ocala. Estreante em 2020, o brasileiro marcou segunda maior nota da primeira rodada, 86,75 pontos em The Kickin ‘Chicken. Escolheu Big Black para a decisão, touro que ele já conhecia. Parou e marcou 89,75 pontos. Pela vitória conquistou 130 pontos para o ranking mundial e US$ 12.750.

No dia seguinte foi a vez de Junior Patrik de Souza, 27, subir ao lugar mais alto do pódio. Antes de mais nada, o brasileiro não estava escalado para essa etapa, porém ocupou o espaço deixado por dois competidores machucados. Aproveitando a chance, ele voou para a Flórida no domingo. Marcou 86 pontos em Slingin Tears e selou a vitória com 88,25 pontos em Homegrown. Somou 109 pontos para o ranking e US$ 9.083,33 em ganhos.

Ao final de todas as montarias, Mauricio Moreira foi declarado campeão geral da etapa pelo bônus de 130 pontos ser o maior do final de semana. Entre os brasileiros, terceiro lugar para Junior Patrik. Pontuaram ainda Silvano Alves , João Ricardo Vieira, Eduardo Aparecido, Dener Barbosa, Alex Cerqueira, Marco Eguche, Kaique Pacheco e Claudinho Montanha.

Com os 130 pontos, Maurício lidera o ranking mundial no momento. Junior Patrik vem em segundo lugar, com 123,50 pontos no ranking – 109 pontos em Ocala e mais 14,50 da etapa da Velocity Tour em Cedar Park. Silvano Alves é o outro brasileiro no Top 10 do ranking mundial, em quinto lugar com 70 pontos.

Teve etapa da PBR Pendleton Whiskey Velocity Tour no dia 15 de janeiro, em Cedar Park, Texas. Paulo Lima encerrou em terceiro lugar, com Junior Patrik em quarto.

PBR, o maior campeonato de Montaria em Touros do mundo mudou o formato de competição das etapas da Unleash the Beast, a série principal
Em post, PBR destaca as lesões dos dois campeões

José Vitor Leme e Jess Lockwood machucados

Na tarde de sábado em Ocala, dois dos principais favoritos ao título mundial de 2021 se machucaram. O atual campeão mundial da PBR, José Vitor Leme, sofreu uma fratura no tornozelo direito enquanto montava Dirty Sancho. Para Jess Lockwood, bicampeão mundial da PBR, tudo indica que ele quebrou a mandíbula no confronto com Detroit Lean.

De acordo com informações da PBR, Leme ainda não decidiu completamente, mas é provável que opte por não fazer a cirurgia no tornozelo. A ideia do campeão é deixar que a fíbula quebrada cure por conta própria. No prognóstico médico, são quatro semanas de recuperação com a cirurgia e oito sem.

“Ainda não decidi completamente, mas estou com 90% de certeza de que não vou fazer a cirurgia. Serão oito semanas, mas só perderei seis eventos. Nunca fiz uma cirurgia antes e não quero colocar metal no meu corpo”, conta o brasileiro.

A fim de transformar esse momento difícil em algo positivo, Leme pensa na chegada do seu primeiro filho. A esposa dele, Amanda, está grávida e a previsão de nascimento é 19 de fevereiro. “Do jeito que a PBR formatou o sistema de pontos, tenho bastante tempo para recuperar”.

Lockwood fará exames hoje para saber se realmente está com uma fratura na mandíbula. Só assim traçará os próximos passos junto com o médico que acompanha os competidores, Dr. Tandy Freeman. O atleta antecipa que se precisar de cirurgia, ele fará.

Próxima etapa da UTB dias 23 e 24 de janeiro, em Arcadia, Flórida.

Por Luciana Omena
Fonte: PBR
Na foto de chamada: Junior Patrik e Maurício
Crédito das fotos: BullStockMedia/PBR

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Internacional

Jane Mayo é tricampeã mundial da Girls Rodeo Association

Com uma doença grave quando criança, desacreditada pelos médicos, foi salva quando o pai comprou um cavalo para ela ficar mais tempo ao ar livre

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Montando seu lendário cavalo V’s Sandy, Jane Mayo venceu três campeonatos mundiais consecutivos de Três Tambores. Na época, a associação era chamada de Girls Rodeo Association – GRA, nome dado pelas fundadoras em 1948. Somente em 1982 passou a se chamar Women’s Professional Rodeo Association – WPRA.

De acordo com sua biografia, Jane Mayo foi acometida por uma rara doença no sangue quando era pequena. Os médicos previram que ela morreria antes dos 5 anos de idade. Seu pai, WH Mayo, comprou um cavalo manso para ela, Old Buck. A menina doente aprendeu a cavalgar. De tal forma que ar o fresco e o sol que ela absorveu enquanto montava trouxeram de volta sua saúde.

