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Ranking Brasil Virtual Maripá de Equitação de Trabalho tem saldo positivo

A primeira etapa da temporada 2021 da Associação Brasileira da Equitação de Trabalho aconteceu de 9 a 14 de março

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Um sucesso atrás do outro para a Associação Brasileira da Equitação de Trabalho. Ao se reinventar durante a pandemia da Covid-19, associação criou um modelo de provas ainda mais agregador. A primeira etapa do Ranking Brasil Virtual Maripá de Equitação de Trabalho reuniu 70 conjuntos e o feedback foi totalmente positivo.

No modelo atual de provas da modalidade, os inscritos se baseiam portanto no croqui divulgado para a sua categoria e monta a pista em casa. Dessa forma, seguindo orientações do regulamento, grava sua apresentação e envia para a Associação. Dois juízes por dia julgam as provas de acordo com uma programação previamente divulgada.

Nesse sentido, os inscritos pontuam para o Ranking Brasil Virtual Maripá de Equitação de Trabalho geral e ainda para seus núcleos. A modalidade realiza campeonatos estaduais em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Brasília e agora em Santa Catarina. Serão três etapas virtuais ao todo.

Segundo Ney Messi, presidente da ABET, a primeira etapa de 2021 seguiu o combinado junto a diretoria. “Fizemos algumas melhorias e correções no formato das provas virtuais, lançadas em 2020. A ideia é deixar o Ranking Brasil Virtual o mais parelho possível com as provas presencias, e acho que cumprimos essa meta”.

Com o intuito de alcançar esse objetivo, umas das principais mudanças foi o número de obstáculos impostos a cada categoria por nível. “Os juízes tiveram oportunidade de avaliar melhor, já que a pista ficou maior, com mais obstáculos. Além disso, os vídeos que chegaram também atenderam, em sua maioria, as observações do regulamento. O que ajudou no julgamento também”, reforça Messi.

Ranking Brasil Virtual de Equitação de Trabalho tem saldo positivo

Destaques Ranking Brasil Virtual Maripá

Para o presidente, deixar a prova mais perto da realidade presencial possível foi um dos destaques. “Observamos, então, que não houve tantos empates e isso é bastante positivo. Especialmente nas primeiras posições, a porcentagem foi muito perto uma da outra, mostrando o nível dos conjuntos”.

Messi também conta que o nível das apresentações subiu bastante e houve a participação de cavalos e iniciantes na modalidade bem preparados. “Nível subindo, mesmo sendo prova virtual, uma proximidade das provas presenciais. Isso é muito bom! Do mesmo modo, notamos que as pessoas prepararam melhor os vídeos e as pistas”, detalha.

Aliás, esse foi um dos pontos divulgados antes do início do campeonato. Que os concorrentes fossem o mais fieis possíveis aos croquis divulgados a fim de garantir uma melhor avaliação de suas apresentações. “Muito interessante ver que o pessoal conseguiu realizar o que a gente pediu. É, de fato, uma melhoria em relação ao ano passado. A grande maioria, realmente, atendeu ao chamado e se preocupou com esse quesito”.

Outro feedback positivo que a ABET teve em relação ao Ranking Brasil Virtual foi a alteração do regulamento mostrando a tabela de descontos que os juízes dão na fase de maneabilidade. “Uma inovação da ABET para 2021, que está logo no início do regulamento, e todo mundo gostou. Recebemos muitas mensagens dos competidores dizendo que essa medida os ajudou”, lembra Messi.

O concorrente que comete um erro, no andamento, por exemplo, consegue agora identificar melhor onde o juiz tirou nota dele. Melhor transparecia e, sobretudo, uma forma de ajuda na evolução técnica do competidor. Ele sabe onde errou de forma clara e pode consertar para a próxima etapa.

Resultados completos e demais informações: abetequitacaodetrabalho.wordpress.com | @abet_brasil_et_oficial.

