Rodeio

O começo do rodeio no mundo

Algumas fontes mostram vaqueiros marcando bezerros em 1888. Muitos eventos de rodeio foram baseados nas tarefas da vida real exigidas pela pecuária

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Os Estados Unidos venceram a guerra contra o México no Século 19. Ao colonizarem o sul do País, adotaram alguns costumes espanhóis, como a doma e as festas populares. Antes de mais nada, a palavra rodeio vem do verbo espanhol Rodear, que significa juntar e mudar o gado de lugar.

Durante as tarefas no campo, então, os cavaleiros tinham que suportar os pulos de animais xucros e laçar novilhos para marcar e curar. Certo dia, em uma roda de amigos, alguém perguntou: quem é o melhor? E assim surgiu o primeiro rodeio, em Deer Trail, Colorado, em 1869. Em seguida, Pecos, Texas, também realizou um rodeio, em 1883. Logo depois, foi a vez de Prescott, Arizona, em 1888.

A partir dai a prática se espalhou por todo o oeste americano. Até que surgiu a primeira associação em 1929: Rodeo Association of America. Hoje, são dezenas de entidades espalhadas pelo mundo.

Algumas fontes mostram vaqueiros marcando bezerros em 1888. Muitos eventos de rodeio foram baseados nas tarefas exigidas pela pecuária

No Brasil, o rodeio começou em Barretos/SP, na década de 40. Nas pausas do transporte de gado, a diversão dos peões de boiadeiro era a montaria. Desse modo, a primeira prova oficial em Barretos aconteceu em 1956, somente com montarias em cavalo e peões representando as comitivas estradeiras.

Por conseguinte, a montaria em touros surgiu no final da década de 70 e desde então atrai uma legião de fãs. A realização do rodeio em terras brasileiras é amparada pela Lei Federal N° 10.519, de 17 de julho de 2002. Define condições mínimas para a prática da atividade. Desde o uso obrigatório de equipamentos adequados e padronizados até os cuidados essenciais com os animais.

A premiação, que no começo era um agrado, transformou-se em quantias milionárias por todo o mundo. Em muitos lugares, o rodeio é um conjunto de entretenimento, esporte e agrobusiness.

História do rodeio

O rodeio tem uma imagem popular western ligada aos Estados Unidos. Mas, na verdade, cresceu a partir das práticas de fazendeiros espanhóis e seus vaqueiros. Uma mistura de touradas (bullfighting) e derrubada de boi (bullddoging) no Século 16. Movimento, sobretudo, que faz parte do antigo mundo mediterrâneo, uma tradição antiga, que inclui a Espanha.

Algumas fontes mostram vaqueiros marcando bezerros em 1888. Muitos eventos de rodeio foram baseados nas tarefas exigidas pela pecuária
Prescott

Os antigos Minoans de Creta (civilização da Idade do Bronze) praticavam salto, montaria e luta em touros. E há uma ideia de que foram eventos esportivos olímpicos dos gregos antigos, espalhados por toda a Nova Espanha até chegar aos Estados Unidos no Século 19.

Nesse tempo, as apresentações de equipes como a de Bill Picket/Miller Brothers 101 Ranch ou de Buffalo Bill era o que chamava atenção. Demonstrações e acrobacias usando touros, por exemplo, se espalhavam pelo Velho Oeste e até para o mundo. O estilo faroeste dessas apresentações gerou diversas estrelas westerns.

Por serem eventos de entretenimento, rapidamente chamaram atenção de empresários e investidores. De fato, o rodeio como é hoje tomava forma nessa época. Ao poucos, de só entretenimento e sustento de muitos, tomou cara de esporte. Dessa forma, surgiu a necessidade de padronização das competições. Até que se chegou a era das associações de rodeio.

Por volta de 1930, apresentações e competições já faziam parte da programação do rodeio. Aos poucos, o esporte afunilou. Fazem parte, portanto, hoje em dia: montaria em touros, montaria em cavalo – sela americana, bareback e cutiano (só no Brasil) -, laço – dupla, bezerro, steer roping (só nos EUA) e breakaway -, bulldog e três tambores.

Por todo o globo, o rodeio forma um perfeito conjunto de animais, competidores e profissionais em busca de sustento, fama e reconhecimento.

