O maior campeonato independente de Laço em Dupla segue na sua missão de expandir as fronteiras

O Campeonato Paranaense de Laço em Dupla deu mais um grande passo em direção ao seu crescimento, que já é linear e constante ao longo dos 11 anos de existência. Como faz desde que foi instituído, o CPLD inova e busca sempre abrir suas fronteiras. Inicialmente com etapas apenas no Paraná, já recebendo competidores de todo o país, o campeonato diversificou e realizou algumas etapas em outros estados.

Por trazer para o Brasil uma visão bem profissional, com algumas regras que mudaram o rumo da modalidade, dá para considerar o CPLD o nosso campeonato brasileiro de Laço em Dupla. A temporada sempre contou com quatro etapas e a Mega Final, todas realizadas no Paraná. E pensando nos competidores, os organizadores sempre souberam da necessidade de realizar provas em outros estados.

“Com algumas dificuldades que os laçadores de várias partes do Brasil podem enfrentar para viajar sempre, cada vez mais caro e mais burocrático, a gente sabia que tinha que começar a fazer a CPLD andar também”, comentam os organizadores Anderson Proença e Felipe Monteiro. E foi isso que fizeram. Em outros anos, realizaram etapas em parceria etapas em Araçatuba e Mirassol, São Paulo. E o ano passado eles realizaram por conta própria em Avaré, também em São Paulo, tendo saldos bastante positivos.

Campeões ETR

A segunda etapa da 11ª temporada CPLD aconteceu na pista coberta do TA Quarto de Milha, em Nerópolis/GO, dias 2 e 3 de junho. A etapa estava marcada há alguns meses e acabou entrando no período da paralisação dos caminhoneiros que parou o País. Mas Proença e Felipe decidiram não adiar a prova. Entre os motivos, a greve já estava em sua reta final e também por achar que o Brasil não pode parar. “Prejudicou um pouco, algumas cidades ainda não tinham diesel, mas o nosso calendário de provas é muito apertado, tem prova de Laço todo final de semana, e achamos que adiar não seria uma boa ideia”.

E a ida para Goiás era uma negociação antiga. “É difícil ir para um estado novo, são outros costumes, outro jeito de tocar prova, o laço é bem regional. Mas deu tudo certo, foi uma prova muito boa. A estrutura do TA é fantástica. A prova foi um show”. Eles comentam ainda que o CPLD tem um cliente fiel no Goiás. “Sempre teve um pessoal que foi a todos as nossas etapas, seja em que lugar for. É um estado que tem muita prova de Laço, provas de todos os formatos e tamanhos, provas muito boas, o número de laçadores também é alto. Então é uma grande alegria poder chegar ao estado e realizar um bom evento”.

Campeões Somatória 3

O jeito CPLD de tocar prova é bem peculiar e pelo feedback, eles acreditam que a aprovação foi geral. “Pessoal gostou muito e esperamos todos de volta na próxima e ainda trazendo os amigos também. Foi muito prazeroso para nós apresentar o CPLD para o Goiás. Superou as nossas expectativas de forma bem positiva”. O depoimento de Giovani Henrique, competidor e organizador de provas, corrobora essa ideia. “Foi muito providencial e proveitosa a etapa do CPLD aqui no Goiás, pois mostrou que a organização, o horário rigoroso e a imparcialidade com todos competidores são fatores muito importantes hoje no esporte Laço em Dupla”, comenta.

Giovani lembra que a prova foi muito boa mesmo com alguns pontos negativos na data, oriundos de fatores externos como o feriado Corpus Christi, a greve, ameaça de mais greve no domingo do evento. O laçador também aponta uma questão que diferencia das provas que são realizadas no estado. “CPLD tem prova dia de domingo e só oito inscrições para cada laçador nas provas de handcap baixo, 2, 3 e 4, e a melhor premiação da etapa oferecida ao HC4, que é o que tem menos competidores aqui na região. Isso pode ser visto como negativo, mas é só porque não estamos acostumados aqui, e mesmo assim deu super certo. Acho que logo todo mundo se habituará e a partir da próxima prova CPLD aqui em Goiás, com certeza será melhor ainda”.

Giovani Henrique

Outro fator importante, segundo Giovani, levado pelo CPLD ao estado, e que os ajudará nas provas que realizaram, foi “o sorteio para quem não conseguiu todos parceiros. Essa operação será usada frequentemente de agora em diante aqui em nossas provas também, pois resolve o maior problema que temos aqui para uma prova ser sucesso total, principalmente nas provas baixas até HC4, que são 90% das provas em Goiás”.

Na pista, uma laçada melhor que a outra. A Elite Team Roping realizou sua 12ª etapa que teve como campeões Pedro Borges e Edvaldo Martins. Prova aberta, vem tendo emoções a cada etapa, a cada prova o ranking muda de líder, o que tem deixado as disputas ainda mais acirradas. Paulo Roberto tem R$ 25.200,00 e lidera na Cabeça, e Pedro Borges com R$ 31.300,00 é o líder no Pé. Todo mundo quer ter o título de melhor cabeceiro e melhor pezeiro do Brasil. Os organizadores esperam realizar de 18 a 20 etapas nessa temporada.

CPLD Mirim

Ainda falando de campeões, no HC4, Regis Stival e Sandro Urubu subiram ao lugar mais alto do pódio. Na HC4 VIP, foi Leandro Lessa e Augusto Medeiro que ficaram com a vitória. Primeiro lugar no HC3 foi para Fred Pretolina e Roberto Ferraz e no HC6, melhor para Marcelinho Goiabera e Marcelo Rezende.

A próxima etapa já está marcada para junho novamente, de 22 a 24, em Londrina/PR.

Por Luciana Omena
Fotos: Ricardo Mariotto

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