Por Luciana Omena
Foto: Divulgação/Ney Messi

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Tie-down Roping

Do Motocross ao Laço, Bruno Renna conta como tudo começou

Morador do Vale do Paraíba em São Paulo, o laçador começou na modalidade em um momento que ele considera mais tarde que o usual, mas isso não atrapalhou em nada sua dedicação e desempenho

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Bruno César Renna Quartucci, de Arujá/SP, é hoje um dos nomes do Laço Individual. Tem pela ABQM mais de 350 pontos e participação nas mais importantes provas da modalidade. “Comecei a laçar em 2004. Eu era piloto profissional de Motocross e resolvi largar tudo a fim de aventurar no meio do cavalo”, conta.

Na época, um dos locais que ele treinava Motocross era uma hípica. Inclusive, um rapaz chamado Danilo arrendava algumas baias e a pista de laço. “Acabei me interessando e liguei para o Danilo com o intuito de saber mais sobre o esporte. Em seguida, me convidaram para visitar o treinador Hamilton Bezerra”.

Bruno Renna conta que foi nesse dia que largou de vez o Motocross. “No mesmo dia comecei a me dedicar exclusivamente ao Laço. Mesmo com meus pais dizendo que não tinha mais idade para começar, que iria disputar com pessoas que já treinavam desde criança, mais eu não desisti”, relembra o laçador.

Não demorou muito, portanto, para que a família o apoiasse integralmente. “Alguns meses depois da minha decisão, o Hamilton nos aconselhou a procurar o Daniel Lopes, que seria mais perto da minha casa e eu conseguiria treinar com mais constância”.

Começou ai uma parceria de sucesso. De acordo com Bruno Renna, muitos dos seus títulos vieram nessa época em que Daniel treinava seus cavalos. Assim como o treinador mais experiente também conquistou vitórias. Os anos se passaram e com a ida de Daniel para fora do Brasil, Bruno buscou outro treinador para dar continuidade ao seu projeto.

Morador do Vale do Paraíba em São Paulo, Bruno Renna começou na modalidade em um momento que ele considera mais tarde que o usual

Evolução e recado

“O Paulinho Saraiva, que na minha opinião é um dos melhores treinadores de cavalo de Laço, veio morar no meu rancho e isso me ajudou muito. Logo após um ótimo período com ele, iniciou-se mais um importante momento na minha carreira, com vinda do meu grande amigo Marcos Vendrameto ‘Mezenga’”.

Segundo o laçador, cada treinador que passou pela sua vida tem sua característica e ele aprendeu muito com cada um.

Mais de 10 anos depois, ele coleciona não só momentos importantes, como também cavalos que marcaram. “Entre os cavalos mais marcantes que já montei, Rondos Ronald, que me trouxe a primeira vitória e me acompanhou durante toda minha base nas categorias Iniciante e Amador; e Miss Get ‘Sertaneja’, o melhor animal que já montei até hoje, atualmente é a égua mais pontuada no Laço Individual Cronômetro em atividade”.

Foram muitos títulos nas categorias Iniciante, Jovem e Amador desde que Bruno Renna começou no Laço, bem como algumas vitórias na Aberta. Mas sempre tem aquele que todo competidor lembra com mais carinho. E para ele foi o título do Rodeio de Divinópolis em 2012. “Eu era da categoria Amador e nunca tinha conseguido entrar para uma final de rodeio. Naquele ano acabei campeão”.

Ninguém duvida que, do alto de sua bagagem ao longo dos anos no Laço e a forma como começou, vale seguir essa super dica: “Uma dica para quem está no esporte, principalmente para quem quer começar, é para ir atrás do seu sonho, não importa o que falam para você. Se dedique o máximo e nunca ache que é de mais. Você sempre vai aprender um pouco com alguém.”

Colaboração: PRO Tie Down Roping
Crédito das fotos: Reprodução/Instagram

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Apartação

Fabio Berestino fala da sua paixão por cavalos e pela Apartação

Em contato com cavalos desde criança, mesmo contra todas as possibilidades, tornou-se um nome conhecido e excelente treinador de cavalos

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O paranaense Fabio Berestino, natural de Apucarana, se estabeleceu em São Paulo, depois de passar também por Minas Gerais, para dar sequencia a sua profissão de treinador de cavalos. Hoje ele mora em Jaguariúna, onde toca o seu centro de treinamento. “Aluguei o Rancho Arati e lá montei meu centro de treinamento de Apartação e treino alguns cavalos de Ranch Sorting também”, conta.

