Hipismo

Marlon Zanotelli obtém êxito em competição internacional

Modalidade Salto esteve aquecida na última rodada tanto fora como dentro do Brasil; confira os principais resultados

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Com força total, o top brasileiro Marlon Zanotelli largou com vitória no Internacional 5* Indoor Brabant Horse Show, na Holanda. Único representante brasileiro na categoria 1,45m do Concurso de Salto Internacional em s´Hertogenbosh, o campeão pan-americano individual e por equipe em Lima 2019 garantiu vitória.

Dentre os 39 conjuntos, portanto, 19 zeraram o percurso disputado direto ao cronômetro. Marlon Zanotelli e Golia, um sela holandês de 10 anos, levaram a melhor cruzando a linha de chegada em 54s42.

Logo depois, no encerramento do evento, Marlon Zanotelli (foto de chamada) voltou à pista a fim de garantir mais uma boa colocação, a mais importante da semana para ele. Foi vice no GP5* Rolex disputado entre 42 conjuntos. Dessa forma, oito foram ao desempate, e entre eles o brasileiro.

Montando VDL Edgar, um sela holandês de 12 anos, foi o último conjunto em pista. E fechou a prova com mais um percurso limpo em 32s69, apenas 17 centésimos abaixo do tempo do vencedor. A saber, a disputa válida pelo Rolex Grand Slam distribuiu quase 700 mil euros. Pelo vice-campeonato, Marlon garantiu a fatia de 140 mil euros.

Ainda no Indoor Brabant Horse Show, o brasileiro foi quarto lugar no Prêmio Audi, a 1.55m, montando Grand Slam VDL, sem faltas no desempate, em 37s37.

Aos 32 anos, maranhense radicado na Europa há 16 anos, ele é o atual melhor brasileiro no ranking mundial, 15ª colocação. O cavaleiro está entre os favoritos a integrar o Time Brasil nos Jogos Olímpicos e VDL Edgar é sua principal opção.

Modalidade esteve aquecida na última rodada tanto fora como dentro do Brasil; confira os principais resultados como os de Marlon Zanotelli
Rodrigo Lambre ao lado do pai – Foto: Reprodução/Instagram

México

O top brasileiro Rodrigo Lambre, ouro por equipe no Pan Lima 2019, segue com excelentes resultados no México. Montando J´Adore van het Klinkhof ele venceu o GP3*, a 1.50m, no Internacional de Silla, nesse domingo (25). Há uma semana, Rodrigo já havia sido vice-campeão no GP4* em La Silla no México montando Chacciama.

Dos 25 conjuntos, três foram ao desempate. Rodrigo e J´Adore van het Klinkhof garantiram o topo do pódio com mais percurso limpo em 40s70. Aos 43 anos, radicado no México, o atleta deve se juntar, então, ao grupo em atividade na Europa a partir de maio.

A partir de agora, começa a fase final de seletivas e observação para formação do Time Brasil de Salto para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Os candidatos a vaga têm até 21 de junho para garantir índices técnicos.

Em seguida, a definição das equipe até 5 de julho. No Salto, o técnico suíço Philippe Guerdat e Pedro Paulo Lacerda, diretor da modalidade na CBH, acompanham o desempenho dos conjuntos na Europa. Junto deles o novo diretor técnico Rodrigo Sarmento.

Vale lembrar que as Olimpíadas estão confirmadas até então e as provas de Salto acontecem entre 3 e 8 de agosto, no Equestrian Park.

Modalidade esteve aquecida na última rodada tanto fora como dentro do Brasil; confira os principais resultados como os de Marlon Zanotelli
Zé Roberto e Cornet D´Or Jmen – Foto: Emerson Emerim

Curitiba

No início da noite de sábado (24) o Clássico, 1.45m, encerrou o Concurso de Salto Nacional e Internacional na Sociedade Hípica Paranaense, em Curitiba. Desse modo, dos 39 conjuntos, quatro foram ao desempate e somente dois voltaram a zerar.

Mais uma vez José Roberto Reynoso Fernandez Filho, que também venceu GP Internacional na sexta (23) e a qualificativa na quarta (21) levou a melhor. Montando Cornet D´ Or JMen, de apenas 9 anos recém completos, Zé Roberto, pentacampeão brasileiro senior top, garantiu o topo do pódio, pista limpa, 50s42.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/@Rolex-Peggy Schroeder

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Hipismo

Haras Endurance realiza sua tradicional prova de 120 km

A prova mais tradicional de Enduro Equestre das Américas aconteceu no dia 1° de maio no Haras Endurance, em Bragança Paulista/SP

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De acordo com informações da organização, o dia começou frio e muito cedo com as equipes e cavalos se preparando para a largada dos 120 quilômetros. Trata-se da prova mais tradicional de Enduro Equestre das Américas, que aconteceu dia 1° de maio, no Haras Endurance, em Bragança Paulista/SP. Acima de tudo, disputas valendo pela I Etapa do Paulistão 2021.

Pontualmente às 6h largaram os adultos e os Young riders a fim de cumprir a jornada dos 120 quilômetros de percurso da categoria principal do evento por trilhas e em velocidade. Em seguida, largaram as demais categorias: 100 km, 80 km, 60 km, todas de velocidade livre; assim como as categorias de regularidade, 40 km e 20 km.

Antes de mais nada, segundo a organização, o espírito familiar esteve presente assim como em todos os eventos de Enduro Equestre. A começar com todos os conjuntos cavalgando felizes por trilhas e belas paisagens. Um sempre apoiando o outro, mesmo que momentaneamente adversários.

A prova mais tradicional de Enduro Equestre das Américas aconteceu no dia 1° de maio no Haras Endurance, em Bragança Paulista/SP
Haras Endurance, em Bragança Paulista/SP, premiou campeões da I Etapa do Paulistão 2021 de Enduro Equestre

Como se viu quando uma das youngs caiu com o cavalo, que ficou preso em uma cerca. Enquanto uns ficaram com a amazona, outros buscaram ajuda e tudo se resolveu. Cavalo e amazona passam bem.

Enduro Equestre é uma prova de resistência, com hora para começar, contudo sem hora para acabar. O tempo é longo em cima do cavalo, diversos quilômetros e muitas possibilidades. 

Vale ressaltar que nas provas de velocidade, ganha quem chegar primeiro e passar em todos os vet-checks; assim como nas categorias de regularidade, o melhor é aquele que faz a prova dentro do tempo e apresenta o cavalo com o batimento cardíaco mais baixo.

Resultados completos, clique aqui.

Crédito das fotos: Divulgação

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Hipismo

Carlos Parro e Goliath classificados para as Olimpíadas de Tóquio

Conjunto garantiu o segundo índice e a qualificação olímpica no Concurso Completo de Equitação em prova na Polônia; veja também sobre o Mundial de Enduro Equestre 2021

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Em mais um bom final de semana para o Hipismo brasileiro, Carlos Parro, montando Goliath, garantiu vaga na modalidade Concurso Completo de Equitação para as Olimpíadas de Tóquio 2021. O conjunto participou, de 30 de abril a 2 de maio, do CCI4*-L Stregom na Polônia.

Ao lado do sela holandês de apenas 10 anos, Carlos Parro garantiu o segundo índice olímpico exigido para a qualificação. Portanto, agora está tecnicamente habilitado para Jogos Olímpicos marcados para julho no Japão.

Na oportunidade, Carlos Parro e Goliath (foto de chamada) fecharam o Adestramento com -34,6 pontos perdidos (pp). Em seguida, fizeram um percurso seguro e sem faltas no Cross, com 26 pp por estourar o tempo. Por fim, no Salto cometeram duas faltas, 8 pp. Ao todo, fecharam com 70,5 pp na 14ª colocação.

O primeiro índice da dupla foi no CCI4*S em Barroca de Alva, em Portugal, em novembro de 2020. Radicado na Inglaterra há 20 anos, Cacá, 41 anos, integrou o Time medalha de prata e foi bronze individual no Pan Lima 2019.

Com vasta experiência em provas desse nível, também foi bronze por equipe no Pan Rio 2007, prata por equipe no Pan Toronto 2015. E ainda integrou o Time Brasil na Rio 2016 e defendeu o Brasil no individual em Sydney 2000.

Vagas no CCE

Candidatos a uma vaga no Time Brasil de Concurso Completo de Equitação nos Jogos Olímpicos de Tóquio precisam garantir índices técnicos entre 1° de janeiro de 2019 e 21 junho de 2021. Um em CCI5*-Longo; ou um índice técnico em CCI4*-Longo e em um CCI4* – Curto.

A fim de obter esse índice técnico, o conjunto tem que registrar o mínimo de 55% no Adestramento; zerar ou 11 pontos perdidos nos obstáculos no Cross, e não mais que 75 segundos de excesso tempo (100 segundos em CCI5*L); e no Salto não mais que 16 pontos perdidos.

Com o segundo índice de Carlos Parro, ele se junta a Rafael Losano, também em atividade na Inglaterra, Nilson Moreira Leite, radicado nos Estados Unidos, e a Marcio Appel, em atividade no Brasil e Europa. Todos estão tecnicamente qualificados para os Jogos.

Marcelo Tosi, com Genfly, Marcio Carvalho Jorge, com Joly Jumper, Ruy Fonseca Filho, com Ballypatrick SRS têm um índice cada. Marcio e Ruy residem na Inglaterra e também estiveram a postos no CCI4*-L Stregom. 

Ruy e Ballypatrick SRS não foram para o Cross. Marcio, com Joly Jumper, que fez o primeiro índice em 18 de abril na Inglaterra, não concluiu o Cross. Marcelo, em atividade no Brasil, busca seu retorno para a Inglaterra. É lá que está seu cavalo Genfly.

Mas, o competidor enfrenta dificuldades devido às restrições de viagem em função da pandemia da Covid-19. Iberon JMen, montaria de Marcio Appel, também está na Inglaterra. Dessa forma, o cavaleiro estudao a melhor logística para entrar no país nessa reta final de preparação para os Jogos Olímpicos.

Carlos Parro e Goliath garantiram o segundo índice e a qualificação olímpica no Concurso Completo de Equitação em prova na Polônia
Felipe Morgulis e Saiph SBV

Mundial de Enduro Equestre 2021

O Mundial de Enduro Equestre 2021 acontece dias 21 e 22 de maio, no parque de San Rossore. Na programação, dia 21 acontece a primeira inspeção veterinária e em 22 começa a disputa de 160 km. A saber, percorrida pelo mesmo cavalo e cavaleiro em um único dia.

O evento por si só sofreu incertezas sobre sua realização. Contudo, a Federação Equestre Internacional abriu as inscrições e o Brasil é uma das 24 nações participantes. Time formado por Felipe Morgulis (com Saiph SBV), André Vidiz (com Chambord Endurance), Renato Salvador (com Uzes Trio), e Rodrigo Barreto (com Koheilan Elvira P).

Apesar das dificuldades, Morgulis já se encontra na Itália e está animado para a disputa. Antes de mais nada, a Comissão de Enduro da CBH está ciente de que será um Mundial diferente de outros anos por conta de todos os novos protocolos impostos pela pandemia.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH e  Isabella Campedelli
Crédito da foto de chamada: Reprodução/Instagram

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Hipismo

Nelson Pessoa é um dos maiores cavaleiros do Brasil

Conhecido como Neco Pessoa, também já foi e técnico da equipe de Hipismo em duas medalhas olímpicas e hoje se dedica na formação de novos cavaleiros

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Nelson Pessoa, também já foi e técnico da equipe de Hipismo em duas medalhas olímpicas e hoje se dedica na formação de novos cavaleiros

Em ano Olímpico nada melhor do que conhecer um pouco a respeito de uma das lendas do Hipismo. Nelson Pessoa Filho, de 85 anos, é, sem dúvida, um dos maiores cavaleiros do Brasil.

Desde muito cedo começou a montar e a se destacar nos torneios de que participou. Logo alçou voos mais altos, como, por exemplo, a participação nos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1956 quando tinha 21 anos.

O carioca Nelson Pessoa, natural da capital Rio de Janeiro, foi atleta do Clube de Regatas do Flamengo. Em 1961 mudou-se para a Europa a fim de se aperfeiçoar na modalidade hípica que abraçou, o Salto.

Antes de mais nada, o apelidaram de ‘Feiticeiro’ devido ao estilo que usava para conduzir os animais que montava. Diziam na época que parecia ser uma obra de encantamento.