Assim, Jane começou a competir em rodeios no circuito escolar de Okemah, cidade do Condado de Okfuskee, Oklahoma. Em 1955, ela se formou na Okemah High School e tornou-se membro da Girls Rodeo Association. Desse modo, ganhou seu primeiro cavalo realmente bom, V’s Sandy. Formaram uma dupla e tanto no rodeio americano e nos Três Tambores.

Com uma doença grave quando criança, desacreditada pelos médicos, Jane Mayo foi salva quando o pai comprou um cavalo para ela montar

Em 1959, Jane Mayo marcou o menor tempo da final mundial, 19s2. Ganhou dois dos quatro rounds e ficou com o título da etapa. Sua primeira fivela de ouro se confirmou com a soma de US$ 5.814,00 em ganhos na temporada. No ano seguinte (1960), outro título mundial, com ganhos de US$ 7.833,00. Contudo 1961 foi seu auge, quando venceu sua terceira fivela de ouro com um recorde da época de US$ 8.356 em ganhos.

A história conta que ela gostava de laçar bezerros e Bulldog mais do que de Três Tambores. Creditava todo seu sucesso ao seu cavalo e lembra da parte mais difícil do seu trabalho, as longas viagens entre um rodeio e outro.

Fonte: WPRA, okgenweb.net
Crédito das fotos: WPRA

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Internacional

Brasileiro Marcos Alan Costa fica em terceiro lugar em Waco

Pela PRCA, Marcos Alan, Junior Nogueira, Alex Cardozo e Valdiron Oliveira participaram da final do circuito do Texas

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Um começo de ano diferente para os competidores da PRCA. Alguns dos rodeios mais tradicionais e importantes desse começo de temporada, como Denver, não aconteceram – e não acontecerão – por conta da pandemia da Covid-19. Para Marcos Alan Costa (foto), a estreia em 2021 foi durante a final do RAM Texas Circuit Finals Rodeo.

O brasileiro, que já foi campeão desse circuito, encerrou a competição de Tie-Down Roping em terceiro lugar ao somar 28s9. Marcos Alan acumulou, portanto, US$ 1.063,00 para o ranking. Realizada em Waco, Texas, a final reuniu apenas os competidores da região pontuados ao longo de 2020.

Junior Nogueira também laçou nesse rodeio. Seu melhor resultado ao lado do parceiro Cody Snow foi o segundo lugar na primeira rodada do Team Roping. Eles marcaram 5s2 e ficaram com US$ 1.063,00 de prêmio.

Enquanto pela modalidade Touros, dois brasileiros estiveram na disputa. O melhor resultado foi de Valdiron Oliveira com uma parada na primeira rodada. Empatado com Jeff Askey, marcou 83.5 pontos. Alex Cardozo também montou.

Somente os campeões da final em cada modalidade e os campeões gerais do circuito em soma de ganhos classificam-se para a final nacional na Flórida. Essa semana a PRCA realiza ainda a final do Montana Pro Rodeo Circuit Finals, dias 15 e 16 de janeiro, em Kalispell.

Praticamente todo final de semana tem um rodeio em Fort Worth, Texas. Assim, no final do ano passado, a brasileira Keyla Polizelo Costa foi campeã nos Três Tambores em um desses rodeios com sua égua Zumanity Cristal CMV. Em seguida, uma semana depois, no mesmo Cowtown Coliseum, no coração do Stockyards, ficou em segundo lugar com Spotlite Ta Fame.

Pela PRCA, Marcos Alan Costa, Junior Nogueira; no Laço, Alex Cardozo e Valdiron Oliveira; Touros, participaram da final do circuito do Texas
Leo Camarillo – Foto: Arquivo ProRodeo

Rodeio mundial perdeu dois ícones

O dia 30 de dezembro de 2020 será eternamente marcado pela partida de duas lendas do cavalo: Leo Camarillo e Robbie Schroeder.

Leo Camarillo, ProRodeo Hall of Famer, faleceu aos 74 anos em Chandler, Arizona. Em sua trajetória, foi cinco vezes campeão mundial: Team Roping em 1972-73, 1975, 1983; e All-Around em 1975. Faz parte da galeria da fama desde 1979 em Colorado Springs, Colorado. Ao lado do irmão Jerold, Leo tornou-se uma lenda, com 20 qualificações para a NFR e diversos outros títulos.

Robert ‘Robbie’ Lynn Schroeder tinha 62 anos e era conhecido como um dos melhores horsemans do nosso meio. Atuou em todas as disciplinas ao longo da carreira. De acordo com o site da AQHA, ele tem mais de 100 títulos de campeão e reservado campeão nas raças Quarto de Milha, Paint Horse e Appaloosa. Do mesmo modo que adorava ser mentor e passar um tempo com a família em Whitesboro, Texas.

Brasileiros, assim como toda a comunidade do cavalo, lamentaram essas perdas. Veja o depoimento de Junior Nogueira.

Por Luciana Omena
Fonte: PRCA
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Arquivo Pessoal

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