Fabio Berestino tem paixão por cavalos desde pequeno. “Meu primeiro contato com o cavalo foi desde pequeno, eu sempre gostei. E sempre tive um cavalinho daqueles pangarézinhos para andar. Com toda a certeza, sempre gostei de estar no meio, desde criança”. Tornou-se um profissional mesmo contra todas as possibilidade, já que ninguém mais em sua família é do meio.

“Na minha família eu não tenho irmãos, sou filho único. E ninguém gosta de cavalo lá em casa e nem parentes meus que eu conheço, só eu mesmo. Acho que eu fiz isso para contrariar meu pai, que ele odeia cavalo”, relembra o treinador.

Em contato com cavalos desde criança, mesmo contra todas as possibilidades, Fabio Berestino tornou-se um nome conhecido e excelente treinador

Descoberta da Apartação

Antes de conhecer a Apartação, Fabio Berestino treinava cavalos de Três Tambores em um rancho que tinha em Guaxupé/MG. E antes disso, também treinou cavalos de Laço Individual. Hoje participa não só de provas de Apartação, como também de Ranch Sorting.

A primeira vez que viu um cavalo de Apartação ao vivo foi em um leilão no Rancho das Américas em 2002. Até então, só tinha visto na televisão e em revistas. Assistiu o já treinador Gildo Vendrame apresentar Hobby Trouble, filho do Hobby Top Cody, que tinha acabado de ser campeão Potro do Futuro da ABQM.

“Eu fiquei impressionado de ver que aquele cavalo apartando sem cabeçada em cima do palco do leilão. Daí conversei com a Angela, esposa do Gildo, eles me deixaram passar uma semana lá com eles no final de 2002. Em seguida, em março de 2003, eles me convidaram para trabalhar. Aceitei o convite e fiquei lá por cinco meses. Logo depois fui ser treinador da Fazenda Barrinha e não parei mais”, reforça Berestino.

São 193,25 pontos no Registro de Mérito da ABQM e mais de R$ 137 mil em ganhos pela ANCA. Já montou em todas as provas do calendário, entre campeonatos regionais e de idade limitada dos animais.

 Ele ainda conta que, em principio, seu sonho era ser treinador de Rédeas, mas não teve oportunidade. “Acabei me apaixonando pela Apartação e segui assim meu caminho. Hoje treino cavalo de Apartação e também de Ranch Sorting”.

O treinador comenta também que 2020 foi um ano muito bom comercialmente para ele e por isso está sem um cavalo de prova com expressão. “Estou com poucos animais devido a bastante procura de cavalo de Ranch Sorting treinado em Apartação. Esse ano que passou eu vendi muito cavalo de clientes e meus devido a essa demanda”.

Em contato com cavalos desde criança, mesmo contra todas as possibilidades, Fabio Berestino tornou-se um nome conhecido e excelente treinador

Momentos marcantes e ligação com o Paint Horse

Em uma carreira longa e sólida como a dele, há uma coleção de momentos emocionantes marcados por acontecimentos inesquecíveis. “Um especial foi quando eu fui reservado campeão do Potro Futuro Aberto em 2013. Classifiquei em todas as fazes com a última nota e na final fizemos uma prova muito boa, meu cavalo andou bem perto de ganharmos a prova”.

Outro momento marcante para ele foi a vitória no ANCA Derby em 2014, com um cavalo praticamente de sua criação. “Inseminei a égua, o pai do Stilo Rey Cat SLB era meu, eu que o treinei desde o começo. Portanto, ganhar essa prova no Aberto com ele foi um dos grandes momentos da minha carreira”.

Hoje ele tem ligação com o cavalo Paint Horse. Diz que sempre gostou bastante da raça e logo no começo comprou uma potra sólida muito boa. “Uma das primeiras ligações que eu tive foi com Luís Manuel Tranquillini. Na época da novela Estrela de Fogo, ele comprou um filho do Eternal Doctor, do amigo que depois se tornou meu amigo, Beto Orsi, e me mandou para treinar. Foi um dos melhores cavalos Paint que eu já montei. Gosto bastante”.