No Salto, então, conquistou pela primeira vez a medalhas de ouro por equipe e de prata no individual nos Jogos Pan-Americanos de 1967, em Winnipeg, Canadá. Ainda como atleta, participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Nessa oportunidade, aliás, foi o único representante do Brasil encerrando sua participação com o quinto lugar.

Ao todo ele disputou cinco Olimpíadas: Estocolmo, Tóquio, Cidade do México (1968), Munique (1972) e Barcelona (1992 – essa, a sua última como atleta). Além disso, em Barcelona momento histórico para o Hipismo brasileiro e para sua carreira, já que estava ao lado do filho Rodrigo Pessoa.

Nelson Pessoa, também já foi e técnico da equipe de Hipismo em duas medalhas olímpicas e hoje se dedica na formação de novos cavaleiros
Em 1968 – Foto: Ron Kroon

Formador de campeões

Entre outros títulos, Nelson Pessoa foi ainda campeão europeu, quatro vezes campeão brasileiro, sete vezes campeão (recorde de vitórias) do Derby de Hamburgo, tricampeão do Derby de Hickstead e vencedor de aproximadamente 150 GPs na Europa.

Juntamente com as experiências em Olimpíadas, bagagem de sobra para continuar a carreira como mestre de novos campeões. Dessa forma, nas edições seguintes à sua despedida como atleta, em Atlanta (1996) e Sydney (2000), Nelson Pessoa foi o treinador da equipe brasileira que conquistou as medalhas de bronze por equipe no Salto.

Atlanta, aliás, foi a primeira medalha olímpica do esporte equestre brasileiro. Ano em que foi técnico do seu filho na conquista dele do título de campeão do mundo em 1998 e da medalha de ouro nos Jogos de Atenas 2004.

Nessa altura da carreira, já tinha experiência como técnico de várias equipes na Europa, no Oriente Médio e no Brasil. Atualmente, Neco segue trabalhando como treinador e preparador de equipes de alto nível.

Fonte: Comissão de Atletas, CBH, Wikepedia
Na foto de chamada: Nelson Pessoa em 1974 | Crédito: Show Jumping Nostalgia

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Hipismo

João Victor Oliva e Escorial garantem qualificação técnica no Adestramento

Cavaleiro brasileiro tem dois índices com sua nova montaria, um passo importante na busca pela vaga no Time Brasil que vai a Tóquio; CBH tem nova diretora da modalidade

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Com dois índices técnicos com sua nova montaria Escorial Horsecampline, o cavaleiro olímpico João Victor Oliva, 25, deu um importante passo em busca da vaga do Brasil paras as Olimpíadas de Tóquio. Isso porque no sábado (24) ele garantiu o segundo e definitivo índice olímpico no Internacional de Adestramento CDI3* de Abrantes, em Portugal.

Antes de mais nada, foi apenas a segunda competição com sua nova montaria Escorial Horsecampline (foto de destaque), um lusitano de 12 anos. Dessa forma, o conjunto fechou com a média de 69,130% e registrou índice olímpico já que o mínimo é de 66% de aproveitamento no Adestramento.

Julgaram a prova três juízes 5*: a britânica Isobel Wessels, o holandês Francis Verbeek van Rooy e a russa Irina Maknami.

Com esse aproveitamento, João Victor Oliva e Escorial finalizaram na quinta colocação. “Essa foi só a segunda prova internacional com meu cavalo. Acho que a gente tem muito a melhorar”, comenta o brasileiro. Ele começou a montar Escorial em setembro de 2020 e fez primeiro índice olímpico no GP de Alter do Chão em 17 de novembro.

Pedro Almeida com Xaparro do Vouga também estão tecnicamente qualificados para os Jogos Olímpicos no Adestramento. Contudo, o Brasil tem apenas uma vaga, ou seja, só um deles irá à competição.

Os dois ainda podem garantir novos índices até 21 de junho, prazo limite estabelecido pela Federação Equestre Internacional. A saber, as provas de Adestramento em Tóquio acontecem entre 24 e 28 de julho, no Equestrian Park.

João Victor Oliva tem dois índices com sua nova montaria, um passo importante para Tóquio; CBH tem nova diretora da modalidade
Eliana Azar

Nova diretora de Adestramento da CBH

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Hipismo

Fatos e feitos do Brasil na modalidade Salto de 1948 a 2016

Retrospectiva olímpica: com os Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 a pouco mais de três meses do seu início, vamos relembrar os êxitos do Hipismo brasileiro na competição

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Até o momento, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 estão confirmados pelo Comitê Olímpico Internacional. Dessa forma, as provas de Hipismo acontecerão de 23 de julho a 8 de agosto. Adestramento, Concurso Completo de Equitação e Salto terão suas disputas no Parque Equestre Baji Koen, sede da modalidade na Olimpíada Tóquio de 1964.

Ao longo da história da competição, os resultados do Time Brasil de Salto em Jogos Olímpicos são, sem dúvida, de maior expressão dentre as modalidades do Hipismo. São duas medalhas de bronze por equipe – Atlanta 1996 e Sydney 2000 -, além do ouro individual de Rodrigo Pessoa – Atenas 2004.

Mas o Brasil teve bom desempenho em diversas outras edições do maior evento esportivo do planeta. Disputou, acima de tudo, as medalhas de igual para igual com as melhores equipes e cavaleiros do mundo.

Na grade de programação para o Hipismo, o Salto acontece de 3 e 7 de agosto de 2021, no finzinho dos Jogos. Aproveitando a proximidade da competição, pouco mais de três meses do seu início, a Confederação Brasileira de Hipismo apresentou um retrospecto da participação brasileira desde a estreia em Londres 1948.

Estocolmo 1956 – Pedro Corvello, Renyldo Ferreira, Eloy Menezes e Neco Pessoa

1948 | Londres – Inglaterra

Foi a primeira Olimpíada em que o Brasil participou no Salto com uma equipe formada somente por militares. General Edgar Amaral, chefe da delegação, comandou o tenente-Cel. Franco Pontes, os capitães Rubem Contentino, Eloy Menezes, e o tenente Renyldo Pedro Guimarães Ferreira. De curioso, a viagem dos cavalos por navio durou 32 dias. Melhor colocação do Brasil, portanto, foi o 10º lugar de Franco Pontes com Itaguaí.

1952 | Helsinque – Finlândia

Quarto lugar foi o melhor resultado dessa segunda participação brasileira no Salto. No individual, Eloy Menezes montando Biguá, assim como por equipe. Time formado, então, por Eloy Menezes, Álvaro de Toledo e Renyldo Ferreira. Contudo, ficaram bem perto da medalha, já que Eloy participou do desempate pelo ouro com outros quatro cavaleiros. Encerraram com uma falta e 4 p.p.

1956 | Estocolmo – Suécia

Pela primeira vez os animais foram de avião. Mas, houveram atrasos no embarque e a chegada em cima da hora prejudicou a preparação da equipe para a competição. Nessa edição, o Time Brasil de Salto contou com Eloy Menezes, Renyldo Ferreira, Pedro Lopes Corvello e Nelson Pessoa Filho, o Neco. Os dois últimos, civis. Vale destaque para a primeira participação do Neco, que se tornaria um dos maiores cavaleiros do mundo. O Brasil acabou em 10º por equipe.

1960 | Roma – Itália

Sem resultados expressivos, representaram o Brasil Francisco Rabelo montando Sultão, Oscar Sotero com Cerrito, Cel. Renyldo Ferreira com Marengo e na reserva Fernando Monzon.

1964 | Tóquio – Japão

Em função do alto custo da viagem, o Brasil enviou apenas Nelson Pessoa Filho com Huipil. Pegaram corona, portanto, com a equipe francesa. Logo depois de uma apresentação muito boa no primeiro percurso, Neco sofreu uma queda na distensão para o segundo percurso. Mesmo saltando com fortes dores, o cavaleiro carioca reduziu de 12 para 8 pontos perdidos o seu segundo percurso e terminou empatado em 5º lugar.

Retrospectiva olímpica: com os Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 a pouco mais de três meses do seu início, vamos relembrar os êxitos do Salto
Equipe de bronze em Atlanta 1996: 1ª medalha olímpica

1968 | Cidade do México – México

Mais uma Olimpíada para Neco Pessoa, que teve como companheiros de time Lúcia Faria, José Roberto Reynoso Fernandez e Gérson Monteiro. Sétimo lugar por equipe e 12° no individual com Lúcia Faria e Rush du Camp. Ademais, foi o melhor resultado entre os competidores do continente americano.

1972 | Munique – Alemanha

Outra participação sem expressão de resultados. Time formado por Antonio Alegria Simões, com Bonsoir, e Nelson Pessoa Filho, com Nagir.

1980 | Moscou – Rússia

Ano em que alguns países boicotaram os Jogos, fato célebre sempre lembrado em retrospectivas da competição. Por isso, apenas cinco países participaram no Salto com equipes completas, além de dois competidores na disputa individual. O Brasil não foi, apesar de todos os esforços para enviar Elizabeth Assaf e Jorge Carneiro, que estavam na Europa.

1984| Los Angeles – Estados Unidos

Primeira vez de um cavalo de criação nacional em Jogos Olímpicos: o Brasileiro de Hipismo MC Alpes, montaria de Marcelo Blessmann. Marcelo integrou a equipe de Salto formada ainda por Jorge Carneiro, Caio Sérgio de Carvalho e Vitor Teixeira. Na classificação geral, logo após as duas passagens, a equipe ficou em 10º lugar.

1988 | Seul – Coréia do Sul

Revés pouco antes do início dos Jogos: Lassal, cavalo de Neco Pessoa, morreu em consequência de uma cólica; assim como a égua Wendy, montaria de Carlos Vinícius da Motta, não embarcou em razão de uma forte cólica no dia da viagem. Eles não competiram, portanto, e a equipe que representou o Brasil, 8° lugar no resultado final, teve Cristina Johannpeter, Vitor Alves Teixeira, Paulo Stewart e André Johannpeter.

1992 | Barcelona – Espanha

Momento histórico para o Salto brasileiro, Nelson Pessoa competiu ao lado do filho, Rodrigo, com 19 anos, o mais jovem cavaleiro em Olimpíadas. Neco e Rodrigo tiveram companhia de Carlos Vinícius da Motta e Vitor Alves Teixeira, terminando em 10º lugar por equipe.

Retrospectiva olímpica: com os Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 a pouco mais de três meses do seu início, vamos relembrar os êxitos do Salto
Rodrigo Pessoa com Baloubet du Rouet: campeão olímpico 2004

1996 | Atlanta – Estados Unidos

A tão sonhada medalha olímpica finalmente se concretizou. Time Brasil de Salto bronze por equipe. Subiram ao pódio Rodrigo Pessoa, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, André Johannpeter e Felipe de Azevedo. O país ficou atrás apenas das equipes dos Estados Unidos, prata, e da Alemanha, ouro. Doda, após desempate pelas medalhas de prata e bronze, fechou em 7º lugar no individual.

2000 | Sydney – Austrália

Segunda medalha de bronze por equipe, conquista após desempate com a França. O time brasileiro contou com Rodrigo Pessoa, Luiz Felipe de Azevedo, Doda Miranda e André Johannpeter. Um fato negativo marcou essa edição: o refugo de Baloubet du Rouet na disputa pelo ouro no individual. Mas André foi quarto colocado, igualando com Eloy a melhor classificação individual na história.

2004 | Atenas – Grécia

Primeira e única medalha do Salto individual. Ouro para Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet. Uma verdadeira virada de jogo depois do acontecido em Sydney. Vale lembrar que Rodrigo saiu de Atenas ostentando a prata. O ouro veio um ano depois quando se comprovou o doping do cavalo Waterford Cristal, montaria de Cian O’Connor, da Irlanda. A equipe ficou em 10º lugar, contando ainda com Bernardo Alves, Doda Miranda e Luciana Diniz.

2008 | Pequim – China

Nessa edição, Hong Kong recebeu o Hipismo e Time Brasil de Salto teve Rodrigo Pessoa, Bernardo Alves, Pedro Veniss e Camila Mazza de Benedicto. Mais num 10° lugar para o quadro de classificação do País na história dos Jogos. No individual, Rodrigo foi quinto, enquanto Camila, décimo. Posteriormente, um exame acusou substância proibida no cavalo de Rodrigo, que perdeu a classificação, elevando Camila ao 9º lugar. Até hoje o melhor resultado de uma amazona brasileira nos Jogos.

