O projeto iniciou o ano passado e vem ganhando força entre as laçadoras

O Campeonato Paranaense de Laço em Dupla – CPLD é uma referência na organização e inovação de provas, sempre pensando na melhoria do esporte e nos competidores. Em 2017, lançou o Laço Feminino, como categoria de Incentivo, dando oportunidade para as mulheres que já laçam e não tinham espaço nas competições.

“O CPLD é incentivador do esporte e a intenção é fomentar. Ainda estamos muito longe, mas espero que seja uma semente. E que no futuro possamos ter bastantes mulheres participando e que seja um novo mercado dentro do Laço em Dupla no Brasil, assim como é nos Estados Unidos”, expõe Juliana Balbo, uma das que encabeçam a ideia.

As duplas são formadas de acordo com número de competidoras e é exclusiva para mulheres. Mas elas também se aventuram nas somatórias normais da prova, laçando com homens.

Juliana também laça, é cabeceira. Segundo ela, é muita adrenalina e os desafios são muitos. “Nossa, é muito bom, porque o desafio é grande. São tantos detalhes ao mesmo tempo, que acertar a laçada já é uma vitória”.

Juliana Balbo

A paranaense Aline Gomes de Lima, foi uma das primeiras que começou no Laço em Dupla. Laça Pé e para ela é muito prazeroso estar em pista. “Quando comecei a laçar foi uma novidade para todos, pois quase não tinha mulheres nessa modalidade. E a maior dificuldade que encontrei foi para conseguir enrolar a corda no pito, não é fácil, exige muita agilidade com as mãos, tudo muito rápido e perigoso”, conta Aline.

A laçadora tem o apoio do marido e de toda a família. Quando ela vai laçar, todos a acompanham nas disputas. E ela fala da importância do incentivo que o CPLD vem dando para as mulheres.

“O CPLD tem incentivado muito esse esporte e só tenho a agradecer, pois muitas começaram por meio desse incentivo. A cada dia tem crescido mais. E meu desejo que um dia possamos ser muitas correndo provas”.

Felipe Monteiro e Anderson Proença ao lado das laçadoras do CPLD

A parceira de Aline é Roberta Garbelini Gomes Zanin, que tomou gosto pelo Laço aos 12 anos de idade. Participou de algumas provas e ficou um tempo parada, retornando em 2015 a laçar. E foi o CPLD deu um empurrãozinho para se aperfeiçoar mais.

“É uma prova grande e abriu esse espaço para nós laçarmos A maior dificuldade é ter cavalo bom, muito difícil encontrar um animal de cabeça para amador e muito caro. É um esporte de muita adrenalina cada boi é um boi, são muitas variáveis para dar certo”, fala Roberta.

O desejo da laçadora é que as mulheres que laçam se unam mais. “Quando comecei, não tinha quase ninguém. Hoje temos muito mais que já laçam, aspiro que a categoria Feminino se fortaleça e se consolide, pois sempre temos as arquibancadas lotadas para nos assistir”, pontua Roberta.

Roberta Zanin

O CPLD encerrou a temporada 2018 em novembro e contou com a presença marcante e vibrante dessas guerreiras.

Por Verônica Formigoni
Fotos: Ricardo Mariotto
Na foto de chamada: Aline e Roberta

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