Aliás, um dos destaques da raça na atualidade, o garanhão Winning Pep, já foi campeão Nacional pela ABCPaint sob a sela de Berestino. “No meu modo de ver, acho que as coisas vão melhorar muito para a raça nos próximos anos. Tem linhagem nova entrando, cruzamento de garanhões Paint com éguas Quarto de Milha de Trabalho. Eu gosto bastante do Paint Horse, inclusive eu tenho cinco na minha casa, adoro a raça.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/Adilson Silva e Roberto Mattos

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Hipismo

Como surgiu o Hipismo?

A ligação entre homem e cavalo é milenar; o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C

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O Hipismo como esporte surgiu com o hábito da caça na Inglaterra. Antes de mais nada, é a  única prática olímpica – e equestre de modo geral – em que mulheres e homens competem entre si em igualdade de regras e condição técnica.

No entanto, a amizade entre o homem e o cavalo remonta aos princípios da civilização. Antes de servir para esporte, usavam os cavalos como meio de locomoção. Eram eles que conduziam os soldados nas guerras. Até por isso também tornou-se um elemento ligado à vida militar.

Sabe-se ainda que o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C. Elaborado por Kikkuli, hábil adestrador e professor de equitação do antigo reino de Mitanni, localizado em uma região que hoje abriga parte das terras de Turquia, Síria e Iraque.

Através dos séculos e em diferentes regiões, em dado momento, os cavalos ganharam posição de destaque nas Olimpíadas da Grécia Antiga. Há relatos de que a famosa corrida de bigas, impulsionadas por quatro cavalos, foi incluída na edição das olimpíadas de 648 a.C.

Por outro lado, era costume de nobres europeus, especialmente ingleses, de praticarem a caça à raposa. Nessa atividade, os cavalos saltavam troncos, riachos, pequenos barrancos e outros obstáculos que os caçadores encontravam pelas florestas. A arte de saltar com cavalos em competições, então, tem sua origem no Século 19.

Portanto, houve um desenvolvimento dessa atividade até chegarmos ao Século 20, com a criação das primeiras pistas com obstáculos exclusivamente para a prática de saltos.

Kikkuli – Foto: Wikipedia

O começo

Em 1868, a Real Sociedade de Dublin em Bell’s Bridge promoveu uma prova de salto em altura e outra de salto em distância. O objetivo era o de testar a capacidade dos cavalos de caça. Alguns anos depois, em 1881, a mesma Real Sociedade de Dublin voltou a inovar.

Desenvolveu o que serviria de molde para as competições atuais. Criaram uma pista com quatro obstáculos. Dois deles eram fixos, um se apresentava como uma parede de pedra e o outro consistia em uma espécie de tanque d’água escavado no solo.

No início do século 20, então, o italiano Federico Caprilli revolucionou a técnica de saltos com cavalos ao desenvolver um refinado método que até hoje adota-se. Segundo sua teoria, o cavalo corre melhor quanto tem liberdade de movimentos e, principalmente, se conseguir estender o pescoço.

Assim, Caprilli criou uma técnica para que o animal não sofresse com o puxar das rédeas, permitindo que o cavaleiro pudesse saltar sentado, sem precisar inclinar-se para trás. A técnica foi batizada de ‘assento adiantado’ e, por conta dela, Caprilli é considerado o pai da equitação moderna.

Hipismo: o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C; assim nasceu
Federico Caprilli – Foto: Memin.com

Hipismo como esporte olímpico

Como esporte olímpico, disputou-se pela primeira vez uma prova de Hipismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, em Paris, com provas de saltos. A modalidade só retornou às Olimpíadas em 1912, em Estocolmo, já com Salto, CCE e Adestramento – individual e por equipe. Depois disso, apareceu em todas as edições. Portanto, ausente apenas em St. Louis 1904 e Londres 1908.

Até os Jogos Olímpicos de 1952, na Finlândia, apenas competidores homens tinham permissão para competir. A partir de então tornou-se aberto para ambos os sexos. Outra mudança foi a possibilidade da participação de civis, já que antes apenas militares podiam competir.