2012 | Londres – Inglaterra

Resultado final da equipe: 8° lugar. Carlos Motta Ribas, o Cacá, e José Roberto Reynoso Fernandez Filho não classificaram para o individual. Nessa disputa apenas Doda Miranda e Rodrigo Pessoa, 12° e 22° colocados, respectivamente.

2016 | Rio de Janeiro – Brasil

Competindo em casa, o Time Brasil de Salto teve uma baixa logo no inicio. Desqualificação do conjunto Stephan Barcha e Landpeter do Feroleto por um pequeno corte causado pela espora. Contudo, o time chegou à final sem pontos perdidos, mas cada cavaleiro cometeu uma falta no desempate, e mais um ponto por excesso de tempo, encerrando a prova em 5° lugar. Time formado por Doda Miranda, Pedro Veniss e Eduardo Menezes.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH
Na foto de chamada: Eloy Menezes, 4º colocado em Helsinque 1952
Crédito das fotos: Divulgação/A História do Hipismo Brasileiro

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Hipismo

Vitórias do Brasil no Salto em Estados Unidos e Europa

Temporada internacional da modalidade segue firme e os brasileiros continuam conquistando boas posições

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Em mais uma rodada no exterior, vitórias do Brasil no Salto em provas nos Estados Unidos e Europa. A começar por Eduardo Menezes e H5 Elvaro (foto de chamada), que venceram a principal disputa de sexta-feira (16) no Palm Beach International Equestrian Center. Logo depois do Winter Equestrian Festival, o complexo em Wellington, Flórida, realiza o Spring Series.

Dessa forma, durante a disputa do FEI Qualifier 3*, a 1.50m, Eduardo Menezes e H5 Elvaro superaram os demais sete conjuntos para ficar com a vitória nessa segunda semana do evento. A dupla zerou o desempate, em 38s656, boa margem para a segunda colocada, a norte-americana Margie Engle montando Dicas, pista limpa, 40s171.

Embora a execução do segundo turno tenha sido bastante técnica, Eduardo Menezes credita seu sucesso a um plano muito simples. “Fui o primeiro do desempate, então precisava da maior velocidade possível. Aproveitei o percurso, mantive o que funcionou na primeira linha e segui no ritmo”.

De acordo com as informações da CBH, o brasileiro Luiz Francisco de Azevedo, com My Way, também zerou a primeira volta, mas poupou sua montaria do desempate, ou seja, ele não disputou a final dessa prova. Com 4 pontos perdidos no desempate, e 40s09, o brasileiro Yuri Mansur, com Ibelle Ask, terminou o FEI Qualifier 3* em sexto lugar.

A disputa – que contou com 75 conjuntos e oito no desempate – distribuiu R$ 37 mil em premiação.

Temporada internacional da modalidade segue firme e os brasileiros continuam conquistando boas posições; Time Brasil no Salto arrasando!
Luiz Francisco de Azevedo Filho – Foto: Reprodução/Instagram

Ainda nos Estados Unidos

Outros resultados do Brasil no Salto agitaram Wellington semana passada. Na quinta-feira (15) foi a vez da prova FEI CSI 3*, a 1.45. O melhor resultado do dia ficou por conta de Luiz Francisco de Azevedo Filho. Com Collin encerrou a disputa em quarto lugar, uma volta apenas, em 63s13.

Nessa mesma prova Eduardo Menezes com Chacco-San fez pista limpa em 66s04, sétimo lugar. Enquanto Yuri Mansur, com Vitiki, encerrou em nono lugar, sem faltas, 67s34. Segundo a CBH, os competidores visaram dar mais ritmo aos cavalos sem se preocupar com o tempo.

A prova, direto ao cronômetro com US$ 37 mil em premiação, teve a vitória da norte-americana Kristen Vanderveen, com Bull Run´s Faustino de Tili. Mesmo conjunto que também ganhou a prova do sábado (17) – Classic CSI3*, a 1,50m.

Nessa prova, Eduardo Menezes e Chacco-San cometeram uma falta e com 4 pp na primeira volta, em 72s74, foram nono colocados. Somente quem zerou o percurso foi o desempate e a premiação teve o total de US$ 37 mil.

Na principal disputa da semana, o GP, a 1.55m, com US$ 137 mil em jogo, no domingo (18), o melhor resultado para o Brasil no Salto foi de Rodrigo Lambre. Com Easy Girl foi ao desempate e encerrou em oitavo lugar, 4 pp na segunda volta, em 43s53.

Marlon Zanotelli – Foto: Reprodução/Instagram

Eventos na Europa: Bélgica e Inglaterra

Vitória brasileira na Europa no retorno às competições no continente logo após um hiato de seis semanas devido a um surto de herpes vírus equino. O top brasileiro Marlon Zanotelli, ouro individual e por equipes no Pan Lima 2019, com Charlie Harper venceu uma prova a 1.40 no Internacional 2* de Bonheiden, Bélgica.

A disputa aconteceu na quinta-feira (15). Marlon e Charlie Harper superaram os demais 91 conjuntos, sem faltas, marcaram 58s61. Conduzindo Grand Slam VDl, Marlon ainda emplacou o quarto lugar, entre um total de 51 conjuntos zerados.

Ao todo, o Brasil esteve representado em cinco Concursos Internacionais de Salto – México, Estados Unidos, Itália e Bélgica. Além de um Internacional de Concurso Completo de Equitação na Inglaterra, prova que valeu como qualificativa olímpica, e um Internacional de Enduro na Espanha.

Como resultado, na Inglaterra, o cavaleiro olímpico Marcio Carvalho Jorge confirmou seu primeiro índice olímpico nesse domingo (18). Esteve no Internacional CCI4*-S (curto) Burnham Market International. Montando Joly Jumper, cedido pelo cavaleiro Ricky Candy, registrou apenas – 34,1 pontos perdidos (pp) no Adestramento (equivalente a 65,9% de aproveitamento).

E ainda zerou o Salto com 0.8 pp por excesso de tempo, enquanto no Cross Country fechou com 17,2 pp, dos quais 11 devido a uma batida no obstáculo da água quebrando o pino de segurança, total de 63,1 pp.

Com esse resultado, Marcio, 46, que reside na Inglaterra, garantiu o primeiro de dois índices técnicos necessários em busca de uma vaga no Time Brasil de CCE para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Sportfot

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Hipismo

Volteio artístico é uma modalidade equestre de técnica e equilíbrio

Cavaleiro ‘voador’, o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope

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Modalidade equestre presente nos calendários da Confederação Brasileira de Hipismo e da Federação Equestre Internaiconal, o Volteio artístico tem sua origem na Idade Média (Séculos 5 a 15). Havia, portanto, a necessidade de subir e descer do cavalo durante a guerra sem a ajuda das mãos. Técnica utilizada no treinamento militar, como forma de desenvolver o equilíbrio de cavaleiros, que em combate utilizavam as duas mãos para carregar escudo e espada.

Com o tempo, os movimentos ganharam suavidade e precisão. Hoje, a estética e a harmonia também são características muito valorizadas no Volteio artístico. Você também pode chamar essa modalidade de ginástica sobre um cavalo em movimento, já que o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope.

Antes de mais nada, além de técnica e equilíbrio, o esporte exige do volteador confiança plena em seu cavalo, e vice e versa. Com toda a certeza, é uma das modalidades que mais estimula o respeito mútuo entre o homem e o animal. Por isso, se algum dia você decidir praticá-lo, uma dica é: crie um vínculo de confiança com seu cavalo.

O objetivo do Volteio é o aprimoramento da harmonia, do sincronismo e da ressonância com o cavalo em movimento. Proporciona ao volteador, então, uma oportunidade de maior conhecimento das qualidades deste animal. No esporte, o atleta desenvolve o equilíbrio, a força muscular e o reflexo, bem como o domínio do corpo sobre o cavalo é uma arte ao alcance de crianças e adultos.

Volteio artistico: Cavaleiro 'voador’, o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope
Lá nos idos de 1958

Volteio no Brasil

O esporte é bastante forte na França e na Alemanha, e na Europa de modo geral. Chegou ao Brasil há mais de 30 anos. O auge por aqui foi entre 2005 e 2010, quando chegamos a ter 300 volteadores ativos e inscritos na Confederação Brasileira de Hipismo. Há escolas e competições da modalidade em algumas hípicas, como a Sociedade Hípica Paulista e o Clube Hípico de Santo Amaro, ambos em São Paulo.

Divide-se a prova em categorias e sub-categorias. No Brasil, as categorias são Equipe, Individual e Pas des Deux (duplas). Dividindo os atletas de acordo com suas habilidades em diversos níveis, sendo A o mais alto e E o mais baixo. A competição dos níveis A, B e C são feitas inteiramente ao galope, enquanto nos níveis D e E partes são feitas ao passo. Nas competições internacionais todos os percursos são feitos a galope.

Não há uma raça específica para a prática, entretanto, a CBH e a FEI recomendam o uso de cavalos mais altos, fortes e, necessariamente, calmos. Como você verá abaixo, o cavalo suporta até três pessoas em algumas categorias, por isso essas características são imprescindíveis. No Brasil, a raça mais utilizada é o Brasileiro de Hipismo (BH), mas no exterior as raças alemãs como Hannover e Holsteiner são usuais.

Apresentação de duplas

Competição

Uma apresentação de Volteio individual conta com exercícios livres e exercícios obrigatórios. Os obrigatórios são exercícios básicos e eminentemente individuais. Avaliam as habilidades específicas do atleta em cada nível. Nas competições individuais internacionais também há a apresentações do chamado Teste Técnico. Ou seja, uma série de exercícios que inclui elementos obrigatórios e livres em ritmo de série livre.

A apresentação livre é uma série de exercícios justapostos avaliados segundo sua execução, a forma como são executados, dificuldade e evolução. Diz respeito, sobretudo, à composição da série, ajustamento com a música, criatividade entre outros critérios. Contam como parte dos exercícios livres a subida e a descida do cavalo, além da forma como os exercícios em si são executados.

Há também apresentações por equipes, compostas por até oito atletas, sendo um reserva e sete titulares. Durante os obrigatórios, cada um realiza os mesmos exercícios individualmente em sequência, um após outro, sem intervalo. O objetivo é que a apresentação seja homogênea e que a equipe apresente um ritmo e nível global formando uma unidade.

Na apresentação livre, a equipe propõe exercícios que contam com até três atletas sobre o dorso do cavalo ao mesmo tempo. Todos participam da sequência e o cavalo não pode ficar vazio em momento algum. A apresentação pode ter um tema, mas isto não é compulsório, e tem um tempo máximo de duração. Os atletas em uma equipe se distinguem entre Flyers, Bases e Médios.

Flyers – indivíduos de pequeno porte, carregados e que fazem movimentos acrobáticos no ar, sem o contato direto com o cavalo. Bases – atletas que sustentam o movimento, apoio para o Flyer. Médio – de porte intermediário, exerce as duas funções acima em figuras de transição ou movimentos em dupla. Um Médio também sustenta o Base em um movimento em trio.

Volteio artistico: Cavaleiro 'voador’, o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope
Série livre por equipes

Olimpíadas e Jogos Equestres Mundiais

O Volteio, que junto com a Atrelagem e o Enduro, são esportes hípicos olímpicos, só esteve presente em Olimpíadas em 1920 na Bélgica. Por outro lado, todas essas modalidades – Salto, CCE, Adestramento, Enduro, Volteio, Atrelagem e Rédeas – integram o quadro dos Jogos Equestres Mundiais.

Aliás, os Jogos Equestres Mundiais são as Olimpíadas dos esportes esquestres, do mesmo modo, realizados de quatro em quatro anos. Com participantes do mundo inteiro, incluindo o Brasil, realiza provas de alto nível em todas as disciplinas equestres. Além disso, também de quatro em quatro anos, acontecem os Campeonatos Mundiais de Volteio. E anualmente o Campeonato Europeu.

A melhor colocação de uma equipe brasileira de Volteio em Jogos Equestres Mundiais foi em 2010, no Kentucky, Estados Unidos, sexta colocação. Nesta edição dos Jogos, o Brasil mostrou um volteio consistente e recebeu diversos elogios. Este foi o último resultado de expressão internacional pela equipe brasileira.

No individual, Flávia Themudo Guida obteve a melhor colocação por parte das mulheres, terminando em 14° lugar em Jerez de La Frontera em 2002. No masculino, Nicolas Martinez obteve a 11ª colocação no campeonato mundial de 2008.

