Ela monta desde pequena e sempre quis estar perto dos cavalos, nunca deixando os estudo de lado

Jéssica Maria Aiello da Motta, 27 anos, é a atual líder da Copa GA de Breakaway Roping. Tendo nascido em Ribeirão Bonito/SP hoje mora em São Carlos/SP. Seus cavalos estão no Rancho Aiello, de propriedades de meus pais. Quem frequenta provas de laço, especialmente as que tem o Breakaway na programação, já a viu laçar.

E não só isso, Jéssica está sempre acompanha da mãe, Silvia Helena Aiello, que também laça e é uma das revelações da modalidade, e da filhinha de um ano, Laura. Fora da pista, o apoio total e incondicional é do pai, Adriano Luiz Aiello, das irmãs, Bruna, Gabriela e Isabella, e do marido Alexandre Henrique da Motta.

No seu dia a dia, Jéssica atua como professora de equitação, Três Tambores, Breakaway Roping e Team Roping Feminino. Além dos treinos, também trabalha com leilão gado uma vez por semana. Conversamos com ela, confira!

Como tudo começou?

Jéssica: Nasci no meio do cavalo, pois meu pai é treinador. Desde pequena sempre acompanhando meu pai, se tinha um cavalo para esquentar, estava eu lá. Papai me deixava montar e eu ficava sempre por perto. Ia para escola e na volta fazia minhas tarefas para depois estar com os cavalos.

Sempre fui bem na escola, nunca tive problema. Sempre pensei que tinha que me esforçar primeiro na escola e depois com os cavalos. Terminei o colegial e cursei Rotina Administrativa, pois gosto de mexer com papéis, e também fiz Técnico em Agropecuária.

Antes mesmo de terminar os estudos, já competia nos Três Tambores. Meu pai estava sempre comigo, com vitórias e derrotas, cada vez mais aprendendo.

Quando chegou a hora de eu pensar se faria faculdade, foi meu pai que me dei a ideia de trabalhar ensinando equitação. Primeiro fiquei surpresa e pensativa. Então, decidi que não ia fazer faculdade e sim seguir no que eu amava fazer, que é mexer com animais e ensinar crianças a andar a cavalo. São dez anos dando aula.

Como conheceu o Breakaway Roping?

Jéssica: Em 2012, quando a modalidade Breakaway Roping começou na ABQM, na cidade de Avaré/SP. Achei super legal uma categoria só para mulheres no laço e assim nasceu essa paixão. Com o incentivo de meus pais, decidi começar a treinar para ir nas provas da ABQM. Fiquei em quarto lugar logo na minha primeira prova. Mas a minha primeira prova no geral foi em Três Tambores, em 2008.

Além de Tambor e Breakaway, já praticou ou pratica outras modalidades?

Jéssica: Tive uma experiência no Hipismo também. Levava cada tombo (risos), um diferente do outro. Treinava sozinha, acompanhava a aula de um rapaz que na época mexia com Salto. Daí ia para a pista treinava. Cheguei a participar de uma competição e tive um bom resultado, tenho até um troféu de minha colocação.

Como você busca evolução técnica no esporte?

Jéssica: Sempre visando meu pai, gosto de trocar ideias com outros profissionais também.

Quem você admira no esporte?

Jéssica: Admiro no Breakaway a Eliziane Nogueira. Foi ela que me inspirou quando comecei. E hoje, com a maior honra, admiro minha mãe, que também está na modalidade. Nos Três tambores gosto muito Keyla Polizello, pois toca demais.

Como é o seu dia a dia hoje?

Jéssica: No momento só treinando Breakaway Roping, devido campeonato que estou seguindo, a Copa GA. Treino três vezes por semana e perto da prova de segunda a sexta feira. Fui mãe há pouco tempo, então estou voltando aos poucos.

Tem algum título que queira destacar ou que almeja?

Jéssica: Hall da Fama da ABQM de amazona mais pontuada no Breakaway Roping em 2016. E também meu Mundial na Colômbia, como Melhor Estrangeira, no Mundial de La Mujer Vaquera.

Muitos cavalos já passaram sob suas rédeas, algum especial?

Jéssica: Tenho meus dois guerreiros, que me fizeram o que sou hoje, o Bainha e o Boby. E tenho boas lembranças de todos que montei de clientes.

Deixe uma mensagem de agradecimento e/ou a quem deseja ingressar na modalidade.

Jéssica: Quero agradecer meu marido, que sempre me apóia; ao meus pais, irmãs e minha mais nova companheira de prova Laura, minha filha de um aninho. E fica o convite para as mulheres amantes do laço a praticar o Breakaway Roping, indico e recomendo.

Por Luciana Omena
Colaboração: Lucy Fazzio
Foto: Marilza Barros

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