Seja no Tambor ou na Corrida, o garanhão produziu inúmeros campeões que já faturaram milhões nas pistas e arenas dos Estados Unidos e do Brasil

Fishers Dash foi importado para o Brasil em 1999, pelo criador José Nelson Fakri, do Haras Rancho das Américas. Ele era sócio do potro tordilho, do tradicional criatório californiano Vessels Stallion Farm, onde por toda a vida ficou alojado o garanhão First Down Dash, pai de Fishers Dash.

Foto: Álvaro Maya

O Haras Rancho das Américas reuniu um grupo de criadores, através de cotas de temporadas de monta, para viabilizar a vinda do promissor garanhão ao Brasil e assim servir as suas principais matrizes com linhagem de corrida. De acordo com o Médico Veterinário da Central Rancho das Américas, Rafael Vicensotto De Giuli (Tuco), o reprodutor foi levado de volta aos Estados Unidos em dezembro de 2000, ocasião em que foi sindicalizado por múltiplos milhões de dólares.

Ele conta que Fishers Dash deixou duas gerações de potros aqui. Tal valorização se deu principalmente pela impressionante campanha de seu filho Dashin Knud, que venceu os principais Futurities de Los Alamitos e acumulou mais de US$ 1 milhão em prêmios, e ajudou Fishers Dash a liderar as estatísticas entre os garanhões estreantes daquele ano. “É um desempenho raramente visto no primeiro ano de um garanhão recém lançado. Naquela temporada de corridas, também se destacaram Pivotal Decision e Thru Rebas Eyes”.

Em 2010, um grupo de criadores convidados pela Central Rancho das Américas formou um condomínio e comprou todas as cotas americanas, possibilitando o retorno do garanhão ao Brasil. “Nessa época, os grandes leilões aqui estavam começando a tomar força e as matrizes Fishers Dash eram muito valiosas, pela ótima produção e beleza. Desde seu retorno, os criadores brasileiros têm servido com Fishers Dash, tanto suas éguas de linhagem de corrida como de trabalho, com foco em adicionar precocidade e velocidade ao plantel”.

Tuco diz ainda que mesmo com o desaparecimento do garanhão em janeiro de 2015, a viabilidade da sua produção foi mantida graças ao uso de sêmen congelado e habilitado no MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para comercialização. Em 2018, ele afirma que o plano é manter o valor das coberturas para que o projeto de cada criador de cobrir suas melhores matrizes continue viável. “Para os próximos anos não conseguimos prever ainda se isso será possível, já que os estoques de sêmen estão baixando”.

A equipe da Central Rancho das Américas não esconde o desejo de alojar, no futuro, um garanhão filho de Fishers Dash. “Nossa história com ele foi muito feliz, trazendo resultado e satisfação para todos à nossa volta. Por isso, continuar esse legado de qualidade genética, nos trará muita satisfação em continuar trabalhando e dando nosso melhor”, afirma Tuco.

Nos Três Tambores, segundo ele, os acasalamentos têm mostrado resultado numa gama grande de éguas, de Shady Leo à On A High inclusive com inbreeding de First Down Dash quando acasalado com éguas Dash Ta Fame, e o inverso, matrizes Fishers Dash com garanhões de várias linhagens, também funciona bem.

Fishers Down Dash. Foto: Beto Negrão

Entre os destaques de sua produção nos Três Tambores: Fishers Down Dash, RMT, com 658.5 pontos pela ABQM e líder do ranking de Prêmios do SGP Sistema com mais de R$ 290mil, campeão Nacional da ABQM 2012 nas categorias Exibição, Aberta Sênior, Feminino e Castrado. Foi ainda recordista brasileiro com 16s758; Fishers On high IBM, ganhador de mais de R$ 122 mil pelo SGP Sistema e 205 pontos pela ABQM. Nessa modalidade, os filhos de Fishers Dash somam 1351 pontos pela ABQM e valor superior a R$ 501 mil em premiação, segundo o SGP Sistema.

“Fishers Dash é o número cinco no ranking de avós paternos nos Três Tambores entre todos os garanhões, com soma superior a R$ 2.774 milhões e é o número um com sêmen congelado nacionalizado disponível. No ranking da ABQM é o terceiro melhor com 10.094 pontos”, reforça. Ainda falando em estatísticas, em Corrida, nos Estados Unidos ele produziu mais de US$ 11.500.000,00 em prêmios. No Brasil, é produtor de R$ 1.700.062,50 em prêmios e é avô materno de ganhadores de R$ 2 milhões em prêmios e também foi líder das estatísticas de 2011 como avô materno no Jockey Club de Sorocaba.

Por Equipe Cavalus

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