Assim, os integrantes da equipe podem ser de ambos os sexos, sem limite mínimo no número de competidores de um determinado sexo, cabendo a cada federação nacional a escolha da equipe. Além disso, o Hipismo é um dos dois únicos esportes olímpicos envolvendo animais, o outro é o Pentatlo Moderno.

O Volteio, que junto com a Atrelagem e o Enduro, são esportes hípicos, só esteve presente em Olimpíadas em 1920. Por outro lado, todas essas modalidades – Salto, CCE, Adestramento, Enduro, Volteio, Atrelagem – integram o quadro dos Jogos Equestres Mundiais, que inclui ainda a Rédeas.

Jogos Olímpicos de Verão de 1900 – Foto: Wikipedia

Hipismo no Brasil

Não demorou para o Hipismo ganhasse o mundo. Por aqui, em terras brasileiras, o começo também foi através dos militares. Após a Guerra da Tríplice Aliança D. Pedro II trouxe de Portugal o Capitão Luiz de Jácome. Acima de tudo, ele tinha a missão de estabelecer as bases para a criação das coudelarias do Exército.

Sua ação fez-se sentir no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, estimulando a equitação nos quartéis e nos clubes civis. Logo após a proclamação da república, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Presidente do Brasil, enviou oficiais à Escola de Cavalaria de Hanover. Com isso, difundiam-se pelo Brasil duas doutrinas, a Francesa e a Alemã.

Os registros históricos dizem, sobretudo, que primeira competição hípica no Brasil foi o Torneio de Cavalaria, realizado em abril de 1641 em Maurícea, onde hoje está Recife/PE. Iniciativa do príncipe holandês João Mauricio de Nassau, único governante geral de colônia não português.

Participaram da prova dois grupos de cavaleiros: de um lado, holandeses, franceses, alemães e ingleses; e do outro, portugueses e brasileiros. O segundo grupo venceu a disputa. Cavalgadas e torneios esportivos como corridas e simulações de combate se tornaram comum no eixo Rio – São Paulo nos séculos 18 e 19. No Brasil foram os nobres que também deram o ‘ponta pé’ para que o Hipismo de desenvolvesse.

Oficialmente, então, as competições começaram em 6 de março de 1847, com Clube de Corridas, que teve como primeiro presidente Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Em São Paulo, por volta de 1930, a marquesa de Santos foi outra personalidade que incentivou as competições hípicas no campo do bairro da Luz.

Hipismo: o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C; assim nasceu
Baloubet du Rouet e Rodrigo Pessoa – Foto: FEI

Criação da CBH e medalhas

Com o crescimento do investimento das pessoas no esporte, fez-se necessária a criação de um órgão regulador. Assim, a primeira iniciativa para a formação de uma entidade máxima do Hipismo no País aconteceu em 1935 com a homologação da Federação Brasileira de Hipismo junto à Federação Equestre Internacional (FEI).

À época, a lei determinava a formação de federações estaduais para todos os esportes, com três clubes, no mínimo. Alcançado este objetivo, portanto, – criação de federações – nasceu a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) em 19 de dezembro de 1941, no Rio de Janeiro. O general Valentim Benício da Silva foi o primeiro presidente da entidade.

Órgão máximo do Hipismo nacional, a CBH é responsável pela regulamentação, coordenação, promoção e fomento de oito dos esportes hípicos praticados no País: Adestramento, Atrelagem, Concurso Completo de Equitação, Enduro, Equitação Especial (Paraequestre), Rédeas, Volteio e Salto.

Em Olimpíadas, o Brasil possui apenas três medalhas no Salto. Um ouro individual com Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet, em Atenas 2004; e dois bronzes por equipe, em Atlanta 2008 e Sidney 2000. Luiz Felipe de Azevedo, Álvaro Miranda Neto ‘Doda’, André Johannpeter e Rodrigo Pessoa fizeram parte das duas conquistas.

Fonte: Rede do Esporte, Café Paddock, CBH, Portal São Francisco, Wikipedia
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Horsenetwork

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