Fonte: Thiago Arantes, Wikipedia
Crédito da foto de chamada: Pecos Rodeo

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Rodeio

Cia de Rodeio investe em genética para touros de pulo

Conheça a história da Cia Juliano Domingos, que pela primeira vez colocará a leilão animais criados por ela ao longo de anos de seleção genética

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Com um controle apurado de animais, hoje a Cia Juliano Domingos dedica-se à produção e venda de touros de pulo exclusivamente com a sua genética. “Todo meu plantel, tanto os machos como as vacas, é oriundo de animais que fizeram história dentro da Companhia”, explica Juliano Domingos, que iniciou sua boiada em 2002.

O foco do negócio mudou, sobretudo, quando ele foi aos Estados Unidos e viu de perto como trabalham por lá a genética de touros de pulo. “Gostei e pensei que podia ter essa experiência na minha boiada e assim o fiz”, lembra. “Em 2008 já nasceram os primeiros animais de genética. Porém, eu ainda focava na compra e venda de animais. Só quando dediquei totalmente ao projeto que os resultados vieram de fato”.

De lá para cá, a Cia Juliano Domingos tem seu plantel todo formado por seus próprios touros de pulo, animais que fizeram sucesso nos rodeios. Ele não compra sêmen externo. A fim de apurar ainda mais, participou de todas as etapas da temporada 2020 do Jovens Touros. Eventos que focam no animal, em busca de futuras promessas da arena.

A Cia venceu todos os eventos que participou. Ademais, foi campeã ainda como melhor criador da temporada. Por conseguinte, teve o touro 821 levando prêmio de touro do ano, animal filho do touro Fim do Mapa, um dos destaques da boiada.

Conheça a história da Cia Juliano Domingos, que pela 1a. vez colocará a leilão touros de pulo criados por ela ao longo de anos de seeção

História

Desde 2002 no mercado de rodeios, a Cia de Rodeio Juliano Domingos iniciou como a maioria das companhias de rodeio, com um plantel próprio, sem venda de animais. Sempre se destacando, em 2006 veio a primeira proposta: dez touros foram vendidos para a Cia JTS. Então nasceu ali um novo método de trabalho.

Comprar, fazer e vender touros, trabalhando com reposição. No ano seguinte, mais touros foram vendidos e assim Juliano Domingos trabalhou até 2017, quando vendeu sua última boiada. “Era difícil segurar os animais, então trabalhei com reposição por muitos anos. Uma forma melhor de lucratividade, já que só os touros pulando em rodeio não fechavam a conta”.

Ainda de acordo com Juliano, o mercado de reposição de touros de pulo ficou muito caro. Ele fazia os touros em casa, colocava no rodeio para pular, apareciam propostas, ele vendia, então precisava repor. “Foi aí que comecei a usar e dedicar a algo que já fazia, que é a genética JD”.

A Cia de Rodeio Juliano Domingos participou de todos os grandes rodeios do Brasil. Foi tricampeã como melhor boiada em Rio Verde, duas vezes campeã em Aparecida do Taboado e Goiânia. Revelou animais como Panamá, vendido para o André de Mogi, que já atuou na final de Rio Verde; 100%, que pulou nas finais de Barretos e Rio Verde; Turbante, final de Barretos, Herculândia e Rio Verde. Assim como também revelou Pega Bobo, Fera Goiana, Amigo da Onça, entre outros.

Como Juliano trabalhou paralelamente com boiada de rodeio e genética, em sua última boiada o grande destaque foi Fim do Mapa. Foi nele que Ted Flora montou para ser campeão em Rio Verde; e Edevaldo Ferreira, que foi campeão em Herculândia logo após montá-lo. Ambos em 2017.

1º Leilão Genética da Cia Juliano Domingos

O 1º Leilão Genética da Cia Juliano Domingos acontece dia 21 de março. Será de forma virtual pelo canal do Youtube do Jovens Touros, à partir das 14h. Em oferta, 37 lotes: dez com animais prontos para o Classic, dez para o Futurity e ainda dezessete fêmeas. Destaque para o lote 21, a vaca 901, filha do 100% e mãe do 872, que venceu duas etapas Jovens Touros. 

“Chegou o momento de compartilhar o trabalho com outros criadores. Já tenho uma movimentação grande de compra e vendas de animais de genética, principalmente para Goiás e Minas Gerais. São treze anos desse trabalho de genética, com frutos comprovados no mercado de pulos.”

Fique por dentro: @cia.julianodomingos.