Fonte: CBH, Revista Globo Rural, Wikipedia
Crédito das fotos: Divulgação/FEI

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Hipismo

Como surgiu o Hipismo?

A ligação entre homem e cavalo é milenar; o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C

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O Hipismo como esporte surgiu com o hábito da caça na Inglaterra. Antes de mais nada, é a  única prática olímpica – e equestre de modo geral – em que mulheres e homens competem entre si em igualdade de regras e condição técnica.

No entanto, a amizade entre o homem e o cavalo remonta aos princípios da civilização. Antes de servir para esporte, usavam os cavalos como meio de locomoção. Eram eles que conduziam os soldados nas guerras. Até por isso também tornou-se um elemento ligado à vida militar.

Sabe-se ainda que o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C. Elaborado por Kikkuli, hábil adestrador e professor de equitação do antigo reino de Mitanni, localizado em uma região que hoje abriga parte das terras de Turquia, Síria e Iraque.

Através dos séculos e em diferentes regiões, em dado momento, os cavalos ganharam posição de destaque nas Olimpíadas da Grécia Antiga. Há relatos de que a famosa corrida de bigas, impulsionadas por quatro cavalos, foi incluída na edição das olimpíadas de 648 a.C.

Por outro lado, era costume de nobres europeus, especialmente ingleses, de praticarem a caça à raposa. Nessa atividade, os cavalos saltavam troncos, riachos, pequenos barrancos e outros obstáculos que os caçadores encontravam pelas florestas. A arte de saltar com cavalos em competições, então, tem sua origem no Século 19.

Portanto, houve um desenvolvimento dessa atividade até chegarmos ao Século 20, com a criação das primeiras pistas com obstáculos exclusivamente para a prática de saltos.

Kikkuli – Foto: Wikipedia

O começo

Em 1868, a Real Sociedade de Dublin em Bell’s Bridge promoveu uma prova de salto em altura e outra de salto em distância. O objetivo era o de testar a capacidade dos cavalos de caça. Alguns anos depois, em 1881, a mesma Real Sociedade de Dublin voltou a inovar.

Desenvolveu o que serviria de molde para as competições atuais. Criaram uma pista com quatro obstáculos. Dois deles eram fixos, um se apresentava como uma parede de pedra e o outro consistia em uma espécie de tanque d’água escavado no solo.

No início do século 20, então, o italiano Federico Caprilli revolucionou a técnica de saltos com cavalos ao desenvolver um refinado método que até hoje adota-se. Segundo sua teoria, o cavalo corre melhor quanto tem liberdade de movimentos e, principalmente, se conseguir estender o pescoço.

Assim, Caprilli criou uma técnica para que o animal não sofresse com o puxar das rédeas, permitindo que o cavaleiro pudesse saltar sentado, sem precisar inclinar-se para trás. A técnica foi batizada de ‘assento adiantado’ e, por conta dela, Caprilli é considerado o pai da equitação moderna.

Hipismo: o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C; assim nasceu
Federico Caprilli – Foto: Memin.com

Hipismo como esporte olímpico

Como esporte olímpico, disputou-se pela primeira vez uma prova de Hipismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, em Paris, com provas de saltos. A modalidade só retornou às Olimpíadas em 1912, em Estocolmo, já com Salto, CCE e Adestramento – individual e por equipe. Depois disso, apareceu em todas as edições. Portanto, ausente apenas em St. Louis 1904 e Londres 1908.

Até os Jogos Olímpicos de 1952, na Finlândia, apenas competidores homens tinham permissão para competir. A partir de então tornou-se aberto para ambos os sexos. Outra mudança foi a possibilidade da participação de civis, já que antes apenas militares podiam competir.

Assim, os integrantes da equipe podem ser de ambos os sexos, sem limite mínimo no número de competidores de um determinado sexo, cabendo a cada federação nacional a escolha da equipe. Além disso, o Hipismo é um dos dois únicos esportes olímpicos envolvendo animais, o outro é o Pentatlo Moderno.

O Volteio, que junto com a Atrelagem e o Enduro, são esportes hípicos, só esteve presente em Olimpíadas em 1920. Por outro lado, todas essas modalidades – Salto, CCE, Adestramento, Enduro, Volteio, Atrelagem – integram o quadro dos Jogos Equestres Mundiais, que inclui ainda a Rédeas.

Jogos Olímpicos de Verão de 1900 – Foto: Wikipedia

Hipismo no Brasil

Não demorou para o Hipismo ganhasse o mundo. Por aqui, em terras brasileiras, o começo também foi através dos militares. Após a Guerra da Tríplice Aliança D. Pedro II trouxe de Portugal o Capitão Luiz de Jácome. Acima de tudo, ele tinha a missão de estabelecer as bases para a criação das coudelarias do Exército.

Sua ação fez-se sentir no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, estimulando a equitação nos quartéis e nos clubes civis. Logo após a proclamação da república, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Presidente do Brasil, enviou oficiais à Escola de Cavalaria de Hanover. Com isso, difundiam-se pelo Brasil duas doutrinas, a Francesa e a Alemã.

Os registros históricos dizem, sobretudo, que primeira competição hípica no Brasil foi o Torneio de Cavalaria, realizado em abril de 1641 em Maurícea, onde hoje está Recife/PE. Iniciativa do príncipe holandês João Mauricio de Nassau, único governante geral de colônia não português.

Participaram da prova dois grupos de cavaleiros: de um lado, holandeses, franceses, alemães e ingleses; e do outro, portugueses e brasileiros. O segundo grupo venceu a disputa. Cavalgadas e torneios esportivos como corridas e simulações de combate se tornaram comum no eixo Rio – São Paulo nos séculos 18 e 19. No Brasil foram os nobres que também deram o ‘ponta pé’ para que o Hipismo de desenvolvesse.

Oficialmente, então, as competições começaram em 6 de março de 1847, com Clube de Corridas, que teve como primeiro presidente Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Em São Paulo, por volta de 1930, a marquesa de Santos foi outra personalidade que incentivou as competições hípicas no campo do bairro da Luz.

Hipismo: o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C; assim nasceu
Baloubet du Rouet e Rodrigo Pessoa – Foto: FEI

Criação da CBH e medalhas

Com o crescimento do investimento das pessoas no esporte, fez-se necessária a criação de um órgão regulador. Assim, a primeira iniciativa para a formação de uma entidade máxima do Hipismo no País aconteceu em 1935 com a homologação da Federação Brasileira de Hipismo junto à Federação Equestre Internacional (FEI).

À época, a lei determinava a formação de federações estaduais para todos os esportes, com três clubes, no mínimo. Alcançado este objetivo, portanto, – criação de federações – nasceu a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) em 19 de dezembro de 1941, no Rio de Janeiro. O general Valentim Benício da Silva foi o primeiro presidente da entidade.

Órgão máximo do Hipismo nacional, a CBH é responsável pela regulamentação, coordenação, promoção e fomento de oito dos esportes hípicos praticados no País: Adestramento, Atrelagem, Concurso Completo de Equitação, Enduro, Equitação Especial (Paraequestre), Rédeas, Volteio e Salto.

Em Olimpíadas, o Brasil possui apenas três medalhas no Salto. Um ouro individual com Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet, em Atenas 2004; e dois bronzes por equipe, em Atlanta 2008 e Sidney 2000. Luiz Felipe de Azevedo, Álvaro Miranda Neto ‘Doda’, André Johannpeter e Rodrigo Pessoa fizeram parte das duas conquistas.

Fonte: Rede do Esporte, Café Paddock, CBH, Portal São Francisco, Wikipedia
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Horsenetwork

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Hipismo

Brasileiros do Salto emplacam bons resultados nos Estados Unidos

Competidores estão na Flórida para esse início de temporada na modalidade; no CCE, Nilson da Silva registrou mais um índice olímpico com Rock Phantom

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A tarde de sábado, 27 de março, foi especial para os competidores brasileiros do Salto que estão nos Estados Unidos nesse início de temporada. O Brasil esteve em pista no GP5* Rolex, a 1.60m, na arena de grama Global International.

A disputa na Equestrian Village foi o ponto alto do final de semana no Winter Equestrian Festival 2021. Aliás, o destaque de todo o evento desde seu início em janeiro, já que pagou a maior premiação, US$ 500 mil, entre todos as demais provas nas outras semanas.

A saber, um dos eventos de Salto mais importantes do calendário da modalidade, que chegou sua penúltima de 12 semanas de competição. Nomes de destaque da modalidade seguem até esse domingo (4) em Wellington, na Flórida.

Antes de mais nada, o GP5* Rolex teve armação de pista do course-designer olímpico, o brasileiro Guilherme Jorge. Dentre os 44 conjuntos da prova, oito habilitaram-se ao desempate. A melhor colocação para o Brasil foi de Yuri Mansur (foto) montando Vitiki. Com dois derrubes em 38s35, a dupla fechou na oitava colocação.

Dois dias antes, no WEF Challenge Cup, Yuri foi décimo colocado com Ibelle Ask, 4 pontos perdidos no desempate em 41s91. Outros dois brasileiros do Salto também tiveram atuação muito boa na primeira passagem desse GP. Rodrigo Pessoa e Carlito´s Way fecharam com apenas um derrube (4 p.p.), enquanto Rodrigo Lambre e Catover registram apenas uma falta (4p.p.) e 1 ponto por excesso tempo.

Os três brasileiros garantiram índice olímpico e estão entre os candidatos ao Time Brasil de Salto nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A definição da equipe se dará na Europa – que no momento está com suas competições internacionais suspensas até 11 de abril devido a um surto de herpes vírus equino.

Eduardo – Foto: Cedida/CBH

Hits Ocala Winter Circuit

Em outra parte da Flórida, Ocala, pelo 39° Hits Ocala Winter Circuit, sexta-feira (26) produtiva para Eduardo Menezes. Com Calypso des Matis, foi sexto colocado em GP com US$ 25 mil de premiação. Um dia antes, quinta-feira (25), Eduardo e Calypso de Matis ficaram no Top 5: segundo posto do Prêmio Hits Open, dotado em US$ 10 mil.

Do mesmo modo, o evento contou com 12 semanas de duração e encerrou a edição 2021 no domingo (28) com GP Great American, a 1,60m, US$ 1 milhão em prêmios. Mais um vice para Eduardo Menezes na prova mais importante da rodada. Dessa vez com H5 Chaganus foi um dos três a zerar o percurso na primeira volta, de 60 conjuntos que largaram.

Com oito habilitados ao desempate, entrando na pista em sexto, Eduardo e H5 Chaganus fizeram um desempate perfeito em 35s7, garantindo não só o segundo lugar como também a fatia de US$ 200 mil da premiação. A dupla, entre outros feitos, integrou o Time Brasil medalha de ouro no Pan Lima 2019. 

Satisfeito com seus resultados, Eduardo, 40, que monta H5 Chaganus desde o final de 2018, ficou feliz com sua participação nesse evento. Ele vinha de várias semanas de boas disputas e algumas classificações positivas no WEF em Wellington. Ademais, o cavalo já teve sob sua sela Rodrigo Pessoa e Yuri Mansur, então proprietário. E está com Eduardo desde que foi vendido para a H5 Stables.

Os competidores brasileiros do Salto que participam das provas nos Estados Unidos ainda terão o encerramento do WEF essa semana e mais três semanas no próprio Palm Beach International Equestrian, um Nacional e dois Internacionais 3*. Como dito a cima, a reta final de preparação para as Olimpíadas será na Europa, para onde todos devem rumar em seguida.

Competidores brasileiros do Salto estão na Flórida para esse início de temporada na modalidade; no CCE, mais um índice para Nilson da Silva
Nilson – Foto: Cedida/CBH

Brasil com mais um índice no CCE

Dando sequencia em sua busca por uma vaga no Time Brasil de Concurso Completo de Equitação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o cavaleiro brasileiro Nilson Moreira da Silva voltou a registrar índice olímpico com Rock Phanton.

Eles competiram no Internacional 4* curto – CCI4*S – no Aiken Horse Park, Carolina do Sul, Estados Unidos, nos dias 26 e 27 de março. Nilson e Rock Phantom registraram -30,80 pontos no Adestramento, duas faltas no Salto e percurso zerado no Cross e 5,20 pontos por ultrapassar a faixa de tempo fechando com 44 pontos perdidos na 12ª colocação.

