“Toda experiência é válida como aprendizado e acredito que grandes exemplos contribuem para o nosso amadurecimento no esporte”

A maioria das pessoas que passam a conhecer e conviver com cavalos se envolve de tal forma que a aproximação com estes animais vai além do prazer. Abrange, em muitos casos, os negócios no meio rural, o esporte equestre com suas diferentes modalidades e o lazer que costuma ser o ponto mais atrativo do meio.

A história de Guilherme Augusto Habermann, de 33 anos, que nasceu em Santa Cruz da Conceição/SP, começou com a paixão pelos cavalos. Em seguida, desenvolveu o interesse pelo esporte, fazendo dele hoje um grande profissional de Laço de Bezerro.

Atualmente o atleta mora com a esposa em Divinópolis/MG e trabalha com o laçador Adriano Amaral, na Fazenda Limeira, localizada em Cláudio, também em Minas. Duas cidades, aliás, que têm como forte em seus rodeios as modalidades de Laço.

“Comecei a laçar por simplesmente gostar de cavalos. Aos poucos fui me envolvendo com o Calf Roping. Em 2016, me casei e mudei para o estado de Minas Gerais, passando a viver do cavalo. Foi quando tive a oportunidade de começar a trabalhar com o Adriano”, contou Guilherme.

O laçador em terras mineiras dá continuidade na sua vida profissional e carrega títulos como finalista na Expo Claudio, Expo Cajuru e Expo Samonte, vice-campeão no Campeonato Mineiro de 2017, dentre outras vitórias que somam para seu currículo do laçador.

Tudo é sobre suas inspirações no esporte como um dos motivos de crescimento profissional. “Toda experiência é válida como aprendizado e acredito que grandes exemplos contribuem para o nosso amadurecimento no esporte, seja ele qual for. Tenho o Zenilton dos Santos, Carlinhos Pereira e Daniel Lopes como grandes inspirações no laço”.

Guilherme cravou o tempo de 7s85 durante uma etapa do Campeonato Mineiro, no Rancho do Hendell Almeida, localizado em Nova Serrana, que até hoje foi sua melhor marca. Montando o cavalo Pepto Red Lake, o laçador corre em diversos eventos no Brasil, mas destaca o rodeio da Divinaexpô como um exemplo de organização e incentivo.

Como todo atleta que se dedica no esporte as expectativas para o desenvolvimento constante da modalidade são sempre as melhores. “Acredito muito no crescimento do laço, apesar do preconceito que sofremos, principalmente em relação à questão do bem-estar animal. Mas existem muitas pessoas que conhecem de fato o que acontece e lutam pela verdade e pelo reconhecimento da modalidade”, concluiu.

Por Camila Furtado/Editora Passos
Foto: Arquivo Pessoal

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