Colaboração: Eugênio José
Crédito das fotos: Divulgação/Alberto Gonzaga

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Bulldog é uma modalidade considerada a mais radical

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Bill Pickett; mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu de uma ideia de alguns colonos

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O Bulldog que conhecemos hoje surgiu em 1904. Bill Pickett fez uma demonstração em Fort Worth, Texas, de algumas umas técnicas que denominou Bulldogging. Mas, que técnicas foram essas? Tudo começou quando ele largou a escola na 5ª série a fim de trabalhar em uma fazenda. Cavalgava e acompanhava o gado longhorn pelo Texas.

Os longhorns são uma raça de gado conhecida por seus longos e curvados chifres característicos. A saber, podem se estender para uma ponta de mais de 1,8m. Então, Pickett, devido ao seu contato com esse tipo de boiada, inventou a técnica. Consistia, então, na habilidade de agarrar o gado pelos chifres e como uma luta, derrubá-lo no chão.

Com o passar dos anos, o Bulldog tornou-se esporte equestre. Considerada a mais radical do rodeio, já que o competidor parte do brete com seu cavalo em alta velocidade e salta no boi. O conjunto tem a ajuda por um cavalo esteira (que não deixa que o boi saia da sua trajetória). Com efeito, o objetivo é tirar as quatro patas do animal do chão no menor tempo possível.

O recorde mundial é de 1930, 2s2, marcado por Oral Zumwalt (segundo o site ThoughCo), quando ainda não era usada barreira. No Brasil, a menor marca da categoria é 2s9, de Renato Finazzi.

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Bill Pickett; mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu d ideia de alguns colonos
Mais do que força, a modalidade exige técnica – Foto: Divulgação/The Dallas Morning News

Detalhes e regras

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Pickett. Filho de ex-escravos, em 1989 Pickett entrou para o ProRodeo Hall of Fame. Em sua carreira dedicou-se a promover o rodeio e o esporte que ele criou. Tinha uma alma de artista. Fazia treinos diários a fim de melhorar sua técnica de pular nos chifres do novilho e derrubá-lo. Técnica que mais tarde foi apurada até tornar-se o esporte Bulldog que vemos hoje.

Mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu de uma ideia de alguns colonos. Eles observaram como seus cachorros pegavam os bois fugidos, da mesma forma, pulando sobre o pescoço do boi e levando ele ao chão.

Por esse estilo ser semelhante a uma luta, seu nome em inglês é Steer Wrestling. Algo como ‘luta contra o novilho’. Desse modo, faz menção aos movimentos da modalidade citados acima. A raça de cavalo mais apropriada, e comumente usada, é o Quarto de Milha.

O cronometro para quando o juiz valida a prova e baixa a bandeira. O tempo médio para essa ação é de 5 segundos. Caso não complete a prova, o conjunto recebe SAT – Sem Aproveitamento Técnico e são acrescidos 120 segundos ao seu tempo. As provas normalmente são feitas de três a cinco rounds e vence quem obter a menor soma de tempos.

Portanto, ganha quem fizer o menor tempo ou a menor soma de tempos em um evento. Além do SAT, quebra de barreira também penaliza o competidor e 10 segundos são acrescidos ao tempo.

Para muitos especialistas, a origem da modalidade é com Bill Pickett; mas outra corrente diz que o Bulldog nasceu d ideia de alguns colonos

Bulldog no Brasil

O Bulldog chegou ao Brasil em 1988, através dos irmãos Guilherme e Henrique Prata e Paulo José Manno. Então, na arena do Parque do Peão de Barretos, o próprio Henrique, Lucinei Nunes Nogueira ‘Testa, Armando Biasi, Guilherme, entre outros, fizeram a primeira prova da modalidade no Brasil.

Antes de mais nada, o auge foi durante a Federação Nacional do Rodeio Completo nos anos 1990. Inegavelmente, época em que o esporte ganhou popularidade no Brasil. Com o fim da FNRC no começo dos anos 2000, quem tomou à frente do Bulldog foi a Confederação Brasileira de Bulldog. Que, logo depois, tornou-se Associação Nacional de Bulldog.

A ANB ganhou reforço enquanto os atletas que não queriam deixar que o esporte acabasse organizaram mais alguns campeonatos. Das quatro cronometradas é a que tem menor contingente competidores. O esporte ainda sofre com a ‘perseguição’ de bem-estar animal. Dessa forma, alguns rodeios tiraram a modalidade de suas programações.

