O cavalo Árabe é rapidamente identificado pela cabeça delicada, com seu perfil côncavo, olhos expressivos, orelhas pequenas e focinho curto

Embora a origem do Cavalo Árabe ainda seja um mistério, várias teorias tentam explicar seu surgimento. Segundo o site da Associação dos Criadores do Cavalo Árabe – ABCCA, existem evidências da presença do Cavalo Árabe já domesticado na Mesopotâmia há cerca de 4000 aC, onde hoje se localiza o Iraque. Também não existem dúvidas de que o Puro-Sangue Árabe é a raça cavalar mais antiga do mundo, uma das primeiras que foram domesticadas e com características de inteligência, harmonia de conformação e beleza.

O cavalo árabe, também chamado Puro-Sangue Árabe, é uma raça equina originada na Península Arábica. Com um peculiar formato do crânio e da cauda, é uma das mais facilmente identificáveis raças de cavalo do mundo.  Difundiu-se na época da guerra e com o uso para o comércio, sendo também utilizado para melhorar outras raças, dando-lhes mais velocidade, refinamento, resistência e estrutura óssea.

Foto: cedida

Sua extraordinária capacidade como cavalo de guerra, sua velocidade, resistência e agilidade conquistaram povos e reinos em todo o mundo e esses reinos se esmeraram em mantê-las puras como forma de utilizar seu precioso sangue na criação de tropas para o exército e trabalho através do cruzamento com cavalos locais, dando origem a praticamente todas as raças que conhecemos hoje.

As tribos beduínas do deserto foram as grandes responsáveis pela domesticação e seleção genética das qualidades e da preservação da pureza racial do Cavalo Árabe. Em 700 aC havia uma procura generalizada por ele em todo o Oriente Médio e Norte da África. Guerras eram iniciadas com o único fim de obtê-los em maior número possível.

As lutas se sucediam entre assírios, persas, povos das estepes em torno do mar Vermelho até o Egito. Joias, relevos em murais, pinturas em utensílios da época dessas regiões trazem a imagem do Cavalo Árabe muito semelhante a que conhecemos hoje e o integram como um componente de grande importância na cultura e na vida dos povos do deserto.

Um grande exemplo do símbolo que representa o cavalo na vida dos Árabes pode ser aferido na lenda muçulmana que narra a origem e conta que Maomé, após uma longa caminhada, mandou que soltassem os cavalos para tomarem água. No entanto, antes que eles chegassem ao rio para saciarem a sede ele os chamou de volta. Apenas cinco éguas pararam e, em vez de seguir, retornaram atendendo ao chamado de seu senhor. O profeta então abençoou a fidelidade e obediência dessas cinco éguas e com elas deu início a criação do Cavalo Árabe.

Características

Foto; Weheartit

As pelagens conhecidas são Preto, Alazão e Castanho, sendo possível fazer várias outras combinações. Cabe ressaltar que a pigmentação preta é a mais rara nessa raça.

A característica mais marcante, o pescoço, sinuoso e arqueado, chamado de cisne, tornado-o mais expressivo, elevando a cabeça. Outro aspecto que se destaca é sua garupa, pois é praticamente reta. A cauda é levemente erguida devido ao fato de que a primeira vértebra da cauda é levemente inclinada para cima.

Os olhos são típicos de muitas espécies de animais do deserto, grandes e salientes, responsáveis por prover o animal de uma excelente visão.  Focinho pronunciadamente côncavo, narinas e olhos expressivos, bem afastados e mais baixos do que nas outras raças.

Brasil

Os primeiros registros dos cavalos árabes importados para o Brasil aconteceu entre os anos de 1826 a 1885. Nessa época a importação mais famosa foi feita pelo estadista Joaquim Francisco de Assis Brasil, que trouxe três importantes garanhões: Amir, Maalek e Mazir, nascidos no próprio deserto. A fêmea Airé, filha de Risfan e de Racbdar, nasceu em 1929, sendo o primeiro puro sangue árabe brasileiro.

São 35 mil cavalos árabes puros registrados no Brasil (2015), com maior concentração de animais no estado de São Paulo. Atualmente, o país se destaca no setor de exportação, criadores da Europa, América do Sul e do Norte, Oriente Médio e Austrália importam animais devido à evolução genética sofrida pelos cavalos brasileiros.

Endurance Race no Wadi Rum. Foto: Wiebke Wilting

A raça Árabe também tem uma aptidão para esportes equestres. Por ter grande resistência e possuir capacidade de galope, é utilizado em corridas que ocorrem em desertos, por exemplo. Tem uma corrida famosa no deserto de Wadi Rum, sul da Jordânia, onde são percorridos 120km, a International Endurance Race, reunindo cavaleiros do Oriente Médio.

Pela resistência, é também muito utilizado para o Enduro, mas se destaca também nos Três Tambores, Salto, Hipismo Rural, Laço, Ranch Sorting, Team Penning.

Fonte: Portal da ABCCA

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