Nilson, cavaleiro que integrou o Time Brasil no Mundial 2018 e foi reserva na Rio 2016, e Rock Phantom também registraram índice olímpico em 14 de março, no CCI4* Curto Red Hills International na Flórida. Anteriormente, em 15 de novembro do ano passado, já tinham índice no Internacional CCI4* Longo, em Tryon, Carolina do Norte.

Ele apresentou quatro cavalos nesse evento, dois na série 4* e mais dois na série 2*. “Estou satisfeito com o desempenho dos meus cavalos e, acima de tudo, animado para seguir o calendário. Se Deus quiser serei convocado representar o Brasil nas Olimpíadas. Mantendo um trabalho duro, evoluo para representar o Brasil da melhor forma possível. Agradeço a CBH e a todos que torcem por mim”, comenta o cavaleiro.

Além de Nilson, estão na briga Rafael Losano, Marcio Appel, Marcelo Tosi, Carlos Parro e Ruy Fonseca Filho.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Nuno Vicente

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Hipismo

Nilson da Silva mira Olimpíadas de Tóquio no CCE

Atleta garantiu novo índice e segue firme em busca da vaga no Time Brasil para a disputa dos Jogos Olímpicos; confira também os resultados dos brasileiros do Salto nos Estados Unidos e no México

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O cavaleiro brasileiro Nilson Moreira da Silva garantiu mais um importante resultado em busca de uma vaga no Time Brasil no Concurso Completo de Equitação para Tóquio 2021. A saber, o CCE é considerado um triatlo equestre, reunindo as modalidades adestramento, cross-country e salto.

O novo índice veio durante o Red Hills International, na Flórida. Nilson da Silva voltou a marcar bem com Rock Phantom (foto). Ademais, vale lembrar que ele integrou o Time Brasil no Mundial 2018 e foi reserva na Rio 2016.

Os candidatos a uma vaga de Concurso Completo para os Jogos Olímpicos desse ano têm entre 1° de janeiro de 2019 e 21 junho de 2021 para registrar os índices técnicos. Desde que seja em um CCI 5*-Longo ou em CCI 4*-Longo mais um CCI4* Curto.

O mínimo de nota para obter o índice é: 55% no adestramento, zerar ou 11 pontos nos obstáculos e não mais que 75 segundos de excesso tempo (100 segundos em CCI5*L) no cross e no salto não mais que 16 pontos perdidos.

Nilson da Silva já tinha uma qualificação técnica com Rock Phantom em 15/11/2020. Na oportunidade, competiram no Concurso Completo Internacional CCI4* Longo, em Tryon, na Carolina do Norte.

Nessa prova mais recente, um curto quatro estrelas em Red Hills, Nilson e Rock Phantom, registraram apenas 31,3 pontos perdidos (pp) no adestramento, 12 pp no salto e zero pontos no cross country. Assim, fechando a prova em 13º lugar.

Outros índices

O cavaleiro tem índice também em outro cavalo, Magnum’s Martini. Também no  CCI4* Curto em Red Hills fez 41,4 pp no adestramento, zero pp no salto e novamente zero no cross country. Conjunto garantiu, portanto, a 11ª colocação. Em outras palavras, com Magnum’s Martini, Nilson ainda precisa confirmar o índice um Internacional 4* ou 5* Longo. Mesma condição de sua outra montaria, Cash.

“O Rock Phantom é um cavalo relativamente novo para o Concurso Completo. Tem muita qualidade e temos tido excelentes resultados. Ele é o cavalo que pretendo levar nas Olimpíadas se tudo der certo e eu for convocado. Com o Magnum’s estive no Mundial de 2018. Ele é um pouco difícil no adestramento, mas também tem evoluído bastante. Meu terceiro cavalo é o Cash, que já tem um índice e é um cavalo muito bom que tenho usado bastante para me ajudar”, conta Nilson.

Até o momento, Rafael Losano, em atividade na Inglaterra, Nilson da Silva nos EUA e Marcio Appel estão tecnicamente qualificados para os Jogos. Marcelo Tosi, atualmente morando no Brasil, Carlos Parro e Ruy Fonseca Filho já garantiram pelo menos um índice.

Nilson da Silva garantiu novo índice no Concurso Completo e vem firme em busca da vaga no Time Brasil para a disputa dos Jogos Olímpico!!
Eduardo Menezes e H5 Elvaro – Foto: Divulgação/Sportfot

Brasileiros do Salto no exterior

Os cavaleiros brasileiros continuam na disputa do prestigiado Winter Equestrian Festival, na Flórida. A 10ª de 12 semanas aconteceu de 17 a 21 de março, no Palm Beach International Equestrian Center, em Wellington. Entre os destaques, Eduardo Menezes mantém regularidade com importantes classificações.

Na quinta-feira (18), Eduardo montando Calypso de Matis foi quarto colocado na prova International 3*, 1.45m, sem faltas, em 60s90. No dia seguinte, sexta (19), com H5 Elvaro foi destaque no desafio semanal WEF Challenge 3*. Segundo melhor tempo do desempate, 38s932, mas com duas faltas encerrou a prova em quinto lugar. Vale destacar, sobretudo, que eram 93 conjuntos na disputa e somente nove foram à decisão.

Já no México, destaque para Rodrigo Lambre. Montando Bakogan de St Jean honrou o Brasil com vitória na prova de velocidade, a 1.40m, no Internacional 4* Balvanera. A dupla bateu os demais 34 conjuntos com percurso limpo, em 62s70.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/CBH

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Hipismo

Eduardo Menezes é vice em prova 5* no Winter Equestrian Festival

A sétima semana de um dos maiores eventos de Salto do mundo contou com bons resultados dos brasileiros; veja também: Nelson Pessoa integra novo Conselho Técnico da CBH e Taça Bahia Circuito N/NE

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Concursos Internacionais 5* e 2* agitaram a sétima semana – de 14 – do Winter Equestrian Festival 2021. Realizado no Palm Beach Internacional Equestrian, em Wellington, na Flórida, é uma das maiores competições de Salto do mundo. O melhor resultado da rodada para o Brasil foi do medalhista pan-americano Eduardo Menezes. Garantiu o vice na prova 5*, a 1.50m na quinta-feira (25) com H5 Elvaro.

O brasileiro conquistou, então, percurso limpo no desempate em 40s129. Ademais, a disputa contou com 55 conjuntos, dez no desempate e US$ 73 mil em prêmios. Um dia antes, na principal competição da quarta-feira (24), prova FEI5* a 1.45m, Eduardo Menezes e H5 Elvaro (foto) ficaram em sexto lugar. Outro duplo zero, em 30s50. Nessa mesma prova, Yuri Mansur foi quarto com Ibelle Ask, sem faltas em 30s42. Dos 49 conjuntos, 12 habilitaram-se ao desempate.

Rodrigo Lambre também ‘beliscou’ o seu nessa rodada do Winter Equestrian Festival, com J’Adore Van Het Klinkhof. Na série 2*, a 1,45 na sexta-feira (26), foi nono lugar com uma falta no desempate em 38s17. A rodada contou ainda com as participações de Luiz Francisco de Azevedo, Fabio Leivas e Camila Benedicto.

A equipe técnica do Time Brasil de Salto chegou a Wellington semana passada. Ao lado do técnico Philippe Guerdat, Pedro Paulo Lacerda, chefe de equipe, e Rogério Saito, veterinário. Como de praxe, eles acompanham de perto a preparação dos conjuntos candidatos a uma vaga para as Olimpíadas Tóquio.

A CBH divulgará em breve os critérios de qualificação para formação das equipes do Brasil em Jogos Olímpicos, Jogos Equestres Mundiais, Pan-americano e Copas das Nações. 

Eduardo Menezes é vice em prova 5* no Winter Equestrian Festival
Neco Pessoa – Foto: Arquivo Pessoal

A Confederação Brasileira de Hipismo instituiu um Conselho Técnico para a gestão 2021 a 2024. De tal forma que convidou Nelson Pessoa Filho, mais conhecido como Neco, para integrar a equipe como consultor. Sem dúvida, um dos ícones máximos na história do hipismo mundial como cavaleiro e treinador.

Neco reside na Bélgica e se colocou totalmente à disposição da CBH. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 1935, onde iniciou sólida e bem sucedida carreira. Em 1961 se mudou para Europa. Disputou cinco Olimpíadas em 1956, 1964, 1968, 1972 e 1992. Foi campeão europeu, quatro vezes campeão brasileiro, sete vezes campeão (recorde de vitórias) do Derby de Hamburgo, entre outros. Atualmente com 85 anos, Neco segue trabalhando como treinador e preparador de cavaleiros e equipes de alto nível.

Por outro lado, a diretoria da gestão 2021/2024 também já definiu boa parte do quadro de diretores. Na modalidade Salto, Pedro Paulo Lacerda e Phillippe Guerdat, respectivamente, como diretor e técnico. Os dois lideraram, sobretudo, a conquista do hexacampeonato do Time Brasil no Pan de Lima 2019. Enquanto o cavaleiro top de Minas Gerais Rodrigo Sarmento assumiu a diretoria técnica da entidade.

A sétima semana do Winter Equestrian Festival contou com bons resultados dos brasileiros; Nelson Pessoa integra novo Conselho Técnico da CBH
Andrea com KCL Estoril JL Sítio Chuín – Foto: Divulgação/Giovàny Gomes

Taça Bahia – 1ª Etapa do Circuito N/NE

A 1ª Etapa do Circuito N/NE aconteceu no Centro Hípico Estoril JL Sítio Chuin, em Camaçari/BA. As provas do primeiro dia (26) acorreram normalmente, contudo canceladas no sábado (27) em respeito às restrições do Estado para contenção da pandemia da Covid-19. 

Na Taça Bahia – aberta aos 50% melhores conjuntos ou zerados da prova a 1.30m e 1.20m e dois convidados dessas mesmas provas – três amazonas baianas dominaram o pódio. Fazendo jus a sua boa forma Andrea Guzzo Muniz Ferreira levou KCL Estoril JL Sítio Chuín à vitória com percurso limpo, 47s87. A saber, a amazona top baiana foi a seu Estado, mas atualmente reside e treina em São Paulo.

O vice-campeonato ficou com a amazona da casa e anftriã Lívia Mendonça Neves. Ela apresentou Miss Potter Estoril JL Sítio Chuin, sem faltas, 51s08. Em terceiro lugar chegou Aida Nunes Hupsel montando Horse Society Galena. Conjunto também cruzou a linha de chegada sem faltas, em 52s26.

Fonte: Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Sportfot

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Hipismo

Rodolpho Riskalla obtém vitória em prova de Paradressege no Catar

Atleta é forte candidato a medalha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2021

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Não é de hoje que Rodolpho Riskalla – dono de medalhas de prata no Mundial 2018 na modalidade Paraequestre – vence no Internacional Al Shaqab, em Doha. De fato, nos últimos três anos o atleta brasileiro coleciona nove vitórias no Catar. Venceu, portanto, as três provas que disputou nessa competição em 2019, 2020 e 2021.

O cavaleiro brasileiro Rodolpho Riskalla, qualificado para a Paralimpíada de Tóquio, retornou então com força total ao picadeiro. Participou do Concurso Internacional CPEDI3* Shaqab. Com Don Henrico, um de seus principais cavalos, venceu a prova Grau IV, na abertura do evento, quinta-feira (25) com expressivos 76,468% de aproveitamento. 

“Fiquei super contente com minha prova. O Don Henrico está muito bem e competir em meio a essa situação da Covid-19, em que muitas provas são canceladas, é muito importante na preparação para os Jogos Olímpicos”, destaca Rodolpho.

Para completa os 100% de aproveitamento, o brasileiro venceu novamente na sexta-feira (26), repetindo o feito no sábado (27). Contudo, nessa última, registrou nada menos 81.075% de Freestyle Grau IV.

“Essa do sábado foi a melhor reprise que já fiz com Don Henrico. Aliás, nos três dias foram os melhores percentuais que já tive com ele. Don Henrico, realmente, está em sua melhor forma. Estamos muito felizes com o resultado”, destaca o campeão que monta esse cavalo, de propriedade da ex-amazona olímpica alemã Ann Katrin Lisenhof, desde julho de 2017.