Em 2011 perdeu forças e só não acabou de vez porque novos atletas entraram e movimentam a modalidade em Minas Gerais. Ao mesmo tempo que contou com o apoio dos mais antigos baseados em São Paulo. Em 2019 a Associação voltou com força total e encerrou a segunda temporada dessa retomada em novembro do ano passado.

Hoje, há buldogueiros em Divinópolis e Claudio, Minas Gerais. Bem como em Vargem Grande do Sul e São João da Boa Vista, São Paulo. Estão à frente da Associação os mineiros Lucas Gonçalves e Gerônimo Luiz, e paulista Fernando Pierini.

Fonte: Wikipedia, PRCA, ANB
Crédito das fotos: Divulgação/ProRodeo

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Leilão de touros de rodeio oferecerá animais com genética americana

Apostando em um mercado que gera lucros, o 1º Leilão Gold Company acontece dia 31 de janeiro através do Youtube

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Todo esporte equestre precisa investir em genética dos animais que participam. Não é diferente com o rodeio. Donos de boiadas que pensam em apurar o seu plantel de touros estão, sem dúvida, um passo à frente dos outros. E, de quebra, melhoram o espetáculo oferecido aos fãs do segmento.

Pensando nisso, a Gold Company marcou para o dia 31 de janeiro, o 1º Leilão Gold Company. O leilão ofertará touros com genética americana comprovada. Ou seja, a oportunidade sólida dos donos de boiadas adquirirem ‘sangue americano’ para os seus planteis. O leilão acontece de maneira virtual, com transmissão pelo canal ‘Astros da Arena’ no Youtube. Rafael Vilella será o leiloeiro.

Genética americana em touros de rodeio

Sempre que a palavra genética é mencionada, automaticamente, os Estados Unidos vêm à mente. Lá é o berço de um trabalho aprovado para os touros de rodeio que deu certo. Antes de mais nada, funciona bem e que movimenta um mercado que gera lucros.

Hoje, genética é algo muito real no Brasil quando o assunto é touros de pulo. Literalmente, é o negócio do momento e os resultados aparecem prósperos e fortes por aqui. Com toda a certeza, há um caminho a ser percorrido, mas já é uma realidade.

Nada melhor do que implementar o que dá certo, por isso a busca pelo ‘sangue americano’. E cruzamento é um quebra-cabeça. Ganha mais quem acertar a genética a fim de produzir e descobrir os melhores animais de pulo.

O 1º Leilão Gold Company acontece dia 31 de janeiro através do Youtube e oferta a melhor genética importada de touro de rodeio do mercado

Gold Company investiu no chamado ‘sangue americano’

O trabalho de genética da Gold Company é antigo. Começou em 1995, com um trabalho mais ‘cru’, feito em fazenda com os touros da Cia Flávio Junqueira, como Paraquedas, entre outros nomes.

No momento em que foi preciso apurar, eles se aproximaram da genética americana. Flavio Junqueira contatou Cido Marques, que tinha alguns animais com sangue americano. Como o touro ‘Hou’s 101 Siri Na Lata’ (foto), filho de ‘Houdini 329’.

Cido Marques tinha duas fêmeas, MD10 e MD20. Duas filhas de ‘Sports Machine’, animal que se apresentou entre os anos de 1999 e 2002. Com 58 saídas e apenas cinco paradas, um delas do brasileiro Paulo Crimber. No currículo do touro, uma nota de 93 pontos, quando perdeu sua invencibilidade para Mike White, na PBR Finals de 1999.

Assim, proprietário iniciou a introdução americana na genética brasileira dos touros de rodeio. Cido Marques cobriu a MD10 com o touro ‘Hou’s 101 Siri Na Lata’. Nasceu o touro ‘Jhow Wayne’. Em seguida, ele comprou sêmen dos touros ‘Bandido’ e ‘Agressivo’ e cruzou com as vacas MD10 e MD20.

Nasceram os animais ‘Red Bandido’ e ‘04 Agressivo’. Em conclusão, todos os animais comercializados no 1° Leilão Gold Company ou têm o sangue americano, ou estão enxertados por um dos animais americanos, descendentes desses touros citados acima.

Mais informações: Paulo Belarmino (17) 99772-5567 | Amanda Belarmino (17) 98106-1933.

Colaboração: Eugênio José
Crédito das fotos: Divulgação

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