Rodolpho Riskalla é forte candidato a medalha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio; con vaga garantida, treina e participa de provas importantes

Rodolpho Riskalla

O próximo desafio é um Internacional em Macon Chaintre, França. O cavaleiro paralímpico vai levar seu outro cavalo, Don Frederic, propriedade da brasileira Tania Loeb Wald. “Agora o meu foco total é a preparação para Tóquio”, garante Rodolpho, uma das principais apostas de medalha do hipismo brasileiro nos Jogos Olímpico e Paralímpicos em Tóquio.

Aos 37 anos, Rodolpho Riskalla pratica Adestramento desde a infância. Sobretudo, aderiu ao Adestramento Paraequestre no início de 2016. Seis meses após a perda da parte inferior das duas pernas, a mão direita e dedo da mão esquerda em decorrência de uma meningite.

Menos de um ano depois, então, defendeu o país nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Em seguida, em 2018, foi o melhor brasileiro nos Jogos Equestres Mundiais 2018 nos Estados Unidos, duas pratas. O cavaleiro mudou para Alemanha recentemente, depois de dez anos na França.

A divisão das disputas no Adestramento Paraquestre apresentam os graus I,II,III,IV e V, graus de dificuldade crescentes, portanto, de acordo com classificação funcional da deficiência do atleta. Além de Rodolpho, o cavaleiro Sergio Oliva, residente no Brasil, também tem vaga para Jogos Paralímpicos desse ano.

Colaboração: Assessoria CBH
Crédito das fotos: Divulgação/In2strides

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Hipismo

Copa Santo Amaro de Salto bate recorde de participações

Cesar Almeida fatura o mini-GP e Pedro Tavora é campeão do GP em prova no Clube Hípico de Santo Amaro

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A primeira etapa da Copa Santo Amaro de Salto 2021 bateu recordes. Maior ranking interclubes do país registrou, portanto, a participação de mais de 1,1 mil inscrições. As provas na capital paulista, no Clube Hípico de Santo Amaro, incluíram atletas de todas as idades e níveis. Ademais, o Hipismo vem crescendo durante a pandemia.

Em 2021, a Copa Santo Amaro abriu sua 25ª edição entre 18 e 21 de fevereiro. No sábado (20), o ponto alto foi o mini-GP, a 1.35. Dos 44 conjuntos, 13 zeraram a primeira passagem e 12 foram ao desempate. Nada menos que nove voltaram a zerar e a vitória ficou para Cesar Almeida.

O cavaleiro campeão pan-americano forma com Ulena Império Egípcio uma das duplas mais velozes em atividade no país. A dupla, então, garantiu o título com boa margem, em 36s90.

Enquanto no domingo (21), o GP, a 1.40/1.45m, fechou a primeira etapa da Copa Santo Amaro de Salto. Com participação de 19 conjuntos, três foram ao desempate no percurso idealizado pelo course-designer internacional Gabriel Malfatti. Sagrou-se vencedor o top da casa Pedro Távora de Matos.

Cesar Almeida fatura o mini-GP e Pedro Tavora é campeão do GP em prova da Copa Santo Amaro de Salto no CHSA em São Paulo/SP
Cesar Almeida – Foto: Duilio Andrade

Apresentando Veruska Vila Fal, único conjunto a garantir duplo zero em 47s51. Por outro lado, entre os iniciantes, a geração futuro brilhou nas provas vara no chão, 0.40m, 0.60m, 0.80m e 0.90m. Participantes da casa e de escolas de equitação de toda a região metropolitana e Estado.

Nada menos que 38 pequenos grandes cavaleiros e amazonas emocionaram a seus familiares, instrutores e amigos na prova de vara no chão. Nela, as crianças aprendem a realizar a sequencia de um percurso e podem ou não contar com ajuda na condução.

Hipismo em crescimento

A outra boa nova implantada pela diretoria do CHSA foi a realização das Copas Paládio (1m), Cobre (1.10m), Bronze (1.20m) e Prata (1.30m). Classificação para as jovens talentos nas séries mini-mirim, pré-mirim, mirim, pré-junior, junior. Bem como para jovens cavaleiros amadores e masters (amadores acima de 40 anos).

Lembrando sempre que o Hipismo é o único esporte olímpico em que homens e mulheres competem em condições de igualdade. Ainda com diferencial da idade não ser um fator limitante. E, sem dúvida, por ser praticado individualmente e normalmente ao ar livre, o Hipismo cresce na pandemia. Haja vista a grande procura por matrículas em Escolas de Equitação da capital.

A Copa Santo Amaro conta com dez etapas e a próxima acontece de 11 a 14 de março. Fique por dentro: @chsa_oficial.

Colaboração: Assessoria de Imprensa
Foto de chamada: Pedro Távora de Matos/Crédito: Luis Ruas

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Hipismo

Doda Miranda abre o DTC Tour 2021, seu campeonato de Salto

Com o carnaval suspenso em todo o país, as provas de abertura do DTC Tour 2021 aconteceram de 17 a 21 de fevereiro

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A primeira etapa do DTC Tour 2021 aconteceu de 17 a 21 de fevereiro, no Doda Training Center, em Itatiba/SP. Em seu ano de estreia, o foco do campeonato, idealizado pelo cavaleiro Olímpico Doda Miranda (foto), foi a premiação. De fato, algo que se mantém ainda para essa temporada. Serão oito etapas até dezembro, quando realizará a final.

Em ano olímpico, ‘a largada’ do DTC Tour 2021 contou com a participação de alguns cavaleiros brasileiros que pretendem participar das seletivas de Salto para os Jogos de Tóquio. Provas no exterior que definirão a equipe olímpica da modalidade com quatro integrantes. Entre esses candidatos, Stephan Barcha e próprio Doda Miranda, que representaram o país nos últimos Jogos do Rio, em 2016.

“A minha meta é de tentar integrar a equipe do nosso país, pela sétima vez consecutiva, em uma Olimpíada. Exatamente por isso e, principalmente, para oferecer um melhor treinamento para outros cavaleiros adiantamos a disputa deste ano do DTC Tour 2021”, explica Doda.

“Aproveitamos o feriado, sem folia, para fazer justamente a primeira etapa nesta semana”. Ele ainda reforça: “não me lembro, mas acredito que, no Brasil, nunca houve um concurso de nível tão elevado começando justamente na quarta-feira, após o período de carnaval”.

Com o carnaval suspenso em todo o país, as provas de abertura do DTC Tour 2021 aconteceram de 17 a 21 de fevereiro, no Doda Training Center
Bruno Pessanha e Transwall Cerise de Muze

DTC Grand Prix

O DTC Grand Prix encerrou, domingo (21) à noite, a primeira etapa do DTC Tour 2021. Foi a última e principal prova do evento. Guardando segredo e informando apenas à direção, o experiente cavaleiro Bruno Chaves Pessanha já tinha decidido aposentar a sua égua Transwall Cerise de Muze, de 19 anos. Assim, no final do Grande Prêmio, faria uma homenagem especial para ela não importando o resultado na competição.

Contudo, Pessanha conseguiu encerrar a carreira de Transwall em grande estilo. A dupla venceu o GP e ainda foi o único conjunto com duplo zero, sem perder pontos por excesso de tempo. Por serem os melhores da classificatória com 30 participantes, foram os últimos a entrar no desempate entre 12 conjuntos.

José Reynoso Fernandez Filho e Asrael W zeraram no desempate, mas tinham 4 pontos perdidos da primeira volta. Enquanto Luciana de Almeida Camargo, com Chamboard JMen, liderava com 1 ponto perdido por excesso de tempo na primeira passagem. Pressão para Pessanha e Transwall, que não podiam errar. E deu tudo certo! Ao desmontar, fez sua homenagem mais do que merecida para sua parceira no centro da pista.

A premiação dessa categoria foi R$ 80 mil divididos entre os finalistas. Pessanha em primeiro lugar, com Luciana em segundo e Reynoso em terceiro. Artemus de Almeida e André Xavier Nascimento completaram o pódio, quarto e quinto lugares.

Com o carnaval suspenso em todo o país, as provas de abertura do DTC Tour 2021 aconteceram de 17 a 21 de fevereiro, no Doda Training Center
Artemus de Almeida e Limerick JMen

DTC Challenge Cup

O experiente Artemus de Almeida venceu o DTC Challenge Cup por apenas seis centésimos de segundo de vantagem na pista no sábado (20). Na principal prova do dia, o cavaleiro levou Limerick JMen ao desempate. Foram o penúltimo dos 13 conjuntos, não cometeram faltas e venceram com o tempo de 35s14, seis centésimos de segundo mais rápido que Juliano Loureiro Carlos. Um dos mais velozes cavaleiros da nova geração, marcou 35s20 em conjunto com WS Kandanora Z.

Em terceiro lugar ficou a também experiente amazona Luciana Camargo, mais um pódio, com Tindara JMen. Em seguida, André Nascimento Xavier, com Mircana des Flandres; Carolina Souza Chade, com Flying High das Umburanas; e de novo André Nascimento, com Jam Barcelona. Nessa ordem, do quarto ao sexto lugares. O DTC Challenge Cup teve um total de 58 conjuntos inscritos.

A próxima etapa está marcada para 18 a 21 de março. Resultados completos, clique aqui.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Crédito das fotos: Divulgação/Felippe Saad

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Hipismo

Campeonato de Salto em Brasília movimenta modalidade

O Torneio de Verão da Federação Hípica de Brasília contou com duas etapas

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O Centro Hípico Lago Sul recebeu os cavaleiros e amazonas para a 2ª etapa do Torneio de Verão 2021 da Federação Hípica de Brasília. O Campeonato de Salto teve como objetivo incentivar e fomentar o esporte, bem como desenvolver a base.

De acordo com o presidente FHBr, o Campeonato de Salto nesse começo do ano teve ainda a missão de fazer provas interessantes para os Amadores e Jovens Cavaleiros. “O Torneio de Verão foi mais uma ação buscando esse objetivo e foi um sucesso!”, comenta Almir Lustosa Vieira.

A principio, a FHBr não realizaria provas nesse período do ano. “A novidade foi que buscamos reiniciar as provas mais cedo, já que no ano passado o calendário hípico ficou muito tempo paralisado pela pandemia da Covid-19”, complementa Vieira.

Destaques

Entre os dias 13 e 14 de fevereiro, o encerramento do torneio foi com a principal prova do final de semana. Assim, a Copa Ouro, disputada a 1.30m, contou com premiação de R$ 15 mil aos seis primeiros colocados. Com precisão e técnica, Luiz Felipe Pimenta Alves (foto) garantiu primeiro, segundo e terceiro lugares.

Campeão com LM Holanda, 37s64; vice com Phoenix SH, em 38s98; e bronze com HFB Kentucky, tempo de 39s80. Em quarto lugar João Victor Silveira, com e SL Bombástico III (40s31), cavaleiro que também levou o quinto lugar. Em dupla com Barney fechou a prova em 30s45. Por fim, Geovanne Vargas e Bier do Bosque completaram o pódio na sexta colocação, 40s07.

A Copa Prata, R$10 mil de premiação em espécie para os seis primeiros colocados, teve sua decisão no desempate. Ficou com o título o jovem Vinícius Paulino, que classificou suas três montarias para a decisão. Com New Prince zerou o percurso em apenas 29s50.

Mesmo com o término do Torneio de Verão, o calendário segue em Brasília. A próxima etapa do Ranking FHBr de Salto 2021 acontece dias 6 e 7 de março, no Brasília Country Club.

Colaboração: Assessoria FHBr
Crédito das fotos: Edson Júnior / TM Foto e Vídeo

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Hipismo

Técnico da seleção brasileira de vôlei, José Roberto Guimarães fala da sua paixão por cavalos

Aos 66 anos, o tricampeão olímpico como treinador de vôlei participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado

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Quem viu José Roberto Guimarães saltando um cavalo na Sociedade Hípica Paulista ano passado e não entendeu nada, calma. O tricampeão olímpico como treinador vôlei não caiu de paraquedas nesse meio. Nascido no interior de São Paulo, na cidade de Quintana, sempre foi um apaixonado por cavalos.

O ídolo do esporte, aliás, já foi criador de animais e proprietário de animais das raças Mangalarga e Lusitano. Hoje, seu foco é o Hipismo. Inclusive, aproveitou a pandemia para se dedicar ao Salto e fez sua primeira prova em setembro durante o Brasileiro de Masters 2020 da Sociedade Hípica Paulista. Sagrou-se reservado campeão da Master B, sem faltas nos obstáculos, com somente dois pontos perdidos por excesso de tempo.

Mesmo com algumas experiências prévias, essa foi a primeira competição oficial no Hipismo de José Roberto Guimarães. Em entrevista ao Instagram da SHP, por exemplo, ele falou que sentiu um frio na barriga enorme, já que em sua visão encarar estreia no Salto foi muito mais difícil do que uma disputar final olímpica.

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei e do São Paulo-Barueri é sócio da SHP. Ele montou nessa oportunidade o cavalo Hunter Massangana. Foi a vontade de aprimorar a técnica no Salto que o levou a ter aulas. Conversamos com ele por telefone a fim de conhecer melhor sua história com os cavalos e essa paixão que vem de infância. Confira!

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
Pódio do Campeonato Brasileiro de Masters 2020: José Roberto Guimarães vice-campeão

O começo

“O cavalo está no meu DNA. Nasci no interior de São Paulo, em uma cidade que fica 500 km da capital, chamada Quintana. Em um tempo em que o meio de locomoção local era o cavalo, como o uso de charretes, jardineiras e carros de boi. Então eu cresci nesse meio. Meu avô e meu pai tinham sítio e viviam do campo. A família toda morava no sítio e meu pai trabalhava vendendo na cidade o que produziam no sítio. Dessa forma, montar a cavalo foi algo natural para mim.

Com 4 anos de idade eu estava sempre montado. Comecei com essa idade e nunca mais parei, até hoje. Mesmo depois que meu pai casou e foi morar na cidade, a gente ficava muito no sítio. Quando eu tinha 6 anos nos mudamos para a capital. Então, eu só ia ao interior nas férias. Esperava o tempo todo por esse momento e nunca queria que acabasse.

Enquanto crescia frequentava a fazenda de familiares em Araraquara e São Carlos. Era uma paixão muito grande, passava as férias da escola montado. Até que aos 12 anos descobri o vôlei morando em Santo André (região da Grande São Paulo). Com os treinos e a escola, me afastei do meio do cavalo por um tempo”.

Primeiro cavalo

“Já adulto, trabalhava como técnico de vôlei, casado, consegui comprar meu primeiro cavalo. Era uma égua Mangalarga Paulista chamada Jandita. Preta, linda! Ela ficava no centro de hipoterapia do meu irmão mais novo, Fernando, em Jundiaí/SP. Ele também sempre teve paixão por cavalos e fez uma especialização na Áustria para trabalhar no atendimento de crianças excepcionais.

Como resultado, eu criei um pouco de Mangalarga Paulista. Até que em 1993, logo depois das Olimpíadas de Barcelona 1992 (primeira medalha de ouro como técnico), conheci mais de perto o Lusitano. Quem me aproximou da raça foi um grande amigo, Gersino Magalhães, o Tio Gê. Transitei pelo Lusitano também pelas mãos de outro grande amigo, Tony Pereira, o Tonico.

Nessa época tinha mudado meus cavalos para Santana do Parnaíba/SP, no Rancho Santo Ângelo, propriedade da família da minha esposa. Investimos na criação de Lusitano”.

Treinos de Adestramento

“Mas eu tinha o desejo de aprender a montar com técnica e fui em busca de orientação. Fazia palestras no ramo do esporte e certa vez fui falar para os funcionários da Amil. E um dos co-fundadores da empresa era o Dr. Jorge Rocha, muito ligado aos cavalos e ao Adestramento. Então pedi que me apresentassem para ele. Rapidamente nos afinizamos e ele me convidou para montar e ter aulas em sua propriedade, em Itu/SP.

Comecei a ter aulas de Adestramento com os treinadores do haras do Dr. Jorge, pessoas de renome no esporte. Logo depois fiquei sócio em um cavalo junto com meu amigo Tonico. Era Oceano do Top, que se desenvolveu rápido nas mãos dos treinadores. Em 2007, eu morava na Itália já, trabalhando como técnico, e vedemos o cavalo em um leilão”.

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
Hunter, José Roberto Guimarães e o treinador Esdra Ramos

Cavalos sempre por perto

“Quem comprou foi Paulo Sales e o Oceano do Top classificou-se para as Olimpíadas de Pequim 2008 em conjunto com Leandro Silva. Primeiro Lusitano na competição, ele ficou em 42° lugar, um feito na época para um cavalo brasileiro. Eu estava lá e ganhei minha segunda medalha de ouro (primeira do esporte coletivo feminino nos Jogos).

Mesmo com todo o cronograma com o time nas Olimpíadas, eu sempre dei um jeito de assistir ao vivo as provas de Adestramento e Salto. Aliás, onde quer que estivesse, dava um jeito de manter o cavalo por perto. Quer seja em momentos como esse dos Jogos Olímpicos, quer seja quando morava fora do Brasil a trabalho.

Nunca montei bem, mas sempre procurei ficar perto dos cavalos. Uma forma de lazer, mesmo que só tivesse tempo para ir até a baia, escovar os cavalos, passar no picadeiro, dar alguns saltos baixinhos. Meus amigos sabiam que eu gostava, então nunca ficava sem ter essa chance. Morei na Europa (Itália – 2006 a 2009), então acompanhava bastante algumas competições de Hipismo por lá. Depois quando morei na Turquia também (2010 a 2012)”.

Transição para o Salto

“A partir de 2005, voltei minhas preferências para o Salto. Comprei alguns cavalos no Leilão Agromen. Mesmo quando estava fora do Brasil, mantive a propriedade em Santana do Parnaíba, assim os cavalos ficavam alojados lá. Mas nunca pensei em competir. Sempre quis treinar, melhorar a minha técnica em equitação.

Gosto de Saltar, mas com a carreira no vôlei, nunca tive o tempo que achava necessário para me dedicar aos treinos. Talvez até por conta da minha profissão no esporte, meu foco sempre foi estar bem preparado para tudo, então a técnica era algo que eu continuava buscando quando montava os cavalos.

Nesse meio tempo montei alguns cavalos Quarto de Milha. O centro de treinamento da seleção brasileira de vôlei em Saquarema/RJ fica perto de alguns locais que alojam cavalos. Dessa forma, tinha – e tenho – sempre a oportunidade de montar quando ficamos um tempo por lá, a fim de me exercitar.

Aliás, em uma oportunidade convidei o Leonardo Feitosa para uma palestra em Saquarema para a seleção, falando sobre Doma Racional e o paralelo com o esporte. Fui com o Léo nessa época em alguns eventos de Apartação e Working Cow Horse. Também faço cavalgadas aos domingos com amigos quando estou de folga, no sentido de confraternização apenas”.

Pandemia e chance de aprimoramento

“No começo de 2020 veio a pandemia. Tivemos que suspender os jogos, o preparo para as Olimpíadas, que foram adiadas. Ficando mais em casa tive mais tempo de montar. Santana do Parnaíba é do lado de Alphaville e sempre quis conhecer a Hípica Manège Alphaville. Sempre passava em frente, mas nunca parava.

Como precisava de alguém que me orientasse nos treinos, melhorando a minha técnica, fui até lá. Conheci o Esdra Ramos Pereira, instrutor e técnico de Salto, e o Caloi. Enquanto treinava nos meus cavalos, comecei a treinar com eles, nos cavalos deles. Levei um cavalo meu lá para a Manège e à medida que evoluía montava outros.

Ia três vezes por semana nesse período até a hípica. E nos demais dias treinava em casa. Por conta da pandemia, conseguia montar todos os dias. A cada ida a Alphaville tentava aproveitar ao máximo os ensinamentos, absorver tudo de maneira positiva.

Um dia estava lá e vi Hunter (Hunter Massangana) na pista. O Esdra me viu observando e me chamou para montá-lo. Experimentei o cavalo e veio o desafio: saltar em uma prova para valer”.

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
José Roberto Guimarães e o tordilho Hunter Massangana

Estreia nas pistas de Salto

“Faltavam 15 dias para o Campeonato Brasileiro de Masters e eu nunca tinha competido na vida. Treinei e me senti bem. Mesmo faltando uma semana, montei mais duas vezes. Saltei a 90cm, na areia, e fiquei em quinto lugar no Ranking da SHP. O Brasileiro de Master seria na semana seguinte, na grama.

Fiquei inseguro, mas o Esdra me passou muita confiança, disse que eu estava pronto. Fui em frente. No reconhecimento de pista na quarta-feira saltei com o coração na boca. Quinta-feira era a classificatória para a final de domingo. Na distensão (aquecimento) eu estourei a virilha muito feio no último salto e era o primeiro a entrar em pista. A dor estava forte, mas não desisti.

Fui com dor mesmo, confiando no cavalo, e fiz pista limpa. Logo depois da prova fui direto para fisioterapia avaliar o que tinha acontecido. Fiz um tratamento para amenizar a dor e na sexta-feira estava de volta. Mas estourei o tempo e fui penalizado. Na final do domingo eu era de novo o primeiro a saltar, pois levava em consideração do maior tempo da classificatória para o menor.

Entrei e fiz pista limpa novamente. O Hunter foi sensacional comigo. Foram quatro percursos que fizemos nesse evento e a experiência dele contou para me equilibrar. Ainda estava lesionado, mas confiava nele 100%. Só não queria cair ou errar o percurso”.

O futuro

“Agora diminui os treinos, pois minha cabeça está nos Jogos Olímpicos desse ano. Tenho a responsabilidade e a preocupação com a preparação da equipe. Por isso não está nos meus planos competir no Salto novamente esse ano.

Contudo, continuo indo até as cocheiras, passo um tempo com meus cavalos. Monto para dar uma espairecida. O Hunter agora é de minha propriedade e está lá em casa, então eu sempre o visito. Me identifiquei muito com ele. O momento agora é das Olimpíadas, mas os cavalos continuam fazendo parte do meu dia a dia”.

O cavalo na vida de José Roberto Guimarães:

“É uma parte extremamente importante da minha vida. Um pouco do ar que eu respiro, da minha maneira de ser e de olhar o mundo. Os cavalos fazem parte da minha família, principalmente quando me identifico, é muito de sangue. Essa sensibilidade, olhar, reciprocidade, sentimento, presença, troca de energia. Me sinto pleno quando estou montando ou me exercitando com o cavalo.”

Por Luciana Omena
Colaboração: Assessoria SHP
Crédito das fotos: Divulgação/Luis Ruas

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Brasileiro de Hipismo

Exemplares BHs dominam pódio da 2ª etapa do Torneio de Verão do CHSA

Criação nacional esteve presente nas seis primeiras colocações da Copa Ouro da 2ª etapa do Torneio de Verão, além de vencer o Classic Isec

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Exemplares da raça Brasileiro de Hipismo dominaram os pódios do 2ª Etapa do Torneio de Verão no Clube Hípico de Santo Amaro (CHSA). O evento – que chegou a sua 33ª edição – foi realizado nos dias 12 e 13 de fevereiro na capital paulista.

Na sexta-feira, a Copa Ouro, a 1.35m, foi a principal disputa do Concurso de Salto Nacional 3* da 2ª Etapa do Torneio de Verão. Como resultado, o cavaleiro Raphael Machado Leite dominou o placar garantindo dobradinha nas duas primeiras colocações. Sobretudo, com duas montarias da criação nacional do Haras Império Egípcio.

Dos 32 conjuntos, 10 foram ao desempate idealizado pelo course-designer internacional Gabriel Malfatti, em que somente Raphael voltou a zerar. Montando a égua BH Billie Jean Império, de 11 anos, Raphael foi campeão sem faltas em 37s12.

Na sequência, com sua segunda montaria, o BH Thin Thin Império Egípcio, de apenas 8 anos recém completados, o cavaleiro do Haras Império Egípcio garantiu o vice. Aliás, com mais percurso sem faltas, em 39s84.

Raphael e Thin Thin do Império Egípcio em franca ascensão – Foto: Divulgação/CHSA

Mais BHs em destaque no evento

Ainda na Copa Ouro, em terceiro lugar chegou a sempre competitiva dupla Rafael Ribeiro apresentando Ludam do Liberte, uma falta, 37s18. Já a 4ª colocação ficou com Rodrigo Chaves Nunes apresentando Calvano C JMen, seguido por Luiz Guilherme Ciampi com Casilero C JMen, também com apenas um derrube, em 37s18 e 40s27.

Por fim, já o 6º posto coube a Waldir Pereira de Souza Junior, o Juninho, com Mercedes des Flandres, uma falta, 40s53. Antes de mais nada vale destacar que todos cavalos dos seis primeiros são da raça Brasileiro de Hipismo, apontando para a força e contínuo crescimento da criação nacional.

Lucio Osório e Nefertite do Arete campeões do Clássico Isec no Torneio de Verão – Foto: Divulgação/Luis Ruas

Clássico Isec

Para encerrar as disputas no CHSA, o Clássico Isec, a 1.40/1.45m, marcou o ponto alto do Concurso de Salto Nacional 3* 2ª Etapa do 33º Torneio de Verão. Dos 22 conjuntos na 1ª volta – conforme a regra – os 12 melhores entre os quais quatro sem faltas habilitaram-se para a 2ª e decisiva volta com R$ 60 mil em jogo.

Sagrou-se, portanto, campeão o top Lucio Osório, montando Nefertite do Aretê. Aliás, o BH de apenas 8 anos, foi o único a garantir duplo zero, em 39s76. O vice-campeão foi Raphael Machado Leite – campeão e vice da Copa Ouro -, com Kripton Pullmann Império Egípcio, BH de 10 anos, totalizando apenas 2 pontos perdidos, 1 em cada passagem, em 52s05.

Já o 3º posto coube a Saint Clair Gonçalves Passarinho Neto com Dardo Montana, dupla vice-campeã do Clássico do Torneio de Verão em 5/2, que fechou com um derrube na 2ª volta em 43s41.

Fonte: ABCCH
Legenda da foto em destaque: Raphael e Billie Jean Império Egípcio no galope da vitória

Crédito da foto em destaque: Divulgação/ABCCH/CHSA

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Hipismo

Sunshine Tour reúne mais de 2 mil cavalos na Espanha

Evento teve início essa semana e segue até o dia 28 de março, sendo considerado o tour de Salto mais importante da Europa

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O XXVII Sunshine Tour está reunindo mais de 2.000 cavalos e 400 cavaleiros de 40 países diferentes na Espanha. São, inclusive, sete semanas de competição no tour de Salto mais importante da Europa. O evento teve início essa semana e segue até o dia 28 de março.

Todas as competições serão realizadas a portas fechadas para evitar os riscos associados ao Covid-19. Sendo assim, sob estrito protocolo de segurança e higiene dos órgãos competentes e qualificados para autorizar o tour a prosseguir.

Portanto, os competidores e membros de suas equipes são obrigados a ter um resultado negativo no teste Covid para participar. Sobretudo, esse teste deverá ser feito no máximo 72 horas antes da chegada.

Ademais, a desinfecção de todas as áreas comuns durante o dia continuará. Sem falar que é obrigatório o uso de máscaras em todos os momentos. Bem como o álcool em gel é disponibilizado em todo o recinto. E é recomendado que seja mantida a distância de segurança.

Novidades do Sunshine Tour

O Tour também faz parte das eliminatórias para o Campeonato Europeu e Mundial e os Jogos Olímpicos. Todos esses fatos fazem do Tour uma parte importante do calendário esportivo internacional. Ademais, o tornam uma parte essencial do planejamento esportivo internacional, que respeitosamente pode seguir em frente.

Para além das medidas sanitárias impostas devido à pandemia com a competição, outra novidade deste Tour é o acréscimo de uma nova semana de competição. Resultando, portanto, num total de sete semanas de top internacional. Como resultado, serão 38 provas de ranking e mais de dois milhões de euros em prêmios em dinheiro a serem ganhos.

Sem dúvidas, o Sunshine Tour tornou-se verdadeiramente uma referência internacional no calendário de saltos. Afinal, é o maior Tour da Europa, com mais de vinte pistas de grama e areia em Dehesa Montenmedio.

Fonte: ABCCH
Crédito da foto em destaque: Divulgação/ABCCH

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Hipismo

Torneios de Verão em Brasília e São Paulo movimentam agenda do Salto

Temporada 2021 das modalidades equestres começa a esquentar pelo País; DTC Tour, do cavaleiro Doda Miranda, anuncia datas

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Dois Torneios de Verão estão agitando a agenda da modalidade Salto no País. A Sociedade Hípica de Brasília recebeu os cavaleiros para o primeiro concurso da temporada 2021. A primeira etapa do Torneio de Verão por lá aconteceu entre os dias 30 e 31 de janeiro.

O campeonato criado com o intuito de movimentar o cenário hípico contará com duas etapas. Dessa forma, o Mini GP, com obstáculos a 1.30m, foi um dos pontos fortes das disputas.

A prova contou com a participação de 31 conjuntos, dos quais sete voltaram para o desempate. Com tempo de 42.96s, Luiz Felipe Pimenta foi o grande campeão montando HFB Kentucky.

Temporada 2021 das modalidades equestres começa a esquentar pelo País; Torneios de Verão acontecem em São Paulo e Brasília essas semanas
Pódio Mini GP – TM Foto e Vídeo 

Em seguida, Gustavo Mourão e Legendary JMen, segundo colocados. Enquanto o cavaleiro Geovanne Vargas ficou com o terceiro lugar com Bier do Bosque. O Mini GP distribuiu um total de R$ 3 mil em espécie aos que se classificaram do 1º ao 6º lugar.

Com participação única no GP, Barbara Joffily e Jack Pot (foto) sagram-se os campeões do primeiro GP da temporada 2021. Clique aqui para os demais resultados.

A próxima fase do Torneio de Verão 2021 em Brasília já acontece nos dias 13 e 14 de fevereiro, no Centro Hípico Lago Sul. (Fonte: Assessoria da FHBr).

Temporada 2021 das modalidades equestres começa a esquentar pelo País; Torneios de Verão acontecem em São Paulo e Brasília essas semanas
Zé Reynoso e Andrea Muniz – Foto: Divulgação

Torneio de Verão em São Paulo

Em São Paulo, a tradicional abertura da temporada nacional no Clube Hípico de Santo Amaro chega sua 33ª edição, com provas para todos os níveis e categorias. O evento disputado em duas semanas é fechado ao público e a primeira prova já teve seu resultado. 

José Roberto Reynoso Fernandez Filho largou com vitória no esquenta para o Clássico Isec no Concurso do Salto Nacional nessa terça (2). Ao lado de Azrael W, mais premiada dupla em atividade no país, venceu a disputa a 1.40m em duas fases, sem faltas, em 29s15. Em segundo lugar chegou Andrea Guzzo Muniz e KCL JL Sítio Chuin cruzou a linha de chegada com pista limpa, 29s16.

Na primeira final importante da semana, o paranaense Sergio Rubens Abib Filho faturou o título. Venceu a Copa Ouro ontem (4), 1,35m, sem faltas nas duas passadas, em 37s97. Montando Xareu das Cataratas enfrentou os primeiros 40 adversários, enquanto somente quatro foram ao desempate idealizado pelo course-designer internacional Gabriel Malfat.

Sergio Abib com Xareu das Cataratas – Foto: Luis Ruas

Sempre competitivo, Lucio Osório, mineiro que defende São Paulo, montando MDF Quenia, garantiu o vice-campeonato mesmo com um tropeço no decorrer do percurso, pista limpa, em 38s14

A primeira etapa, um Concurso de Salto Nacional 2*, conta com 23 provas de 1 a 1.45 metro, e termina hoje (5) com a disputa do Clássico. Entre as novidades, a realização paralela do Torneio de Verão de Salto para Iniciantes com provas de 0.40, 0.60, 0.80 e 0.90m. Serão R$ 97 mil distribuídos.

Serão dois torneios de verão no CHSA, já que a segunda etapa acontece de 8 a a 12 de fevereiro, logo na sequencia. (Fonte: Brasil Hipismo)

Doda Miranda

Doda Tour 2021

A segunda temporada do DTC Tour já tem seu calendário. O campeonato de Salto acontecerá em oito etapas no Doda Training Center, centro de treinamento do campeão olímpico Doda Miranda, em Itatiba/SP. Aliás, a competição foi idealizada pelo atleta, um dos nomes fortes do Brasil mundo agora nesse esporte.

Sempre bastante disputada, um dos diferencias é a premiação total em dinheiro por prova. De acordo com o idealizador da competição, a maior intenção do evento é incentivar que os demais concursos realizados no país passem, também, a ter melhores prêmios.

“Depois de toda a experiência que adquiri no exterior e tendo sentido na pele as dificuldades que sempre tivemos no Brasil, eu criei o DTC Tour para mostrar principalmente para os nossos dirigentes o melhor caminho para o hipismo de salto no país”, afirma Doda, que também é o idealizador do Longines XTC, que volta em 2021.

Datas:

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto de chamada: TM Foto e Vídeo 

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Hipismo

Após nova confusão, eleição da CBH termina com os dois candidatos à presidência ‘eleitos’

Durante assembleia em hotel no Rio de Janeiro, representantes das federações se dividiram e, de dentro da sala elegeram Kiko Mari enquanto outra votação era realizada no corredor do hotel, elegendo, do mesmo modo, Barbara Laffranchi; Contudo, CBH só oficializou a eleição de Kiko

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Se desde o início o processo eleitoral da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) foi marcado por confusões e polêmicas, o dia, de fato, da votação provou que as divergências entre as duas chapas que estavam na disputa estão longe de acabar. Afinal, a assembleia para eleger o novo presidente da entidade, realizada na última sexta-feira (29) em um hotel na zona sul do Rio de janeiro, terminou com os dois candidatos “eleitos”. Contudo, oficialmente, a CBH só reconhece um. 

Mas por quê duas votações? De acordo com o que foi divulgado, o grupo formado pelos apoiadores da candidata Bárbara Laffranchi saiu da sala onde estava sendo realizada a assembleia originalmente por não concordarem com o fato de algumas federações terem sido impedidas de votar. Dessa forma, ocorreram duas votações simultâneas: uma, dentro da sala elegendo Francisco José Mari, mais conhecido como Kiko, como novo presidente; e a outra no corredor em frente da sala do hotel, elegendo, do mesmo modo, Bárbara para o cargo.

Apesar das duas votações, posteriormente a assembleia a CBH confirmou por meio de nota oficial apenas a eleição de Kiko Mari e João Loyo de Meira Lins como os novos presidente e vice-presidente. Sendo assim, os responsáveis pela gestão da entidade pelos próximos quatro anos.

Diante dos acontecimentos, circula-se pela internet que os apoiadores da candidatura de Bárbara Laffranchi irão promover uma desfiliação em massa da CBH. Tanto que o grupo emitiu uma nota informando que se na hipótese de não se reconhecer a vontade da maioria das federações estaduais e dos atletas, os mesmos ponderarão pela criação de uma nova confederação equestre de hipismo. 

Em nota oficial, CBH só oficializou a eleição de Kiko Mari - Foto: Divulgação/CBH
Em nota oficial, CBH só oficializou a eleição de Kiko Mari – Foto: Divulgação/CBH

Entenda a polêmica da eleição da CBH

Originalmente, a eleição da CBH era para ter ocorrido em novembro de 2020. No entanto, as divergências entre as duas chapas concorrentes ficaram evidentes quando uma conseguiu impugnar a outra para a continuidade do processo eleitoral. Houve acusação de apresentação de documentos errados, fora do prazo e até de ata com assinaturas falsificadas.

Mesmo assim, tanto Kiko quanto Bárbara voltaram a se candidatar e a data da eleição da CBH foi remarcada para o dia 29 de janeiro. Contudo, as confusões e polêmicas permaneceram. A Federação Paulista de Hipismo (FPH) – que desde o início anunciou apoio à candidatura de Bárbara – foi acusada de inadimplência junto à CBH e, portanto, não estaria apta a votar.

Como resultado, a entidade paulista recorreu à Justiça e representantes estiveram na data eleição na última sexta-feira para registrarem o seu voto. Ademais, outras entidades também foram barradas de votar. Como a de Alagoas e do Rio de Janeiro, esta última porque a presidente, apesar de morar há 40 anos no Brasil, é nascida em Portugal e o estatuto da CBH só admite no cargo brasileiros natos. 

Diante da situação, o grupo de apoiadores da candidatura de Bárbara que foram impedidos de votar se retiraram do local da assembleia e, do corredor do hotel, fizeram a sua própria votação diante de um cartorário. Assim, elegeram Bárbara ao cargo de presidente da CBH com 2.052 pontos.

Enquanto isso, dentro da sala do hotel, foi realizada a votação com o grupo de apoiadores da chapa de Kiko Mari. Elegendo-o, portanto, com 1620 pontos, menos do que a pontuação computada para a Bárbara. 

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Divulgação

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